Questões de Concurso Comentadas para médico pediatra

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Q3855138 Medicina
Recém-nascido, sexo masculino, 2 dias de vida, nascido de termo (39 semanas), parto normal, peso de nascimento de 3.200 g, sem intercorrências no parto. Apresenta episódio de tremores generalizados e irritabilidade. Ao exame clínico, paciente com tônus aumentado, sem febre, sem abaulamento de fontanela. Realizados exames: glicemia capilar: 52 mg/dL; cálcio total: 6,1 mg/dL (VR: 8,5–10,5); magnésio: 1,4 mg/dL (VR: 1,7–2,4); fósforo: 7,1 mg/dL (VR: 4,5–6,5).
Qual é a conduta imediata?
Alternativas
Q3855137 Medicina
Pré-escolar, sexo masculino, 3 anos de idade, engasga durante o almoço. Inicia tosse intensa, cianose e estridor inspiratório. Família mora ao lado do hospital, chegando imediatamente. Na chegada, paciente permanece consciente, respirando, mas nota-se que tem dificuldade para falar e tossir.
Qual é a conduta imediata mais adequada?
Alternativas
Q3855136 Medicina
Pré-escolar, sexo masculino, 4 anos de idade, previamente hígido, é levado à emergência após sofrer acidente doméstico com água fervente. Apresenta lesão em tronco anterior e braços, com bolhas rotas e áreas eritematosas dolorosas. Ao exame clínico, está consciente, choroso, com fácies de dor. Parâmetros vitais com FC: 138 bpm; PA: 92  x  56 mmHg; FR: 28 irpm; SatO2: 98 % em ar ambiente. Estimativa da superfície corporal queimada (SCQ): cerca de 22% da superfície corporal total de espessura parcial superficial e profunda. Sem sinais de inalação de vapores quentes.
Além de iniciar analgesia, qual é a conduta inicial mais adequada com base nas recomendações atuais do manual do curso do Advanced Trauma Life Support (ATLS) de 2025?
Alternativas
Q3855135 Medicina
Escolar, sexo masculino, 9 anos de idade, portador de doença renal crônica estágio 5 em hemodiálise 3 vezes por semana, faltou à sessão de ontem. É levado ao serviço de emergência com fraqueza, náuseas e palpitações. Na avaliação inicial, paciente em regular estado geral, descorado 1+/4+, hipoativo. Levado à sala de emergência, monitorizado, apresentava os seguintes parâmetros: PA: 142 x 92 mmHg; FC: 62 bpm; FR: 20 irpm; SatO2: 98% em ar ambiente. Colhidos exames laboratoriais com Na+: 138 mEq/L; K+: 7,2 mEq/L; HCO3 –: 18 mEq/L; creatinina: 6,6 mg/dL; ureia: 142 mg/dL; glicemia 104 mg/dL. Eletrocardiograma: ondas T apiculadas difusas, PR alongado e onda P achatada.
Qual é a medida imediata indicada?
Alternativas
Q3855134 Medicina
Pré-escolar, sexo feminino, 2 anos e 8 meses de idade, previamente hígida, foi encontrada com frasco aberto de desentupidor alcalino de pias, ralos e vasos sanitários (hidróxido de sódio concentrado). Tempo estimado desde a ingestão é de 30 minutos. Apresenta sialorreia, odinofagia, recusa para deglutir e estridor inspiratório leve. Sem vômitos. Na avaliação de entrada, apresenta FC: 136 bpm; FR: 28 irpm; PA: 92/56 mmHg; SatO2: 94% em ar ambiente. Orofaringe com hiperemia difusa e pequenas placas esbranquiçadas.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta imediata mais adequada.
Alternativas
Q3855133 Medicina
Escolar, sexo masculino, 6 anos de idade, chega ao pronto-socorro após afogamento em piscina de condomínio. O episódio foi rápido, pois foi presenciado. Foi retirado da piscina consciente, mas evoluiu com rebaixamento do nível de consciência e apneia em minutos. Deu entrada na emergência com inconsciência, cianose, sem pulso central palpável. Iniciadas compressões torácicas de alta qualidade (profundidade aproximada de 5 cm; frequência de 100–120/min) e ventilação com bolsa-válvula-máscara (relação de 15:2 com dois socorristas). Após 2 minutos, checagem rápida do monitor mostra assistolia. Paciente sem via aérea avançada, com acesso venoso periférico funcionante.
Considerando a sequência de condutas preconizadas nesse cenário, assinale a alternativa mais adequada em relação aos próximos passos.
Alternativas
Q3855132 Medicina
Lactente, sexo masculino, 7 meses de idade, é levado ao serviço de emergência pela mãe, que refere quadro de cansaço progressivo há 3 semanas, sendo que os sintomas começaram com tosse, coriza hialina e febre de até 38 ºC. Refere também que a febre cessou no terceiro dia e que os sintomas de tosse e coriza foram melhorando progressivamente, porém sem melhora do cansaço. Refere dificuldade da criança com as mamadas, tendo que fazer pausas durante a amamentação para respirar e apresentando intensa sudorese durante as mamadas. Ao exame clínico, criança em regular estado geral. Ausculta pulmonar com estertores difusos bilaterais, taquipneica com presença de tiragem subdiafragmática e batimento de asa nasal. Ausculta cardíaca com bulhas rítmicas, normofonéticas, com presença de B3, pulsos periféricos normais. Exame abdominal com fígado palpável a 4 cm do rebordo costal esquerdo. Discreto edema em região sacral. Parâmetros vitais: FC: 188 bpm; FR: 64 irpm; PA: 86/54 mmHg; SatO2: 92% em ar ambiente. Paciente levado para monitorização, instalada oxigenoterapia com máscara não reinalante e obtido acesso venoso.
Com base no diagnóstico mais provável, a conduta imediata mais indicada é
Alternativas
Q3855131 Medicina
Escolar, sexo feminino, 9 anos de idade, previamente hígida, procura pronto atendimento com queixa de febre de até 37,9 ºC, tosse seca, cefaleia e mialgia há 6 dias. Sem queixas álgicas. Nega vômitos ou diarreia. Sem alterações urinárias. Ao exame clínico, paciente em bom estado geral, parâmetros vitais com FR: 30 irpm; FC: 112 bpm; SatO2: 93% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares presentes, com estertores finos difusos, mais intensos à direita. Radiografia de tórax com infiltrado intersticial em hemitórax direito.
Dentre as opções a seguir, qual é a conduta terapêutica mais adequada?
Alternativas
Q3855130 Medicina
Pré-escolar, sexo feminino, 4 anos e 8 meses de idade, com antecedente de rinite alérgica em uso de budesonida nasal, procura pronto atendimento por quadro de coriza hialina e tosse iniciadas há 14 dias. No quinto dia de sintomas houve melhora parcial, mas há 4 dias apresentou piora, com surgimento de febre alta (≥ 39 ºC), secreção nasal purulenta espessa, tosse produtiva noturna e halitose. Sem vômitos ou diarreia, sem queixas urinárias. Ao exame clínico, paciente em regular estado geral, parâmetros vitais com T: 38,6 ºC, FR: 26 irpm, SatO2: 98% em ar ambiente. Apresenta descarga mucopurulenta bilateral, edema de cornetos, dor à palpação da região maxilar, orofaringe sem exsudato, otoscopia sem abaulamento. Peso: 18  kg. Frequentadora de creche. Fez uso de amoxicilina 50 mg/kg/dia por dez dias, tratamento concluído há 3 semanas, pelo diagnóstico de otite média aguda bilateral.
Com base nessa evolução clínica, assinale a alternativa que apresenta a conduta medicamentosa mais indicada. 
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Q3855129 Medicina
Escolar, sexo masculino, 8 anos de idade, com diagnóstico prévio de asma e em uso regular de formoterol + budesonida 12 + 400 mcg, de 12 em 12 horas, chega ao serviço de emergência por crise asmática grave. Já recebeu prednisolona 2 mg/kg/dia e nebulizações com salbutamol associadas a ipratrópio, 3 vezes, de 20 em 20 minutos. No momento, paciente em regular estado geral, fala palavras (não frases), apresenta parâmetros vitais com FC: 152 bpm, FR: 48 irpm, PA: 100/60 mmHg, T: 36,5 ºC, SatO2: 88% em ar ambiente e 96% com máscara não-reinalante. Ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares globalmente diminuídos, sibilos difusos, presença de tiragens subdiafragmática, intercostal e de fúrcula.
Além da manutenção da oxigenoterapia e do salbutamol inalatório, qual é a próxima medida terapêutica recomendada?
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Q3855128 Medicina
Lactente, sexo feminino, 18 meses de idade, previamente hígida, é levada ao pronto-socorro com quadro de fezes com sangue e muco, tenesmo, dor abdominal importante e febre até 39,5 ºC há 48 horas. Recusa alimentos sólidos, aceita líquidos em pequenos volumes. Sem vômitos. Sem sintomas respiratórios e sem queixas urinárias. Ao exame clínico, criança em regular estado geral, irritada, hidratada, com pulsos periféricos cheios e tempo de enchimento capilar de 2 segundos. Parâmetros vitais com FC: 140 bpm; PA: 84/50 mmHg; FR: 28 irpm; T: 38,7 ºC, abdome doloroso difusamente, sem sinais de irritação peritoneal. Sem sinais meníngeos.
Seguindo os protocolos mais recentes do Ministério da Saúde, além das orientações de hidratação oral e uso de zinco, está indicada a prescrição de
Alternativas
Q3855127 Medicina
Escolar, sexo masculino, 9 anos e 10 meses de idade, está em consulta ambulatorial de rotina. A preocupação dos pais é achar que ele é uma criança muito baixa. Trata-se de criança nascida a termo, com 3.400 g e 50 cm, sem intercorrências de saúde relevantes até o momento. Refere alimentação variada e balanceada. Evacuação diária sem esforço, fezes Bristol 4. Diurese sem alterações. Faz esportes 3 vezes por semana. A mãe mede 165 cm, e o pai mede 175 cm. Na consulta realizada há 6 meses, a criança tinha estatura de 120,5 cm. Ao exame clínico: estatura atual 123 cm (abaixo do percentil 3 do gráfico da OMS), peso 26 kg (p10 do gráfico da OMS). Proporções corporais normais, sem dismorfias. Estádio puberal G1P1.
Com base no conjunto de achados, assinale a alternativa que apresenta a possibilidade diagnóstica mais provável.
Alternativas
Q3855126 Medicina
Escolar, sexo feminino, 6 anos de idade, sem comorbidades, vem à UBS para consulta de rotina. A mãe informa que a criança apresenta bom crescimento pondero-estatural e desenvolvimento, porém não recebeu algumas vacinas por “esquecimento”. Constam na caderneta:
•  BCG e hepatite B ao nascer;
•  Pneumocócica 10 – valente: 3 doses – aos 2 meses, 4 meses e 12 meses;
•  Pentavalente e VIP: 3 doses – aos 2, 4 e 6 meses;
•  Rotavírus: 2 doses – aos 2 e 4 meses;
•  Meningocócica C: 3 doses – aos 3 meses, 5 meses e 12 meses;
•  Febre amarela: 1 dose aos 9 meses;
•  Hepatite A: 1 dose aos 12 meses;
•  Tríplice viral: 1 dose aos 12 meses;
•  Tetraviral: 1 dose aos 15 meses;
•  DTP + VIP: 1 dose aos 15 meses.
A criança está afebril, sem queixas, e os responsáveis autorizam atualização vacinal.
Com base no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e excetuando eventuais campanhas de influenza e covid, o esquema a ser seguido hoje é aplicar
Alternativas
Q3855125 Medicina
Lactente, sexo feminino, 9 meses de idade, nascida a termo, aleitamento materno exclusivo até 6 meses e alimentação complementar adequada. Pais relatam que a criança ainda não engatinha, mas senta sem apoio e transfere objetos entre as mãos. Balbucia bastante. Tem estranhamento quando em contato com pessoas que não são do seu dia a dia. Exame clínico normal, crescimento adequado.
Qual é a hipótese diagnóstica mais provável sobre o desenvolvimento dessa criança e a respectiva conduta mais adequada?
Alternativas
Q3855124 Medicina
Lactente, sexo feminino, 8 meses de idade, comparece à consulta de puericultura. A mãe relata que a criança vem recusando frutas e papas salgadas há cerca de duas semanas, aceitando apenas leite materno, e que apresenta evacuações diárias amolecidas, sem sangue ou muco. Nega febre, vômitos ou perda de peso. Refere que, após o início da recusa alimentar, passou a oferecer o peito sempre que a criança chorava, inclusive durante as refeições. Refere que a introdução alimentar foi tranquila e que nunca tinha apresentado problemas assim previamente. Ao exame clínico: bom estado geral, hidratada, ativa, comprimento: 68 cm (P50–P75 OMS), peso: 7,7 kg (P25–P50), perímetro cefálico: 44 cm (P50). Sem alterações à inspeção orofaríngea. Sem perda ponderal desde a última consulta.
Com base no quadro descrito, a conduta deve ser
Alternativas
Q3855104 Português

Leia o texto para responder à questão.

 

Cuidar de quem cuida

 

Responder a uma pergunta várias vezes, lidar com uma crise de agressividade e insistir para que o ente querido se alimente ou tome banho. Esses são alguns dos desafios enfrentados por brasileiros que assumem a tarefa de cuidar de um familiar idoso com demência. Na sua maioria, são mulheres, mas há também homens, filhos e filhas ou netos e netas, que se dedicam àqueles que precisam de ajuda, compreensão e afeto.

Não raro, o peso dessa rotina implica angústia, estresse e depressão, com o adoecimento de toda a família. Para atenuar esse sofrimento, o Ministério da Saúde traz a boa notícia de que está desenvolvendo um protocolo de terapia em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo. Batizado de Estratégias para Cuidadores em Demência (Escada), o projeto-piloto é uma adaptação do protocolo britânico Start. Ou seja, foi testado e aprovado.

O Hospital Oswaldo Cruz treina agentes comunitários que replicam o protocolo junto dos cuidadores, que passam por oito sessões, com suporte psicológico, nas quais aprendem técnicas de manejo do estresse. O projeto está em andamento em Vitória (ES), Manaus (AM), Chapecó (SC), Teresina (PI), Cuiabá (MT), Guarapuava (PR) e Benevides (PA).

Os cuidadores são estimulados a refletir sobre o que é a demência e como a sobrecarga do cuidado pode impactar a sua saúde; a reconhecer os padrões de comportamento do idoso e o seu próprio comportamento para evitar gatilhos e reações negativas ou impulsivas; a fortalecer a comunicação com a pessoa com demência e com outros membros da família; a evitar a solidão; a resgatar pequenos prazeres; e a planejar o futuro. Não menos importante, há técnicas de relaxamento, com exercícios de respiração, meditação e alongamento.

O autocuidado, enfim, entrou na agenda do Sistema Único de Saúde (SUS). Já não era sem tempo, haja vista que, segundo o Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (Re)Conhecimento e Projeções Futuras, divulgado pelo Ministério da Saúde em setembro do ano passado, 8,5% da população com 60 anos ou mais convive com a demência. São nada menos do que 1,8 milhão de brasileiros idosos nessa condição. Para piorar, projetam-se 5,7 milhões de pessoas com demência na terceira idade até 2050.

Tais números mostram que o projeto Escada é mais do que bem-vindo. Com o avanço da expectativa de vida do brasileiro, essa é uma política pública necessária. Oxalá seu teste seja um sucesso e, em breve, essa iniciativa seja replicada por todo o SUS, em todo o país. Só assim serão garantidas saúde mental e qualidade de vida àqueles que cuidam dos seus e precisam cuidar de si mesmos.

 

(Editorial, Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.11.2025. Adaptado)

De acordo com o editorial, o projeto-piloto Escada tem como finalidade
Alternativas
Q3848372 Medicina
De acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, quais são as vacinas obrigatórias administradas em crianças nos primeiros 6 meses de vida, incluindo doses iniciais e subsequentes até os 6 meses?
Alternativas
Q3848370 Medicina
Uma criança de 4 meses, não vacinada adequada mente, apresenta tosse paroxística intensa há 2 semanas, com episódios de cianose e vômitos pós-tosse, seguidos de um guincho inspiratório característico, sem febre alta ou sinais de infecção focal, mas com histórico de contato com familiar com tosse prolongada. O exame revela linfocitose no hemograma e ausência de infiltrados pulmonares na radiografia.

Qual o diagnóstico para esse quadro clássico de doença respiratória na infância?
Alternativas
Q3848369 Medicina
Uma criança de 9 meses apresenta febre alta (acima de 39°C) persistente por 3 dias, sem sinais focais de infecção, seguida de resolução abrupta da febre e aparecimento de exantema maculopapular rosado, iniciando no tronco e se espalhando para face e extremidades, com duração de 1 a 2 dias e ausência de prurido ou descamação. Não há vacinação recente ou exposição conhecida a alérgenos, e o exame físico revela linfadenopatia occipital discreta.

De acordo com diretrizes pediátricas brasileiras sobre doenças exantemáticas da infância, qual é o diagnóstico mais provável para esse quadro clássico?
Alternativas
Q3848368 Medicina
Assinale a alternativa que lista corretamente as doenças triadas pelo Teste do Pezinho no âmbito do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) do Ministério da Saúde do Brasil.
Alternativas
Respostas
901: B
902: C
903: B
904: C
905: E
906: A
907: D
908: B
909: D
910: A
911: C
912: E
913: B
914: D
915: A
916: B
917: C
918: B
919: C
920: D