Questões de Concurso Comentadas para médico

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Q3470541 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.



Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais



Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.



À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.



"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).



Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.



"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."



O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.



As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.



Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos. 



Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.



Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.



Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.



"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.



"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."



Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.



De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.



Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.



"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.



Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.



"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."



Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.



Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.



Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados. 



"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.



Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.



Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.



Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.



Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo.



"O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.



"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."



Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado.


Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."

Assinale a opção que contenha apenas pronomes: 
Alternativas
Q3470537 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.



Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais



Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.



À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.



"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).



Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.



"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."



O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.



As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.



Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos. 



Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.



Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.



Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.



"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.



"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."



Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.



De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.



Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.



"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.



Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.



"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."



Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.



Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.



Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados. 



"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.



Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.



Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.



Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.



Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo.



"O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.



"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."



Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado.


Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são teimosos por não 'seguirem' à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.

O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3470015 Saúde Pública
A Educação em Saúde é uma prática essencial na promoção da saúde e prevenção de doenças. Entre as correntes teóricas que fundamentam as práticas educativas em saúde, aponte qual enfatiza a necessidade de transformação social e o empoderamento dos indivíduos para a mudança de comportamentos e condições de saúde:
Alternativas
Q3470014 Medicina
Em relação às estafilococcias, marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3470013 Medicina
A respeito das estreptococcias, é incorreto afirmar:
Alternativas
Q3470012 Medicina
Distúrbios do metabolismo do cobre, como a doença de Wilson, podem resultar em acúmulo tóxico de cobre nos tecidos. Indique qual das seguintes opções melhor descreve uma consequência do acúmulo de cobre no fígado:
Alternativas
Q3470011 Medicina
Na insuficiência renal crônica, ocorre uma alteração no metabolismo do fósforo, frequentemente resultando em hiperfosfatemia. É o mecanismo primário pelo qual a hiperfosfatemia contribui para o desenvolvimento de doença óssea metabólica nesses pacientes:
Alternativas
Q3470008 Medicina
Uma criança apresenta prurido no couro cabeludo e lêndeas (ovos de piolhos) aderidas aos fios de cabelo. O exame dermatológico revela piolhos adultos em movimento no couro cabeludo. O ciclo de vida do Pediculus humanus capitis e o tratamento de escolha para esta criança é:
Alternativas
Q3470007 Medicina
Um paciente apresenta prurido intenso, principalmente à noite, e lesões cutâneas eritematosas e papulosas em punhos, dobras axilares e região genital. O exame dermatológico revela pápulas, crostas hemáticas e túneis acarinos. Indique o diagnóstico e intervenção:
Alternativas
Q3469886 Pedagogia
Na implementação de programas de Educação em Saúde, diferentes técnicas podem ser utilizadas para alcançar os objetivos educacionais. Aponte qual das seguintes técnicas é especialmente eficaz para facilitar a discussão em grupo, permitindo que os participantes explorem suas experiências e conhecimentos sobre questões de saúde:
Alternativas
Q3469880 Medicina
O hipoparatireoidismo, caracterizado por hipocalcemia, pode resultar de várias condições, incluindo danos cirúrgicos às glândulas paratireoides. Indique qual das seguintes manifestações é mais diretamente associada à hipocalcemia crônica:
Alternativas
Q3469879 Medicina
Um paciente apresenta lesões cutâneas eritematosas, descamativas e pruriginosas em áreas como face, tórax e membros inferiores. O exame dermatológico revela bordas eritematosas e vesiculosas nas lesões.

Indique qual o agente etiológico mais comum das dermatofitoses e qual o tratamento de escolha para este paciente:
Alternativas
Q3469876 Medicina
Acerca das complicações associadas às encefalopatias, indique a alternativa correta:
Alternativas
Q3469875 Medicina
Sobre o manejo farmacológico das encefalopatias, é incorreto afirmar:
Alternativas
Q3469874 Medicina
Considerando a fisiopatologia das encefalopatias, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3469873 Medicina
Os impactos pulmonares da tuberculose incluem uma variedade de manifestações radiológicas. Indique qual das seguintes opções melhor descreve os achados radiológicos típicos da tuberculose pulmonar primária em adultos:
Alternativas
Q3469872 Medicina
O tratamento da tuberculose envolve o uso de múltiplos antibióticos para prevenir o desenvolvimento de resistência. Indique qual dos seguintes fármacos atua inibindo a síntese do ácido micólico, um componente crucial da parede celular do Mycobacterium tuberculosis:
Alternativas
Q3469871 Medicina
A detecção do DNA do Mycobacterium tuberculosis por meio de técnicas de diagnóstico molecular tem se tornado uma ferramenta importante no diagnóstico rápido da tuberculose. Aponte qual das seguintes técnicas é amplamente utilizada para a detecção direta do DNA do patógeno em amostras clínicas:
Alternativas
Q3469870 Medicina
Um paciente de 60 anos com diabetes mellitus tipo 2 há 20 anos apresenta retinopatia diabética proliferativa, nefropatia diabética com proteinúria e neuropatia periférica sensitivomotora. Selecione qual a alternativa que apresenta os principais fatores de risco para o desenvolvimento de complicações microvasculares em pacientes com diabetes mellitus:
Alternativas
Q3469869 Medicina
Uma criança de 10 anos apresenta polidipsia, poliúria, perda de peso e cetose. O exame de sangue revela glicemia de 400 mg/dL e pH urinário de 7,0. Anticorpos anti-GAD e antiilhotas pancreáticas são positivos. Aponte qual a fisiopatologia mais provável para o diabetes desta criança e qual a melhor opção de tratamento:
Alternativas
Respostas
10201: C
10202: C
10203: E
10204: B
10205: D
10206: E
10207: D
10208: B
10209: B
10210: E
10211: A
10212: C
10213: C
10214: E
10215: C
10216: D
10217: C
10218: E
10219: B
10220: B