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Q1138851 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão .


TEXTO I


Amazônia Centro do Mundo


Encontro histórico reúne, neste momento, líderes da

floresta, ativistas climáticos internacionais, cientistas do

clima e da Terra e alguns dos melhores pensadores do

Brasil


Neste momento, na Terra do Meio, coração da maior floresta tropical do planeta, uma formação humana inédita está reunida para criar uma aliança pela Amazônia. É um encontro de diferentes em torno de uma ideia comum: barrar a destruição da floresta e dos povos da floresta, hoje devorada por predadores de toda ordem. Entre eles, as grandes corporações de mineração e o agronegócio insustentável. É também um encontro para salvar a nós mesmos e as outras espécies, estas que condenamos ao nos tornarmos uma força de destruição. Nesta luta, devemos ser liderados pelos povos da floresta – os indígenas, beiradeiros e quilombolas que mantêm a Amazônia ainda viva e em pé. Este é um encontro de descolonização. Por isso, não um encontro na Europa nem um encontro nas capitais do Sudeste do Brasil. Deslocar o que é centro e o que é periferia é imperativo para criar futuro. Na época em que nossa espécie vive a emergência climática, o maior desafio de nossa trajetória, a Amazônia é o centro do mundo. É em torno dela que nós, os que queremos viver e fazer viver, precisamos atravessar muros e superar barreiras para criar um comum global.


[...]


Todas estas pessoas deixaram suas casas e seus países convidadas por mim, pelo Instituto Ibirapitanga, pelo Instituto Socioambiental e pela Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri. Algumas viajaram semanas num barco à vela, para conhecer de forma profunda, com seu corpo no corpo do território, a floresta e os povos da floresta. É instinto de sobrevivência o que as move, mas é também amor. É movimento de vida numa geopolítica que impõe a morte da maioria para o benefício e os lucros da minoria que controla o planeta. É uma pequena grande COP da Floresta criada a partir das bases. Aqui, não há cúpula.


[...]


No encontro Amazônia Centro do Mundo haverá população da cidade e da floresta. E também os produtores rurais que colocam alimento na mesa da população, aqueles que respeitam os povos tradicionais e atuam preservando a Amazônia, porque sabem que dela depende o seu sustento. Sabemos que há fazendeiros que destroem a floresta, mas também sabemos que há agricultores que a respeitam e têm mudado suas práticas para responder aos desafios do colapso climático que atingirá a todos, produtores que respeitam a lei e a democracia e que também querem viver em paz. Pessoas que perceberam que precisam não apenas parar de desmatar, mas reflorestar a floresta.


O fim do mundo não é um fim. É um meio. É o que os povos indígenas nos mostram em sua resistência de mais de 500 anos à força de destruição promovida pelos não indígenas. À tentativa de extermínio completo, seja pela bala, seja pela assimilação. Hoje, meio milênio depois da barbárie produzida pelos europeus, as populações indígenas não apenas não se deixaram engolir como aumentam. E erguem, mais uma vez, suas vozes para denunciar que os brancos quebraram todos os limites e constroem rapidamente um apocalipse que, desta vez, atinge também os colonizadores: a maior floresta tropical do mundo está perto de alcançar o ponto de não retorno. Dizem isso muito antes do que qualquer cientista do clima. Alguns de seus ancestrais plantaram essa floresta. Eles sabem.


Como Raoni tem repetido há décadas:


“Se continuar com as queimadas, o vento vai aumentar, o sol vai ficar muito quente, a Terra também. Todos nós, não só os indígenas, vamos ficar sem respirar. Se destruir a floresta, todos nós vamos silenciar”. Os humanos, estes que sempre temeram a catástrofe na larga noite do mundo, tornaram-se a catástrofe que temiam. Alteraram o clima do planeta. Ameaçaram a sobrevivência da própria espécie na única casa que dispõem. Mas não todos os humanos. Uma minoria dos humanos, abrigada nos países desenvolvidos demais, consumiu o planeta. As consequências, porém, já são sentidas pelas maiorias pobres e pelos povos que não cabem nas categorias de rico e de pobre impostas pelo capitalismo.


[...] 


BRUM, Eliane. El País. Disponível em: <encurtador.com.br/

BHTV1>. Acesso em: 16 nov. 2019.

Nos trechos a seguir, a palavra destacada pode ser substituída pela palavra entre parênteses sem alterar o sentido original do trecho, exceto em:
Alternativas
Q1138850 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão .


TEXTO I


Amazônia Centro do Mundo


Encontro histórico reúne, neste momento, líderes da

floresta, ativistas climáticos internacionais, cientistas do

clima e da Terra e alguns dos melhores pensadores do

Brasil


Neste momento, na Terra do Meio, coração da maior floresta tropical do planeta, uma formação humana inédita está reunida para criar uma aliança pela Amazônia. É um encontro de diferentes em torno de uma ideia comum: barrar a destruição da floresta e dos povos da floresta, hoje devorada por predadores de toda ordem. Entre eles, as grandes corporações de mineração e o agronegócio insustentável. É também um encontro para salvar a nós mesmos e as outras espécies, estas que condenamos ao nos tornarmos uma força de destruição. Nesta luta, devemos ser liderados pelos povos da floresta – os indígenas, beiradeiros e quilombolas que mantêm a Amazônia ainda viva e em pé. Este é um encontro de descolonização. Por isso, não um encontro na Europa nem um encontro nas capitais do Sudeste do Brasil. Deslocar o que é centro e o que é periferia é imperativo para criar futuro. Na época em que nossa espécie vive a emergência climática, o maior desafio de nossa trajetória, a Amazônia é o centro do mundo. É em torno dela que nós, os que queremos viver e fazer viver, precisamos atravessar muros e superar barreiras para criar um comum global.


[...]


Todas estas pessoas deixaram suas casas e seus países convidadas por mim, pelo Instituto Ibirapitanga, pelo Instituto Socioambiental e pela Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri. Algumas viajaram semanas num barco à vela, para conhecer de forma profunda, com seu corpo no corpo do território, a floresta e os povos da floresta. É instinto de sobrevivência o que as move, mas é também amor. É movimento de vida numa geopolítica que impõe a morte da maioria para o benefício e os lucros da minoria que controla o planeta. É uma pequena grande COP da Floresta criada a partir das bases. Aqui, não há cúpula.


[...]


No encontro Amazônia Centro do Mundo haverá população da cidade e da floresta. E também os produtores rurais que colocam alimento na mesa da população, aqueles que respeitam os povos tradicionais e atuam preservando a Amazônia, porque sabem que dela depende o seu sustento. Sabemos que há fazendeiros que destroem a floresta, mas também sabemos que há agricultores que a respeitam e têm mudado suas práticas para responder aos desafios do colapso climático que atingirá a todos, produtores que respeitam a lei e a democracia e que também querem viver em paz. Pessoas que perceberam que precisam não apenas parar de desmatar, mas reflorestar a floresta.


O fim do mundo não é um fim. É um meio. É o que os povos indígenas nos mostram em sua resistência de mais de 500 anos à força de destruição promovida pelos não indígenas. À tentativa de extermínio completo, seja pela bala, seja pela assimilação. Hoje, meio milênio depois da barbárie produzida pelos europeus, as populações indígenas não apenas não se deixaram engolir como aumentam. E erguem, mais uma vez, suas vozes para denunciar que os brancos quebraram todos os limites e constroem rapidamente um apocalipse que, desta vez, atinge também os colonizadores: a maior floresta tropical do mundo está perto de alcançar o ponto de não retorno. Dizem isso muito antes do que qualquer cientista do clima. Alguns de seus ancestrais plantaram essa floresta. Eles sabem.


Como Raoni tem repetido há décadas:


“Se continuar com as queimadas, o vento vai aumentar, o sol vai ficar muito quente, a Terra também. Todos nós, não só os indígenas, vamos ficar sem respirar. Se destruir a floresta, todos nós vamos silenciar”. Os humanos, estes que sempre temeram a catástrofe na larga noite do mundo, tornaram-se a catástrofe que temiam. Alteraram o clima do planeta. Ameaçaram a sobrevivência da própria espécie na única casa que dispõem. Mas não todos os humanos. Uma minoria dos humanos, abrigada nos países desenvolvidos demais, consumiu o planeta. As consequências, porém, já são sentidas pelas maiorias pobres e pelos povos que não cabem nas categorias de rico e de pobre impostas pelo capitalismo.


[...] 


BRUM, Eliane. El País. Disponível em: <encurtador.com.br/

BHTV1>. Acesso em: 16 nov. 2019.

Releia este trecho.


“Os humanos, estes que sempre temeram a catástrofe na larga noite do mundo, tornaram-se a catástrofe que temiam. Alteraram o clima do planeta.”


A relação existente entre as duas frases desse trecho é de

Alternativas
Q1138849 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão .


TEXTO I


Amazônia Centro do Mundo


Encontro histórico reúne, neste momento, líderes da

floresta, ativistas climáticos internacionais, cientistas do

clima e da Terra e alguns dos melhores pensadores do

Brasil


Neste momento, na Terra do Meio, coração da maior floresta tropical do planeta, uma formação humana inédita está reunida para criar uma aliança pela Amazônia. É um encontro de diferentes em torno de uma ideia comum: barrar a destruição da floresta e dos povos da floresta, hoje devorada por predadores de toda ordem. Entre eles, as grandes corporações de mineração e o agronegócio insustentável. É também um encontro para salvar a nós mesmos e as outras espécies, estas que condenamos ao nos tornarmos uma força de destruição. Nesta luta, devemos ser liderados pelos povos da floresta – os indígenas, beiradeiros e quilombolas que mantêm a Amazônia ainda viva e em pé. Este é um encontro de descolonização. Por isso, não um encontro na Europa nem um encontro nas capitais do Sudeste do Brasil. Deslocar o que é centro e o que é periferia é imperativo para criar futuro. Na época em que nossa espécie vive a emergência climática, o maior desafio de nossa trajetória, a Amazônia é o centro do mundo. É em torno dela que nós, os que queremos viver e fazer viver, precisamos atravessar muros e superar barreiras para criar um comum global.


[...]


Todas estas pessoas deixaram suas casas e seus países convidadas por mim, pelo Instituto Ibirapitanga, pelo Instituto Socioambiental e pela Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri. Algumas viajaram semanas num barco à vela, para conhecer de forma profunda, com seu corpo no corpo do território, a floresta e os povos da floresta. É instinto de sobrevivência o que as move, mas é também amor. É movimento de vida numa geopolítica que impõe a morte da maioria para o benefício e os lucros da minoria que controla o planeta. É uma pequena grande COP da Floresta criada a partir das bases. Aqui, não há cúpula.


[...]


No encontro Amazônia Centro do Mundo haverá população da cidade e da floresta. E também os produtores rurais que colocam alimento na mesa da população, aqueles que respeitam os povos tradicionais e atuam preservando a Amazônia, porque sabem que dela depende o seu sustento. Sabemos que há fazendeiros que destroem a floresta, mas também sabemos que há agricultores que a respeitam e têm mudado suas práticas para responder aos desafios do colapso climático que atingirá a todos, produtores que respeitam a lei e a democracia e que também querem viver em paz. Pessoas que perceberam que precisam não apenas parar de desmatar, mas reflorestar a floresta.


O fim do mundo não é um fim. É um meio. É o que os povos indígenas nos mostram em sua resistência de mais de 500 anos à força de destruição promovida pelos não indígenas. À tentativa de extermínio completo, seja pela bala, seja pela assimilação. Hoje, meio milênio depois da barbárie produzida pelos europeus, as populações indígenas não apenas não se deixaram engolir como aumentam. E erguem, mais uma vez, suas vozes para denunciar que os brancos quebraram todos os limites e constroem rapidamente um apocalipse que, desta vez, atinge também os colonizadores: a maior floresta tropical do mundo está perto de alcançar o ponto de não retorno. Dizem isso muito antes do que qualquer cientista do clima. Alguns de seus ancestrais plantaram essa floresta. Eles sabem.


Como Raoni tem repetido há décadas:


“Se continuar com as queimadas, o vento vai aumentar, o sol vai ficar muito quente, a Terra também. Todos nós, não só os indígenas, vamos ficar sem respirar. Se destruir a floresta, todos nós vamos silenciar”. Os humanos, estes que sempre temeram a catástrofe na larga noite do mundo, tornaram-se a catástrofe que temiam. Alteraram o clima do planeta. Ameaçaram a sobrevivência da própria espécie na única casa que dispõem. Mas não todos os humanos. Uma minoria dos humanos, abrigada nos países desenvolvidos demais, consumiu o planeta. As consequências, porém, já são sentidas pelas maiorias pobres e pelos povos que não cabem nas categorias de rico e de pobre impostas pelo capitalismo.


[...] 


BRUM, Eliane. El País. Disponível em: <encurtador.com.br/

BHTV1>. Acesso em: 16 nov. 2019.

Releia este trecho.


“Os humanos, estes que sempre temeram a catástrofe na larga noite do mundo, tornaram-se a catástrofe que temiam.”


Assinale a alternativa cuja palavra negritada não é acentuada pela mesma regra de acentuação da palavra destacada nesse trecho.

Alternativas
Q1138848 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão .


TEXTO I


Amazônia Centro do Mundo


Encontro histórico reúne, neste momento, líderes da

floresta, ativistas climáticos internacionais, cientistas do

clima e da Terra e alguns dos melhores pensadores do

Brasil


Neste momento, na Terra do Meio, coração da maior floresta tropical do planeta, uma formação humana inédita está reunida para criar uma aliança pela Amazônia. É um encontro de diferentes em torno de uma ideia comum: barrar a destruição da floresta e dos povos da floresta, hoje devorada por predadores de toda ordem. Entre eles, as grandes corporações de mineração e o agronegócio insustentável. É também um encontro para salvar a nós mesmos e as outras espécies, estas que condenamos ao nos tornarmos uma força de destruição. Nesta luta, devemos ser liderados pelos povos da floresta – os indígenas, beiradeiros e quilombolas que mantêm a Amazônia ainda viva e em pé. Este é um encontro de descolonização. Por isso, não um encontro na Europa nem um encontro nas capitais do Sudeste do Brasil. Deslocar o que é centro e o que é periferia é imperativo para criar futuro. Na época em que nossa espécie vive a emergência climática, o maior desafio de nossa trajetória, a Amazônia é o centro do mundo. É em torno dela que nós, os que queremos viver e fazer viver, precisamos atravessar muros e superar barreiras para criar um comum global.


[...]


Todas estas pessoas deixaram suas casas e seus países convidadas por mim, pelo Instituto Ibirapitanga, pelo Instituto Socioambiental e pela Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri. Algumas viajaram semanas num barco à vela, para conhecer de forma profunda, com seu corpo no corpo do território, a floresta e os povos da floresta. É instinto de sobrevivência o que as move, mas é também amor. É movimento de vida numa geopolítica que impõe a morte da maioria para o benefício e os lucros da minoria que controla o planeta. É uma pequena grande COP da Floresta criada a partir das bases. Aqui, não há cúpula.


[...]


No encontro Amazônia Centro do Mundo haverá população da cidade e da floresta. E também os produtores rurais que colocam alimento na mesa da população, aqueles que respeitam os povos tradicionais e atuam preservando a Amazônia, porque sabem que dela depende o seu sustento. Sabemos que há fazendeiros que destroem a floresta, mas também sabemos que há agricultores que a respeitam e têm mudado suas práticas para responder aos desafios do colapso climático que atingirá a todos, produtores que respeitam a lei e a democracia e que também querem viver em paz. Pessoas que perceberam que precisam não apenas parar de desmatar, mas reflorestar a floresta.


O fim do mundo não é um fim. É um meio. É o que os povos indígenas nos mostram em sua resistência de mais de 500 anos à força de destruição promovida pelos não indígenas. À tentativa de extermínio completo, seja pela bala, seja pela assimilação. Hoje, meio milênio depois da barbárie produzida pelos europeus, as populações indígenas não apenas não se deixaram engolir como aumentam. E erguem, mais uma vez, suas vozes para denunciar que os brancos quebraram todos os limites e constroem rapidamente um apocalipse que, desta vez, atinge também os colonizadores: a maior floresta tropical do mundo está perto de alcançar o ponto de não retorno. Dizem isso muito antes do que qualquer cientista do clima. Alguns de seus ancestrais plantaram essa floresta. Eles sabem.


Como Raoni tem repetido há décadas:


“Se continuar com as queimadas, o vento vai aumentar, o sol vai ficar muito quente, a Terra também. Todos nós, não só os indígenas, vamos ficar sem respirar. Se destruir a floresta, todos nós vamos silenciar”. Os humanos, estes que sempre temeram a catástrofe na larga noite do mundo, tornaram-se a catástrofe que temiam. Alteraram o clima do planeta. Ameaçaram a sobrevivência da própria espécie na única casa que dispõem. Mas não todos os humanos. Uma minoria dos humanos, abrigada nos países desenvolvidos demais, consumiu o planeta. As consequências, porém, já são sentidas pelas maiorias pobres e pelos povos que não cabem nas categorias de rico e de pobre impostas pelo capitalismo.


[...] 


BRUM, Eliane. El País. Disponível em: <encurtador.com.br/

BHTV1>. Acesso em: 16 nov. 2019.

A conjunção “mas” pode assumir diferentes significados em um texto.


Assinale a alternativa cujo significado dessa conjunção está incorretamente expresso entre parênteses.

Alternativas
Q1138847 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão .


TEXTO I


Amazônia Centro do Mundo


Encontro histórico reúne, neste momento, líderes da

floresta, ativistas climáticos internacionais, cientistas do

clima e da Terra e alguns dos melhores pensadores do

Brasil


Neste momento, na Terra do Meio, coração da maior floresta tropical do planeta, uma formação humana inédita está reunida para criar uma aliança pela Amazônia. É um encontro de diferentes em torno de uma ideia comum: barrar a destruição da floresta e dos povos da floresta, hoje devorada por predadores de toda ordem. Entre eles, as grandes corporações de mineração e o agronegócio insustentável. É também um encontro para salvar a nós mesmos e as outras espécies, estas que condenamos ao nos tornarmos uma força de destruição. Nesta luta, devemos ser liderados pelos povos da floresta – os indígenas, beiradeiros e quilombolas que mantêm a Amazônia ainda viva e em pé. Este é um encontro de descolonização. Por isso, não um encontro na Europa nem um encontro nas capitais do Sudeste do Brasil. Deslocar o que é centro e o que é periferia é imperativo para criar futuro. Na época em que nossa espécie vive a emergência climática, o maior desafio de nossa trajetória, a Amazônia é o centro do mundo. É em torno dela que nós, os que queremos viver e fazer viver, precisamos atravessar muros e superar barreiras para criar um comum global.


[...]


Todas estas pessoas deixaram suas casas e seus países convidadas por mim, pelo Instituto Ibirapitanga, pelo Instituto Socioambiental e pela Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri. Algumas viajaram semanas num barco à vela, para conhecer de forma profunda, com seu corpo no corpo do território, a floresta e os povos da floresta. É instinto de sobrevivência o que as move, mas é também amor. É movimento de vida numa geopolítica que impõe a morte da maioria para o benefício e os lucros da minoria que controla o planeta. É uma pequena grande COP da Floresta criada a partir das bases. Aqui, não há cúpula.


[...]


No encontro Amazônia Centro do Mundo haverá população da cidade e da floresta. E também os produtores rurais que colocam alimento na mesa da população, aqueles que respeitam os povos tradicionais e atuam preservando a Amazônia, porque sabem que dela depende o seu sustento. Sabemos que há fazendeiros que destroem a floresta, mas também sabemos que há agricultores que a respeitam e têm mudado suas práticas para responder aos desafios do colapso climático que atingirá a todos, produtores que respeitam a lei e a democracia e que também querem viver em paz. Pessoas que perceberam que precisam não apenas parar de desmatar, mas reflorestar a floresta.


O fim do mundo não é um fim. É um meio. É o que os povos indígenas nos mostram em sua resistência de mais de 500 anos à força de destruição promovida pelos não indígenas. À tentativa de extermínio completo, seja pela bala, seja pela assimilação. Hoje, meio milênio depois da barbárie produzida pelos europeus, as populações indígenas não apenas não se deixaram engolir como aumentam. E erguem, mais uma vez, suas vozes para denunciar que os brancos quebraram todos os limites e constroem rapidamente um apocalipse que, desta vez, atinge também os colonizadores: a maior floresta tropical do mundo está perto de alcançar o ponto de não retorno. Dizem isso muito antes do que qualquer cientista do clima. Alguns de seus ancestrais plantaram essa floresta. Eles sabem.


Como Raoni tem repetido há décadas:


“Se continuar com as queimadas, o vento vai aumentar, o sol vai ficar muito quente, a Terra também. Todos nós, não só os indígenas, vamos ficar sem respirar. Se destruir a floresta, todos nós vamos silenciar”. Os humanos, estes que sempre temeram a catástrofe na larga noite do mundo, tornaram-se a catástrofe que temiam. Alteraram o clima do planeta. Ameaçaram a sobrevivência da própria espécie na única casa que dispõem. Mas não todos os humanos. Uma minoria dos humanos, abrigada nos países desenvolvidos demais, consumiu o planeta. As consequências, porém, já são sentidas pelas maiorias pobres e pelos povos que não cabem nas categorias de rico e de pobre impostas pelo capitalismo.


[...] 


BRUM, Eliane. El País. Disponível em: <encurtador.com.br/

BHTV1>. Acesso em: 16 nov. 2019.

De acordo com o texto I, para que soluções sejam encontradas para barrar a destruição da floresta e de seus povos, são atitudes necessárias, exceto:
Alternativas
Q1138845 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão .


TEXTO I


Amazônia Centro do Mundo


Encontro histórico reúne, neste momento, líderes da

floresta, ativistas climáticos internacionais, cientistas do

clima e da Terra e alguns dos melhores pensadores do

Brasil


Neste momento, na Terra do Meio, coração da maior floresta tropical do planeta, uma formação humana inédita está reunida para criar uma aliança pela Amazônia. É um encontro de diferentes em torno de uma ideia comum: barrar a destruição da floresta e dos povos da floresta, hoje devorada por predadores de toda ordem. Entre eles, as grandes corporações de mineração e o agronegócio insustentável. É também um encontro para salvar a nós mesmos e as outras espécies, estas que condenamos ao nos tornarmos uma força de destruição. Nesta luta, devemos ser liderados pelos povos da floresta – os indígenas, beiradeiros e quilombolas que mantêm a Amazônia ainda viva e em pé. Este é um encontro de descolonização. Por isso, não um encontro na Europa nem um encontro nas capitais do Sudeste do Brasil. Deslocar o que é centro e o que é periferia é imperativo para criar futuro. Na época em que nossa espécie vive a emergência climática, o maior desafio de nossa trajetória, a Amazônia é o centro do mundo. É em torno dela que nós, os que queremos viver e fazer viver, precisamos atravessar muros e superar barreiras para criar um comum global.


[...]


Todas estas pessoas deixaram suas casas e seus países convidadas por mim, pelo Instituto Ibirapitanga, pelo Instituto Socioambiental e pela Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri. Algumas viajaram semanas num barco à vela, para conhecer de forma profunda, com seu corpo no corpo do território, a floresta e os povos da floresta. É instinto de sobrevivência o que as move, mas é também amor. É movimento de vida numa geopolítica que impõe a morte da maioria para o benefício e os lucros da minoria que controla o planeta. É uma pequena grande COP da Floresta criada a partir das bases. Aqui, não há cúpula.


[...]


No encontro Amazônia Centro do Mundo haverá população da cidade e da floresta. E também os produtores rurais que colocam alimento na mesa da população, aqueles que respeitam os povos tradicionais e atuam preservando a Amazônia, porque sabem que dela depende o seu sustento. Sabemos que há fazendeiros que destroem a floresta, mas também sabemos que há agricultores que a respeitam e têm mudado suas práticas para responder aos desafios do colapso climático que atingirá a todos, produtores que respeitam a lei e a democracia e que também querem viver em paz. Pessoas que perceberam que precisam não apenas parar de desmatar, mas reflorestar a floresta.


O fim do mundo não é um fim. É um meio. É o que os povos indígenas nos mostram em sua resistência de mais de 500 anos à força de destruição promovida pelos não indígenas. À tentativa de extermínio completo, seja pela bala, seja pela assimilação. Hoje, meio milênio depois da barbárie produzida pelos europeus, as populações indígenas não apenas não se deixaram engolir como aumentam. E erguem, mais uma vez, suas vozes para denunciar que os brancos quebraram todos os limites e constroem rapidamente um apocalipse que, desta vez, atinge também os colonizadores: a maior floresta tropical do mundo está perto de alcançar o ponto de não retorno. Dizem isso muito antes do que qualquer cientista do clima. Alguns de seus ancestrais plantaram essa floresta. Eles sabem.


Como Raoni tem repetido há décadas:


“Se continuar com as queimadas, o vento vai aumentar, o sol vai ficar muito quente, a Terra também. Todos nós, não só os indígenas, vamos ficar sem respirar. Se destruir a floresta, todos nós vamos silenciar”. Os humanos, estes que sempre temeram a catástrofe na larga noite do mundo, tornaram-se a catástrofe que temiam. Alteraram o clima do planeta. Ameaçaram a sobrevivência da própria espécie na única casa que dispõem. Mas não todos os humanos. Uma minoria dos humanos, abrigada nos países desenvolvidos demais, consumiu o planeta. As consequências, porém, já são sentidas pelas maiorias pobres e pelos povos que não cabem nas categorias de rico e de pobre impostas pelo capitalismo.


[...] 


BRUM, Eliane. El País. Disponível em: <encurtador.com.br/

BHTV1>. Acesso em: 16 nov. 2019.

Analise estes itens.


I. Grandes empresas mineradoras que atuam, ou querem atuar, na região da floresta.


II. Donos de agronegócios estabelecidos, ou que querem se estabelecer, na região da floresta.


III. Capitalistas de países desenvolvidos que contribuíram para o desgaste do planeta de forma geral.


De acordo com o texto I, são predadores da floresta

Alternativas
Q2702030 Atualidades

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, conhecido por ter atuado como o juiz da Operação Lava Jato, que já promoveu uma série de ações de combate à corrupção, especialmente no âmbito da administração pública, cuja classe política é o principal alvo, apresentou um projeto que propõe mudanças em vários pontos da legislação a fim de endurecer o combate a crimes violentos, como o homicídio e o latrocínio, além de crimes de corrupção, conforme a Agência Brasil. Sobre esse projeto, protocolado na metade de fevereiro deste ano, analise as assertivas abaixo:


I. O nome dado ao projeto é ‘Pacote Anticrime’.

II. Inclui-se no pacote principal o crime de caixa dois, pois a sua gravidade é semelhante à de corrupção.

III. O pacote prevê alteração nas seguintes esferas: corrupção e crime organizado e Código de Processo Penal.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2702029 Atualidades

Em janeiro deste ano, determinado país teve temperaturas que alcançaram a marca de -50ºC, o que foi considerada a onda de frio mais intensa das últimas décadas, comparando-se, em alguns estados, às temperaturas da Antártida e do Everest. Muitos voos foram cancelados, assim como muitos locais (escolas, empresas, etc.) foram fechados. De que país estamos falando?

Alternativas
Q2702028 Atualidades

Em 2018, completou-se o centenário de um dos episódios mais terríveis da história mundial (1914-1918), que matou milhões de pessoas entre soldados e civis. Foi no dia 11 de novembro de 1918 que a rendição alemã foi assinada. Do que se trata esse contexto?

Alternativas
Q2701977 Matemática

Lista de símbolos:

Condicional

Bicondicional

^ Conector “e”

v Conector “ou”

v Conector “ou” exclusivo

¬ Negação da proposição

Analise o triângulo de vértices ABC representado abaixo:

Imagem associada para resolução da questão

Se a medida do segmento AB = AC = 13 e a medida do segmento BC = 10, então a medida do segmento AP é:

Alternativas
Q2701976 Matemática

Lista de símbolos:

Condicional

Bicondicional

^ Conector “e”

v Conector “ou”

v Conector “ou” exclusivo

¬ Negação da proposição

O ponto de máximo da função está localizado no(a):

Alternativas
Q2701963 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Previsões de Um Futuro Passado: 30 Anos de Internet


  1. Há 30 anos, o mundo era outro. Não, eu não estou falando da queda do muro de Berlim,
  2. da eleição de Collor ou dos protestos na Praça da Paz Celestial. Quero dizer que, em 1989, a
  3. internet mal existia. Foi só naquele ano que Tim Berners-Lee deu forma final a seu conceito de
  4. World Wide Web, quando ainda trabalhava na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear em
  5. Genebra. Provedores de internet para o grande público só engatinhavam nos Estados Unidos e na
  6. Europa.
  7. Ainda que fosse um cenário bastante distinto da nossa web de redes sociais, conexão
  8. sem-fio e emojis, ali estavam as bases da rede mundial de computadores que conhecemos hoje.
  9. Em homenagem ___ três décadas dessa invenção que mudou o mundo, mergulhei nos acervos
  10. de O Globo para conferir quais eram as previsões dos jornais sobre o futuro da Internet entre
  11. 1989 e 1995, ano em que o serviço chegou oficialmente ao Brasil e pudemos enfim conferir seu
  12. funcionamento ao vivo e a (poucas) cores. Separei, a seguir, três das mais interessantes
  13. previsões, deixando de lado outras como e-commerce e internet banking.
  14. "Quem quer ler tanta notícia?"
  15. Em 1991, a internet já alcançava um número decente de usuários. Pelo menos 3 milhões,
  16. segundo uma reportagem que descrevia as cada vez mais conectadas redes de computadores,
  17. até então, principalmente, acadêmicas. E um dado chama a atenção: quem se conectasse ___
  18. rede poderia ter acesso ___ mais de “200 conferências internacionais, sem sair de casa”. Mais do
  19. que isso, era possível ler até 100 páginas de notícias por dia! O número hiperbólico levou a
  20. repórter a se questionar: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  21. Pois bem... quase 30 anos depois, o panorama é outro. Só nos EUA, dois terços das
  22. pessoas acessam notícias online , e a tendência é que esse número ainda cresça. O volume de
  23. publicações então, é imensurável. Certeza só de que são muito mais do que 100 páginas diárias
  24. de notícias por aí. A casa, com certeza, está nos milhões de artigos, reportagens, gráficos, vídeos
  25. e análises noticiosos por dia. Mas a pergunta continua de pé: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  26. “Dono de videolocadora, o tempo é de começar a se preocupar”
  27. O aviso alarmista estampado em uma das reportagens analisadas não poderia ter sido
  28. mais certeiro, ainda que um pouco precipitado. Em outubro de 1994 a gigante americana Time-
  29. Warner anunciava o lançamento de um serviço de “Video On Demand” para alguns assinantes. O
  30. objetivo era de fornecer notícias, filmes e entretenimento em uma “rede digital multimídia”. Os
  31. arquivos eram comprimidos, enviados em até 450bps para receptores (que poderiam ser TVs) e
  32. então vistos pelos assinantes. Naquela altura, até 1000 pessoas eram capazes de assistir filmes
  33. simultaneamente.
  34. Com tamanhas aspirações, não surpreende que o repórter tenha visto a medida da Time-
  35. Warner (e de sua concorrente, a Oracle) como uma péssima notícia para as videolocadoras.
  36. Quase 30 anos depois, a preocupação era mais do que justificada. Vivemos uma era de
  37. streaming, a Blockbuster que o diga. Descansem em paz, videolocadoras.
  38. O rosto do seu computador
  39. Nem toda previsão é acertada. Inclusive uma feita pelo New York Times, que cravou, em
  40. 11 de julho de 1994, que a próxima grande tendência da informática seria dar caras aos
  41. computadores. E da maneira mais assombrosa possível: gerando rostos que interagissem e
  42. dessem recados aos usuários sobre o funcionamento dos PCs. A ideia, que talvez parecesse
  43. natural na época, felizmente, nunca foi para frente. Em 2019, ninguém recebe uma tela azul
  44. acompanhada de uma cara triste. :(
  45. A ideia, porém, não é de todo incoerente. A tentativa de humanização dos computadores
  46. ainda está na moda, como mostram filmes como “Her” e assistentes digitais como a “Alexa” e a
  47. “Siri”, da Amazon e Apple, respectivamente. A tentativa é válida e pode facilitar a vida dos
  48. usuários. Só, por favor, não deem rostos ___ máquinas. Não queremos pesadelos.


Daniel Salgado – 08/02/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação.

Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação morfológica da palavra “tanto”, presente na frase “Quem quer ler tanta notícia?!” no texto.

Alternativas
Q2701962 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Previsões de Um Futuro Passado: 30 Anos de Internet


  1. Há 30 anos, o mundo era outro. Não, eu não estou falando da queda do muro de Berlim,
  2. da eleição de Collor ou dos protestos na Praça da Paz Celestial. Quero dizer que, em 1989, a
  3. internet mal existia. Foi só naquele ano que Tim Berners-Lee deu forma final a seu conceito de
  4. World Wide Web, quando ainda trabalhava na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear em
  5. Genebra. Provedores de internet para o grande público só engatinhavam nos Estados Unidos e na
  6. Europa.
  7. Ainda que fosse um cenário bastante distinto da nossa web de redes sociais, conexão
  8. sem-fio e emojis, ali estavam as bases da rede mundial de computadores que conhecemos hoje.
  9. Em homenagem ___ três décadas dessa invenção que mudou o mundo, mergulhei nos acervos
  10. de O Globo para conferir quais eram as previsões dos jornais sobre o futuro da Internet entre
  11. 1989 e 1995, ano em que o serviço chegou oficialmente ao Brasil e pudemos enfim conferir seu
  12. funcionamento ao vivo e a (poucas) cores. Separei, a seguir, três das mais interessantes
  13. previsões, deixando de lado outras como e-commerce e internet banking.
  14. "Quem quer ler tanta notícia?"
  15. Em 1991, a internet já alcançava um número decente de usuários. Pelo menos 3 milhões,
  16. segundo uma reportagem que descrevia as cada vez mais conectadas redes de computadores,
  17. até então, principalmente, acadêmicas. E um dado chama a atenção: quem se conectasse ___
  18. rede poderia ter acesso ___ mais de “200 conferências internacionais, sem sair de casa”. Mais do
  19. que isso, era possível ler até 100 páginas de notícias por dia! O número hiperbólico levou a
  20. repórter a se questionar: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  21. Pois bem... quase 30 anos depois, o panorama é outro. Só nos EUA, dois terços das
  22. pessoas acessam notícias online , e a tendência é que esse número ainda cresça. O volume de
  23. publicações então, é imensurável. Certeza só de que são muito mais do que 100 páginas diárias
  24. de notícias por aí. A casa, com certeza, está nos milhões de artigos, reportagens, gráficos, vídeos
  25. e análises noticiosos por dia. Mas a pergunta continua de pé: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  26. “Dono de videolocadora, o tempo é de começar a se preocupar”
  27. O aviso alarmista estampado em uma das reportagens analisadas não poderia ter sido
  28. mais certeiro, ainda que um pouco precipitado. Em outubro de 1994 a gigante americana Time-
  29. Warner anunciava o lançamento de um serviço de “Video On Demand” para alguns assinantes. O
  30. objetivo era de fornecer notícias, filmes e entretenimento em uma “rede digital multimídia”. Os
  31. arquivos eram comprimidos, enviados em até 450bps para receptores (que poderiam ser TVs) e
  32. então vistos pelos assinantes. Naquela altura, até 1000 pessoas eram capazes de assistir filmes
  33. simultaneamente.
  34. Com tamanhas aspirações, não surpreende que o repórter tenha visto a medida da Time-
  35. Warner (e de sua concorrente, a Oracle) como uma péssima notícia para as videolocadoras.
  36. Quase 30 anos depois, a preocupação era mais do que justificada. Vivemos uma era de
  37. streaming, a Blockbuster que o diga. Descansem em paz, videolocadoras.
  38. O rosto do seu computador
  39. Nem toda previsão é acertada. Inclusive uma feita pelo New York Times, que cravou, em
  40. 11 de julho de 1994, que a próxima grande tendência da informática seria dar caras aos
  41. computadores. E da maneira mais assombrosa possível: gerando rostos que interagissem e
  42. dessem recados aos usuários sobre o funcionamento dos PCs. A ideia, que talvez parecesse
  43. natural na época, felizmente, nunca foi para frente. Em 2019, ninguém recebe uma tela azul
  44. acompanhada de uma cara triste. :(
  45. A ideia, porém, não é de todo incoerente. A tentativa de humanização dos computadores
  46. ainda está na moda, como mostram filmes como “Her” e assistentes digitais como a “Alexa” e a
  47. “Siri”, da Amazon e Apple, respectivamente. A tentativa é válida e pode facilitar a vida dos
  48. usuários. Só, por favor, não deem rostos ___ máquinas. Não queremos pesadelos.


Daniel Salgado – 08/02/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação.

Assinale a alternativa na qual NÃO haja o emprego de linguagem figurada nas frases retiradas do texto.

Alternativas
Q2701961 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Previsões de Um Futuro Passado: 30 Anos de Internet


  1. Há 30 anos, o mundo era outro. Não, eu não estou falando da queda do muro de Berlim,
  2. da eleição de Collor ou dos protestos na Praça da Paz Celestial. Quero dizer que, em 1989, a
  3. internet mal existia. Foi só naquele ano que Tim Berners-Lee deu forma final a seu conceito de
  4. World Wide Web, quando ainda trabalhava na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear em
  5. Genebra. Provedores de internet para o grande público só engatinhavam nos Estados Unidos e na
  6. Europa.
  7. Ainda que fosse um cenário bastante distinto da nossa web de redes sociais, conexão
  8. sem-fio e emojis, ali estavam as bases da rede mundial de computadores que conhecemos hoje.
  9. Em homenagem ___ três décadas dessa invenção que mudou o mundo, mergulhei nos acervos
  10. de O Globo para conferir quais eram as previsões dos jornais sobre o futuro da Internet entre
  11. 1989 e 1995, ano em que o serviço chegou oficialmente ao Brasil e pudemos enfim conferir seu
  12. funcionamento ao vivo e a (poucas) cores. Separei, a seguir, três das mais interessantes
  13. previsões, deixando de lado outras como e-commerce e internet banking.
  14. "Quem quer ler tanta notícia?"
  15. Em 1991, a internet já alcançava um número decente de usuários. Pelo menos 3 milhões,
  16. segundo uma reportagem que descrevia as cada vez mais conectadas redes de computadores,
  17. até então, principalmente, acadêmicas. E um dado chama a atenção: quem se conectasse ___
  18. rede poderia ter acesso ___ mais de “200 conferências internacionais, sem sair de casa”. Mais do
  19. que isso, era possível ler até 100 páginas de notícias por dia! O número hiperbólico levou a
  20. repórter a se questionar: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  21. Pois bem... quase 30 anos depois, o panorama é outro. Só nos EUA, dois terços das
  22. pessoas acessam notícias online , e a tendência é que esse número ainda cresça. O volume de
  23. publicações então, é imensurável. Certeza só de que são muito mais do que 100 páginas diárias
  24. de notícias por aí. A casa, com certeza, está nos milhões de artigos, reportagens, gráficos, vídeos
  25. e análises noticiosos por dia. Mas a pergunta continua de pé: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  26. “Dono de videolocadora, o tempo é de começar a se preocupar”
  27. O aviso alarmista estampado em uma das reportagens analisadas não poderia ter sido
  28. mais certeiro, ainda que um pouco precipitado. Em outubro de 1994 a gigante americana Time-
  29. Warner anunciava o lançamento de um serviço de “Video On Demand” para alguns assinantes. O
  30. objetivo era de fornecer notícias, filmes e entretenimento em uma “rede digital multimídia”. Os
  31. arquivos eram comprimidos, enviados em até 450bps para receptores (que poderiam ser TVs) e
  32. então vistos pelos assinantes. Naquela altura, até 1000 pessoas eram capazes de assistir filmes
  33. simultaneamente.
  34. Com tamanhas aspirações, não surpreende que o repórter tenha visto a medida da Time-
  35. Warner (e de sua concorrente, a Oracle) como uma péssima notícia para as videolocadoras.
  36. Quase 30 anos depois, a preocupação era mais do que justificada. Vivemos uma era de
  37. streaming, a Blockbuster que o diga. Descansem em paz, videolocadoras.
  38. O rosto do seu computador
  39. Nem toda previsão é acertada. Inclusive uma feita pelo New York Times, que cravou, em
  40. 11 de julho de 1994, que a próxima grande tendência da informática seria dar caras aos
  41. computadores. E da maneira mais assombrosa possível: gerando rostos que interagissem e
  42. dessem recados aos usuários sobre o funcionamento dos PCs. A ideia, que talvez parecesse
  43. natural na época, felizmente, nunca foi para frente. Em 2019, ninguém recebe uma tela azul
  44. acompanhada de uma cara triste. :(
  45. A ideia, porém, não é de todo incoerente. A tentativa de humanização dos computadores
  46. ainda está na moda, como mostram filmes como “Her” e assistentes digitais como a “Alexa” e a
  47. “Siri”, da Amazon e Apple, respectivamente. A tentativa é válida e pode facilitar a vida dos
  48. usuários. Só, por favor, não deem rostos ___ máquinas. Não queremos pesadelos.


Daniel Salgado – 08/02/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação.

No trecho “O aviso alarmista estampado em uma das reportagens analisadas não poderia ter sido mais certeiro, ainda que um pouco precipitado”, quantas outras alterações seriam obrigatoriamente necessárias a fim de que se mantenham as corretas relações de concordância caso alterássemos a palavra “aviso” por sua forma plural.

Alternativas
Q2701960 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Previsões de Um Futuro Passado: 30 Anos de Internet


  1. Há 30 anos, o mundo era outro. Não, eu não estou falando da queda do muro de Berlim,
  2. da eleição de Collor ou dos protestos na Praça da Paz Celestial. Quero dizer que, em 1989, a
  3. internet mal existia. Foi só naquele ano que Tim Berners-Lee deu forma final a seu conceito de
  4. World Wide Web, quando ainda trabalhava na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear em
  5. Genebra. Provedores de internet para o grande público só engatinhavam nos Estados Unidos e na
  6. Europa.
  7. Ainda que fosse um cenário bastante distinto da nossa web de redes sociais, conexão
  8. sem-fio e emojis, ali estavam as bases da rede mundial de computadores que conhecemos hoje.
  9. Em homenagem ___ três décadas dessa invenção que mudou o mundo, mergulhei nos acervos
  10. de O Globo para conferir quais eram as previsões dos jornais sobre o futuro da Internet entre
  11. 1989 e 1995, ano em que o serviço chegou oficialmente ao Brasil e pudemos enfim conferir seu
  12. funcionamento ao vivo e a (poucas) cores. Separei, a seguir, três das mais interessantes
  13. previsões, deixando de lado outras como e-commerce e internet banking.
  14. "Quem quer ler tanta notícia?"
  15. Em 1991, a internet já alcançava um número decente de usuários. Pelo menos 3 milhões,
  16. segundo uma reportagem que descrevia as cada vez mais conectadas redes de computadores,
  17. até então, principalmente, acadêmicas. E um dado chama a atenção: quem se conectasse ___
  18. rede poderia ter acesso ___ mais de “200 conferências internacionais, sem sair de casa”. Mais do
  19. que isso, era possível ler até 100 páginas de notícias por dia! O número hiperbólico levou a
  20. repórter a se questionar: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  21. Pois bem... quase 30 anos depois, o panorama é outro. Só nos EUA, dois terços das
  22. pessoas acessam notícias online , e a tendência é que esse número ainda cresça. O volume de
  23. publicações então, é imensurável. Certeza só de que são muito mais do que 100 páginas diárias
  24. de notícias por aí. A casa, com certeza, está nos milhões de artigos, reportagens, gráficos, vídeos
  25. e análises noticiosos por dia. Mas a pergunta continua de pé: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  26. “Dono de videolocadora, o tempo é de começar a se preocupar”
  27. O aviso alarmista estampado em uma das reportagens analisadas não poderia ter sido
  28. mais certeiro, ainda que um pouco precipitado. Em outubro de 1994 a gigante americana Time-
  29. Warner anunciava o lançamento de um serviço de “Video On Demand” para alguns assinantes. O
  30. objetivo era de fornecer notícias, filmes e entretenimento em uma “rede digital multimídia”. Os
  31. arquivos eram comprimidos, enviados em até 450bps para receptores (que poderiam ser TVs) e
  32. então vistos pelos assinantes. Naquela altura, até 1000 pessoas eram capazes de assistir filmes
  33. simultaneamente.
  34. Com tamanhas aspirações, não surpreende que o repórter tenha visto a medida da Time-
  35. Warner (e de sua concorrente, a Oracle) como uma péssima notícia para as videolocadoras.
  36. Quase 30 anos depois, a preocupação era mais do que justificada. Vivemos uma era de
  37. streaming, a Blockbuster que o diga. Descansem em paz, videolocadoras.
  38. O rosto do seu computador
  39. Nem toda previsão é acertada. Inclusive uma feita pelo New York Times, que cravou, em
  40. 11 de julho de 1994, que a próxima grande tendência da informática seria dar caras aos
  41. computadores. E da maneira mais assombrosa possível: gerando rostos que interagissem e
  42. dessem recados aos usuários sobre o funcionamento dos PCs. A ideia, que talvez parecesse
  43. natural na época, felizmente, nunca foi para frente. Em 2019, ninguém recebe uma tela azul
  44. acompanhada de uma cara triste. :(
  45. A ideia, porém, não é de todo incoerente. A tentativa de humanização dos computadores
  46. ainda está na moda, como mostram filmes como “Her” e assistentes digitais como a “Alexa” e a
  47. “Siri”, da Amazon e Apple, respectivamente. A tentativa é válida e pode facilitar a vida dos
  48. usuários. Só, por favor, não deem rostos ___ máquinas. Não queremos pesadelos.


Daniel Salgado – 08/02/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação.

Na linha 07, a expressão “ainda que” expressa a ideia de ____________ e poderia ser substituída por ______________, desde que ___________ alterações no período para que se mantenha a correção gramatical no período.


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

Alternativas
Q2701959 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Previsões de Um Futuro Passado: 30 Anos de Internet


  1. Há 30 anos, o mundo era outro. Não, eu não estou falando da queda do muro de Berlim,
  2. da eleição de Collor ou dos protestos na Praça da Paz Celestial. Quero dizer que, em 1989, a
  3. internet mal existia. Foi só naquele ano que Tim Berners-Lee deu forma final a seu conceito de
  4. World Wide Web, quando ainda trabalhava na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear em
  5. Genebra. Provedores de internet para o grande público só engatinhavam nos Estados Unidos e na
  6. Europa.
  7. Ainda que fosse um cenário bastante distinto da nossa web de redes sociais, conexão
  8. sem-fio e emojis, ali estavam as bases da rede mundial de computadores que conhecemos hoje.
  9. Em homenagem ___ três décadas dessa invenção que mudou o mundo, mergulhei nos acervos
  10. de O Globo para conferir quais eram as previsões dos jornais sobre o futuro da Internet entre
  11. 1989 e 1995, ano em que o serviço chegou oficialmente ao Brasil e pudemos enfim conferir seu
  12. funcionamento ao vivo e a (poucas) cores. Separei, a seguir, três das mais interessantes
  13. previsões, deixando de lado outras como e-commerce e internet banking.
  14. "Quem quer ler tanta notícia?"
  15. Em 1991, a internet já alcançava um número decente de usuários. Pelo menos 3 milhões,
  16. segundo uma reportagem que descrevia as cada vez mais conectadas redes de computadores,
  17. até então, principalmente, acadêmicas. E um dado chama a atenção: quem se conectasse ___
  18. rede poderia ter acesso ___ mais de “200 conferências internacionais, sem sair de casa”. Mais do
  19. que isso, era possível ler até 100 páginas de notícias por dia! O número hiperbólico levou a
  20. repórter a se questionar: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  21. Pois bem... quase 30 anos depois, o panorama é outro. Só nos EUA, dois terços das
  22. pessoas acessam notícias online , e a tendência é que esse número ainda cresça. O volume de
  23. publicações então, é imensurável. Certeza só de que são muito mais do que 100 páginas diárias
  24. de notícias por aí. A casa, com certeza, está nos milhões de artigos, reportagens, gráficos, vídeos
  25. e análises noticiosos por dia. Mas a pergunta continua de pé: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  26. “Dono de videolocadora, o tempo é de começar a se preocupar”
  27. O aviso alarmista estampado em uma das reportagens analisadas não poderia ter sido
  28. mais certeiro, ainda que um pouco precipitado. Em outubro de 1994 a gigante americana Time-
  29. Warner anunciava o lançamento de um serviço de “Video On Demand” para alguns assinantes. O
  30. objetivo era de fornecer notícias, filmes e entretenimento em uma “rede digital multimídia”. Os
  31. arquivos eram comprimidos, enviados em até 450bps para receptores (que poderiam ser TVs) e
  32. então vistos pelos assinantes. Naquela altura, até 1000 pessoas eram capazes de assistir filmes
  33. simultaneamente.
  34. Com tamanhas aspirações, não surpreende que o repórter tenha visto a medida da Time-
  35. Warner (e de sua concorrente, a Oracle) como uma péssima notícia para as videolocadoras.
  36. Quase 30 anos depois, a preocupação era mais do que justificada. Vivemos uma era de
  37. streaming, a Blockbuster que o diga. Descansem em paz, videolocadoras.
  38. O rosto do seu computador
  39. Nem toda previsão é acertada. Inclusive uma feita pelo New York Times, que cravou, em
  40. 11 de julho de 1994, que a próxima grande tendência da informática seria dar caras aos
  41. computadores. E da maneira mais assombrosa possível: gerando rostos que interagissem e
  42. dessem recados aos usuários sobre o funcionamento dos PCs. A ideia, que talvez parecesse
  43. natural na época, felizmente, nunca foi para frente. Em 2019, ninguém recebe uma tela azul
  44. acompanhada de uma cara triste. :(
  45. A ideia, porém, não é de todo incoerente. A tentativa de humanização dos computadores
  46. ainda está na moda, como mostram filmes como “Her” e assistentes digitais como a “Alexa” e a
  47. “Siri”, da Amazon e Apple, respectivamente. A tentativa é válida e pode facilitar a vida dos
  48. usuários. Só, por favor, não deem rostos ___ máquinas. Não queremos pesadelos.


Daniel Salgado – 08/02/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação.

Considerando a palavra “hiperbólico”, na linha 19, assinale a alternativa que NÃO apresenta um sinônimo que possa ser empregado no texto, sob pena de acarretar mudança do significado original do texto.

Alternativas
Q2701958 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Previsões de Um Futuro Passado: 30 Anos de Internet


  1. Há 30 anos, o mundo era outro. Não, eu não estou falando da queda do muro de Berlim,
  2. da eleição de Collor ou dos protestos na Praça da Paz Celestial. Quero dizer que, em 1989, a
  3. internet mal existia. Foi só naquele ano que Tim Berners-Lee deu forma final a seu conceito de
  4. World Wide Web, quando ainda trabalhava na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear em
  5. Genebra. Provedores de internet para o grande público só engatinhavam nos Estados Unidos e na
  6. Europa.
  7. Ainda que fosse um cenário bastante distinto da nossa web de redes sociais, conexão
  8. sem-fio e emojis, ali estavam as bases da rede mundial de computadores que conhecemos hoje.
  9. Em homenagem ___ três décadas dessa invenção que mudou o mundo, mergulhei nos acervos
  10. de O Globo para conferir quais eram as previsões dos jornais sobre o futuro da Internet entre
  11. 1989 e 1995, ano em que o serviço chegou oficialmente ao Brasil e pudemos enfim conferir seu
  12. funcionamento ao vivo e a (poucas) cores. Separei, a seguir, três das mais interessantes
  13. previsões, deixando de lado outras como e-commerce e internet banking.
  14. "Quem quer ler tanta notícia?"
  15. Em 1991, a internet já alcançava um número decente de usuários. Pelo menos 3 milhões,
  16. segundo uma reportagem que descrevia as cada vez mais conectadas redes de computadores,
  17. até então, principalmente, acadêmicas. E um dado chama a atenção: quem se conectasse ___
  18. rede poderia ter acesso ___ mais de “200 conferências internacionais, sem sair de casa”. Mais do
  19. que isso, era possível ler até 100 páginas de notícias por dia! O número hiperbólico levou a
  20. repórter a se questionar: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  21. Pois bem... quase 30 anos depois, o panorama é outro. Só nos EUA, dois terços das
  22. pessoas acessam notícias online , e a tendência é que esse número ainda cresça. O volume de
  23. publicações então, é imensurável. Certeza só de que são muito mais do que 100 páginas diárias
  24. de notícias por aí. A casa, com certeza, está nos milhões de artigos, reportagens, gráficos, vídeos
  25. e análises noticiosos por dia. Mas a pergunta continua de pé: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  26. “Dono de videolocadora, o tempo é de começar a se preocupar”
  27. O aviso alarmista estampado em uma das reportagens analisadas não poderia ter sido
  28. mais certeiro, ainda que um pouco precipitado. Em outubro de 1994 a gigante americana Time-
  29. Warner anunciava o lançamento de um serviço de “Video On Demand” para alguns assinantes. O
  30. objetivo era de fornecer notícias, filmes e entretenimento em uma “rede digital multimídia”. Os
  31. arquivos eram comprimidos, enviados em até 450bps para receptores (que poderiam ser TVs) e
  32. então vistos pelos assinantes. Naquela altura, até 1000 pessoas eram capazes de assistir filmes
  33. simultaneamente.
  34. Com tamanhas aspirações, não surpreende que o repórter tenha visto a medida da Time-
  35. Warner (e de sua concorrente, a Oracle) como uma péssima notícia para as videolocadoras.
  36. Quase 30 anos depois, a preocupação era mais do que justificada. Vivemos uma era de
  37. streaming, a Blockbuster que o diga. Descansem em paz, videolocadoras.
  38. O rosto do seu computador
  39. Nem toda previsão é acertada. Inclusive uma feita pelo New York Times, que cravou, em
  40. 11 de julho de 1994, que a próxima grande tendência da informática seria dar caras aos
  41. computadores. E da maneira mais assombrosa possível: gerando rostos que interagissem e
  42. dessem recados aos usuários sobre o funcionamento dos PCs. A ideia, que talvez parecesse
  43. natural na época, felizmente, nunca foi para frente. Em 2019, ninguém recebe uma tela azul
  44. acompanhada de uma cara triste. :(
  45. A ideia, porém, não é de todo incoerente. A tentativa de humanização dos computadores
  46. ainda está na moda, como mostram filmes como “Her” e assistentes digitais como a “Alexa” e a
  47. “Siri”, da Amazon e Apple, respectivamente. A tentativa é válida e pode facilitar a vida dos
  48. usuários. Só, por favor, não deem rostos ___ máquinas. Não queremos pesadelos.


Daniel Salgado – 08/02/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação.

Considerando o Acordo Ortográfico vigente, a palavra “videolocadora” deve ser grafada sem hífen. Assinale a alternativa em que a regra do hífen esteja empregada de forma INCORRETA.

Alternativas
Q2701957 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Previsões de Um Futuro Passado: 30 Anos de Internet


  1. Há 30 anos, o mundo era outro. Não, eu não estou falando da queda do muro de Berlim,
  2. da eleição de Collor ou dos protestos na Praça da Paz Celestial. Quero dizer que, em 1989, a
  3. internet mal existia. Foi só naquele ano que Tim Berners-Lee deu forma final a seu conceito de
  4. World Wide Web, quando ainda trabalhava na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear em
  5. Genebra. Provedores de internet para o grande público só engatinhavam nos Estados Unidos e na
  6. Europa.
  7. Ainda que fosse um cenário bastante distinto da nossa web de redes sociais, conexão
  8. sem-fio e emojis, ali estavam as bases da rede mundial de computadores que conhecemos hoje.
  9. Em homenagem ___ três décadas dessa invenção que mudou o mundo, mergulhei nos acervos
  10. de O Globo para conferir quais eram as previsões dos jornais sobre o futuro da Internet entre
  11. 1989 e 1995, ano em que o serviço chegou oficialmente ao Brasil e pudemos enfim conferir seu
  12. funcionamento ao vivo e a (poucas) cores. Separei, a seguir, três das mais interessantes
  13. previsões, deixando de lado outras como e-commerce e internet banking.
  14. "Quem quer ler tanta notícia?"
  15. Em 1991, a internet já alcançava um número decente de usuários. Pelo menos 3 milhões,
  16. segundo uma reportagem que descrevia as cada vez mais conectadas redes de computadores,
  17. até então, principalmente, acadêmicas. E um dado chama a atenção: quem se conectasse ___
  18. rede poderia ter acesso ___ mais de “200 conferências internacionais, sem sair de casa”. Mais do
  19. que isso, era possível ler até 100 páginas de notícias por dia! O número hiperbólico levou a
  20. repórter a se questionar: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  21. Pois bem... quase 30 anos depois, o panorama é outro. Só nos EUA, dois terços das
  22. pessoas acessam notícias online , e a tendência é que esse número ainda cresça. O volume de
  23. publicações então, é imensurável. Certeza só de que são muito mais do que 100 páginas diárias
  24. de notícias por aí. A casa, com certeza, está nos milhões de artigos, reportagens, gráficos, vídeos
  25. e análises noticiosos por dia. Mas a pergunta continua de pé: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  26. “Dono de videolocadora, o tempo é de começar a se preocupar”
  27. O aviso alarmista estampado em uma das reportagens analisadas não poderia ter sido
  28. mais certeiro, ainda que um pouco precipitado. Em outubro de 1994 a gigante americana Time-
  29. Warner anunciava o lançamento de um serviço de “Video On Demand” para alguns assinantes. O
  30. objetivo era de fornecer notícias, filmes e entretenimento em uma “rede digital multimídia”. Os
  31. arquivos eram comprimidos, enviados em até 450bps para receptores (que poderiam ser TVs) e
  32. então vistos pelos assinantes. Naquela altura, até 1000 pessoas eram capazes de assistir filmes
  33. simultaneamente.
  34. Com tamanhas aspirações, não surpreende que o repórter tenha visto a medida da Time-
  35. Warner (e de sua concorrente, a Oracle) como uma péssima notícia para as videolocadoras.
  36. Quase 30 anos depois, a preocupação era mais do que justificada. Vivemos uma era de
  37. streaming, a Blockbuster que o diga. Descansem em paz, videolocadoras.
  38. O rosto do seu computador
  39. Nem toda previsão é acertada. Inclusive uma feita pelo New York Times, que cravou, em
  40. 11 de julho de 1994, que a próxima grande tendência da informática seria dar caras aos
  41. computadores. E da maneira mais assombrosa possível: gerando rostos que interagissem e
  42. dessem recados aos usuários sobre o funcionamento dos PCs. A ideia, que talvez parecesse
  43. natural na época, felizmente, nunca foi para frente. Em 2019, ninguém recebe uma tela azul
  44. acompanhada de uma cara triste. :(
  45. A ideia, porém, não é de todo incoerente. A tentativa de humanização dos computadores
  46. ainda está na moda, como mostram filmes como “Her” e assistentes digitais como a “Alexa” e a
  47. “Siri”, da Amazon e Apple, respectivamente. A tentativa é válida e pode facilitar a vida dos
  48. usuários. Só, por favor, não deem rostos ___ máquinas. Não queremos pesadelos.


Daniel Salgado – 08/02/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação.

Assinale a alternativa na qual o vocábulo “que” esteja empregado como pronome relativo em frases retiradas do texto.

Alternativas
Respostas
3481: C
3482: A
3483: D
3484: C
3485: C
3486: B
3487: C
3488: E
3489: A
3490: C
3491: A
3492: D
3493: B
3494: B
3495: C
3496: C
3497: E
3498: A
3499: E
3500: C