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( ) Os alimentos cozidos que são consumidos imediatamente, verduras fervidas, alimentos secos, carne cozida e mal passada são classificados como de baixo risco.
( ) Os alimentos intensamente manipulados logo após o cozimento ou requentados são classificados como de médio risco.
( ) As massas cozidas e/ou requentadas são consideradas de alto risco.
( ) Leite cru, mexilhões, ostras e pescados são considerados de alto risco.
( ) Hortaliças, legumes e frutas não lavadas são consideradas de médio risco.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
I - Inspeção do local infestado.
II - Identificação da(s) espécie(s) infestante(s).
III- Medidas preventivas e corretivas (antirratização) – educação em saúde.
IV - Adoção de medidas de controle (desratização) – exterminar a infestação por roedores.
Quais são componentes desse manejo?
I - Vigilância e defesa sanitária vegetal e animal.
II - Inspeção e classificação apenas de produtos de origem animal, seus derivados, subprodutos e resíduos de valor econômico.
III- Fiscalização dos insumos e dos serviços usados nas atividades agropecuárias.
Quais são atividades desenvolvidas permanentemente pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA)?
I - Propriedades rurais fornecedoras de matérias-primas destinadas à manipulação ou ao processamento de produtos de origem animal.
II - Estabelecimentos que recebam as diferentes espécies de animais de açougue para abate ou industrialização.
III- Estabelecimentos que extraiam ou recebam produtos de abelhas e seus derivados para beneficiamento ou industrialização.
IV - Estabelecimentos que recebam, manipulem, armazenem, conservem, acondicionem ou façam expedição de matérias-primas e produtos de origem vegetal comestíveis e não comestíveis, procedentes de estabelecimentos registrados ou relacionados.
Em quais desses locais são realizadas a inspeção e a fiscalização de que trata o referido Decreto?
I - O uso dos sais em queijos frescais e charque é permitido no Brasil por inibir o transporte ativo do nitrito.
II - O nitrito de sódio inibe o C. botulinum ao interferir com enzimas como a ferredoxina, impedindo a síntese de ATP (adenosina trifosfato) a partir do piruvato.
III- O nitrato é eficiente na inibição do Staphylococcus aureus.
IV - O pH e a atividade de água não interferem no modo de ação do sal de cura.
Quais estão corretas?
I - É bastante resistente ao calor.
II - As neurotoxinas produzidas por essa bactéria não são resistentes ao calor.
III- O congelamento e o resfriamento inibem o crescimento desse microrganismo.
Quais estão corretas?
( ) A contagem elevada desse grupo de bactérias nos alimentos perecíveis é indicativa do uso de matéria-prima contaminada ou processamento insatisfatório.
( ) Em alimentos perecíveis podem indicar abuso no armazenamento em relação ao binômio tempo/temperatura.
( ) Todas as bactérias patogênicas de origem alimentar são psicotróficas.
( ) A maioria dos alimentos apresenta, quando essas alterações são detectáveis, números superiores a 106 UFC/g no alimento.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Leia o texto, para responder à questão.
Malandro, preguiçoso, astuto e dado a ser fanfarrão: eis a figura do Arlequim. Sedutor, ele tenta roubar a namorada do Pierrot, a Colombina.
Ele seduz porque é esperto (mais do que inteligente), ressentido (como quase todos nós), cheio de alegria (como desejamos) e repleto de uma vivacidade que aprendemos a admirar na ficção, ainda que um pouco cansativa na vida real. Como em todas as festas, admiramos o palhaço e, nem por isso, desejamos tê-lo sempre em casa.
Toda escola tem arlequim entre alunos e professores. Todo escritório tem o grande “clown”. Há, ao menos, um tio arlequinal por família. Pense: virá a sua cabeça aquele homem ou mulher sempre divertido, apto a explorar as contradições do sistema a seu favor e, por fim, repleto de piadas maliciosas e ligeiramente canalhas. São sempre ricos em gestos de mímica, grandes contadores de causos e, a rigor, personagens permanentes. Importante: o divertido encenador de pantomimas necessita do palco compartilhado com algum Pierrot. Sem a figura triste do último, inexiste a alegria do primeiro. Em toda cena doméstica, ocorrem diálogos de personagens polarizadas, isso faz parte da dinâmica da peça mais clássica que você vive toda semana: “almoço em família”.
O Arlequim é engraçado porque tem a liberdade que o mal confere a quem não sofre com as algemas do decoro. Aqui vem uma maldade extra: ele nos perdoa dos nossos males por ser, publicamente, pior do que todos nós. Na prática, ele nos autoriza a pensar mal, ironizar, fofocar e a vestir todas as carapuças passivo-agressivas porque o faz sem culpa. O Arlequim é um lugar quentinho para aninhar os ódios e dores que eu carrego, envergonhado. Funciona como uma transferência de culpa que absolve meus pecadilhos por ser um réu confesso da arte de humilhar.
Você aprendeu na infância que é feio rir dos outros quando caem e que devemos evitar falar dos defeitos alheios. A boa educação dialogou de forma complexa com nossa sedução pela dor alheia. O que explicaria o trânsito lento para contemplar um acidente, o consumo de notícias de escândalos de famosos e os risos com “videocassetadas”? Nossos pequenos monstrinhos interiores, reprimidos duramente pelos bons costumes da aparência social, podem receber ligeira alforria em casos de desgraça alheia e da presença de um “arlequim”. Os seres do mal saem, riem, alegram-se com a dor alheia, acompanham a piada e a humilhação que não seria permitida a eles pelo hospedeiro e, tranquilos, voltam a dormir na alma de cada um até a próxima chamada externa.
Olhar a perversidade do Arlequim é um desafio. A mirada frontal e direta tem um pouco do poder paralisante de uma Medusa. Ali está quem eu abomino e, ali, estou eu, meu inimigo e meu clone, o que eu temo e aquilo que atrai meu desejo. Ser alguém “do bem” é conseguir lidar com nossos próprios demônios como única chance de mantê-los sob controle. Quando não consigo, há uma chance de eu apoiar todo Arlequim externo para diminuir o peso dos meus.
O autoconhecimento esvazia o humor agressivo dos outros. Esta é minha esperança.
(Leandro Karnal, A sedução do Arlequim.
O Estado de S.Paulo, 26.12.2021. Adaptado)