Questões de Concurso Comentadas para psicopedagogo

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Q3892788 Português
À MARGEM DE UM SONHO

(1º§) Lá se vai uma estória.

(2º§) Menino, magricelo e desdentado, reclamava da encurvada chatice em volta. Ninguém o ouvia, por estarem ocupados com a mesmice de sempre: juros bancários exorbitantes, dívidas vergonhosas, empréstimos. Lengalengas de barbas espessas – geração em geração. Velhacas!

(3º§) Apareceu um sujeitinho de meia idade, simpático, a oferecer uma viagem e tanto: ao reino unido do Sonho. Pedia segredo absoluto, bagagem só de mão, muita delicadeza. Os daqui seriam avisados a não se preocuparem com nada, esperança trotava manso. De trem o percurso, um alerta de vez em quando, céus e céus. Alegria. Marota a moçoila – mãos dadas com o sujeitinho ainda de meia idade.

(4º§) Largada a partida de manhã, névoa negra a esconder o trem das delícias – ao todo eram seis os viajantes. Paisagens, alaranjadas rubras rosáceas, desenhando vales e montanhas comoventes, natureza íntima. 
Menino, confortavelzinho, se perguntava o porquê da escolha, mal acreditando no que escolhera. Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos. Todinhos. Não queria a ralha descontente de alguém.

(5º§) Com tamanhas interrogações adormeceu o menino, sonhando com o raro voo dos anjos rumo ao irreverente lago dos santos. Assustouse lago? Irreverente? Anjos? Novas e milhares de incertezas povoaram-lhe a cabeçola, crescia e crescia de tamanho, ocupando, gratuito, o assento inteiro da locomotiva. Menino, (lhe eram oferecidas revistas aos montes, para que nada escapasse aos tediosos olhos.)

(6º§) No caudaloso lago, surge uma neguinha, ares de donzela, a lançar o seminu corpo num canto enfeitiçado pelos santos. Quem diria, “o pecado não mora ao lado”, nem debaixo da mesa, tampouco na lousa mágica. Menino – exausto com inúmeras magias, oxalá um tediozinho, saudades.

(7º§) E o senhor de meia idade? Sumira? Sonhara com as revistas ou não?

(8º§) Canto do lago guardava um mistério e um tesouro – cisnes brincalhões a trancafiar as esguias neguinhas de caracóis trançados. Bonitíssimos. Menino louco de vontade em possuí-las, embora não mais o peito franzino, por um viés homem. Chaves só com os santos, infinitos em número, com qual deles? Realidade maldita? Mais vale um feitiço na alma do que dois dedos de prosa. Perderam-se os anéis.

(9º§) Menino jurou ao primeiro santo da pecaminosa fila, um majestoso anel de jade, extraído da terra. Imaginava e acontecia. Modelando com farta paixão a cobiça. Nos sonhos as ideias ganham, ternas e ferrenhas.

(10º§) Apesar das profundas olheiras, menino insistia na viagem lá atrás, desconhecendo, talvez, a estrada de volta. Ou não. O primeiro santo acenou um suplício: numa linguagem oblíqua, requisitava simples perdão. Foi-se uma estória...

(AMBRÓSIO, Ana Lia Vianna. Escritora. Jornal A Tarde Salvador. Bahia) – (Adaptado)
Analise as assertivas seguintes:

I – A expressão: “esperança trotava manso” – exemplifica uso de prosopopeia ou personificação.
II – O termo sublinhado em: “Novas e milhares de incertezas” exemplifica hipérbole ou exagero.
III – O período: “povoaram-lhe a cabeçola, crescia e crescia de tamanho” – está escrito com ênclise e orações coordenadas.
IV – Em: “De trem o percurso, um alerta de vez em quando¹, céus e céus²” – a expressão (1) enuncia ideia de “esporadicamente, eventualmente; na expressão (2) as duas ocorrências da palavra “céus” sugerem ideia de dimensionamento, amplidão.

Marque a alternativa com a série correta.
Alternativas
Q3892787 Português
À MARGEM DE UM SONHO

(1º§) Lá se vai uma estória.

(2º§) Menino, magricelo e desdentado, reclamava da encurvada chatice em volta. Ninguém o ouvia, por estarem ocupados com a mesmice de sempre: juros bancários exorbitantes, dívidas vergonhosas, empréstimos. Lengalengas de barbas espessas – geração em geração. Velhacas!

(3º§) Apareceu um sujeitinho de meia idade, simpático, a oferecer uma viagem e tanto: ao reino unido do Sonho. Pedia segredo absoluto, bagagem só de mão, muita delicadeza. Os daqui seriam avisados a não se preocuparem com nada, esperança trotava manso. De trem o percurso, um alerta de vez em quando, céus e céus. Alegria. Marota a moçoila – mãos dadas com o sujeitinho ainda de meia idade.

(4º§) Largada a partida de manhã, névoa negra a esconder o trem das delícias – ao todo eram seis os viajantes. Paisagens, alaranjadas rubras rosáceas, desenhando vales e montanhas comoventes, natureza íntima. 
Menino, confortavelzinho, se perguntava o porquê da escolha, mal acreditando no que escolhera. Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos. Todinhos. Não queria a ralha descontente de alguém.

(5º§) Com tamanhas interrogações adormeceu o menino, sonhando com o raro voo dos anjos rumo ao irreverente lago dos santos. Assustouse lago? Irreverente? Anjos? Novas e milhares de incertezas povoaram-lhe a cabeçola, crescia e crescia de tamanho, ocupando, gratuito, o assento inteiro da locomotiva. Menino, (lhe eram oferecidas revistas aos montes, para que nada escapasse aos tediosos olhos.)

(6º§) No caudaloso lago, surge uma neguinha, ares de donzela, a lançar o seminu corpo num canto enfeitiçado pelos santos. Quem diria, “o pecado não mora ao lado”, nem debaixo da mesa, tampouco na lousa mágica. Menino – exausto com inúmeras magias, oxalá um tediozinho, saudades.

(7º§) E o senhor de meia idade? Sumira? Sonhara com as revistas ou não?

(8º§) Canto do lago guardava um mistério e um tesouro – cisnes brincalhões a trancafiar as esguias neguinhas de caracóis trançados. Bonitíssimos. Menino louco de vontade em possuí-las, embora não mais o peito franzino, por um viés homem. Chaves só com os santos, infinitos em número, com qual deles? Realidade maldita? Mais vale um feitiço na alma do que dois dedos de prosa. Perderam-se os anéis.

(9º§) Menino jurou ao primeiro santo da pecaminosa fila, um majestoso anel de jade, extraído da terra. Imaginava e acontecia. Modelando com farta paixão a cobiça. Nos sonhos as ideias ganham, ternas e ferrenhas.

(10º§) Apesar das profundas olheiras, menino insistia na viagem lá atrás, desconhecendo, talvez, a estrada de volta. Ou não. O primeiro santo acenou um suplício: numa linguagem oblíqua, requisitava simples perdão. Foi-se uma estória...

(AMBRÓSIO, Ana Lia Vianna. Escritora. Jornal A Tarde Salvador. Bahia) – (Adaptado)

Marque a alternativa com análise incorreta.

Alternativas
Q3892786 Português
À MARGEM DE UM SONHO

(1º§) Lá se vai uma estória.

(2º§) Menino, magricelo e desdentado, reclamava da encurvada chatice em volta. Ninguém o ouvia, por estarem ocupados com a mesmice de sempre: juros bancários exorbitantes, dívidas vergonhosas, empréstimos. Lengalengas de barbas espessas – geração em geração. Velhacas!

(3º§) Apareceu um sujeitinho de meia idade, simpático, a oferecer uma viagem e tanto: ao reino unido do Sonho. Pedia segredo absoluto, bagagem só de mão, muita delicadeza. Os daqui seriam avisados a não se preocuparem com nada, esperança trotava manso. De trem o percurso, um alerta de vez em quando, céus e céus. Alegria. Marota a moçoila – mãos dadas com o sujeitinho ainda de meia idade.

(4º§) Largada a partida de manhã, névoa negra a esconder o trem das delícias – ao todo eram seis os viajantes. Paisagens, alaranjadas rubras rosáceas, desenhando vales e montanhas comoventes, natureza íntima. 
Menino, confortavelzinho, se perguntava o porquê da escolha, mal acreditando no que escolhera. Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos. Todinhos. Não queria a ralha descontente de alguém.

(5º§) Com tamanhas interrogações adormeceu o menino, sonhando com o raro voo dos anjos rumo ao irreverente lago dos santos. Assustouse lago? Irreverente? Anjos? Novas e milhares de incertezas povoaram-lhe a cabeçola, crescia e crescia de tamanho, ocupando, gratuito, o assento inteiro da locomotiva. Menino, (lhe eram oferecidas revistas aos montes, para que nada escapasse aos tediosos olhos.)

(6º§) No caudaloso lago, surge uma neguinha, ares de donzela, a lançar o seminu corpo num canto enfeitiçado pelos santos. Quem diria, “o pecado não mora ao lado”, nem debaixo da mesa, tampouco na lousa mágica. Menino – exausto com inúmeras magias, oxalá um tediozinho, saudades.

(7º§) E o senhor de meia idade? Sumira? Sonhara com as revistas ou não?

(8º§) Canto do lago guardava um mistério e um tesouro – cisnes brincalhões a trancafiar as esguias neguinhas de caracóis trançados. Bonitíssimos. Menino louco de vontade em possuí-las, embora não mais o peito franzino, por um viés homem. Chaves só com os santos, infinitos em número, com qual deles? Realidade maldita? Mais vale um feitiço na alma do que dois dedos de prosa. Perderam-se os anéis.

(9º§) Menino jurou ao primeiro santo da pecaminosa fila, um majestoso anel de jade, extraído da terra. Imaginava e acontecia. Modelando com farta paixão a cobiça. Nos sonhos as ideias ganham, ternas e ferrenhas.

(10º§) Apesar das profundas olheiras, menino insistia na viagem lá atrás, desconhecendo, talvez, a estrada de volta. Ou não. O primeiro santo acenou um suplício: numa linguagem oblíqua, requisitava simples perdão. Foi-se uma estória...

(AMBRÓSIO, Ana Lia Vianna. Escritora. Jornal A Tarde Salvador. Bahia) – (Adaptado)
Marque o parágrafo que inicia com expressão adverbial de lugar e o parágrafo que inicia com frase interrogativa.
Alternativas
Q3892785 Português
À MARGEM DE UM SONHO

(1º§) Lá se vai uma estória.

(2º§) Menino, magricelo e desdentado, reclamava da encurvada chatice em volta. Ninguém o ouvia, por estarem ocupados com a mesmice de sempre: juros bancários exorbitantes, dívidas vergonhosas, empréstimos. Lengalengas de barbas espessas – geração em geração. Velhacas!

(3º§) Apareceu um sujeitinho de meia idade, simpático, a oferecer uma viagem e tanto: ao reino unido do Sonho. Pedia segredo absoluto, bagagem só de mão, muita delicadeza. Os daqui seriam avisados a não se preocuparem com nada, esperança trotava manso. De trem o percurso, um alerta de vez em quando, céus e céus. Alegria. Marota a moçoila – mãos dadas com o sujeitinho ainda de meia idade.

(4º§) Largada a partida de manhã, névoa negra a esconder o trem das delícias – ao todo eram seis os viajantes. Paisagens, alaranjadas rubras rosáceas, desenhando vales e montanhas comoventes, natureza íntima. 
Menino, confortavelzinho, se perguntava o porquê da escolha, mal acreditando no que escolhera. Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos. Todinhos. Não queria a ralha descontente de alguém.

(5º§) Com tamanhas interrogações adormeceu o menino, sonhando com o raro voo dos anjos rumo ao irreverente lago dos santos. Assustouse lago? Irreverente? Anjos? Novas e milhares de incertezas povoaram-lhe a cabeçola, crescia e crescia de tamanho, ocupando, gratuito, o assento inteiro da locomotiva. Menino, (lhe eram oferecidas revistas aos montes, para que nada escapasse aos tediosos olhos.)

(6º§) No caudaloso lago, surge uma neguinha, ares de donzela, a lançar o seminu corpo num canto enfeitiçado pelos santos. Quem diria, “o pecado não mora ao lado”, nem debaixo da mesa, tampouco na lousa mágica. Menino – exausto com inúmeras magias, oxalá um tediozinho, saudades.

(7º§) E o senhor de meia idade? Sumira? Sonhara com as revistas ou não?

(8º§) Canto do lago guardava um mistério e um tesouro – cisnes brincalhões a trancafiar as esguias neguinhas de caracóis trançados. Bonitíssimos. Menino louco de vontade em possuí-las, embora não mais o peito franzino, por um viés homem. Chaves só com os santos, infinitos em número, com qual deles? Realidade maldita? Mais vale um feitiço na alma do que dois dedos de prosa. Perderam-se os anéis.

(9º§) Menino jurou ao primeiro santo da pecaminosa fila, um majestoso anel de jade, extraído da terra. Imaginava e acontecia. Modelando com farta paixão a cobiça. Nos sonhos as ideias ganham, ternas e ferrenhas.

(10º§) Apesar das profundas olheiras, menino insistia na viagem lá atrás, desconhecendo, talvez, a estrada de volta. Ou não. O primeiro santo acenou um suplício: numa linguagem oblíqua, requisitava simples perdão. Foi-se uma estória...

(AMBRÓSIO, Ana Lia Vianna. Escritora. Jornal A Tarde Salvador. Bahia) – (Adaptado)
Marque a alternativa com análise incorreta.
Alternativas
Q3892784 Português
À MARGEM DE UM SONHO

(1º§) Lá se vai uma estória.

(2º§) Menino, magricelo e desdentado, reclamava da encurvada chatice em volta. Ninguém o ouvia, por estarem ocupados com a mesmice de sempre: juros bancários exorbitantes, dívidas vergonhosas, empréstimos. Lengalengas de barbas espessas – geração em geração. Velhacas!

(3º§) Apareceu um sujeitinho de meia idade, simpático, a oferecer uma viagem e tanto: ao reino unido do Sonho. Pedia segredo absoluto, bagagem só de mão, muita delicadeza. Os daqui seriam avisados a não se preocuparem com nada, esperança trotava manso. De trem o percurso, um alerta de vez em quando, céus e céus. Alegria. Marota a moçoila – mãos dadas com o sujeitinho ainda de meia idade.

(4º§) Largada a partida de manhã, névoa negra a esconder o trem das delícias – ao todo eram seis os viajantes. Paisagens, alaranjadas rubras rosáceas, desenhando vales e montanhas comoventes, natureza íntima. 
Menino, confortavelzinho, se perguntava o porquê da escolha, mal acreditando no que escolhera. Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos. Todinhos. Não queria a ralha descontente de alguém.

(5º§) Com tamanhas interrogações adormeceu o menino, sonhando com o raro voo dos anjos rumo ao irreverente lago dos santos. Assustouse lago? Irreverente? Anjos? Novas e milhares de incertezas povoaram-lhe a cabeçola, crescia e crescia de tamanho, ocupando, gratuito, o assento inteiro da locomotiva. Menino, (lhe eram oferecidas revistas aos montes, para que nada escapasse aos tediosos olhos.)

(6º§) No caudaloso lago, surge uma neguinha, ares de donzela, a lançar o seminu corpo num canto enfeitiçado pelos santos. Quem diria, “o pecado não mora ao lado”, nem debaixo da mesa, tampouco na lousa mágica. Menino – exausto com inúmeras magias, oxalá um tediozinho, saudades.

(7º§) E o senhor de meia idade? Sumira? Sonhara com as revistas ou não?

(8º§) Canto do lago guardava um mistério e um tesouro – cisnes brincalhões a trancafiar as esguias neguinhas de caracóis trançados. Bonitíssimos. Menino louco de vontade em possuí-las, embora não mais o peito franzino, por um viés homem. Chaves só com os santos, infinitos em número, com qual deles? Realidade maldita? Mais vale um feitiço na alma do que dois dedos de prosa. Perderam-se os anéis.

(9º§) Menino jurou ao primeiro santo da pecaminosa fila, um majestoso anel de jade, extraído da terra. Imaginava e acontecia. Modelando com farta paixão a cobiça. Nos sonhos as ideias ganham, ternas e ferrenhas.

(10º§) Apesar das profundas olheiras, menino insistia na viagem lá atrás, desconhecendo, talvez, a estrada de volta. Ou não. O primeiro santo acenou um suplício: numa linguagem oblíqua, requisitava simples perdão. Foi-se uma estória...

(AMBRÓSIO, Ana Lia Vianna. Escritora. Jornal A Tarde Salvador. Bahia) – (Adaptado)
Analise as assertivas com V(Verdadeiro) ou F(Falso). Em seguida, marque a alternativa correta.

I – Na expressão: “juros bancários exorbitantes” – o adjetivo “exorbitantes” tem o mesmo sentido semântico contextual de “vultosos”.
II – A oração: “Lá se vai uma estória” – pode ser reescrita sem o “SE” sem perder o sentido semântico contextual, porque ele é meramente enfático, expletivo.
III – No trecho: “Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos” – temos crase imposta pela regência verbal e vírgulas separando expressões que exercem a mesma função sintática de objeto indireto.
IV – A expressão conotativa: “Lengalengas de barbas espessas” sugere: “Narração ou fala extensa e fastidiosa”.
Alternativas
Q3892783 Português
À MARGEM DE UM SONHO

(1º§) Lá se vai uma estória.

(2º§) Menino, magricelo e desdentado, reclamava da encurvada chatice em volta. Ninguém o ouvia, por estarem ocupados com a mesmice de sempre: juros bancários exorbitantes, dívidas vergonhosas, empréstimos. Lengalengas de barbas espessas – geração em geração. Velhacas!

(3º§) Apareceu um sujeitinho de meia idade, simpático, a oferecer uma viagem e tanto: ao reino unido do Sonho. Pedia segredo absoluto, bagagem só de mão, muita delicadeza. Os daqui seriam avisados a não se preocuparem com nada, esperança trotava manso. De trem o percurso, um alerta de vez em quando, céus e céus. Alegria. Marota a moçoila – mãos dadas com o sujeitinho ainda de meia idade.

(4º§) Largada a partida de manhã, névoa negra a esconder o trem das delícias – ao todo eram seis os viajantes. Paisagens, alaranjadas rubras rosáceas, desenhando vales e montanhas comoventes, natureza íntima. 
Menino, confortavelzinho, se perguntava o porquê da escolha, mal acreditando no que escolhera. Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos. Todinhos. Não queria a ralha descontente de alguém.

(5º§) Com tamanhas interrogações adormeceu o menino, sonhando com o raro voo dos anjos rumo ao irreverente lago dos santos. Assustouse lago? Irreverente? Anjos? Novas e milhares de incertezas povoaram-lhe a cabeçola, crescia e crescia de tamanho, ocupando, gratuito, o assento inteiro da locomotiva. Menino, (lhe eram oferecidas revistas aos montes, para que nada escapasse aos tediosos olhos.)

(6º§) No caudaloso lago, surge uma neguinha, ares de donzela, a lançar o seminu corpo num canto enfeitiçado pelos santos. Quem diria, “o pecado não mora ao lado”, nem debaixo da mesa, tampouco na lousa mágica. Menino – exausto com inúmeras magias, oxalá um tediozinho, saudades.

(7º§) E o senhor de meia idade? Sumira? Sonhara com as revistas ou não?

(8º§) Canto do lago guardava um mistério e um tesouro – cisnes brincalhões a trancafiar as esguias neguinhas de caracóis trançados. Bonitíssimos. Menino louco de vontade em possuí-las, embora não mais o peito franzino, por um viés homem. Chaves só com os santos, infinitos em número, com qual deles? Realidade maldita? Mais vale um feitiço na alma do que dois dedos de prosa. Perderam-se os anéis.

(9º§) Menino jurou ao primeiro santo da pecaminosa fila, um majestoso anel de jade, extraído da terra. Imaginava e acontecia. Modelando com farta paixão a cobiça. Nos sonhos as ideias ganham, ternas e ferrenhas.

(10º§) Apesar das profundas olheiras, menino insistia na viagem lá atrás, desconhecendo, talvez, a estrada de volta. Ou não. O primeiro santo acenou um suplício: numa linguagem oblíqua, requisitava simples perdão. Foi-se uma estória...

(AMBRÓSIO, Ana Lia Vianna. Escritora. Jornal A Tarde Salvador. Bahia) – (Adaptado)
Sobre a composição estrutural do texto, marque a alternativa incorreta
Alternativas
Q3892782 Linguística
À MARGEM DE UM SONHO

(1º§) Lá se vai uma estória.

(2º§) Menino, magricelo e desdentado, reclamava da encurvada chatice em volta. Ninguém o ouvia, por estarem ocupados com a mesmice de sempre: juros bancários exorbitantes, dívidas vergonhosas, empréstimos. Lengalengas de barbas espessas – geração em geração. Velhacas!

(3º§) Apareceu um sujeitinho de meia idade, simpático, a oferecer uma viagem e tanto: ao reino unido do Sonho. Pedia segredo absoluto, bagagem só de mão, muita delicadeza. Os daqui seriam avisados a não se preocuparem com nada, esperança trotava manso. De trem o percurso, um alerta de vez em quando, céus e céus. Alegria. Marota a moçoila – mãos dadas com o sujeitinho ainda de meia idade.

(4º§) Largada a partida de manhã, névoa negra a esconder o trem das delícias – ao todo eram seis os viajantes. Paisagens, alaranjadas rubras rosáceas, desenhando vales e montanhas comoventes, natureza íntima. 
Menino, confortavelzinho, se perguntava o porquê da escolha, mal acreditando no que escolhera. Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos. Todinhos. Não queria a ralha descontente de alguém.

(5º§) Com tamanhas interrogações adormeceu o menino, sonhando com o raro voo dos anjos rumo ao irreverente lago dos santos. Assustouse lago? Irreverente? Anjos? Novas e milhares de incertezas povoaram-lhe a cabeçola, crescia e crescia de tamanho, ocupando, gratuito, o assento inteiro da locomotiva. Menino, (lhe eram oferecidas revistas aos montes, para que nada escapasse aos tediosos olhos.)

(6º§) No caudaloso lago, surge uma neguinha, ares de donzela, a lançar o seminu corpo num canto enfeitiçado pelos santos. Quem diria, “o pecado não mora ao lado”, nem debaixo da mesa, tampouco na lousa mágica. Menino – exausto com inúmeras magias, oxalá um tediozinho, saudades.

(7º§) E o senhor de meia idade? Sumira? Sonhara com as revistas ou não?

(8º§) Canto do lago guardava um mistério e um tesouro – cisnes brincalhões a trancafiar as esguias neguinhas de caracóis trançados. Bonitíssimos. Menino louco de vontade em possuí-las, embora não mais o peito franzino, por um viés homem. Chaves só com os santos, infinitos em número, com qual deles? Realidade maldita? Mais vale um feitiço na alma do que dois dedos de prosa. Perderam-se os anéis.

(9º§) Menino jurou ao primeiro santo da pecaminosa fila, um majestoso anel de jade, extraído da terra. Imaginava e acontecia. Modelando com farta paixão a cobiça. Nos sonhos as ideias ganham, ternas e ferrenhas.

(10º§) Apesar das profundas olheiras, menino insistia na viagem lá atrás, desconhecendo, talvez, a estrada de volta. Ou não. O primeiro santo acenou um suplício: numa linguagem oblíqua, requisitava simples perdão. Foi-se uma estória...

(AMBRÓSIO, Ana Lia Vianna. Escritora. Jornal A Tarde Salvador. Bahia) – (Adaptado)
Em conformidade com o conteúdo programático do Edital deste certame, analise a informação seguinte:

“É a ciência que se dedica ao estudo do significado e à interpretação dos significados das palavras, frases ou expressões dentro de um contexto específico. Na sua abrangência, contempla estudos de: Denotação; Conotação. Sinonímia. Antonímia. Hiperônimo. Hipônimo. Homonímia. Paronímia. Polissemia. Ambiguidade. Também representa uma parte da gramática que se relaciona outro campo da linguística - a “Sintaxe”.

A informação contém elementos que identificam o conceito de:
Alternativas
Q3670843 Pedagogia
Lev Vygotsky foi um psicólogo, pedagogo e teórico da educação russa cujas ideias desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento da psicologia e da teoria da aprendizagem. Sobre a contribuição de Vygotsky, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3670842 Pedagogia
Considere o fragmento a seguir:

"[...] o conteudismo estabelecido nas composições dos currículos se mostra contrário e ineficaz no desenvolvimento de uma educação democrática. O redimensionamento democrático da educação exige a superação dessa visão, de forma a ampliar o espaço para temáticas, por vezes, pouco exploradas nas instituições de ensino. Dessa forma, a participação da comunidade na construção das propostas curriculares faz-se necessária em prol de melhor adequá-las ao contexto da escola, uma vez que os currículos definem quais conhecimentos são importantes".

(Fonte: SILVA, Y. R. C. da .; SILVA, K. W. G. da .; GAMA, T. M. R, 2021)

Com base no texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3670841 Pedagogia
O Projeto Político-Pedagógico (PPP) é um documento essencial em instituições de ensino, como escolas e universidades, que descreve os princípios, objetivos, diretrizes e estratégias que orientam a prática educacional. Sobre esse tema, analise as afirmações a seguir:

I. O Projeto Político-Pedagógico deve ser desenvolvido apenas pelos professores e gestores das escolas.
II. O principal objetivo do Projeto Político-Pedagógico é garantir a qualidade da educação.
III. O Projeto Político-Pedagógico não necessariamente deve levar em consideração o contexto local e as especificidades da comunidade atendida.
IV. O Projeto Político-Pedagógico promove a integração de diferentes áreas do conhecimento e a colaboração entre professores de diferentes disciplinas.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3670840 Pedagogia
As teorias de aprendizagem são abordagens que buscam entender como as pessoas adquirem conhecimentos, habilidades e comportamentos, bem como sobre a forma de se desenvolverem ao longo da vida. Nesse contexto, assinale a alternativa que indica a Teoria da Aprendizagem que enfatiza o entendimento, a resolução de problemas, a percepção, a memória, o pensamento e outros processos cognitivos como fundamentais para a aquisição e aplicação prática do conhecimento:
Alternativas
Q3670839 Psicologia
A Teoria do Apego de John Bowlby é uma das teorias mais influentes no campo da psicologia do desenvolvimento e se concentra na importância das relações emocionais, especialmente nas relações entre pais e bebês, para o desenvolvimento emocional e social saudável das crianças. Considerando esse tema, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3670838 Pedagogia
O planejamento escolar é um processo fundamental para a organização e execução das atividades educacionais em uma instituição de ensino. Nesse contexto, analise as afirmações a seguir:

I. O planejamento escolar não deve ser flexível, pois deve estar centrado no sucesso acadêmico.
II. É importante envolver a equipe escolar, incluindo diretores, professores, funcionários e, quando possível, os próprios alunos e suas famílias, na elaboração e execução do plano escolar.
III. A avaliação regular do planejamento e a análise de resultados são essenciais para medir o progresso e a eficácia das ações planejadas.
IV. A escola deve ser transparente sobre seu planejamento e seus resultados, prestando contas à comunidade escolar e à sociedade em geral.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3670837 Pedagogia
O Método Montessori é uma abordagem educacional desenvolvida pela médica e pedagoga italiana Maria Montessori. Sobre o Método Montessori, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3670836 Pedagogia
Considere o texto a seguir:

"Neste modelo pedagógico de comunicação, os papéis se revezam de uma maneira contínua entre emissores e receptores, e, a partir de então, temos o surgimento do conceito de EMIREC (Termo proposto pelo Canadense Jean Cloutier, por onde se unem parte dos dois termos EMI − Emisor e REC de Receptor). As relações que se estabelecem nesse processo são dialógicas, emissores e receptores trocam mensagens, utilizando diferentes linguagens e ambos são emissores e receptores de mensagens".

(Fonte: Anjos, Alexandre Martins dos., 2018.)

É correto afirmar que o texto faz referência ao modelo pedagógico de comunicação denominado: 
Alternativas
Q3670835 Pedagogia
O psicopedagogo desempenha um papel crucial no contexto escolar, focando na promoção do desenvolvimento cognitivo e no sucesso acadêmico dos estudantes. Sobre o papel do psicopedagogo no contexto escolar, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as afirmativas falsas:

(__) O psicopedagogo trabalha isoladamente em relação a outros profissionais da educação, como psicólogos, fonoaudiólogos e assistentes sociais, pois sua tarefa é limitada a enfrentar os desafios no processo de aprendizagem.
(__) O psicopedagogo realiza avaliações físicas para identificar dificuldades de locomoção, deficiências cognitivas e outros obstáculos que podem afetar o desempenho dos alunos.
(__) O psicopedagogo realiza análises de aspectos cognitivos, emocionais e sociais que podem influenciar no processo de aprendizagem dos alunos.
(__) Com base na avaliação, o psicopedagogo desenvolve estratégias e planos de intervenção personalizados para atender às necessidades individuais dos alunos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3670834 Pedagogia
A inclusão social é um conceito que se refere ao processo de garantir que todos os indivíduos tenham igualdade de oportunidades, direitos e acesso a recursos, serviços e participação na sociedade. Sobre a inclusão de alunos com necessidades especiais no processo de democratização da educação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3670833 Pedagogia
No contexto escolar, os desenvolvimentos cognitivo, socioafetivo e psicomotor são dimensões fundamentais para o crescimento e para a aprendizagem das crianças. Cada uma dessas dimensões desempenha um papel crucial no desenvolvimento integral dos alunos e na forma como eles interagem no ambiente educacional. Sobre o desenvolvimento cognitivo, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3670832 Pedagogia
A didática é a área da pedagogia que se dedica ao estudo dos métodos e técnicas de ensino. Ela desempenha um papel crucial na organização e condução das atividades na sala de aula. Sobre esse tema, relacione a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona abordagens pedagógicas à sua explicação:

Coluna I: Abordagem pedagógica

(1) Pedagogia Tradicional.
(2) Pedagogia Crítica.
(3) Aprendizagem Cooperativa.
(4) Pedagogia Freireana.

Coluna II: Explicação

(__) Esta abordagem, influenciada por teóricos como Henry Giroux, enfatiza a análise crítica da sociedade e a formação de cidadãos ativos e socialmente conscientes.
(__) Esta abordagem é centrada no aluno e enfatiza a educação crítica. Ela promove a conscientização, a participação ativa dos alunos e a superação das desigualdades.
(__) Esta abordagem enfatiza o papel central do professor na transmissão de conhecimento aos alunos. As aulas são estruturadas de forma hierárquica, com ênfase na autoridade do professor, na disciplina e na repetição.
(__) Esta abordagem incentiva a colaboração entre os alunos, promovendo a aprendizagem mútua e a resolução conjunta de tarefas e problemas.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3666136 Psicologia
De acordo com a Coleção Saberes e Práticas da Inclusão, estão entre as principais características do Transtorno de Asperger:
I. Prejuízo persistente na interação social.
II. Impedimento de longo prazo de natureza mental, com atrasos clinicamente persistentes no desenvolvimento cognitivo e na linguagem.
III. Desenvolvimento de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades.
Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Respostas
4281: D
4282: E
4283: C
4284: B
4285: E
4286: A
4287: D
4288: A
4289: A
4290: C
4291: E
4292: B
4293: B
4294: C
4295: D
4296: E
4297: A
4298: A
4299: B
4300: B