Questões de Concurso Comentadas para revisor de texto

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Q3942431 Português

Leia o texto a seguir.



Durante a revisão de um relatório institucional, o revisor analisa a tabela a seguir, acompanhada de um parágrafo explicativo:



Tabela – Execução orçamentária por unidade administrativa

(2024)  

                                                      Imagem associada para resolução da questão



Conforme demonstrado na tabela, a Unidade A teve dotação inicial de R$ 500.000 e executou R$ 480.000; a Unidade B contou com dotação de R$ 300.000 e executou R$ 295.000; e a Unidade C recebeu R$ 200.000, com execução de R$ 180.000. 



O que foi realizado no texto explicativo que demanda intervenção do revisor?

Alternativas
Q3942430 Português

Leia o trecho a seguir.


Após deliberação preliminar, a proposta foi reapresentada com ajustes, mantendo-se o escopo original e observadas as orientações técnicas consignadas na tramitação anterior.


Da leitura desse trecho, infere-se que

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Q3942429 Biblioteconomia

Leia o texto a seguir.


Durante a revisão de um relatório institucional, o revisor deparase com as seguintes referências bibliográficas, apresentadas de forma não uniforme ao longo do documento:


I. Silva, João. Introdução ao Direito Público. Rio de Janeiro – Atlas, 2021.


II. SILVA, J. Introdução ao direito público. Rio de Janeiro: Editora Atlas, 2021.


III. SILVA João. Introdução ao Direito Público. RJ: Atlas.


À luz das normas da ABNT (NBR 6023) e dos princípios de normalização bibliográfica, a intervenção tecnicamente adequada para assegurar a padronização do conjunto das referências consiste em

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Q3942428 Redação Oficial

Leia o trecho a seguir.


Solicitamos a gentileza de informar, com a maior brevidade possível, se há previsão para a conclusão da análise, a fim de que possamos adotar as providências necessárias.


Considerando as características da redação oficial, a norma-padrão da língua portuguesa e os princípios da redação institucional no âmbito da administração pública em um contexto de que a comunicação interna entre unidades administrativas se caracteriza pela objetividade, pela impessoalidade e pela economia linguística, a revisão do trecho implica uma intervenção linguística que

Alternativas
Q3942426 Português

Leia o texto a seguir.


No contexto da comunicação interna da Câmara, um servidor redige o seguinte e-mail institucional:


Assunto: Encaminhamento de documentação


Prezado Senhor,

Conforme solicitado, encaminho em anexo os documentos referentes ao processo nº 4.215/2025.

Fico no aguardo de orientações adicionais.

Atenciosamente,

João Silva

Departamento Técnico  


Considerando as características do gênero e-mail institucional, a norma-padrão da língua portuguesa e os princípios de clareza, formalidade e adequação comunicativa, a avaliação correta do texto quanto à sua construção linguística é a de que, no texto,

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Q3942423 Português

Leia o texto a seguir.


Durante a revisão de um relatório legislativo, o revisor analisa o seguinte parágrafo:


“Após análise técnica, a matéria foi apreciada em caráter conclusivo pela comissão competente, nos termos do regimento interno, em razão do parecer favorável, o processo seguiu para as providências regimentais cabíveis.”


Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, os princípios da redação administrativa e os critérios de clareza sintático-semântica, a intervenção linguística necessária ou recomendável em eventual processo de revisão é a

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Q3942414 Português
Considere a frase “O conhecimento se constrói coletivamente, embora nem todos aceitem participar da obra.” A expressão “embora nem todos aceitem participar da obra”, do ponto de vista discursivo, introduz uma
Alternativas
Q3942413 Português

Leia o texto a seguir.


A linguagem se transforma com o uso, disse o editor, mas esse uso não autoriza qualquer transformação.


Considerando registro formal, coesão estilística e intervenção mínima, o revisor deve

Alternativas
Q3942412 Português

Leia o texto a seguir.


Em reunião, o redator encerrou o debate com uma certeza inabalável:

“A Terra é redonda, portanto o argumento fecha aqui.”

O silêncio foi imediato — não por concordância, mas por constrangimento.


Considerando a coesão argumentativa e o efeito retórico, a correta intervenção para o período entre aspas seria

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Q3942411 Português

Leia o Texto 6 para responder à questão.


Texto 6


Herbarium


Todas as manhãs eu pegava o cesto e me embrenhava no bosque, tremendo inteira de paixão quando descobria alguma folha rara. Era medrosa mas arriscava pés e mãos por entre espinhos, formigueiros e buracos de bichos (tatu? cobra?) procurando a folha mais difícil, aquela que ele examinaria demoradamente: a escolhida ia para o álbum de capa preta. Mais tarde, faria parte do herbário, tinha em casa um herbário com quase duas mil espécies de plantas. "Você já viu um herbário" - ele quis saber. Herbarium, ensinou-me logo no primeiro dia em que chegou ao sítio. Fiquei repetindo a palavra, herbarium. Herbarium. Disse ainda que gostar de botânica era gostar de latim, quase todo o reino vegetal tinha denominação latina. Eu detestava latim mas fui correndo desencavar a gramática cor de tijolo escondida na última prateleira da estante, decorei a frase que achei mais fácil e na primeira oportunidade apontei para a formiga saúva subindo na parede: formica bestiola est. Ele ficou me olhando. A formiga é um inseto, apressei-me em traduzir. Então ele riu a risada mais gostosa de toda a temporada. Fiquei rindo também, confundida mas contente: ao menos achava alguma graça em mim.

Um vago primo botânico convalescendo de uma vaga doença. Que doença era essa que o fazia cambalear, esverdeado e úmido quando subia rapidamente a escada ou quando andava mais tempo pela casa?

(...)

Chegou ao sítio com suas largas calças de flanela cinza e grosso suéter de lã tecida em trança, era inverno. E era noite. Minha mãe tinha queimado incenso (era sexta-feira) e preparou o Quarto do Corcunda, corria na família a história de um corcunda que se perdeu no bosque e minha bisavó instalou-o naquele quarto que era o mais quente da casa, não podia haver melhor lugar para um corcunda perdido ou para um primo convalescente.


TELLES, Lygia Fagundes. Os melhores contos de Lygia Fagundes Telles.

Seleção de Eduardo Portella. São Paulo: Global, 1984. p. 40 – 42.

Leia o trecho a seguir.


Fiquei repetindo a palavra, herbarium. Herbarium. Herbarium Disse ainda que gostar de botânica era gostar de latim, quase todo o reino vegetal tinha denominação latina. Eu detestava latim mas fui correndo desencavar a gramática cor de tijolo escondida na última prateleira da estante, decorei a frase que achei mais fácil e na primeira oportunidade apontei para a formiga saúva subindo na parede.


Do ponto de vista da coerência temporal e do aspecto verbal, a revisão adequada para o referido trecho seria

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Q3942410 Português

Leia o Texto 6 para responder à questão.


Texto 6


Herbarium


Todas as manhãs eu pegava o cesto e me embrenhava no bosque, tremendo inteira de paixão quando descobria alguma folha rara. Era medrosa mas arriscava pés e mãos por entre espinhos, formigueiros e buracos de bichos (tatu? cobra?) procurando a folha mais difícil, aquela que ele examinaria demoradamente: a escolhida ia para o álbum de capa preta. Mais tarde, faria parte do herbário, tinha em casa um herbário com quase duas mil espécies de plantas. "Você já viu um herbário" - ele quis saber. Herbarium, ensinou-me logo no primeiro dia em que chegou ao sítio. Fiquei repetindo a palavra, herbarium. Herbarium. Disse ainda que gostar de botânica era gostar de latim, quase todo o reino vegetal tinha denominação latina. Eu detestava latim mas fui correndo desencavar a gramática cor de tijolo escondida na última prateleira da estante, decorei a frase que achei mais fácil e na primeira oportunidade apontei para a formiga saúva subindo na parede: formica bestiola est. Ele ficou me olhando. A formiga é um inseto, apressei-me em traduzir. Então ele riu a risada mais gostosa de toda a temporada. Fiquei rindo também, confundida mas contente: ao menos achava alguma graça em mim.

Um vago primo botânico convalescendo de uma vaga doença. Que doença era essa que o fazia cambalear, esverdeado e úmido quando subia rapidamente a escada ou quando andava mais tempo pela casa?

(...)

Chegou ao sítio com suas largas calças de flanela cinza e grosso suéter de lã tecida em trança, era inverno. E era noite. Minha mãe tinha queimado incenso (era sexta-feira) e preparou o Quarto do Corcunda, corria na família a história de um corcunda que se perdeu no bosque e minha bisavó instalou-o naquele quarto que era o mais quente da casa, não podia haver melhor lugar para um corcunda perdido ou para um primo convalescente.


TELLES, Lygia Fagundes. Os melhores contos de Lygia Fagundes Telles.

Seleção de Eduardo Portella. São Paulo: Global, 1984. p. 40 – 42.

A descrição do “primo botânico convalescendo de uma vaga doença” e do “Quarto do Corcunda” sugere que o autor pretende transmitir a 
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Q3942409 Português

Leia o Texto 6 para responder à questão.


Texto 6


Herbarium


Todas as manhãs eu pegava o cesto e me embrenhava no bosque, tremendo inteira de paixão quando descobria alguma folha rara. Era medrosa mas arriscava pés e mãos por entre espinhos, formigueiros e buracos de bichos (tatu? cobra?) procurando a folha mais difícil, aquela que ele examinaria demoradamente: a escolhida ia para o álbum de capa preta. Mais tarde, faria parte do herbário, tinha em casa um herbário com quase duas mil espécies de plantas. "Você já viu um herbário" - ele quis saber. Herbarium, ensinou-me logo no primeiro dia em que chegou ao sítio. Fiquei repetindo a palavra, herbarium. Herbarium. Disse ainda que gostar de botânica era gostar de latim, quase todo o reino vegetal tinha denominação latina. Eu detestava latim mas fui correndo desencavar a gramática cor de tijolo escondida na última prateleira da estante, decorei a frase que achei mais fácil e na primeira oportunidade apontei para a formiga saúva subindo na parede: formica bestiola est. Ele ficou me olhando. A formiga é um inseto, apressei-me em traduzir. Então ele riu a risada mais gostosa de toda a temporada. Fiquei rindo também, confundida mas contente: ao menos achava alguma graça em mim.

Um vago primo botânico convalescendo de uma vaga doença. Que doença era essa que o fazia cambalear, esverdeado e úmido quando subia rapidamente a escada ou quando andava mais tempo pela casa?

(...)

Chegou ao sítio com suas largas calças de flanela cinza e grosso suéter de lã tecida em trança, era inverno. E era noite. Minha mãe tinha queimado incenso (era sexta-feira) e preparou o Quarto do Corcunda, corria na família a história de um corcunda que se perdeu no bosque e minha bisavó instalou-o naquele quarto que era o mais quente da casa, não podia haver melhor lugar para um corcunda perdido ou para um primo convalescente.


TELLES, Lygia Fagundes. Os melhores contos de Lygia Fagundes Telles.

Seleção de Eduardo Portella. São Paulo: Global, 1984. p. 40 – 42.

No trecho inicial, a personagem principal demonstra entusiasmo ao procurar folhas raras. Esse comportamento indica principalmente que ela
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Q3942408 Português

Leia o Texto 5 para responder à questão.



Texto 5


 Modinhas imperiais: um mistifório pandêmico


Sandor Buys


Pandemia foi a palavra – tão em voga hoje em dia – que Mário de Andrade usou para falar da distribuição ampla e febril da modinha no Brasil imperial. Antes de apressadamente corrigir o pesquisador pelo uso desta palavra, visto que pandemia tem caráter global e, portanto, epidemia seria mais correto, prefiro imaginar que o autor usou conscientemente a palavra e queria ressaltar para os leitores que via o Brasil cultural como um vasto mundo.


Já para caracterizar a heterogeneidade da modinha, Mário escolheu a pouco usada palavra mistifório. Um “mistifório de elementos desconexos”, mas que tinha por unidade a doçura. Um sentimentalismo açucarado demais e já obsoleto quando aquele ramalhete de modinhas imperiais foi publicado. No prefácio, Mário de Andrade apresenta o primeiro estudo musicológico deste gênero musical.


Aprender sobre modinhas com Mário de Andrade é poético. Seguir nestes estudos com Mozart de Araújo é continuar com poesia. Muito me atraem os discos gravados no Brasil nas duas primeiras décadas do século XX, onde está fossilizado em gravações o sentimentalismo do século anterior, que, com florescimento de um Brasil republicano e em processo de modernização, vai se desfazendo como açúcar na água. Mas que ainda se deixa notar no tempero doce e lírico da canção brasileira do século XXI.


Mas o assunto não tem fim e é preciso fazer um corte abrupto, pois não são de bom tom os textos longos nestas redes sociais. Então vou apenas citar duas frases para finalizar. Primeira Frase: Mário de Andrade falando sobre a transformação da palavra “moda” em “modinha”: “É geito [sic] luso-brasileiro acarinhar tudo com diminutivos. Frase derradeira: Mário de Andrade falando sobre seu prefácio das Modinhas Imperiais para Mozart Araújo: “Leia com… atenção… há nas entrelinhas muita interrogação que só um acaso ou algum arquivo ou algum baú velho poderão desvendar ou esclarecer… há um silêncio de três séculos na nossa história musical”.


Disponível em: https://sandorbuys.wordpress.com/2020/07/14/modinhas-

imperiais-um-mistiforio-pandemico/. Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado]. 

Considere o seguinte trecho: “Mas o assunto não tem fim e é preciso fazer um corte abrupto, pois não são de bom tom os textos longos nestas redes sociais.” Do ponto de vista da norma-padrão e do gênero digital-ensaístico, como deve ser avaliada a construção desse trecho?
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Q3942407 Português

Leia o Texto 5 para responder à questão.



Texto 5


 Modinhas imperiais: um mistifório pandêmico


Sandor Buys


Pandemia foi a palavra – tão em voga hoje em dia – que Mário de Andrade usou para falar da distribuição ampla e febril da modinha no Brasil imperial. Antes de apressadamente corrigir o pesquisador pelo uso desta palavra, visto que pandemia tem caráter global e, portanto, epidemia seria mais correto, prefiro imaginar que o autor usou conscientemente a palavra e queria ressaltar para os leitores que via o Brasil cultural como um vasto mundo.


Já para caracterizar a heterogeneidade da modinha, Mário escolheu a pouco usada palavra mistifório. Um “mistifório de elementos desconexos”, mas que tinha por unidade a doçura. Um sentimentalismo açucarado demais e já obsoleto quando aquele ramalhete de modinhas imperiais foi publicado. No prefácio, Mário de Andrade apresenta o primeiro estudo musicológico deste gênero musical.


Aprender sobre modinhas com Mário de Andrade é poético. Seguir nestes estudos com Mozart de Araújo é continuar com poesia. Muito me atraem os discos gravados no Brasil nas duas primeiras décadas do século XX, onde está fossilizado em gravações o sentimentalismo do século anterior, que, com florescimento de um Brasil republicano e em processo de modernização, vai se desfazendo como açúcar na água. Mas que ainda se deixa notar no tempero doce e lírico da canção brasileira do século XXI.


Mas o assunto não tem fim e é preciso fazer um corte abrupto, pois não são de bom tom os textos longos nestas redes sociais. Então vou apenas citar duas frases para finalizar. Primeira Frase: Mário de Andrade falando sobre a transformação da palavra “moda” em “modinha”: “É geito [sic] luso-brasileiro acarinhar tudo com diminutivos. Frase derradeira: Mário de Andrade falando sobre seu prefácio das Modinhas Imperiais para Mozart Araújo: “Leia com… atenção… há nas entrelinhas muita interrogação que só um acaso ou algum arquivo ou algum baú velho poderão desvendar ou esclarecer… há um silêncio de três séculos na nossa história musical”.


Disponível em: https://sandorbuys.wordpress.com/2020/07/14/modinhas-

imperiais-um-mistiforio-pandemico/. Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado]. 

No texto, o emprego da palavra “mistifório” contribui para
Alternativas
Q3942406 Português

Leia o Texto 5 para responder à questão.



Texto 5


 Modinhas imperiais: um mistifório pandêmico


Sandor Buys


Pandemia foi a palavra – tão em voga hoje em dia – que Mário de Andrade usou para falar da distribuição ampla e febril da modinha no Brasil imperial. Antes de apressadamente corrigir o pesquisador pelo uso desta palavra, visto que pandemia tem caráter global e, portanto, epidemia seria mais correto, prefiro imaginar que o autor usou conscientemente a palavra e queria ressaltar para os leitores que via o Brasil cultural como um vasto mundo.


Já para caracterizar a heterogeneidade da modinha, Mário escolheu a pouco usada palavra mistifório. Um “mistifório de elementos desconexos”, mas que tinha por unidade a doçura. Um sentimentalismo açucarado demais e já obsoleto quando aquele ramalhete de modinhas imperiais foi publicado. No prefácio, Mário de Andrade apresenta o primeiro estudo musicológico deste gênero musical.


Aprender sobre modinhas com Mário de Andrade é poético. Seguir nestes estudos com Mozart de Araújo é continuar com poesia. Muito me atraem os discos gravados no Brasil nas duas primeiras décadas do século XX, onde está fossilizado em gravações o sentimentalismo do século anterior, que, com florescimento de um Brasil republicano e em processo de modernização, vai se desfazendo como açúcar na água. Mas que ainda se deixa notar no tempero doce e lírico da canção brasileira do século XXI.


Mas o assunto não tem fim e é preciso fazer um corte abrupto, pois não são de bom tom os textos longos nestas redes sociais. Então vou apenas citar duas frases para finalizar. Primeira Frase: Mário de Andrade falando sobre a transformação da palavra “moda” em “modinha”: “É geito [sic] luso-brasileiro acarinhar tudo com diminutivos. Frase derradeira: Mário de Andrade falando sobre seu prefácio das Modinhas Imperiais para Mozart Araújo: “Leia com… atenção… há nas entrelinhas muita interrogação que só um acaso ou algum arquivo ou algum baú velho poderão desvendar ou esclarecer… há um silêncio de três séculos na nossa história musical”.


Disponível em: https://sandorbuys.wordpress.com/2020/07/14/modinhas-

imperiais-um-mistiforio-pandemico/. Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado]. 

No primeiro parágrafo, ao comentar o uso da palavra “pandemia” por Mário de Andrade, o autor do texto
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Q3942405 Português

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Texto 


A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror. Os campos são mais verdes no dizer-se do que no seu verdor. As flores, se forem descritas com frases que as definam no ar da imaginação, terão cores de uma permanência que a vida celular não permite. Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver. Não há nada de real na vida que o não seja porque se descreveu bem. Os críticos da casa pequena soem apontar que tal poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom numa memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira. Tudo é o que somos, e tudo será, para os que nos seguirem na diversidade do tempo, conforme nós intensamente o houvermos imaginado, isto é, o houvermos, com a imaginação metida no corpo, verdadeiramente sido. Não creio que a história seja mais, no seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos. O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo. Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.


PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares,

ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. 2. ed. São Paulo:

Editora Brasiliense, 2003., p. 40

Considere o seguinte trecho: “A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano.” Do ponto de vista da revisão textual voltada exclusivamente à clareza sintática, no trecho apresentado, sem alteração de sentido nem descaracterização do estilo literário do autor, a intervenção adequada é
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Q3942404 Português

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Texto 


A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror. Os campos são mais verdes no dizer-se do que no seu verdor. As flores, se forem descritas com frases que as definam no ar da imaginação, terão cores de uma permanência que a vida celular não permite. Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver. Não há nada de real na vida que o não seja porque se descreveu bem. Os críticos da casa pequena soem apontar que tal poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom numa memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira. Tudo é o que somos, e tudo será, para os que nos seguirem na diversidade do tempo, conforme nós intensamente o houvermos imaginado, isto é, o houvermos, com a imaginação metida no corpo, verdadeiramente sido. Não creio que a história seja mais, no seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos. O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo. Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.


PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares,

ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. 2. ed. São Paulo:

Editora Brasiliense, 2003., p. 40

No texto, a crítica aos “críticos da casa pequena” indica uma oposição entre
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Q3942403 Português

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Texto 


A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror. Os campos são mais verdes no dizer-se do que no seu verdor. As flores, se forem descritas com frases que as definam no ar da imaginação, terão cores de uma permanência que a vida celular não permite. Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver. Não há nada de real na vida que o não seja porque se descreveu bem. Os críticos da casa pequena soem apontar que tal poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom numa memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira. Tudo é o que somos, e tudo será, para os que nos seguirem na diversidade do tempo, conforme nós intensamente o houvermos imaginado, isto é, o houvermos, com a imaginação metida no corpo, verdadeiramente sido. Não creio que a história seja mais, no seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos. O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo. Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.


PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares,

ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. 2. ed. São Paulo:

Editora Brasiliense, 2003., p. 40

A afirmação “Dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror” sustenta a ideia de que a linguagem
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Q3942402 Português

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Texto 


A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror. Os campos são mais verdes no dizer-se do que no seu verdor. As flores, se forem descritas com frases que as definam no ar da imaginação, terão cores de uma permanência que a vida celular não permite. Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver. Não há nada de real na vida que o não seja porque se descreveu bem. Os críticos da casa pequena soem apontar que tal poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom numa memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira. Tudo é o que somos, e tudo será, para os que nos seguirem na diversidade do tempo, conforme nós intensamente o houvermos imaginado, isto é, o houvermos, com a imaginação metida no corpo, verdadeiramente sido. Não creio que a história seja mais, no seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos. O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo. Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.


PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares,

ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. 2. ed. São Paulo:

Editora Brasiliense, 2003., p. 40

No texto apresentado, a literatura é concebida como um
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Q3936916 Regimento Interno
O Regimento Interno da Câmara Municipal de Goiânia foi alterado em outubro de 2025 visando aumentar a representação de gênero na composição de comissões. O novo texto determina que a escolha dos membros para as comissões deverá corresponder, para cada gênero, a percentuais mínimo e máximo, respectivamente, de
Alternativas
Respostas
1: C
2: B
3: A
4: A
5: D
6: A
7: D
8: A
9: C
10: B
11: A
12: D
13: C
14: B
15: A
16: C
17: D
18: C
19: B
20: C