Questões de Concurso
Comentadas para analista judiciário - economia
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Arrecadação tributária do Governo .............................. 260.000
Produto Interno Líquido a preços de mercado ............. 1.000.000
Transferências do Governo ao Setor Privado .............. 40.000
Depreciação ................................................................ 25.000
Subsídios do Governo ao Setor Privado ...................... 15.000
Impostos Diretos.......................................................... 30.000
Observação: Despreze os algarismos a partir da segunda casa decimal.
A carga tributária líquida da economia, nesse ano, correspondeu a
Despesa de Consumo Final.................................................. 1.903.679
Variação de Estoques ........................................................... 8.012
Formação Bruta de Capital Fixo............................................ 389.328
Renda Nacional Bruta........................................................... 2.311.211
Transferências Correntes Líquidas recebidas do exterior 9.366
Saldo Externo de Bens e Serviços (positivo)......................... 68.778
A Poupança Bruta do Brasil naquele ano foi, em milhões de reais, igual a
Despesa de Consumo Final.................................................. 1.903.679
Variação de Estoques ........................................................... 8.012
Formação Bruta de Capital Fixo............................................ 389.328
Renda Nacional Bruta........................................................... 2.311.211
Transferências Correntes Líquidas recebidas do exterior 9.366
Saldo Externo de Bens e Serviços (positivo)......................... 68.778
A Renda Disponível Bruta do Brasil, naquele ano, equivaleu, em milhões de reais, a
Despesa de Consumo Final.................................................. 1.903.679
Variação de Estoques ........................................................... 8.012
Formação Bruta de Capital Fixo............................................ 389.328
Renda Nacional Bruta........................................................... 2.311.211
Transferências Correntes Líquidas recebidas do exterior 9.366
Saldo Externo de Bens e Serviços (positivo)......................... 68.778
O Produto Interno Bruto do Brasil naquele ano correspondeu, em milhões de reais, a
I. A implementação de programas de transferência de renda como o Bolsa Família visa promover sua melhor distribuição.
II. A criação de uma nova alíquota de imposto de renda superior às atualmente existentes constitui, inequivocamente, uma política de transferência de renda para as classes de menor poder aquisitivo.
III. A função estabilizadora das políticas governamentais pode ser cumprida por meio da concessão do seguro desemprego, que transfere renda de forma temporária aos trabalhadores que perderam seu emprego.
É correto o que se afirma APENAS em
I. Países que adotam a política de câmbio fixo e estão enfrentando um déficit na balança comercial devem promover uma desvalorização cambial para alcançar o equilíbrio comercial.
II. A teoria da paridade do poder de compra propõe que a taxa nominal de câmbio deve variar em proporção tal que a taxa de câmbio real se mantenha fixa e, dessa maneira, seja possível manter a trajetória do saldo comercial do país.
III. A adoção de uma política de taxas de câmbio flexíveis é condição necessária e suficiente para garan- tir o equilíbrio da balança comercial de um país.
É correto o que se afirma APENAS em
Confesso que continuo achando a frase algo perturbadora, provavelmente pelo pressuposto que ela encerra: o de que os espaços da liberdade individual estejam distribuídos e demarcados de forma inteiramente justa. Para dizer sem meias palavras: desconfio do postulado de que todos sejamos igualmente livres, ou de que todos dispomos dos mesmos meios para defender nossa liberdade. Ele parece traduzir muito mais a aspiração de um ideal do que as efetivas práticas sociais. O egoísmo do adolescente é um mal dessa idade ou, no fundo, subsiste como um atributo de todas?
Acredito que uma das lutas mais ingentes da civilização humana é a que se desenvolve, permanentemente, contra os impulsos do egoísmo humano. A lei da sobrevivência na selva - lei do instinto mais primitivo - tem voz forte e procura resistir aos dispositivos sociais que buscam controlá-la. Naquelas aulas de História, nossa professora, para controlar a energia desbordante dos jovens alunos, demarcava seu espaço de educadora e combatia a expansão do nosso território anárquico. Estava ministrando-nos na prática, ao lembrar os limites da liberdade, uma aula sobre o mais crucial desafio da civilização.
(Valdeci Aguirra, inédito)
I. No primeiro parágrafo, a última frase expressa uma verdade geral que se depreendeu da análise de uma situação particular.
II. No segundo parágrafo, a perturbação confessada pelo autor do texto advém do reconhecimento de que todos os adolescentes são egoístas.
III. No terceiro parágrafo, a lei do mais forte é invocada para explicar por que idealizamos os nossos mais primitivos instintos.
Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em :
Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado
do Pará.
Acerca de Montaigne
Montaigne, o influente filósofo francês do século XVI, foi um conservador, mas nada teve de rígido ou estreito, muito menos de dogmático. Por temperamento, foi bem o contrário de um revolucionário; certamente faltaram-lhe a fé e a energia de um homem de ação, o idealismo ardente e a vontade. Seu conservadorismo aproxima-se, sob certos aspectos, do que no século XIX viria a ser chamado de liberalismo.
Na concepção política de Montaigne, o indivíduo deve ser deixado livre dentro do quadro das leis, e a autoridade do Estado deve ser a mais leve possível. Para o filósofo, o melhor governo será o que menos se fizer sentir; assegurará a ordem pública sem invadir a vida privada e sem pretender orientar os espíritos. Montaigne não escolheu as instituições sob as quais viveu, mas resolveu respeitá-las, a elas obedecendo fielmente, como achava correto num bom cidadão e súdito leal. Que não lhe pedissem mais do que o exigido pelo equilíbrio da razão e pela clareza da consciência.
(Adaptado da introdução aos Ensaios, de Montaigne. Trad.
de Sergio Milliet. S. Paulo: Abril, Os Pensadores, 1972.)
A legalidade funda-se em um forte conceito ético, que é a legitimidade. O poder que impõe a legalidade deve ser um poder legítimo. Modernamente, não se aceita mais a legalidade como conceito meramente formal. Para que a limitação à esfera individual seja válida, deve ser o poder que a impõe legítimo.
Os estados de regimes políticos autoritários possuem uma esfera de poder hipertrofiada em relação ao direito. Com isso, a legitimidade do poder torna-se questionável. As limitações impostas à liberdade, por conseguinte, não seriam éticas, legítimas, e, portanto, o direito fundamental estaria sendo desrespeitado. O legalismo cego e formal pode tornar-se arma para referendar abuso de poder e restrição ilegítima às liberdades individuais. Percebe-se, então, que, a despeito de ser atualmente o direito fundamental de liberdade assegurado em documentos legais ao redor do mundo, existe uma conotação ética que lhe serve de razão última e principal.
A restrição à liberdade pela legalidade deve ser formalmente e materialmente válida: formalmente, quanto às regras preestabelecidas de formação, limites e conteúdo da lei; materialmente, quanto à legitimidade tanto das regras preestabelecidas quanto do poder que impõe as leis e que se encarrega de garantir seu cumprimento.
O conteúdo das leis é também fonte de considerações éticas. Pode uma lei ser formalmente válida e emanada de poder legítimo, e mesmo assim ser moralmente considerada inválida, enquanto limitadora do conteúdo das liberdades. Daí concluir-se que a legitimidade do poder não é suficiente para que a legalidade seja legítima; é necessário também que o conteúdo das leis seja expressão da soberania popular.
Confesso que continuo achando a frase algo perturbadora, provavelmente pelo pressuposto que ela encerra: o de que os espaços da liberdade individual estejam distribuídos e demarcados de forma inteiramente justa. Para dizer sem meias palavras: desconfio do postulado de que todos sejamos igualmente livres, ou de que todos dispomos dos mesmos meios para defender nossa liberdade. Ele parece traduzir muito mais a aspiração de um ideal do que as efetivas práticas sociais. O egoísmo do adolescente é um mal dessa idade ou, no fundo, subsiste como um atributo de todas?
Acredito que uma das lutas mais ingentes da civilização humana é a que se desenvolve, permanentemente, contra os impulsos do egoísmo humano. A lei da sobrevivência na selva - lei do instinto mais primitivo - tem voz forte e procura resistir aos dispositivos sociais que buscam controlá-la. Naquelas aulas de História, nossa professora, para controlar a energia desbordante dos jovens alunos, demarcava seu espaço de educadora e combatia a expansão do nosso território anárquico. Estava ministrando-nos na prática, ao lembrar os limites da liberdade, uma aula sobre o mais crucial desafio da civilização.
(Valdeci Aguirra, inédito)