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Q3767040 Noções de Primeiros Socorros
Em situações de campo, acidentes podem ocorrer durante a operação de máquinas pesadas. Diante da suspeita de fratura em colega de trabalho após queda, assinale a alternativa que expressa o procedimento adequado de primeiros socorros. 
Alternativas
Q3767039 Legislação de Trânsito
O Novo Código de Trânsito Brasileiro estabelece condutas de segurança e regras de circulação que também se aplicam a operadores de máquinas que transitam em vias públicas. Considerando essas normas, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3767037 Engenharia Agrícola
A operação eficiente do trator de pneu depende da escolha adequada dos implementos, que ampliam sua capacidade de trabalho em diferentes contextos. Nessa perspectiva, assinale a alternativa que corresponde a um implemento utilizado para nivelar terrenos e executar pequenos cortes no solo. 
Alternativas
Q3767035 Mecânica de Autos
Sobre ajustes e regulagens do levantador hidráulico, acoplamento e desacoplamento de implementos, analise as afirmativas:
I. O terceiro ponto regula a inclinação longitudinal do implemento; encurtar o terceiro ponto inclina a ferramenta para frente e pode aumentar a agressividade inicial em preparo de solo.
II. A válvula de controle da velocidade de descida do levante deve permanecer fechada durante o transporte com implemento suspenso, reduzindo afundamentos por vibração.
III. O controle de esforço atua prioritariamente com implementos de arrasto no pino de reboque e dispensa o uso conjunto do controle de posição.
IV. Para acoplar o cardan à TDP, o motor fica em marcha lenta com TDP desengatada, o eixo é apoiado no suporte do implemento, o pino trava é conferido e a proteção do eixo é mantida.
V. O desacoplamento seguro ocorre com a ferramenta parcialmente levantada para aliviar peso e a TDP acionada em baixa rotação para girar o cardan durante a retirada.
As alternativas corretas são:
Alternativas
Q3767034 Segurança e Transporte
Em operação que exige rotação constante da TDP (tomada de potência) com implemento rebocado, a coordenação correta entre painel, pedais e alavancas é aquela que: 
Alternativas
Q3767032 Segurança e Transporte
No início do turno, com o trator frio e o pátio em movimento, a rotina diária que coloca a máquina em condições seguras de trabalho é um(a): 
Alternativas
Q3766851 Português
Leia a frase: “O zelador limpou o corredor e organizou os materiais.”
Qual é o tipo de predicado da primeira oração (“O zelador limpou o corredor”)? 
Alternativas
Q3766850 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase abaixo, na ordem:
Paulo não entendia _______ a sala estava tão barulhenta, então perguntou _______ ninguém ficava em silêncio.
Alternativas
Q3766849 Português
Observe a palavra “flor” e assinale a alternativa correta sobre a presença de encontro consonantal:
Alternativas
Q3766848 Português
Leia a frase abaixo e observe as palavras sublinhadas:
"Maria encontrou uma casa muito bonita e levou seu elefante de brinquedo para lá."
Das palavras sublinhadas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3766847 Português
Leia as frases abaixo e marque a alternativa CORRETA sobre o tempo dos verbos em destaque:
I. "Se você me fotografar de novo, agradecerei."
II. "Ela olhava as fotos antigas."
III. "Eu gostaria de tirar fotos perfeitas."
Alternativas
Q3766846 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Geração da imperfeição: o erro fazia parte da nossa rotina

    Pertenço à geração da imperfeição. Quem tem mais de 40 anos vai entender a minha sentença.
    Nada no passado era límpido, cristalino, harmônico. Nem as imagens, nem os sons.
    O erro fazia parte da nossa rotina. Esperávamos o ruído. Aceitávamos os rascunhos. Nossa tecnologia previa as dissonâncias. Havia chuvisco na televisão.
    Havia canção parada no vinil, obrigando-nos a colocar a agulha para frente para sair da repetição. Havia os grunhidos das fitas K-7 quando o rolo escapava das roldanas e era mascado pelo aparelho toca-fitas, o que nos exigia rebobinar a fita com caneta Bic. Havia fogão que dependia dos fósforos. Havia as gralhas na folha escrita na máquina de escrever, apagadas devidamente com liquid paper, que apenas aumentava os borrões com as manchas brancas. Havia as ligações telefônicas com linhas cruzadas. Havia as transmissões de rádio com chiado. Havia o preenchimento do cheque com a pior caligrafia possível.
    Dávamos um desconto.
  Talvez o meu antecedente com as falhas tenha gerado a minha convivência pacífica com as péssimas fotografias.
    Não ligo para como eu vou sair nos retratos. Sou adepto de uma maneira anacrônica e extinta de enxergar o mundo, sem sofrer com a beleza e o resultado final, mais preocupada com a informação. É um traço marcante de minha faixa etária.
    Fui criado na época da revelação. Como eram poses contadas na máquina — 12, ou 24, ou 36 —, reveladas em papel no estúdio, não tínhamos como reclamar.
    Eu me acostumei com olhos vermelhos, com a sombra da mão no visor, com registros tremidos, com cabeças cortadas. Você pagava, inclusive, pelas fotos ruins. Não tinha essa de só levar as fotos razoáveis, decentes, nítidas.
   Num flagrante da família, ninguém olhava para o mesmo ponto. Restavam desavisados que voavam distraídos com as pupilas e se perdiam no momento de “olhar o passarinho”.
    Por isso, não reclamo de nenhuma selfie ou pose na era do celular.
Já minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente.
    Detectando a minha inaptidão digital, e ultrapassando o seu papel de modelo, Beatriz começou a me dirigir nos bastidores:
    — Agora me pegue caminhando, agora use o ângulo de baixo, agora o de cima, agora o de lado.
    Eu me ajoelho, eu me deito no chão, eu subo em pedras, eu me esfolo, mas não adianta: nunca consigo lhe agradar.
    Diante de cartões postais, como Torre Eiffel, eu sei que irei sofrer, que a beleza do lugar custará caro para mim: gastarei horas buscando acertar uma única fotografia para ela.
    No fim, Beatriz observará o acervo de centenas de tentativas na telinha, excluirá todas e comentará com ironia:
    — Como fotógrafo, você é um ótimo escritor.
   Afora nosso DNA histórico de complacência aos defeitos, não exercitamos a paciência, muito menos a vaidade.
    Existe alguma mulher feliz no planeta com as fotos feitas pelo seu marido quarentão, cinquentão?
    Duvido, esses homens tiram fotos com igual capricho com que passam o protetor solar na esposa.

Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
Na palavra chave, identifique se há dígrafo:
Alternativas
Q3766845 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Geração da imperfeição: o erro fazia parte da nossa rotina

    Pertenço à geração da imperfeição. Quem tem mais de 40 anos vai entender a minha sentença.
    Nada no passado era límpido, cristalino, harmônico. Nem as imagens, nem os sons.
    O erro fazia parte da nossa rotina. Esperávamos o ruído. Aceitávamos os rascunhos. Nossa tecnologia previa as dissonâncias. Havia chuvisco na televisão.
    Havia canção parada no vinil, obrigando-nos a colocar a agulha para frente para sair da repetição. Havia os grunhidos das fitas K-7 quando o rolo escapava das roldanas e era mascado pelo aparelho toca-fitas, o que nos exigia rebobinar a fita com caneta Bic. Havia fogão que dependia dos fósforos. Havia as gralhas na folha escrita na máquina de escrever, apagadas devidamente com liquid paper, que apenas aumentava os borrões com as manchas brancas. Havia as ligações telefônicas com linhas cruzadas. Havia as transmissões de rádio com chiado. Havia o preenchimento do cheque com a pior caligrafia possível.
    Dávamos um desconto.
  Talvez o meu antecedente com as falhas tenha gerado a minha convivência pacífica com as péssimas fotografias.
    Não ligo para como eu vou sair nos retratos. Sou adepto de uma maneira anacrônica e extinta de enxergar o mundo, sem sofrer com a beleza e o resultado final, mais preocupada com a informação. É um traço marcante de minha faixa etária.
    Fui criado na época da revelação. Como eram poses contadas na máquina — 12, ou 24, ou 36 —, reveladas em papel no estúdio, não tínhamos como reclamar.
    Eu me acostumei com olhos vermelhos, com a sombra da mão no visor, com registros tremidos, com cabeças cortadas. Você pagava, inclusive, pelas fotos ruins. Não tinha essa de só levar as fotos razoáveis, decentes, nítidas.
   Num flagrante da família, ninguém olhava para o mesmo ponto. Restavam desavisados que voavam distraídos com as pupilas e se perdiam no momento de “olhar o passarinho”.
    Por isso, não reclamo de nenhuma selfie ou pose na era do celular.
Já minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente.
    Detectando a minha inaptidão digital, e ultrapassando o seu papel de modelo, Beatriz começou a me dirigir nos bastidores:
    — Agora me pegue caminhando, agora use o ângulo de baixo, agora o de cima, agora o de lado.
    Eu me ajoelho, eu me deito no chão, eu subo em pedras, eu me esfolo, mas não adianta: nunca consigo lhe agradar.
    Diante de cartões postais, como Torre Eiffel, eu sei que irei sofrer, que a beleza do lugar custará caro para mim: gastarei horas buscando acertar uma única fotografia para ela.
    No fim, Beatriz observará o acervo de centenas de tentativas na telinha, excluirá todas e comentará com ironia:
    — Como fotógrafo, você é um ótimo escritor.
   Afora nosso DNA histórico de complacência aos defeitos, não exercitamos a paciência, muito menos a vaidade.
    Existe alguma mulher feliz no planeta com as fotos feitas pelo seu marido quarentão, cinquentão?
    Duvido, esses homens tiram fotos com igual capricho com que passam o protetor solar na esposa.

Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
Na frase “Minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente”, o sujeito da oração “Minha esposa jamais se mostra satisfeita” é: 
Alternativas
Q3766844 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Geração da imperfeição: o erro fazia parte da nossa rotina

    Pertenço à geração da imperfeição. Quem tem mais de 40 anos vai entender a minha sentença.
    Nada no passado era límpido, cristalino, harmônico. Nem as imagens, nem os sons.
    O erro fazia parte da nossa rotina. Esperávamos o ruído. Aceitávamos os rascunhos. Nossa tecnologia previa as dissonâncias. Havia chuvisco na televisão.
    Havia canção parada no vinil, obrigando-nos a colocar a agulha para frente para sair da repetição. Havia os grunhidos das fitas K-7 quando o rolo escapava das roldanas e era mascado pelo aparelho toca-fitas, o que nos exigia rebobinar a fita com caneta Bic. Havia fogão que dependia dos fósforos. Havia as gralhas na folha escrita na máquina de escrever, apagadas devidamente com liquid paper, que apenas aumentava os borrões com as manchas brancas. Havia as ligações telefônicas com linhas cruzadas. Havia as transmissões de rádio com chiado. Havia o preenchimento do cheque com a pior caligrafia possível.
    Dávamos um desconto.
  Talvez o meu antecedente com as falhas tenha gerado a minha convivência pacífica com as péssimas fotografias.
    Não ligo para como eu vou sair nos retratos. Sou adepto de uma maneira anacrônica e extinta de enxergar o mundo, sem sofrer com a beleza e o resultado final, mais preocupada com a informação. É um traço marcante de minha faixa etária.
    Fui criado na época da revelação. Como eram poses contadas na máquina — 12, ou 24, ou 36 —, reveladas em papel no estúdio, não tínhamos como reclamar.
    Eu me acostumei com olhos vermelhos, com a sombra da mão no visor, com registros tremidos, com cabeças cortadas. Você pagava, inclusive, pelas fotos ruins. Não tinha essa de só levar as fotos razoáveis, decentes, nítidas.
   Num flagrante da família, ninguém olhava para o mesmo ponto. Restavam desavisados que voavam distraídos com as pupilas e se perdiam no momento de “olhar o passarinho”.
    Por isso, não reclamo de nenhuma selfie ou pose na era do celular.
Já minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente.
    Detectando a minha inaptidão digital, e ultrapassando o seu papel de modelo, Beatriz começou a me dirigir nos bastidores:
    — Agora me pegue caminhando, agora use o ângulo de baixo, agora o de cima, agora o de lado.
    Eu me ajoelho, eu me deito no chão, eu subo em pedras, eu me esfolo, mas não adianta: nunca consigo lhe agradar.
    Diante de cartões postais, como Torre Eiffel, eu sei que irei sofrer, que a beleza do lugar custará caro para mim: gastarei horas buscando acertar uma única fotografia para ela.
    No fim, Beatriz observará o acervo de centenas de tentativas na telinha, excluirá todas e comentará com ironia:
    — Como fotógrafo, você é um ótimo escritor.
   Afora nosso DNA histórico de complacência aos defeitos, não exercitamos a paciência, muito menos a vaidade.
    Existe alguma mulher feliz no planeta com as fotos feitas pelo seu marido quarentão, cinquentão?
    Duvido, esses homens tiram fotos com igual capricho com que passam o protetor solar na esposa.

Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
Em “Sou adepto de uma maneira anacrônica e extinta de enxergar o mundo”, a palavra “adepto” é um substantivo que está no gênero ________ e no número ________, podendo ser substituída, sem alterar o sentido expresso no texto, por _________.
Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas acima?
Alternativas
Q3766843 Português
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Geração da imperfeição: o erro fazia parte da nossa rotina

    Pertenço à geração da imperfeição. Quem tem mais de 40 anos vai entender a minha sentença.
    Nada no passado era límpido, cristalino, harmônico. Nem as imagens, nem os sons.
    O erro fazia parte da nossa rotina. Esperávamos o ruído. Aceitávamos os rascunhos. Nossa tecnologia previa as dissonâncias. Havia chuvisco na televisão.
    Havia canção parada no vinil, obrigando-nos a colocar a agulha para frente para sair da repetição. Havia os grunhidos das fitas K-7 quando o rolo escapava das roldanas e era mascado pelo aparelho toca-fitas, o que nos exigia rebobinar a fita com caneta Bic. Havia fogão que dependia dos fósforos. Havia as gralhas na folha escrita na máquina de escrever, apagadas devidamente com liquid paper, que apenas aumentava os borrões com as manchas brancas. Havia as ligações telefônicas com linhas cruzadas. Havia as transmissões de rádio com chiado. Havia o preenchimento do cheque com a pior caligrafia possível.
    Dávamos um desconto.
  Talvez o meu antecedente com as falhas tenha gerado a minha convivência pacífica com as péssimas fotografias.
    Não ligo para como eu vou sair nos retratos. Sou adepto de uma maneira anacrônica e extinta de enxergar o mundo, sem sofrer com a beleza e o resultado final, mais preocupada com a informação. É um traço marcante de minha faixa etária.
    Fui criado na época da revelação. Como eram poses contadas na máquina — 12, ou 24, ou 36 —, reveladas em papel no estúdio, não tínhamos como reclamar.
    Eu me acostumei com olhos vermelhos, com a sombra da mão no visor, com registros tremidos, com cabeças cortadas. Você pagava, inclusive, pelas fotos ruins. Não tinha essa de só levar as fotos razoáveis, decentes, nítidas.
   Num flagrante da família, ninguém olhava para o mesmo ponto. Restavam desavisados que voavam distraídos com as pupilas e se perdiam no momento de “olhar o passarinho”.
    Por isso, não reclamo de nenhuma selfie ou pose na era do celular.
Já minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente.
    Detectando a minha inaptidão digital, e ultrapassando o seu papel de modelo, Beatriz começou a me dirigir nos bastidores:
    — Agora me pegue caminhando, agora use o ângulo de baixo, agora o de cima, agora o de lado.
    Eu me ajoelho, eu me deito no chão, eu subo em pedras, eu me esfolo, mas não adianta: nunca consigo lhe agradar.
    Diante de cartões postais, como Torre Eiffel, eu sei que irei sofrer, que a beleza do lugar custará caro para mim: gastarei horas buscando acertar uma única fotografia para ela.
    No fim, Beatriz observará o acervo de centenas de tentativas na telinha, excluirá todas e comentará com ironia:
    — Como fotógrafo, você é um ótimo escritor.
   Afora nosso DNA histórico de complacência aos defeitos, não exercitamos a paciência, muito menos a vaidade.
    Existe alguma mulher feliz no planeta com as fotos feitas pelo seu marido quarentão, cinquentão?
    Duvido, esses homens tiram fotos com igual capricho com que passam o protetor solar na esposa.

Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
Na frase “Num flagrante da família, ninguém olhava para o mesmo ponto”, o termo “ninguém” é classificado como: 
Alternativas
Q3766842 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Geração da imperfeição: o erro fazia parte da nossa rotina

    Pertenço à geração da imperfeição. Quem tem mais de 40 anos vai entender a minha sentença.
    Nada no passado era límpido, cristalino, harmônico. Nem as imagens, nem os sons.
    O erro fazia parte da nossa rotina. Esperávamos o ruído. Aceitávamos os rascunhos. Nossa tecnologia previa as dissonâncias. Havia chuvisco na televisão.
    Havia canção parada no vinil, obrigando-nos a colocar a agulha para frente para sair da repetição. Havia os grunhidos das fitas K-7 quando o rolo escapava das roldanas e era mascado pelo aparelho toca-fitas, o que nos exigia rebobinar a fita com caneta Bic. Havia fogão que dependia dos fósforos. Havia as gralhas na folha escrita na máquina de escrever, apagadas devidamente com liquid paper, que apenas aumentava os borrões com as manchas brancas. Havia as ligações telefônicas com linhas cruzadas. Havia as transmissões de rádio com chiado. Havia o preenchimento do cheque com a pior caligrafia possível.
    Dávamos um desconto.
  Talvez o meu antecedente com as falhas tenha gerado a minha convivência pacífica com as péssimas fotografias.
    Não ligo para como eu vou sair nos retratos. Sou adepto de uma maneira anacrônica e extinta de enxergar o mundo, sem sofrer com a beleza e o resultado final, mais preocupada com a informação. É um traço marcante de minha faixa etária.
    Fui criado na época da revelação. Como eram poses contadas na máquina — 12, ou 24, ou 36 —, reveladas em papel no estúdio, não tínhamos como reclamar.
    Eu me acostumei com olhos vermelhos, com a sombra da mão no visor, com registros tremidos, com cabeças cortadas. Você pagava, inclusive, pelas fotos ruins. Não tinha essa de só levar as fotos razoáveis, decentes, nítidas.
   Num flagrante da família, ninguém olhava para o mesmo ponto. Restavam desavisados que voavam distraídos com as pupilas e se perdiam no momento de “olhar o passarinho”.
    Por isso, não reclamo de nenhuma selfie ou pose na era do celular.
Já minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente.
    Detectando a minha inaptidão digital, e ultrapassando o seu papel de modelo, Beatriz começou a me dirigir nos bastidores:
    — Agora me pegue caminhando, agora use o ângulo de baixo, agora o de cima, agora o de lado.
    Eu me ajoelho, eu me deito no chão, eu subo em pedras, eu me esfolo, mas não adianta: nunca consigo lhe agradar.
    Diante de cartões postais, como Torre Eiffel, eu sei que irei sofrer, que a beleza do lugar custará caro para mim: gastarei horas buscando acertar uma única fotografia para ela.
    No fim, Beatriz observará o acervo de centenas de tentativas na telinha, excluirá todas e comentará com ironia:
    — Como fotógrafo, você é um ótimo escritor.
   Afora nosso DNA histórico de complacência aos defeitos, não exercitamos a paciência, muito menos a vaidade.
    Existe alguma mulher feliz no planeta com as fotos feitas pelo seu marido quarentão, cinquentão?
    Duvido, esses homens tiram fotos com igual capricho com que passam o protetor solar na esposa.

Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
No trecho “Não tinha essa de só levar as fotos razoáveis, decentes, nítidas”, as palavras “decentes” e “nítidas” são __________ que concordam em gênero e número com “fotos”.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna? 
Alternativas
Q3766841 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Geração da imperfeição: o erro fazia parte da nossa rotina

    Pertenço à geração da imperfeição. Quem tem mais de 40 anos vai entender a minha sentença.
    Nada no passado era límpido, cristalino, harmônico. Nem as imagens, nem os sons.
    O erro fazia parte da nossa rotina. Esperávamos o ruído. Aceitávamos os rascunhos. Nossa tecnologia previa as dissonâncias. Havia chuvisco na televisão.
    Havia canção parada no vinil, obrigando-nos a colocar a agulha para frente para sair da repetição. Havia os grunhidos das fitas K-7 quando o rolo escapava das roldanas e era mascado pelo aparelho toca-fitas, o que nos exigia rebobinar a fita com caneta Bic. Havia fogão que dependia dos fósforos. Havia as gralhas na folha escrita na máquina de escrever, apagadas devidamente com liquid paper, que apenas aumentava os borrões com as manchas brancas. Havia as ligações telefônicas com linhas cruzadas. Havia as transmissões de rádio com chiado. Havia o preenchimento do cheque com a pior caligrafia possível.
    Dávamos um desconto.
  Talvez o meu antecedente com as falhas tenha gerado a minha convivência pacífica com as péssimas fotografias.
    Não ligo para como eu vou sair nos retratos. Sou adepto de uma maneira anacrônica e extinta de enxergar o mundo, sem sofrer com a beleza e o resultado final, mais preocupada com a informação. É um traço marcante de minha faixa etária.
    Fui criado na época da revelação. Como eram poses contadas na máquina — 12, ou 24, ou 36 —, reveladas em papel no estúdio, não tínhamos como reclamar.
    Eu me acostumei com olhos vermelhos, com a sombra da mão no visor, com registros tremidos, com cabeças cortadas. Você pagava, inclusive, pelas fotos ruins. Não tinha essa de só levar as fotos razoáveis, decentes, nítidas.
   Num flagrante da família, ninguém olhava para o mesmo ponto. Restavam desavisados que voavam distraídos com as pupilas e se perdiam no momento de “olhar o passarinho”.
    Por isso, não reclamo de nenhuma selfie ou pose na era do celular.
Já minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente.
    Detectando a minha inaptidão digital, e ultrapassando o seu papel de modelo, Beatriz começou a me dirigir nos bastidores:
    — Agora me pegue caminhando, agora use o ângulo de baixo, agora o de cima, agora o de lado.
    Eu me ajoelho, eu me deito no chão, eu subo em pedras, eu me esfolo, mas não adianta: nunca consigo lhe agradar.
    Diante de cartões postais, como Torre Eiffel, eu sei que irei sofrer, que a beleza do lugar custará caro para mim: gastarei horas buscando acertar uma única fotografia para ela.
    No fim, Beatriz observará o acervo de centenas de tentativas na telinha, excluirá todas e comentará com ironia:
    — Como fotógrafo, você é um ótimo escritor.
   Afora nosso DNA histórico de complacência aos defeitos, não exercitamos a paciência, muito menos a vaidade.
    Existe alguma mulher feliz no planeta com as fotos feitas pelo seu marido quarentão, cinquentão?
    Duvido, esses homens tiram fotos com igual capricho com que passam o protetor solar na esposa.

Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
No trecho “Esperávamos o ruído”, a palavra “ruído” é um substantivo: 
Alternativas
Q3766840 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Geração da imperfeição: o erro fazia parte da nossa rotina

    Pertenço à geração da imperfeição. Quem tem mais de 40 anos vai entender a minha sentença.
    Nada no passado era límpido, cristalino, harmônico. Nem as imagens, nem os sons.
    O erro fazia parte da nossa rotina. Esperávamos o ruído. Aceitávamos os rascunhos. Nossa tecnologia previa as dissonâncias. Havia chuvisco na televisão.
    Havia canção parada no vinil, obrigando-nos a colocar a agulha para frente para sair da repetição. Havia os grunhidos das fitas K-7 quando o rolo escapava das roldanas e era mascado pelo aparelho toca-fitas, o que nos exigia rebobinar a fita com caneta Bic. Havia fogão que dependia dos fósforos. Havia as gralhas na folha escrita na máquina de escrever, apagadas devidamente com liquid paper, que apenas aumentava os borrões com as manchas brancas. Havia as ligações telefônicas com linhas cruzadas. Havia as transmissões de rádio com chiado. Havia o preenchimento do cheque com a pior caligrafia possível.
    Dávamos um desconto.
  Talvez o meu antecedente com as falhas tenha gerado a minha convivência pacífica com as péssimas fotografias.
    Não ligo para como eu vou sair nos retratos. Sou adepto de uma maneira anacrônica e extinta de enxergar o mundo, sem sofrer com a beleza e o resultado final, mais preocupada com a informação. É um traço marcante de minha faixa etária.
    Fui criado na época da revelação. Como eram poses contadas na máquina — 12, ou 24, ou 36 —, reveladas em papel no estúdio, não tínhamos como reclamar.
    Eu me acostumei com olhos vermelhos, com a sombra da mão no visor, com registros tremidos, com cabeças cortadas. Você pagava, inclusive, pelas fotos ruins. Não tinha essa de só levar as fotos razoáveis, decentes, nítidas.
   Num flagrante da família, ninguém olhava para o mesmo ponto. Restavam desavisados que voavam distraídos com as pupilas e se perdiam no momento de “olhar o passarinho”.
    Por isso, não reclamo de nenhuma selfie ou pose na era do celular.
Já minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente.
    Detectando a minha inaptidão digital, e ultrapassando o seu papel de modelo, Beatriz começou a me dirigir nos bastidores:
    — Agora me pegue caminhando, agora use o ângulo de baixo, agora o de cima, agora o de lado.
    Eu me ajoelho, eu me deito no chão, eu subo em pedras, eu me esfolo, mas não adianta: nunca consigo lhe agradar.
    Diante de cartões postais, como Torre Eiffel, eu sei que irei sofrer, que a beleza do lugar custará caro para mim: gastarei horas buscando acertar uma única fotografia para ela.
    No fim, Beatriz observará o acervo de centenas de tentativas na telinha, excluirá todas e comentará com ironia:
    — Como fotógrafo, você é um ótimo escritor.
   Afora nosso DNA histórico de complacência aos defeitos, não exercitamos a paciência, muito menos a vaidade.
    Existe alguma mulher feliz no planeta com as fotos feitas pelo seu marido quarentão, cinquentão?
    Duvido, esses homens tiram fotos com igual capricho com que passam o protetor solar na esposa.

Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
Sobre a relação do autor com sua esposa em relação à fotografia, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3766839 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Geração da imperfeição: o erro fazia parte da nossa rotina

    Pertenço à geração da imperfeição. Quem tem mais de 40 anos vai entender a minha sentença.
    Nada no passado era límpido, cristalino, harmônico. Nem as imagens, nem os sons.
    O erro fazia parte da nossa rotina. Esperávamos o ruído. Aceitávamos os rascunhos. Nossa tecnologia previa as dissonâncias. Havia chuvisco na televisão.
    Havia canção parada no vinil, obrigando-nos a colocar a agulha para frente para sair da repetição. Havia os grunhidos das fitas K-7 quando o rolo escapava das roldanas e era mascado pelo aparelho toca-fitas, o que nos exigia rebobinar a fita com caneta Bic. Havia fogão que dependia dos fósforos. Havia as gralhas na folha escrita na máquina de escrever, apagadas devidamente com liquid paper, que apenas aumentava os borrões com as manchas brancas. Havia as ligações telefônicas com linhas cruzadas. Havia as transmissões de rádio com chiado. Havia o preenchimento do cheque com a pior caligrafia possível.
    Dávamos um desconto.
  Talvez o meu antecedente com as falhas tenha gerado a minha convivência pacífica com as péssimas fotografias.
    Não ligo para como eu vou sair nos retratos. Sou adepto de uma maneira anacrônica e extinta de enxergar o mundo, sem sofrer com a beleza e o resultado final, mais preocupada com a informação. É um traço marcante de minha faixa etária.
    Fui criado na época da revelação. Como eram poses contadas na máquina — 12, ou 24, ou 36 —, reveladas em papel no estúdio, não tínhamos como reclamar.
    Eu me acostumei com olhos vermelhos, com a sombra da mão no visor, com registros tremidos, com cabeças cortadas. Você pagava, inclusive, pelas fotos ruins. Não tinha essa de só levar as fotos razoáveis, decentes, nítidas.
   Num flagrante da família, ninguém olhava para o mesmo ponto. Restavam desavisados que voavam distraídos com as pupilas e se perdiam no momento de “olhar o passarinho”.
    Por isso, não reclamo de nenhuma selfie ou pose na era do celular.
Já minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente.
    Detectando a minha inaptidão digital, e ultrapassando o seu papel de modelo, Beatriz começou a me dirigir nos bastidores:
    — Agora me pegue caminhando, agora use o ângulo de baixo, agora o de cima, agora o de lado.
    Eu me ajoelho, eu me deito no chão, eu subo em pedras, eu me esfolo, mas não adianta: nunca consigo lhe agradar.
    Diante de cartões postais, como Torre Eiffel, eu sei que irei sofrer, que a beleza do lugar custará caro para mim: gastarei horas buscando acertar uma única fotografia para ela.
    No fim, Beatriz observará o acervo de centenas de tentativas na telinha, excluirá todas e comentará com ironia:
    — Como fotógrafo, você é um ótimo escritor.
   Afora nosso DNA histórico de complacência aos defeitos, não exercitamos a paciência, muito menos a vaidade.
    Existe alguma mulher feliz no planeta com as fotos feitas pelo seu marido quarentão, cinquentão?
    Duvido, esses homens tiram fotos com igual capricho com que passam o protetor solar na esposa.

Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
No trecho “Sou adepto de uma maneira anacrônica e extinta de enxergar o mundo”, a palavra "anacrônica" refere-se à: 
Alternativas
Q3766838 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Geração da imperfeição: o erro fazia parte da nossa rotina

    Pertenço à geração da imperfeição. Quem tem mais de 40 anos vai entender a minha sentença.
    Nada no passado era límpido, cristalino, harmônico. Nem as imagens, nem os sons.
    O erro fazia parte da nossa rotina. Esperávamos o ruído. Aceitávamos os rascunhos. Nossa tecnologia previa as dissonâncias. Havia chuvisco na televisão.
    Havia canção parada no vinil, obrigando-nos a colocar a agulha para frente para sair da repetição. Havia os grunhidos das fitas K-7 quando o rolo escapava das roldanas e era mascado pelo aparelho toca-fitas, o que nos exigia rebobinar a fita com caneta Bic. Havia fogão que dependia dos fósforos. Havia as gralhas na folha escrita na máquina de escrever, apagadas devidamente com liquid paper, que apenas aumentava os borrões com as manchas brancas. Havia as ligações telefônicas com linhas cruzadas. Havia as transmissões de rádio com chiado. Havia o preenchimento do cheque com a pior caligrafia possível.
    Dávamos um desconto.
  Talvez o meu antecedente com as falhas tenha gerado a minha convivência pacífica com as péssimas fotografias.
    Não ligo para como eu vou sair nos retratos. Sou adepto de uma maneira anacrônica e extinta de enxergar o mundo, sem sofrer com a beleza e o resultado final, mais preocupada com a informação. É um traço marcante de minha faixa etária.
    Fui criado na época da revelação. Como eram poses contadas na máquina — 12, ou 24, ou 36 —, reveladas em papel no estúdio, não tínhamos como reclamar.
    Eu me acostumei com olhos vermelhos, com a sombra da mão no visor, com registros tremidos, com cabeças cortadas. Você pagava, inclusive, pelas fotos ruins. Não tinha essa de só levar as fotos razoáveis, decentes, nítidas.
   Num flagrante da família, ninguém olhava para o mesmo ponto. Restavam desavisados que voavam distraídos com as pupilas e se perdiam no momento de “olhar o passarinho”.
    Por isso, não reclamo de nenhuma selfie ou pose na era do celular.
Já minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente.
    Detectando a minha inaptidão digital, e ultrapassando o seu papel de modelo, Beatriz começou a me dirigir nos bastidores:
    — Agora me pegue caminhando, agora use o ângulo de baixo, agora o de cima, agora o de lado.
    Eu me ajoelho, eu me deito no chão, eu subo em pedras, eu me esfolo, mas não adianta: nunca consigo lhe agradar.
    Diante de cartões postais, como Torre Eiffel, eu sei que irei sofrer, que a beleza do lugar custará caro para mim: gastarei horas buscando acertar uma única fotografia para ela.
    No fim, Beatriz observará o acervo de centenas de tentativas na telinha, excluirá todas e comentará com ironia:
    — Como fotógrafo, você é um ótimo escritor.
   Afora nosso DNA histórico de complacência aos defeitos, não exercitamos a paciência, muito menos a vaidade.
    Existe alguma mulher feliz no planeta com as fotos feitas pelo seu marido quarentão, cinquentão?
    Duvido, esses homens tiram fotos com igual capricho com que passam o protetor solar na esposa.

Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
Analise as afirmativas a seguir sobre a visão do autor a respeito da fotografia digital e das selfies na atualidade:
I. O autor acredita que a fotografia digital permite que as pessoas aproveitem melhor o momento, sem preocupação com o resultado.
II. Para o autor, a obsessão pela perfeição nas selfies reflete uma mudança em relação à tolerância às falhas.
III. A esposa do autor representa um perfil atual, mais exigente quanto à qualidade das fotos e ao controle sobre a imagem.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
121: D
122: C
123: A
124: A
125: D
126: B
127: B
128: A
129: B
130: C
131: A
132: A
133: C
134: D
135: B
136: C
137: A
138: D
139: B
140: A