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I. A conduta inicial é prescrição de dexametasona 10mg, EV, e manutenção com dexametasona 4mg de 6 em 6 horas.
II. O contexto clínico e os exames já realizados permitem prescindir de biópsia da lesão, podendo seguir com o planejamento para radiocirurgia.
III. A avaliação com RM de crânio é mandatória para a escolha da terapêutica adequada, uma vez que TC de crânio com contraste apresenta baixa sensibilidade para lesões subcentimétricas comparativamente.
IV. No caso de lesão acima de 2cm, sem efeito de massa ou edema de grande volume, o tratamento radiocirúrgico é uma opção, idealmente fracionado, podendo-se utilizar doses como 27Gy em 3 frações, diárias.
Quais estão INCORRETAS?
I. Dose única de 8Gy apresenta taxas semelhantes de controle álgico e mesma taxa de controle após 12 semanas do que outros fracionamentos, como 20Gy em 5 frações ou 30Gy em 10 frações, apresentando iguais taxas de retratamento.
II. Pacientes com persistência da dor após 4 semanas do tratamento não devem ser submetidos a retratamento, uma vez que a resposta tardia é comum, sendo indicado retratamento após 12 semanas somente.
III. Radioterapia é um tratamento eficaz para sangramento gástrico, devendo sempre ser realizada na dose de 30Gy em 10 frações, objetivando melhor controle local e menor necessidade de retratamento.
IV. O volume de reirradiação paliativa de cabeça e pescoço deve ser GTV + 1-2cm, uma vez que o principal sítio de recorrência após reirradiação é na topografia irradiada.
Quais estão corretas?
I. Involved-field (IFRT) inclui somente o volume de tratamento pré-quimioterapia e pós-quimioterapia no volume alvo de tratamento.
II. Involved-node (INRT) inclui somente os linfonodos PET-captantes pré-quimioterapia e linfonodos alterados pós-quimioterapia, com margem de PTV. Essa técnica exige a realização de PET-CT na posição do tratamento radioterápico previamente à realização de quimioterapia.
III. Involved-site (ISRT) inclui as regiões nas quais havia doença previamente à quimioterapia somente.
Quais estão corretas?
I. Apresenta excelente taxas de controle local, usualmente acima de 90%.
II. O fracionamento mais usual é de 50Gy em 5 frações, em dias alternados, objetivando melhor perfil de toxicidade, embora o RTOG 0813, que estudou escalonamento de dose, tenha comprovado superioridade nos desfechos oncológicos para as doses de 11.5 e 12Gy por fração.
III. O fracionamento de 60Gy em 8 frações se apresentou possível e adequado para o tratamento de lesões ultracentrais (“no fly zone”), priorizando os OARs em detrimento da cobertura, mesmo naquelas lesões onde o PTV engloba os órgãos de risco (OARs).
IV. A SBRT de lesões iniciais, ECI, não deve ser oferecida como opção a pacientes com indicação cirúrgica, uma vez que não há estudo evidenciando a segurança dessa conduta.
Quais estão INCORRETAS?
I. O Lentigo Maligno, ou melanoma in situ, desenvolve-se em áreas de exposição solar crônica, tendo como tratamento primário preferencial o uso tópico de fluoracil ou imiquimod.
II. Os carcinomas epidermoides de pele da região do “H facial”, ou lesões maiores que 4cm de diâmetro, 6mm de espessura ou invasão linfovascular apresentam alto risco de recidiva, devendo receber radioterapia adjuvante, segundo o NCCN.
III. O tratamento primário para lesões basocelulares pequenas, com espessura menor do que 2cm, é a radioterapia superficial com ortovoltagem.
IV. Radioterapia deve ser indicada para melanomas com Breslow >4mm, invasão angiolinfática ou perineural, ou satelitose, a despeito do acesso a tratamentos com imunoterapia.
Quais estão corretas?
I. Em dados provenientes dos EUA, o carcinoma de colo uterino tem a maior prevalência em pacientes afrodescendentes do que nas outras etnias, bem como maiores taxas de mortalidade.
II. Assim como no carcinoma prostático, a adoção de estratégias de screening não impactou na diminuição da mortalidade por carcinoma de colo uterino.
III. O uso de anticoncepcional oral (ACO) aumenta o risco de desenvolvimento de carcinoma de colo uterino durante seu uso, diminuindo gradualmente após a cessação do uso, até atingir equivalência com não usuárias de ACO após 10 anos.
IV. O tabagismo aumenta o risco do carcinoma de colo uterino, independente da histologia.
Quais estão corretas?
I. O estudo de Sauer et al. que consolidou o timing neoadjuvante da radioterapia no tratamento de câncer de reto evidenciou ganho de controle local e sobrevida global, bem como menor toxicidade no tratamento neoadjuvante.
II. O estudo POLISH II, que testou radioterapia de curta duração seguido de quimioterapia versus quimiorradioterapia neoadjuvante, apresentou ganho de sobrevida global, mesmo em análise tardia de seus resultados.
III. O estudo RAPIDO, que comparou radioterapia de curso curto seguida de quimioterapia neoadjuvante, com tratamento convencional quimiorradioterápico, apresentou benefício em sobrevida global e sobrevida livre de progressão em 3 anos.
IV. O estudo OPRA evidenciou piores chances de manejo não cirúrgico no grupo que realizou quimiorradioterapia seguida de quimioterapia de consolidação, quando comparado ao grupo de quimioterapia de indução, seguida de quimiorradioterapia de consolidação.
Quais estão INCORRETAS?
I. O estudo FAST, publicado em 2011, evidenciou a segurança no tratamento em 5 frações diárias quando comparado ao hipofracionamento, em relação à cosmese mamária.
II. Hipofracionamento deve ser indicado para todos os pacientes com indicação de radioterapia de mama, conforme guideline ASTRO 2018.
III. Hipofracionamento pós-mastectomia para pacientes T3, T4 ou N2 tem sua indicação baseada em estudo fase 3, na dose de 43.5Gy em 15 frações, o qual incluiu drenagens linfáticas (incluindo fossa supraclavicular) no volume alvo.
IV. O “boost” sobre leito tumoral, quando indicado, pode ser realizado com técnica de “simultaneous integrated boost (SIB)”, desde que se faça uso de 3DRT, IMRT/VMAT ou Tomotherapy.
Quais estão INCORRETAS?
( ) Conforme o estudo AMAROS, radioterapia versus esvaziamento axilar em pacientes com biópsia de linfonodo positiva apresenta desfechos de mesma grandeza para controle oncológico, favorecendo a radioterapia no que tange à toxicidade, fortalecendo a conduta não invasiva em pacientes com estadiamento entre cT1cN0 a cT2cN1.
( ) O tratamento cirúrgico padrão da axila clinicamente positiva é o esvaziamento axilar, devendo-se amostrar, ao menos, 10 linfonodos.
( ) O estudo ACOSOG Z0011 comparou esvaziamento axilar com biópsia de linfonodo sentinela, em pacientes clinicamente negativos, que foram submetidos à radioterapia adjuvante, ou não, demonstrando desfechos oncológicos similares.
( ) Nos casos de biópsia de linfonodo positiva pós-quimioterapia neoadjuvante, pode-se omitir seguramente o esvaziamento axilar, aos moldes de ACOSOG Z0011.
( ) A radioterapia de drenagem linfática pode ser omitida seguramente em pacientes com biópsia de linfonodo sentinela inicial positiva para neoplasia, que foram submetidos à quimioterapia neoadjuvante e apresentaram estadiamento patológico ypN0, conforme guidelines da ASCO.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. A base teórica para a adoção do hipofracionamento no tratamento do carcinoma de próstata é o baixo alfa/beta tumoral.
II. O uso de radioterapia conformacional 3D, sem modulação de feixe, é contraindicado no tratamento do carcinoma de próstata, mesmo que se respeite os constraints.
III. A utilização de hipofracionamento sem IGRT deve ser adotada rotineiramente, uma vez que hipofracionamento moderado se mostrou seguro e eficaz no tratamento do carcinoma de próstata.
IV. A utilização do hipofracionamento no carcinoma de próstata de alto risco (Gleason >8 ou PSA >20), deve ser adotado com cautela, uma vez que esse perfil de paciente não foi incluído nos estudos.
V. O hipofracionamento em 36.25Gy em 5 frações, em dias alternados, é uma alternativa de tratamento em paciente de risco baixo ou intermediário favorável, desde que se tenha IGRT diário.
Quais estão corretas?
I. Segundo o estudo TROG 08.03/ANZUP RAVES, o tratamento de resgate na recidiva bioquímica (PSA>0.2ng/mL) em pacientes T3 ou com margens positivas pós-prostatectomia radical é não inferior ao tratamento adjuvante.
II. O estudo RADICALS-RT apontou que o tratamento adjuvante do câncer de próstata em pacientes T3-4, Gleason 7-10, margens positivas, ou PSA pré-operatório acima de 10ng/mL não é superior ao tratamento de resgate na recidiva bioquímica, definida como PSA acima de 0.1ng/mL, ou três elevações consecutivas.
III. O estudo GETUG-AFU 17 elegeu pacientes submetidos a prostatectomia (com ou sem amostragem linfonodal), pT3a, pT3b, pT4a, com margens positivas após o procedimento cirúrgico para radioterapia adjuvante versus salvamento, concluindo, sem poder estatístico, que não há benefício em radioterapia adjuvante quando comparada à radioterapia de salvamento na recidiva bioquímica.
IV. Segundo o estudo de D’Amico et al., a radioterapia adjuvante de próstata tem potencial benefício em pacientes pN1, devendo ser indicada nesses casos.
Quais estão corretas?