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Leia as seguintes sentenças:
I) Em síntese – didática ¬–, pode-se definir a metáfora como uma figura de significação (tropo) que consiste em dizer que uma coisa (A) é outra (B), em virtude de qualquer semelhança percebida pelo espírito entre um traço característico de A e o atributo predominante, atributo por excelência, de B, feita a exclusão de outros, secundários, por não convenientes à caracterização do termo próprio A.
II) Do ponto de vista puramente formal, a metáfora é, em essência, uma comparação implícita, isto é, destituída de partículas conectivas comparativas (como, tal qual, tal como) ou não estruturada numa frase cujo verbo seja parecer, semelhar, assemelhar-se, sugerir, dar a impressão de ou um equivalente desses.
III) A metáfora é também uma forma de comparação. [...] É uma espécie de alegoria que sugere por analogia ou semelhança uma conclusão moral ou uma regra de conduta em determinado caso. [...] Chama-se “corpo” da metáfora a narrativa imaginada, ao passo que a lição moral que dela se tira é a sua “alma”.
Sobre metáfora, segundo abordagem de Garcia (2006), é excerto verdadeiro APENAS o que se
lê em:
Leia o texto abaixo e analise as alternativas a seguir acerca do Modernismo, assinalando
(V) para o que for VERDADEIRO e (F) para o que for FALSO.
Acrobata da Dor
Gargalha, ri, num riso de tormenta,
como um palhaço, que desengonçado,
nervoso, ri, num riso absurdo, inflado
de uma ironia e de uma dor violenta.
Da gargalhada atroz, sanguinolenta,
agita os guizos, e convulsionado
salta, “gavroche”, salta “clown”, varado
pelo estertor dessa agonia lenta ...
Pedem-se bis e um bis não se despreza!
Vamos! retesa os músculos, retesa
nessas macabras piruetas d’aço...
E embora caias sobre o chão, fremente,
afogado em teu sangue estuoso e quente,
ri! Coração, tristíssimo palhaço.
( ) O eu lírico vive a dualidade entre o rir e o sofrer. ( ) Assim como o Romantismo havia reagido contra a Ilustração, o Simbolismo ia de encontro às correntes analíticas de meados do século XIX. ( ) As rimas são emparelhadas nos dois quartetos e interpoladas nos dois tercetos. ( ) O eu lírico se compara a um tristíssimo palhaço no último verso. ( ) O poema é um soneto composto de versos decassílabos. ( ) A paixão do efeito estético foi um legado que os parnasianos deixaram aos simbolistas.
Analisando a veracidade das informações a partir do que registra Bosi (2013), é CORRETO afirmar que:
“[...] E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure.”
É CORRETO afirmar sobre as estruturas sintáticas dos versos:
Leia os textos para responder à próxima questão:
Texto 1:
“O indianismo está de novo a deitar copa, de nome mudado. Crismou-se de ‘caboclismo’. O cocar de penas de arara passou a chapéu de palha rebatido à testa; o ocara virou rancho de sapé: o tacape afilou, criou gatilho, deitou ouvido e é hoje espingarda troxada; o boré descaiu lamentavelmente para pio de inambu; a tanga ascendeu a camisa aberta ao peito. Mas o substrato psíquico não mudou: orgulho indomável, independência, fidalguia, coragem, virilidade heróica, todo o recheio em suma, sem faltar uma azeitona, dos Peris e Ubirajaras.”
Texto 2:
“Ah! Doutor! Doutor!... Era mágico o título, tinha poderes e alcances múltiplos, vários, polifórmicos... Era um pallium, era alguma coisa como clâmide sagrada, tecida com um fio tênue e quase imponderável, mas a cujo encontro os elementos, os maus olhares, os exorcismos se quebravam. De posse dela, as gotas da chuva afastar se iam transidas do meu corpo, não se animariam a tocar me nas roupas, no calçado sequer. O invisível distribuidor dos raios solares escolheria os mais meigos para me aquecer, e gastaria os fortes, os inexoráveis, com o comum dos homens que não é doutor. Oh! Ser formado, de anel no dedo, sobrecasaca e cartola, inflado e grosso, como um sapo intanha antes de ferir a martelada à beira do brejo; andar assim pelas ruas, pelas praças, pelas estradas, pelas salas, recebendo cumprimentos: Doutor, como passou? Como está, doutor? Era sobre humano!...”
Texto 3:
“Senhoras: Não pouco vos surpreenderá, por certo, o endereço e a literatura desta missiva.
Cumpre-nos, entretanto, iniciar estas linhas de saudades e muito amor, com desagradável nova.
É bem verdade que na boa cidade de São Paulo - a maior do universo, no dizer de seus pro
lixos habitantes - não sois conhecidas por ‘icamiabas’, voz espúria, sinão que pelo apelativo
de Amazonas; e de vós, se afirma, cavalgardes ginetes belígeros e virdes da Hélade clássica; e
assim sois chamadas. Muito nos pesou a nós, Imperator vosso, tais dislates da erudição porém
heis de convir conosco que, assim, ficais mais heróicas e mais conspícuas, tocadas por essa
platina respeitável da tradição e da pureza antiga.”