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TEXTO PARA A QUESTÃO
O tempo de cada um
Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.
Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.
Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.
Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.
Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO
O tempo de cada um
Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.
Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.
Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.
Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.
Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO
O tempo de cada um
Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.
Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.
Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.
Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.
Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO
O tempo de cada um
Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.
Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.
Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.
Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.
Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).
A seguinte figura retrata um cruzamento sem sinalização

De quem é a preferência?
O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:
I - A circulação far-se-á pelo lado esquerdo da via, admitindo-se as exceções devidamente sinalizadas.
II - O condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu e os demais veículos, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade e as condições do local, da circulação, do veículo e as condições climáticas.
III - Quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, se aproximarem de local não sinalizado, terá preferência de passagem no caso de apenas um fluxo ser proveniente de rodovia, aquele que estiver adentrando a ela.
IV - Quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo sentido, são as da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior porte, quando não houver faixa especial a eles destinada, e as da esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos veículos de maior velocidade.
Analisando as assertivas acima, se concluí que: