Questões de Concurso Comentadas para borracheiro

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Q3528514 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


O tempo de cada um



    Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.


    Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.


    Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.


    Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.


    Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?



Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado). 

Considerando o uso de "avançando" no texto, qual é o antônimo mais apropriado para essa palavra?
Alternativas
Q3528513 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


O tempo de cada um



    Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.


    Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.


    Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.


    Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.


    Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?



Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado). 

O vocábulo “reflexo” possui quantos fonemas? 
Alternativas
Q3528512 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


O tempo de cada um



    Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.


    Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.


    Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.


    Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.


    Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?



Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado). 

No trecho "cada um estoura em um tempo diferente", a palavra "cada" é classificada como:
Alternativas
Q3528511 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


O tempo de cada um



    Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.


    Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.


    Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.


    Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.


    Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?



Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado). 

A palavra "adolescência" em “no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa” é classificada morfologicamente como:
Alternativas
Q3528510 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


O tempo de cada um



    Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.


    Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.


    Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.


    Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.


    Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?



Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado). 

O que a metáfora do "milho de pipoca" sugere sobre a perspectiva do autor em relação ao crescimento pessoal?
Alternativas
Q3528509 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


O tempo de cada um



    Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.


    Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.


    Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.


    Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.


    Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?



Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado). 

Qual inferência pode ser feita sobre a relação do autor com suas amigas mencionadas no texto?
Alternativas
Q3528508 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


O tempo de cada um



    Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.


    Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.


    Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.


    Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.


    Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?



Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado). 

Qual é a ideia central do texto "O tempo de cada um"?
Alternativas
Q3487659 Conhecimentos Gerais
No ano de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral considerou um ex-presidente da República inelegível por oito anos em razão de infrações eleitorais cometidas em 2022. Essas informações se referem ao ex-presidente 
Alternativas
Q3383140 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mudança climática: o plano 'maluco' para salvar o gelo marinho do Ártico

Em meio ao gelo marinho na costa norte do Canadá, cientistas observam a água salgada ser bombeada sobre o oceano congelado.
O objetivo deles? Desacelerar o aquecimento global.
À medida que o gelo marinho desaparece, a superfície escura do oceano pode absorver mais energia do Sol, o que por consequência acelera ainda mais o aquecimento. Portanto, os pesquisadores querem engrossá-lo para impedir que derreta.
Trata-se de uma das mais malucas áreas de pesquisa da geoengenharia: intervir deliberadamente no sistema climático da Terra para tentar neutralizar os danos causados pela ação humana.
A geoengenharia engloba esforços mais consolidados para reter os gases que aquecem o planeta, como plantar mais árvores e enterrar carbono no subsolo.
Mas medidas experimentais pretendem ir um passo além, buscando reduzir a energia absorvida pela Terra.
Muitos cientistas se opõem fortemente ao método, alertando que tais tentativas desviam a atenção da medida mais necessária, que é a redução das emissões de carbono, e podem causar mais danos do que benefícios.
Mas um pequeno número de defensores afirma que a abordagem poderia ajudar o planeta.
O objetivo final da experiência no Ártico é engrossar o gelo marinho o suficiente para abrandar ou mesmo reverter o derretimento já observado, diz o Dr. Shaun Fitzgerald, cuja equipe do Centro de Reparação Climática da Universidade de Cambridge está por trás do projeto.
Funcionará ou será, como disse um cientista, "bastante maluco"?
"Na verdade, não sabemos o suficiente para determinar se esta é uma boa ou má ideia", admite Fitzgerald.
Os pesquisadores têm enfrentado condições adversas em Cambridge Bay, uma pequena vila canadense no Círculo Polar Ártico.
"Está muito frio", diz Andrea Ceccolini, da Real Ice, empresa britânica que lidera a viagem. Ela concedeu entrevista à BBC por Zoom, com uma conexão irregular de dentro de uma tenda branca.
"É cerca de -30ºC com vento forte, o que leva a sensação térmica para -45ºC."
Eles estão abrindo um buraco que se forma naturalmente no inverno no gelo marinho e bombeando cerca de 1.000 litros de água do mar por minuto pela superfície.
Exposta ao ar frio do inverno, a água do mar congela rapidamente, ajudando a engrossar o gelo na superfície. A água também compacta a neve.
Como a neve fresca atua como uma boa camada isolante, agora o gelo também pode se formar mais facilmente na parte inferior em contato com o oceano.
"A ideia é que quanto mais espesso for o gelo [no final do inverno], mais tempo ele sobreviverá quando entrarmos na estação do degelo", explica Ceccolini.
Quando concederam a entrevista no final da viagem, eles já haviam visto o gelo engrossar algumas dezenas de centímetros em toda a sua pequena área de estudo. O gelo será monitorado pelos moradores locais nos próximos meses.
Mas ainda é cedo demais para dizer se a sua abordagem pode realmente fazer a diferença no rápido declínio do gelo marinho do Ártico. "
A grande maioria dos cientistas polares pensa que isto nunca vai funcionar", adverte Martin Siegert, um experiente glaciologista da Universidade de Exeter, que não está envolvido no projeto.
Um problema é que o gelo mais salgado pode derreter mais rapidamente no verão.
E há ainda o enorme desafio logístico de ampliar o projeto até um nível significativo - uma estimativa sugere que seriam necessárias cerca de 10 milhões de bombas movidas a energia eólica para engrossar o gelo marinho em apenas um décimo do Ártico.
"Na minha opinião, é uma loucura que isto possa ser feito em escala para todo o Oceano Ártico", diz Julienne Stroeve, professora de observação polar e modelação na University College London.
Algumas das sugestões experimentais da geoengenharia incluem tentar tornar as nuvens mais refletivas ao gerar mais pulverização marítima e imitar erupções vulcânicas para refletir mais energia do Sol de volta ao espaço.
Vários cientistas - incluindo os órgãos climáticos e meteorológicos da ONU - alertaram que estas abordagens podem representar riscos graves, incluindo a perturbação dos padrões climáticos globais. Muitos pesquisadores querem vê-los totalmente banidos.
"As tecnologias de geoengenharia trazem enormes incertezas e criam novos riscos para os ecossistemas e as pessoas", explica Lili Fuhr, diretora do Programa de Economia Fóssil do Centro de Direito Ambiental Internacional.
"O Ártico é essencial para sustentar os nossos sistemas planetários: bombear água do mar para o gelo marinho em grande escala pode alterar a química dos oceanos e ameaçar a frágil teia da vida.
" E há uma preocupação mais fundamental e generalizada com este tipo de projetos.
"O perigo real é que proporciona uma distração, e as pessoas com interesses adquiridos usarão isso como desculpa para continuarem a queimar combustíveis fósseis", adverte o professor Siegert.
"Francamente, é uma loucura e precisa de ser travado. A forma de resolver esta crise é descarbonizar: é o nosso melhor e único caminho a seguir."
Os investigadores do Ártico estão perfeitamente conscientes destas preocupações. Eles enfatizam que estão simplesmente testando a tecnologia e que não a divulgariam de forma mais ampla até que os riscos fossem melhor conhecidos.
"Não estamos aqui promovendo isto como a solução para as alterações climáticas no Ártico", sublinha Fitzgerald.
"Estamos dizendo que poderia ser [parte disso], mas precisamos descobrir muito mais antes que a sociedade possa decidir se é uma coisa sensata ou não".
Os pesquisadores concordam que a geoengenharia não é uma solução mágica para combater as alterações climáticas e que cortes drásticos nos combustíveis fósseis e nas emissões de carbono são muito importantes para evitar as piores consequências do aquecimento.
Mas salientam que mesmo com uma ação rápida, o mundo ainda enfrenta um futuro difícil.
É provável que o Oceano Ártico esteja efetivamente livre de gelo marinho até o final do verão ao menos uma vez até 2050, e possivelmente até antes.
"Precisamos de outras soluções", argumenta o estudante de doutorado Jacob Pantling, pesquisador do Centro de Reparação Climática que enfrentou os ventos gelados na Baía de Cambridge.
"Temos que reduzir as emissões, mas mesmo que o façamos o mais rapidamente possível, o Ártico ainda vai derreter."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv2yv9xymwgo
Qual é o principal perigo associado aos projetos de geoengenharia mencionados no texto?
Alternativas
Q3383139 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mudança climática: o plano 'maluco' para salvar o gelo marinho do Ártico

Em meio ao gelo marinho na costa norte do Canadá, cientistas observam a água salgada ser bombeada sobre o oceano congelado.
O objetivo deles? Desacelerar o aquecimento global.
À medida que o gelo marinho desaparece, a superfície escura do oceano pode absorver mais energia do Sol, o que por consequência acelera ainda mais o aquecimento. Portanto, os pesquisadores querem engrossá-lo para impedir que derreta.
Trata-se de uma das mais malucas áreas de pesquisa da geoengenharia: intervir deliberadamente no sistema climático da Terra para tentar neutralizar os danos causados pela ação humana.
A geoengenharia engloba esforços mais consolidados para reter os gases que aquecem o planeta, como plantar mais árvores e enterrar carbono no subsolo.
Mas medidas experimentais pretendem ir um passo além, buscando reduzir a energia absorvida pela Terra.
Muitos cientistas se opõem fortemente ao método, alertando que tais tentativas desviam a atenção da medida mais necessária, que é a redução das emissões de carbono, e podem causar mais danos do que benefícios.
Mas um pequeno número de defensores afirma que a abordagem poderia ajudar o planeta.
O objetivo final da experiência no Ártico é engrossar o gelo marinho o suficiente para abrandar ou mesmo reverter o derretimento já observado, diz o Dr. Shaun Fitzgerald, cuja equipe do Centro de Reparação Climática da Universidade de Cambridge está por trás do projeto.
Funcionará ou será, como disse um cientista, "bastante maluco"?
"Na verdade, não sabemos o suficiente para determinar se esta é uma boa ou má ideia", admite Fitzgerald.
Os pesquisadores têm enfrentado condições adversas em Cambridge Bay, uma pequena vila canadense no Círculo Polar Ártico.
"Está muito frio", diz Andrea Ceccolini, da Real Ice, empresa britânica que lidera a viagem. Ela concedeu entrevista à BBC por Zoom, com uma conexão irregular de dentro de uma tenda branca.
"É cerca de -30ºC com vento forte, o que leva a sensação térmica para -45ºC."
Eles estão abrindo um buraco que se forma naturalmente no inverno no gelo marinho e bombeando cerca de 1.000 litros de água do mar por minuto pela superfície.
Exposta ao ar frio do inverno, a água do mar congela rapidamente, ajudando a engrossar o gelo na superfície. A água também compacta a neve.
Como a neve fresca atua como uma boa camada isolante, agora o gelo também pode se formar mais facilmente na parte inferior em contato com o oceano.
"A ideia é que quanto mais espesso for o gelo [no final do inverno], mais tempo ele sobreviverá quando entrarmos na estação do degelo", explica Ceccolini.
Quando concederam a entrevista no final da viagem, eles já haviam visto o gelo engrossar algumas dezenas de centímetros em toda a sua pequena área de estudo. O gelo será monitorado pelos moradores locais nos próximos meses.
Mas ainda é cedo demais para dizer se a sua abordagem pode realmente fazer a diferença no rápido declínio do gelo marinho do Ártico. "
A grande maioria dos cientistas polares pensa que isto nunca vai funcionar", adverte Martin Siegert, um experiente glaciologista da Universidade de Exeter, que não está envolvido no projeto.
Um problema é que o gelo mais salgado pode derreter mais rapidamente no verão.
E há ainda o enorme desafio logístico de ampliar o projeto até um nível significativo - uma estimativa sugere que seriam necessárias cerca de 10 milhões de bombas movidas a energia eólica para engrossar o gelo marinho em apenas um décimo do Ártico.
"Na minha opinião, é uma loucura que isto possa ser feito em escala para todo o Oceano Ártico", diz Julienne Stroeve, professora de observação polar e modelação na University College London.
Algumas das sugestões experimentais da geoengenharia incluem tentar tornar as nuvens mais refletivas ao gerar mais pulverização marítima e imitar erupções vulcânicas para refletir mais energia do Sol de volta ao espaço.
Vários cientistas - incluindo os órgãos climáticos e meteorológicos da ONU - alertaram que estas abordagens podem representar riscos graves, incluindo a perturbação dos padrões climáticos globais. Muitos pesquisadores querem vê-los totalmente banidos.
"As tecnologias de geoengenharia trazem enormes incertezas e criam novos riscos para os ecossistemas e as pessoas", explica Lili Fuhr, diretora do Programa de Economia Fóssil do Centro de Direito Ambiental Internacional.
"O Ártico é essencial para sustentar os nossos sistemas planetários: bombear água do mar para o gelo marinho em grande escala pode alterar a química dos oceanos e ameaçar a frágil teia da vida.
" E há uma preocupação mais fundamental e generalizada com este tipo de projetos.
"O perigo real é que proporciona uma distração, e as pessoas com interesses adquiridos usarão isso como desculpa para continuarem a queimar combustíveis fósseis", adverte o professor Siegert.
"Francamente, é uma loucura e precisa de ser travado. A forma de resolver esta crise é descarbonizar: é o nosso melhor e único caminho a seguir."
Os investigadores do Ártico estão perfeitamente conscientes destas preocupações. Eles enfatizam que estão simplesmente testando a tecnologia e que não a divulgariam de forma mais ampla até que os riscos fossem melhor conhecidos.
"Não estamos aqui promovendo isto como a solução para as alterações climáticas no Ártico", sublinha Fitzgerald.
"Estamos dizendo que poderia ser [parte disso], mas precisamos descobrir muito mais antes que a sociedade possa decidir se é uma coisa sensata ou não".
Os pesquisadores concordam que a geoengenharia não é uma solução mágica para combater as alterações climáticas e que cortes drásticos nos combustíveis fósseis e nas emissões de carbono são muito importantes para evitar as piores consequências do aquecimento.
Mas salientam que mesmo com uma ação rápida, o mundo ainda enfrenta um futuro difícil.
É provável que o Oceano Ártico esteja efetivamente livre de gelo marinho até o final do verão ao menos uma vez até 2050, e possivelmente até antes.
"Precisamos de outras soluções", argumenta o estudante de doutorado Jacob Pantling, pesquisador do Centro de Reparação Climática que enfrentou os ventos gelados na Baía de Cambridge.
"Temos que reduzir as emissões, mas mesmo que o façamos o mais rapidamente possível, o Ártico ainda vai derreter."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv2yv9xymwgo
Qual é o objetivo dos cientistas ao bombear água do mar sobre o gelo marinho?
Alternativas
Q3181496 História e Geografia de Estados e Municípios
O município de Descanso está localizado no Extremo Oeste de Santa Catarina e possui uma determinada altitude, acima do nível do mar. Qual é essa altitude? Marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3181493 Português
"O Bilhete é um tipo de texto cotidiano muito frequente empregado em contextos informais e escrito entre pessoas que possuam um grau de afetividade."

As características abaixo referem-se ao bilhete, EXCETO:
Alternativas
Respostas
201: A
202: D
203: B
204: A
205: A
206: D
207: B
208: B
209: D
210: C
211: A
212: B
213: D
214: A
215: B
216: C
217: D
218: B
219: B
220: D