Questões de Concurso Comentadas para médico pediatra

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Q1888611 Medicina
Lactente de 1 ano e 7 meses, com quadro de diarreia crônica desde os 7 meses de vida. Presença de múltiplas evacuações semilíquidas, volumosas e fétidas por dia, sem muco ou sangue. Encontra-se emagrecido, com tecido muscular hipotrófico e distensão abdominal. Antecedentes alimentares: aleitamento materno exclusivo até 4 meses de vida, introdução de papa de frutas com 4 meses, introdução de papas de legumes com 5 meses e introdução de macarrão e pão com 6 meses. Avaliação laboratorial: IgA antitransglutaminase positivo. Biópsia duodenal por endoscopia: atrofia vilositária e hiperplasia de criptas. Considerando o diagnóstico mais provável, assinale a alternativa que apresenta os alimentos que devem ser excluídos da dieta deste paciente.
Alternativas
Q1888610 Medicina
Paciente de 3 anos de idade, com diarreia de início há 16 dias. No início do quadro, paciente apresentou três dias de picos febris entre 37,9 e 38,5°C. Paciente evoluiu com quadro de evacuações ácidas, com flatulência e assadura perineal. Considerando o provável mecanismo fisiopatológico deste quadro diarreico, a conduta mais apropriada seria:
Alternativas
Q1888609 Medicina
Paciente do sexo masculino, 5 anos de idade, em investigação de quadro de anemia. O hemograma demonstra: Hemoglobina 9,8g/dL; Volume corpuscular médio 110fl; Leucócitos 5.000/mm3 e plaquetas 200.000/mm3. Presença de pleocariócitos em sangue periférico. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
Alternativas
Q1888608 Medicina
O diagnóstico etiológico das anemias implica na análise de aspectos clínicos, epidemiológicos e avaliação laboratorial. A avaliação dos índices hematimétricos e demais parâmetros laboratoriais auxilia neste diagnóstico. A respeito da anemia ferropriva, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Microcitose.
( ) Plaquetopenia.
( ) RDW (Red Cell Distribution Width) aumentado.
( ) Capacidade total de ligação do ferro à transferrina (TIBC) reduzida.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
Alternativas
Q1888607 Medicina
Paciente de 3 meses e 20 dias de vida, sem comorbidades, assintomático, comparece para atualização de calendário vacinal. Mãe refere que, por conta de viagem familiar, não aplicou vacinas de 2 e 3 meses na criança. Seguindo o Calendário Vacinal de 2019 do Ministério da Saúde, assinale as imunizações que devem ser realizadas neste momento.
Alternativas
Q1888606 Medicina
Dentre os impactos da vacinação no contexto epidemiológico das doenças infecciosas, a poliomielite merece destaque, pela importante redução no número de crianças acometidas, reduzindo de forma importante sequelas para vida adulta. O calendário vacinal vigente, publicado pelo Ministério da Saúde, recomenda que as doses desta imunização aos 2, 4 e 6 meses de vida deva ser realizada com Vacina Inativada contra Poliomielite. Assinale a alternativa que apresenta os subtipos do poliovírus cobertos por esta vacina. 
Alternativas
Q1888605 Medicina
Recém-nascido de parto cesárea com idade gestacional de 38 semanas, peso de nascimento de 3500g, filho de mãe portadora de infecção pelo HIV em uso regular de terapia antirretroviral, com carga viral indetectável (colhida com 34 semanas de gestação). Comparece em Unidade Básica de Saúde com sete dias de vida, sem intercorrências, para realização de vacinação BCG (Bacilo de Calmette e Guérin). Assinale a alternativa que apresenta a orientação adequada neste caso.
Alternativas
Q1888604 Medicina
Paciente de quatro meses de vida, previamente hígido, recebeu vacinas programadas para esta idade, de acordo com o calendário vigente do Ministério da Saúde. Evoluiu com episódios convulsivos e de hiporresponsividade autolimitados, 48h após a administração destas vacinas. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada, considerando a principal hipótese diagnóstica.
Alternativas
Q1888603 Medicina
Associado ao processo de transição demográfica e epidemiológica, constata-se um processo de transição nutricional evidente na faixa etária pediátrica. Tal processo inicia-se por volta dos anos 1980 em países desenvolvidos e, após, em países em desenvolvimento. Marque a alternativa que contempla comorbidades e doenças cuja incidência sofreu importante incremento neste período.
Alternativas
Q1888602 Medicina
Adolescente de 13 anos, sexo masculino, admitido em prontoatendimento referindo poliúria, emagrecimento e vômitos. Ao exame, desidratado, torporoso, taquicárdico e taquipneico. Exames laboratoriais da admissão: glicemia 630mg/dL; gasometria pH: 7,15; bicarbonato 6,0mEq/L; sódio 136mEq/L; potássio 6,1; urina 1: cetonúria +++/++++. Assinale a conduta inicial mais adequada a esse caso
Alternativas
Q1866050 Raciocínio Lógico
Considere as proposições simples p, q e r. Se p e q são verdadeiras e r é falsa, quais dos seguintes itens contêm apenas proposições compostas verdadeiras?
Alternativas
Q1866049 Raciocínio Lógico
Considere duas proposições simples p e q, uma sentença composta c e a seguinte tabela-verdade.
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Considere agora as seguintes afirmações:
I- c é ~(pɅq).
II- c é p → q.
III- c é ~pV~q.

Neste caso:
Alternativas
Q1866048 Português
Leia o texto abaixo e, em seguida responda à questão


O ceguinho (Stanislaw Ponte Preta)


    No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida. Mas, como diz Primo Altamirando, contrariando a chamada voz popular, Deus põe e o homem dispõe. Assim, há um terceiro tipo de cego que nenhum oftalmologista, seja qual for a amplitude de seus conhecimentos oftalmológicos, jamais poderá curar: o cego por necessidade.

    E que o leitor mais apressado pouquinha coisa não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro, às vezes com carteirinha de cego e tudo.

    Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade. Começou sua carreira na porta da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (agora Matriz de Nossa Senhora de Copacabana). Seu Júlio, artista consciencioso, era um cego perfeito e ganhava esmola às pampas.

    - E o senhor sempre trabalhou como cego, seu Júlio?

    - Não senhor. Eu comecei perneta, sim senhor.

    - Perneta?

    - Usava perna de pau. Quem me ensinou foi um cigano meu amigo. Agente botando uma calça larga o truque é fácil de fazer.

    Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana.

    - E quando saiu das grades?

    - Virei cego por necessidade. Treinei uns dois meses em casa, passando dia e noite com uma venda nos olhos. Fiquei bárbaro em trejeito de cego. A pessoa podia fazer o maior barulho do meu lado, que eu nem me virava pra ver o que tinha acontecido. Fiquei um cego tão legal que um dia houve um desastre bem em frente à igreja. Um carro bateu num caminhão da Cervejaria Brahma e caiu garrafa pra todo lado. Foi um barulho infernal. Pois eu fiquei impávido. Nem me mexi.

    Quando seu Júlio me contou esta passagem, notei o orgulho estampado em seu semblante. Era como um velho ator a contar, numa entrevista, a noite em que a plateia interrompeu seu trabalho com aplausos consagradores em cena aberta. Era como um veterano craque de futebol a descrever para os netos o gol espetacular que fizera e que deu às suas cores o campeonato daquele ano.

    - Como cego o senhor nunca foi em cana, seu Júlio?

    - Nunquinha. Sabe como é... Cego vê longe. Mal surgia um polícia suspeito eu me mandava a 120.

    - E por que abandonou a carreira de cego?

    - Concorrência desleal.

    E explica que, no tempo dele, não havia essa coisa de alugar criança subnutrida para pedir esmola. Depois que apareceram as mães de araque, o cego tornou-se quase obsoleto no setor da mendicância. Apolícia também, hoje em dia, é praticamente omissa.
    - E sendo a polícia omissa, dá muito mais mendigo à saída da missa diz seu Júlio, sem evitar o encabulamento pelo trocadilho infame. Toda essa desorganização administrativa levou-o a abandonar a carreira de cego por necessidade.

    Nos países subdesenvolvidos a mendicância é uma miséria. Seu Júlio que o diga. Era um cego dos melhores, mas largou a carreira na certeza de que, mais dia menos dia, vai ter muito mais gente pedindo do que dando esmola. (Acontece na cidade/ Carlos E. Novaes [et. al.], S. Paulo: Ática, 2005)
Leia o trecho a seguir com atenção para as escolhas do autor quanto ao léxico e às estruturas oracionais, e, em seguida avalie as proposições.

“Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana”.

I- Ocorre o uso de expressões giriáticas, a exemplo de “Seu Júlio entrou bem”; “Seu Júlio foi em cana”; mendigo que podia se pirou” (fugiu).
II- Ocorre o uso do QUE (coloquial), empregado com valor de explicação, equivalente a POIS: “pois a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano”.
III- Ocorre inversão sintática, em que o sujeito aparece posposto ao verbo: a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano”.
IV- Ocorre, no final do parágrafo, uma oração justaposta que mantém um vínculo semântico de adversidade, de modo que o conectivo adequado ao contexto seria: “Porém, Seu Júlio foi em cana.”

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q1866047 Português
Leia o texto abaixo e, em seguida responda à questão


O ceguinho (Stanislaw Ponte Preta)


    No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida. Mas, como diz Primo Altamirando, contrariando a chamada voz popular, Deus põe e o homem dispõe. Assim, há um terceiro tipo de cego que nenhum oftalmologista, seja qual for a amplitude de seus conhecimentos oftalmológicos, jamais poderá curar: o cego por necessidade.

    E que o leitor mais apressado pouquinha coisa não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro, às vezes com carteirinha de cego e tudo.

    Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade. Começou sua carreira na porta da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (agora Matriz de Nossa Senhora de Copacabana). Seu Júlio, artista consciencioso, era um cego perfeito e ganhava esmola às pampas.

    - E o senhor sempre trabalhou como cego, seu Júlio?

    - Não senhor. Eu comecei perneta, sim senhor.

    - Perneta?

    - Usava perna de pau. Quem me ensinou foi um cigano meu amigo. Agente botando uma calça larga o truque é fácil de fazer.

    Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana.

    - E quando saiu das grades?

    - Virei cego por necessidade. Treinei uns dois meses em casa, passando dia e noite com uma venda nos olhos. Fiquei bárbaro em trejeito de cego. A pessoa podia fazer o maior barulho do meu lado, que eu nem me virava pra ver o que tinha acontecido. Fiquei um cego tão legal que um dia houve um desastre bem em frente à igreja. Um carro bateu num caminhão da Cervejaria Brahma e caiu garrafa pra todo lado. Foi um barulho infernal. Pois eu fiquei impávido. Nem me mexi.

    Quando seu Júlio me contou esta passagem, notei o orgulho estampado em seu semblante. Era como um velho ator a contar, numa entrevista, a noite em que a plateia interrompeu seu trabalho com aplausos consagradores em cena aberta. Era como um veterano craque de futebol a descrever para os netos o gol espetacular que fizera e que deu às suas cores o campeonato daquele ano.

    - Como cego o senhor nunca foi em cana, seu Júlio?

    - Nunquinha. Sabe como é... Cego vê longe. Mal surgia um polícia suspeito eu me mandava a 120.

    - E por que abandonou a carreira de cego?

    - Concorrência desleal.

    E explica que, no tempo dele, não havia essa coisa de alugar criança subnutrida para pedir esmola. Depois que apareceram as mães de araque, o cego tornou-se quase obsoleto no setor da mendicância. Apolícia também, hoje em dia, é praticamente omissa.
    - E sendo a polícia omissa, dá muito mais mendigo à saída da missa diz seu Júlio, sem evitar o encabulamento pelo trocadilho infame. Toda essa desorganização administrativa levou-o a abandonar a carreira de cego por necessidade.

    Nos países subdesenvolvidos a mendicância é uma miséria. Seu Júlio que o diga. Era um cego dos melhores, mas largou a carreira na certeza de que, mais dia menos dia, vai ter muito mais gente pedindo do que dando esmola. (Acontece na cidade/ Carlos E. Novaes [et. al.], S. Paulo: Ática, 2005)
Analise as explicações a seguir com relação a alguns recursos linguísticos presentes no texto e assinale (V) para as proposições verdadeiras e (F) para as falsas.

( ) Em: “No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida.”, o item “o” se classifica como pronome demonstrativo.
( ) Em: “Não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro,[...]”, os conectivos “porque” e “enquanto que” podem ser substituídos, sem prejuízo semântico, por “pois” e “mas”, respectivamente.
( ) Em: “Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade”, a expressão “Seu Júlio”, que inicia o parágrafo, assume a função de vocativo na frase.
( ) Na resposta apresentada pelo personagem: “ – (Eu)Virei cego por necessidade”, o termo “cego” assume, na frase, a função de objeto direto e a unidade “por necessidade”, de adjunto adverbial de causa.

A sequência CORRETAse apresenta em:
Alternativas
Q1866046 Português
Leia o texto abaixo e, em seguida responda à questão


O ceguinho (Stanislaw Ponte Preta)


    No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida. Mas, como diz Primo Altamirando, contrariando a chamada voz popular, Deus põe e o homem dispõe. Assim, há um terceiro tipo de cego que nenhum oftalmologista, seja qual for a amplitude de seus conhecimentos oftalmológicos, jamais poderá curar: o cego por necessidade.

    E que o leitor mais apressado pouquinha coisa não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro, às vezes com carteirinha de cego e tudo.

    Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade. Começou sua carreira na porta da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (agora Matriz de Nossa Senhora de Copacabana). Seu Júlio, artista consciencioso, era um cego perfeito e ganhava esmola às pampas.

    - E o senhor sempre trabalhou como cego, seu Júlio?

    - Não senhor. Eu comecei perneta, sim senhor.

    - Perneta?

    - Usava perna de pau. Quem me ensinou foi um cigano meu amigo. Agente botando uma calça larga o truque é fácil de fazer.

    Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana.

    - E quando saiu das grades?

    - Virei cego por necessidade. Treinei uns dois meses em casa, passando dia e noite com uma venda nos olhos. Fiquei bárbaro em trejeito de cego. A pessoa podia fazer o maior barulho do meu lado, que eu nem me virava pra ver o que tinha acontecido. Fiquei um cego tão legal que um dia houve um desastre bem em frente à igreja. Um carro bateu num caminhão da Cervejaria Brahma e caiu garrafa pra todo lado. Foi um barulho infernal. Pois eu fiquei impávido. Nem me mexi.

    Quando seu Júlio me contou esta passagem, notei o orgulho estampado em seu semblante. Era como um velho ator a contar, numa entrevista, a noite em que a plateia interrompeu seu trabalho com aplausos consagradores em cena aberta. Era como um veterano craque de futebol a descrever para os netos o gol espetacular que fizera e que deu às suas cores o campeonato daquele ano.

    - Como cego o senhor nunca foi em cana, seu Júlio?

    - Nunquinha. Sabe como é... Cego vê longe. Mal surgia um polícia suspeito eu me mandava a 120.

    - E por que abandonou a carreira de cego?

    - Concorrência desleal.

    E explica que, no tempo dele, não havia essa coisa de alugar criança subnutrida para pedir esmola. Depois que apareceram as mães de araque, o cego tornou-se quase obsoleto no setor da mendicância. Apolícia também, hoje em dia, é praticamente omissa.
    - E sendo a polícia omissa, dá muito mais mendigo à saída da missa diz seu Júlio, sem evitar o encabulamento pelo trocadilho infame. Toda essa desorganização administrativa levou-o a abandonar a carreira de cego por necessidade.

    Nos países subdesenvolvidos a mendicância é uma miséria. Seu Júlio que o diga. Era um cego dos melhores, mas largou a carreira na certeza de que, mais dia menos dia, vai ter muito mais gente pedindo do que dando esmola. (Acontece na cidade/ Carlos E. Novaes [et. al.], S. Paulo: Ática, 2005)
Do ponto de vista da macroestrutura textual, o texto apresenta as seguintes características:

I- É uma crônica que revela, por meio de linguagem simples e descontraída e de sequências narrativas e dialógicas, uma fase de dificuldade vivida pelo personagem central, que usou de subterfúgios para sobreviver.
II- Há várias expressões de natureza coloquial no texto, recurso usado para dar mais veracidade aos fatos e originalidade, dado o contexto de que faz parte o personagem, fator que determina que o texto circula na esfera jornalística, e não na literária.
III- Através da narrativa, o autor expõe um problema social – as condições precárias de vida de muitas pessoas que vivem pedindo esmolas, situação que persiste e tende a piorar.
IV- Há evidência de ironia, no sentido de que os termos “trabalho” e “carreira”, presentes nos trechos: “trabalhou como cego”, “começou/abandonou sua carreira”, são usados em contraposição à noção de emprego formal.
V- No trecho que faz alusão à omissão da polícia na tarefa de tirar as pessoas das ruas, o autor alerta, indiretamente, para o fato de que se não houver fiscalização as pessoas vão se acostumar com a vida de mendicância e não vão procurar emprego.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q1866045 Português
Abaixo estão expostas diferentes versões do parágrafo introdutório de um texto que trata de técnicas para o tratamento da ansiedade*. A distinção entre elas se deve ao emprego das vírgulas, um importante recurso para a compreensão do texto. Após a leitura, indique a alternativa em que todas as vírgulas são empregadas de forma CORRETA. *Fonte: Exercícios contra a ansiedade - Ano 4, N.6 -2019.
Alternativas
Q1866044 Português
Indique a alternativa em que todos os verbos estão flexionados corretamente, estabelecendo a concordância verbal no texto que se apresenta a seguir.

Conheça técnicas com origem do outro lado do mundo que ____ (CONTRIBUIR) para o tratamento da ansiedade

Massoterapia: A prática tem registros em livros chineses cerca de 300 anos antes de Cristo, pois esse povo já ___ (HAVER DESCOBRIR) que uma massagem bem feita vai além de somente relaxar o cansaço do dia a dia. Toques e pressões em lesões em regiões específicas ___ (AJUDAR) corpo e mente a ___ (FICAR) mais leves, oferecendo uma grande ajuda no combate à ansiedade. Isso ocorre porque há aumento da circulação do sangue e relaxamento dos músculos, reduzindo tensões. O sistema nervoso parassimpático também é ativado, liberando adrenalina, que relaxa o corpo. No entanto, para garantir esse efeito, ___ (SER NECESSITAR) sessões regulares de massagem. As regiões com maior quantidade de terminações nervosas, como os pés e o pescoço, costumam gerar um relaxamento maior que já pode ser sentido no momento da massagem. Porém, no decorrer das sessões, a sensação de leveza passa a ser notada na rotina diária.(Exercícios contra a ansiedade - Ano 4, N.6 -2019)

A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses é:
Alternativas
Q1866043 Português
Leia o texto abaixo de modo as responder à questão.


Antidepressivos e ansiolíticos

Saiba quais são os efeitos colaterais que os medicamentos podem causar


    A ansiedade, depressão, estresse... Todos esses problemas podem ser tratados com o auxílio de medicamentos, como é o caso de antidepressivos e ansiolíticos. No entanto, mesmo que recomendados e indispensáveis para um tratamento efetivo, tais artifícios podem ocasionar efeitos colaterais no organismo.

    É importante ressaltar, primeiramente, que, assim como qualquer outro medicamento, os antidepressivos devem ser usados de maneira consciente, com a indicação e a quantidade adequadas, seja para obter uma resposta mais satisfatória, quanto para não manifestar efeitos colaterais indesejados. “Ao fazer uso deles, acontece uma adaptação dos receptores nas sinapses, mas isso não significa que eles vão causar uma dependência química. Ela só ocorre quando eles chegam a estimular o centro do prazer do cérebro e a pessoa não consegue deixar de usar a medicação”. [...]

    Por trabalharem justamente nos hormônios, alguns efeitos podem acabar surgindo. Os mais famosos são o aumento de peso e a insônia, mas é importante ressaltar que a indicação de determinados medicamentos dependerá da necessidade e, também, da resposta do indivíduo. [...] “A interação medicamentosa pode ocasionar o aumento ou a diminuição dos efeitos colaterais dos remédios, como também pode ocorrer interferência entre a medicação e certos alimentos, que podem alterar a sua absorção e distribuição no metabolismo”, indica Maria Helena. Por isso, o acompanhamento multidisciplinar é essencial. Além da psicoterapia associada a medicamentos, frequentar um nutricionista também pode ser interessante e, em casos de prevalência de outro problema, consultar seu especialista para saber se um tratamento não influenciará o outro, e, caso sim, buscar alternativas. (Segredos da mente – O poder do cérebro, Ano 3, N.4 - 2019). 
Nos dois fragmentos abaixo, as orações subordinadas em destaque se classificam, respectivamente, como:

I- Saiba quais são os efeitos colaterais que os medicamentos podem causar.
II- [...] consultar seu especialista para saber se um tratamento não influenciará o outro, e, caso sim, buscar alternativas.
Alternativas
Q1866042 Português
Leia o texto abaixo de modo as responder à questão.


Antidepressivos e ansiolíticos

Saiba quais são os efeitos colaterais que os medicamentos podem causar


    A ansiedade, depressão, estresse... Todos esses problemas podem ser tratados com o auxílio de medicamentos, como é o caso de antidepressivos e ansiolíticos. No entanto, mesmo que recomendados e indispensáveis para um tratamento efetivo, tais artifícios podem ocasionar efeitos colaterais no organismo.

    É importante ressaltar, primeiramente, que, assim como qualquer outro medicamento, os antidepressivos devem ser usados de maneira consciente, com a indicação e a quantidade adequadas, seja para obter uma resposta mais satisfatória, quanto para não manifestar efeitos colaterais indesejados. “Ao fazer uso deles, acontece uma adaptação dos receptores nas sinapses, mas isso não significa que eles vão causar uma dependência química. Ela só ocorre quando eles chegam a estimular o centro do prazer do cérebro e a pessoa não consegue deixar de usar a medicação”. [...]

    Por trabalharem justamente nos hormônios, alguns efeitos podem acabar surgindo. Os mais famosos são o aumento de peso e a insônia, mas é importante ressaltar que a indicação de determinados medicamentos dependerá da necessidade e, também, da resposta do indivíduo. [...] “A interação medicamentosa pode ocasionar o aumento ou a diminuição dos efeitos colaterais dos remédios, como também pode ocorrer interferência entre a medicação e certos alimentos, que podem alterar a sua absorção e distribuição no metabolismo”, indica Maria Helena. Por isso, o acompanhamento multidisciplinar é essencial. Além da psicoterapia associada a medicamentos, frequentar um nutricionista também pode ser interessante e, em casos de prevalência de outro problema, consultar seu especialista para saber se um tratamento não influenciará o outro, e, caso sim, buscar alternativas. (Segredos da mente – O poder do cérebro, Ano 3, N.4 - 2019). 
Após a leitura do fragmento textual abaixo exposto, avalie as explicações fornecidas com relação ao modo de articulação das orações nos trechos em destaque.

É importante ressaltar, primeiramente, que assim como qualquer outro medicamento(1), os antidepressivos devem ser usados de maneira consciente, com a indicação e a quantidade adequadas, seja para obter uma resposta mais satisfatória,quanto para não manifestar efeitos colaterais indesejados(2).

[...] “Ela (a dependência) só ocorre quando eles chegam a estimular o centro do prazer do cérebro e a pessoa não consegue deixar de usar a medicação(3)”.

[...] "A interação medicamentosa pode ocasionar o aumento ou a diminuição dos efeitos colateraisdos remédios, como também pode ocorrer interferência entre medicação e certos alimentos, que podem alterar a sua absorção e distribuição no metabolismo"(4).

( ) Em 1, há duas orações conectadas por subordinação adverbial em que a primeira expressa noção de conformidade.
( ) Em 2, há duas orações subordinadas com valor de finalidade em relação à principal, estando interligadas por um vínculo de alternância.
( ) Em 3, há uma oração que se liga à principal estabelecendo uma relação de causa.
( ) Em 4, há duas orações conectadas por coordenação das quais se depreende uma relação semântica de adição.

A sequência CORRETAde preenchimento dos parênteses é:
Alternativas
Q1866041 Português
A “charge” é um texto que circula na esfera jornalística e que tem na propriedade “ser datado” uma característica essencial, por retratar fatos em evidência no momento de sua produção. Considerando que a sua compreensão depende da recuperação do contexto situacional de produção, indique o problema ESPECÍFICO que é o alvo da crítica na charge abaixo exposta, publicada no jornal O Tempo:
Imagem associada para resolução da questão
Em: 19/10/21
Alternativas
Respostas
5841: A
5842: D
5843: A
5844: C
5845: B
5846: D
5847: A
5848: A
5849: C
5850: B
5851: D
5852: B
5853: A
5854: E
5855: D
5856: D
5857: B
5858: B
5859: B
5860: C