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No ensino superior, cabe ao intérprete educacional, supervisionar o grau de compreensão e aprendizado do aluno surdo e levar as informações ao coordenador local, para que este possa avaliar o processo de aprendizagem do aluno surdo.
Nos momentos de interpretação, o intérprete deve ter como postura a fidelidade, a proficiência e transmitir apenas o que o palestrante informa, a não ser no caso em que sua própria opinião seja muito importante para que o surdo faça juízo de valor acerca do que o palestrante fala.
Ao atuar, o intérprete deve avaliar se possui nível de competência para atender à palestra a ser interpretada. Caso seja necessário, deve procurar a assistência de outros intérpretes ou reconhecer se deve ou não acertar a tarefa.
Nos casos que envolvam aspectos jurídicos, o intérprete, ao perceber que o nível de comunicação do surdo envolvido compromete a interpretação literal, deve informar às autoridades que será parafraseado, de modo claro e fiel, o que está sendo dito à pessoa surda e o que esta diz às autoridades.
O processo educacional usado para surdos na Europa não foi inteiramente adotado no Brasil e, graças a Ernest Huet, foi inaugurado, em São Paulo, o primeiro Instituto Nacional de Surdos-Mudos, atual Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).
O bimodalismo surtiu grandes efeitos no meio acadêmico, pois permite ao surdo o uso concomitante da língua de sinais como primeira língua e da língua majoritária na modalidade escrita, como segunda.
Com referência aos achados do referido estudo, julgue o item subsecutivo considerando a aquisição da LIBRAS pela criança surda.
Segundo Quadros e Schmiedt, crianças surdas, filhas de pais surdos, aos dois anos de idade já produzem sinais utilizando um número restrito de configurações de mão. No entanto, expressões interrogativas ou negativas ainda não são marcadas pelas expressões não manuais.
Com referência aos achados do referido estudo, julgue o item subsecutivo considerando a aquisição da LIBRAS pela criança surda.
Uma criança surda, a partir dos cinco anos de idade, pode demonstrar, pela direção dos seus olhos durante a comunicação, a sua percepção quanto ao uso da concordância verbal; o que pode ocorrer com maior facilidade caso ela mantenha contato com outro surdo.
Com referência aos achados do referido estudo, julgue o item subsecutivo considerando a aquisição da LIBRAS pela criança surda.
Por volta dos quatro anos de idade, as crianças, nas suas interlocuções, utilizam configurações de mãos bem mais complexas. A partir dessa idade, há também estratégias para formação de novas palavras e uso de sentenças mais complexas, o que inclui topicalizações.
Na LIBRAS, como os fenômenos são diferentes da língua portuguesa, não há homonímias nos sinais-termos.
Hoje e agora são exemplos de polissemia.
Na escola, a educação bilíngue possibilita à criança surda o acesso a duas línguas: a primeira é a de sinais, entendida como língua natural; e a segunda é a escrita, entendida como segunda língua.
O modelo de educação bilíngue, por considerar o canal visogestual de fundamental importância para a aquisição de linguagem pela pessoa surda, contrapõe-se ao modelo oralista.
Os sinais para as ações de comer e sonhar têm as mesmas configurações de mão e movimento.
Os verbos responder, provocar e inventar apresentam marcas de concordância na LIBRAS.
Na LIBRAS, é possível que os sinalizadores estabeleçam os referentes associados à localização no espaço os quais podem estar ou não fisicamente presentes. Além disso, após serem introduzidos no espaço, os pontos específicos podem ser referidos posteriormente no discurso.
No espaço em que os sinais são realizados, o estabelecimento nominal e o uso do sistema pronominal são fundamentais para as relações sintáticas.
Compete à União preparar e disponibilizar profissionais para atuarem como tradutores, intérpretes e instrutores de surdos nos estados, nos municípios e no Distrito Federal.
O atendimento educacional especializado para estudantes surdos deve ser ofertado tanto na modalidade oral quanto na modalidade escrita.
De acordo com a Política Nacional da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, o ensino da Língua Portuguesa se dará como segunda língua, na modalidade escrita para alunos surdos.