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TEXTO PARA A QUESTÃO
Seu trajo era um primor do gênero, pelo mimoso e delicado. Trazia o vestido de alvas escumilhas, com a saia toda rofada de largos folhos. Pequenos ramos de urze, com um só botão cor-de-rosa, apanhavam os fofos transparentes, que o menor sopro fazia arfar. O forro de seda do corpinho, ligeiramente decotado, apenas debuxava entre a fina gaza os contornos nascentes do gárceo colo; e dentre as nuvens de rendas das mangas só escapava a parte inferior do mais lindo braço. Era o toque severo do pudor corrigindo a túnica da vestal imolada à admiração ardente das turbas. Quando Emília sentava-se, abatendo com a mão afilada os rofos da Escócia, parecia-me um cisne colhendo as asas à margem do lago, e arrufando as níveas penas. Quando erguia-se e coleava o talhe flexível fazendo tremular as brancas roupagens, lembrava o gracioso mito da beleza, que surgiu mulher da espuma das ondas.
ALENCAR, José de. Diva. Rio de Janeiro: Edições de Ouro. [s.d.]. p. 48-49.
TEXTO PARA A QUESTÃO
Seu trajo era um primor do gênero, pelo mimoso e delicado. Trazia o vestido de alvas escumilhas, com a saia toda rofada de largos folhos. Pequenos ramos de urze, com um só botão cor-de-rosa, apanhavam os fofos transparentes, que o menor sopro fazia arfar. O forro de seda do corpinho, ligeiramente decotado, apenas debuxava entre a fina gaza os contornos nascentes do gárceo colo; e dentre as nuvens de rendas das mangas só escapava a parte inferior do mais lindo braço. Era o toque severo do pudor corrigindo a túnica da vestal imolada à admiração ardente das turbas. Quando Emília sentava-se, abatendo com a mão afilada os rofos da Escócia, parecia-me um cisne colhendo as asas à margem do lago, e arrufando as níveas penas. Quando erguia-se e coleava o talhe flexível fazendo tremular as brancas roupagens, lembrava o gracioso mito da beleza, que surgiu mulher da espuma das ondas.
ALENCAR, José de. Diva. Rio de Janeiro: Edições de Ouro. [s.d.]. p. 48-49.
I. “o mais lindo braço”
II. “admiração ardente das turbas”
III. “as turbas”
Com base na identificação das figuras de linguagem presentes em cada expressão e na estilística de José de Alencar, assinale a alternativa CORRETA.
TEXTO PARA A QUESTÃO
Seu trajo era um primor do gênero, pelo mimoso e delicado. Trazia o vestido de alvas escumilhas, com a saia toda rofada de largos folhos. Pequenos ramos de urze, com um só botão cor-de-rosa, apanhavam os fofos transparentes, que o menor sopro fazia arfar. O forro de seda do corpinho, ligeiramente decotado, apenas debuxava entre a fina gaza os contornos nascentes do gárceo colo; e dentre as nuvens de rendas das mangas só escapava a parte inferior do mais lindo braço. Era o toque severo do pudor corrigindo a túnica da vestal imolada à admiração ardente das turbas. Quando Emília sentava-se, abatendo com a mão afilada os rofos da Escócia, parecia-me um cisne colhendo as asas à margem do lago, e arrufando as níveas penas. Quando erguia-se e coleava o talhe flexível fazendo tremular as brancas roupagens, lembrava o gracioso mito da beleza, que surgiu mulher da espuma das ondas.
ALENCAR, José de. Diva. Rio de Janeiro: Edições de Ouro. [s.d.]. p. 48-49.
TEXTO PARA A QUESTÃO
A disciplina do amor
Foi na França, durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora, ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?... Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.
TELLES, Lygia Fagundes. A confissão de Leontina e fragmentos. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996, p. 81-82.
TEXTO PARA A QUESTÃO
Resumo
Dualidade e fragmentação no ensino médio e na educação profissional devem ser compreendidas não apenas na sua expressão atual, mas também nas suas raízes sociais – a estrutura secular da sociedade de classes e de implantação do capitalismo. Uma visão da totalidade social evidencia o sentido da disputa do consenso na sociedade e dos recursos públicos para a educação profissional reduzida ao mercado ou à travessia acidentada para a educação unitária, omnilateral, politécnica, de formação integrada entre o ensino médio e a educação profissional como política pública.
Palavras-chave: Ensino médio. Educação profissional. Dualidade. Fragmentação.
CIAVATTA, M.; RAMOS, M. Ensino Médio e Educação Profissional no Brasil: dualidade e fragmentação. Retratos da Escola, [S. l.], v. 5, n. 8, p. 27–41, 2012. DOI: 10.22420/rde. v5i8.45. Disponível em: https://retratosdaescola.emnuvens. com.br/rde/article/view/45. Acesso em: 3 fev. 2026.
TEXTO PARA A QUESTÃO
"O garrafeiro"
o garrafeiro era apenas um homem
que sobrava das ruas
também sujo de terra e esquecido
como as garrafas e cacos no quintal
suas mãos de cuidado
tangiam aranhas, lagartixas
e vez por outra
um escorpião afiado
depois arrumava as garrafas
lado a lado
âmbares, azuis, verdes, transparentes,
num arco-íris pobre
"essas são de vinho tinto"
dizia-me ele embriagado de vazios
e as de fundo côncavo serviam
para pescar piabas no Poti
o mundo é duro e frágil, eu aprendia
mas nele lições pequenas eternizam
piabas prateadas nas garrafas
como rútilos presos nos cristais
VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova
Aliança e Entretextos, 2013.
( ) O vocábulo é formado por derivação sufixal, em que o sufixo -eiro é anexado ao radical nominal garraf-.
( ) A palavra exemplifica um processo de parassíntese, uma vez que exige a presença simultânea de um prefixo e um sufixo para ter sentido.
( ) O sufixo -eiro presente na palavra exerce a função semântica de indicar profissão, ocupação ou agente.
( ) Trata-se de um caso de composição por justaposição, pois une dois radicais com autonomia de significado na língua.
( ) Do ponto de vista morfológico, a palavra deriva de um substantivo (garrafa) para formar outro substantivo (garrafeiro).
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
TEXTO PARA A QUESTÃO
"O garrafeiro"
o garrafeiro era apenas um homem
que sobrava das ruas
também sujo de terra e esquecido
como as garrafas e cacos no quintal
suas mãos de cuidado
tangiam aranhas, lagartixas
e vez por outra
um escorpião afiado
depois arrumava as garrafas
lado a lado
âmbares, azuis, verdes, transparentes,
num arco-íris pobre
"essas são de vinho tinto"
dizia-me ele embriagado de vazios
e as de fundo côncavo serviam
para pescar piabas no Poti
o mundo é duro e frágil, eu aprendia
mas nele lições pequenas eternizam
piabas prateadas nas garrafas
como rútilos presos nos cristais
VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova
Aliança e Entretextos, 2013.
TEXTO PARA A QUESTÃO
"O garrafeiro"
o garrafeiro era apenas um homem
que sobrava das ruas
também sujo de terra e esquecido
como as garrafas e cacos no quintal
suas mãos de cuidado
tangiam aranhas, lagartixas
e vez por outra
um escorpião afiado
depois arrumava as garrafas
lado a lado
âmbares, azuis, verdes, transparentes,
num arco-íris pobre
"essas são de vinho tinto"
dizia-me ele embriagado de vazios
e as de fundo côncavo serviam
para pescar piabas no Poti
o mundo é duro e frágil, eu aprendia
mas nele lições pequenas eternizam
piabas prateadas nas garrafas
como rútilos presos nos cristais
VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova
Aliança e Entretextos, 2013.
TEXTO PARA A QUESTÃO
"O garrafeiro"
o garrafeiro era apenas um homem
que sobrava das ruas
também sujo de terra e esquecido
como as garrafas e cacos no quintal
suas mãos de cuidado
tangiam aranhas, lagartixas
e vez por outra
um escorpião afiado
depois arrumava as garrafas
lado a lado
âmbares, azuis, verdes, transparentes,
num arco-íris pobre
"essas são de vinho tinto"
dizia-me ele embriagado de vazios
e as de fundo côncavo serviam
para pescar piabas no Poti
o mundo é duro e frágil, eu aprendia
mas nele lições pequenas eternizam
piabas prateadas nas garrafas
como rútilos presos nos cristais
VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova
Aliança e Entretextos, 2013.
TEXTO PARA A QUESTÃO
"O garrafeiro"
o garrafeiro era apenas um homem
que sobrava das ruas
também sujo de terra e esquecido
como as garrafas e cacos no quintal
suas mãos de cuidado
tangiam aranhas, lagartixas
e vez por outra
um escorpião afiado
depois arrumava as garrafas
lado a lado
âmbares, azuis, verdes, transparentes,
num arco-íris pobre
"essas são de vinho tinto"
dizia-me ele embriagado de vazios
e as de fundo côncavo serviam
para pescar piabas no Poti
o mundo é duro e frágil, eu aprendia
mas nele lições pequenas eternizam
piabas prateadas nas garrafas
como rútilos presos nos cristais
VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova
Aliança e Entretextos, 2013.
Analise as afirmativas abaixo sobre trabalhos sob ar comprimido em tubulões pneumáticos e túneis pressurizados, de acordo com o Anexo nº 6 da NR-15:
I. A duração do período de trabalho não poderá ser superior a 4 (quatro) horas nas atividades desenvolvidas em pressões de 2,6 a 3,4 kgf/cm².
II. A duração do período de trabalho para pressões situadas entre 1,1 e 2,5 kgf/cm² deve ser de no máximo 6 (seis) horas.
III. A pressão máxima que um trabalhador pode se expor é de 3,4 kgf/cm², exceto em casos de emergência ou tratamento em câmara de recompressão, sob supervisão direta do médico responsável.
IV. As atividades com pressão de trabalho de 1,0 kgf/ cm² requerem um período mínimo de observação médica obrigatória após a descompressão de 1 (uma) hora; nos demais casos este período deve ser de no mínimo 2 (duas) horas.
V. O trabalhador não poderá sofrer mais de dois ciclos de compressão/recompressão num período de 24 (vinte e quatro) horas.
Assinale a alternativa que aponta apenas as afi rmativas VERDADEIRAS:
Em relação aos arranjos físicos e instalações de máquinas e equipamentos, a NR-12 estabelece que:
I. A demarcação das áreas de circulação deve ser feita exclusivamente por pintura no piso, sendo que as cores são determinadas por normas técnicas ofi ciais.
II. O projeto das áreas de circulação e de armazenamento de materiais, bem como dos espaços em torno das máquinas, deve considerar a segurança na movimentação dos trabalhadores e dos transportadores de materiais, mecanizados ou manuais.
III. As máquinas estacionárias devem possuir medidas preventivas quanto à sua estabilidade.
IV. Nas máquinas móveis que possuem rodízios, todos eles devem possuir trava de modo que o deslocamento intempestivo seja impedido.
V. É terminantemente proibido o transporte de cargas em teleféricos nas áreas internas de edifi cações fabris, mesmo que não haja postos de trabalho sob o percurso.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as afi rmativas CORRETAS:
Sobre os deveres e as responsabilidades dos trabalhadores no contexto da NR-12, analise as afi rmativas abaixo e em seguida escolha a alternativa que contém apenas as CORRETAS:
I. Cabe aos trabalhadores cumprir rigorosamente as orientações de segurança em todas as fases, como operação, alimentação, abastecimento, limpeza, manutenção, inspeção, transporte, desativação, desmonte e descarte fi nal.
II. O trabalhador tem plena autonomia de realizar alterações, ainda que parciais, nos dispositivos de segurança.
III. O trabalhador deve comunicar ao superior imediato caso identifi que que um dispositivo de segurança perdeu sua função ou foi removido.
IV. Para a ocupação do cargo, é de responsabilidade do operador a realização e comprovação de curso externo, sendo esta é condição sufi ciente para o exercício da função, desobrigando o empregador de realizar novos treinamentos internos.
V. A colaboração com o empregador na implementação das disposições da NR-12 constitui um dever legal do trabalhador.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmativas CORRETAS:
De acordo com a NR-10, para garantir a segurança e saúde do trabalhador, em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais. Analise as afi rmações abaixo sobre Medidas de Proteção Coletiva e Individual e julgue-as como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F):
( ) A desenergização elétrica é uma medida de proteção coletiva prioritária em relação ao emprego de tensão de segurança. ( ) As vestimentas de trabalho em instalações elétricas devem ser adequadas às atividades, contemplando obrigatoriamente requisitos de condutibilidade, infl amabilidade e infl uências eletromagnéticas.
( ) Em caso de o trabalho envolver alta tensão, os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) devem ser adotados como medida principal, independentemente da viabilidade das medidas coletivas.
( ) O isolamento das partes vivas, instalação de barreiras e sinalização são medidas que devem ser adotadas de maneira prioritária em relação à desenergização elétrica.
( ) O sistema de seccionamento automático de alimentação e o bloqueio do religamento automático são considerados medidas de proteção coletiva pela norma.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Uma indústria solicitou ao Engenheiro de Segurança do Trabalho averiguar algumas situações envolvendo a força de trabalho:
I. O retorno de um colaborador afastado de suas atividades há 150 (cento e cinquenta) dias.
II. Substituição de um equipamento de proteção coletiva. O mesmo modifi cou os procedimentos operacionais, o que implicou alteração nos riscos ocupacionais.
III. Ocorrência de um acidente grave no setor de classifi cação evidenciando defi ciências no treinamento anterior.
IV. Alteração nas condições de trabalho de um setor da indústria, contudo sem mudanças dos riscos ocupacionais.
V. Mudança de função de um colaborador para um cargo que não o expõe a outros riscos operacionais em relação ao posto de trabalho anterior.
Considerando os preceitos da NR-01, assinale a alternativa que indica as situações em que é obrigatória a realização de treinamento eventual.