Questões de Concurso
Comentadas para terapeuta ocupacional
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( ) Para a articulação do antebraço, a amplitude de movimento de pronação e de supinação tem valores normativos de 0 a 80 para a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos e de 0 a 90 para Kendall e McCreary. ( ) Quando dois ou mais avaliadores testam a força muscular manualmente de um mesmo indivíduo, é aceitável uma variação de até um grau em seus resultados, mas não deve haver diferença de mais de um grau. ( ) Para a mensuração de edema com Volúmetro, segundo estudo de Van Velze et. al., a diferença de volume da mão não dominante em trabalhadores homens comparada com a mão dominante é de 3,43% menor (16,9 ml). ( ) A força de preensão medida por dinamômetros consideram que a força de preensão está geralmente entre 13 e 17 kgf para mulheres e 35 kgf para homens e que a mão dominante é bem maior que a não dominante.
Em relação aos dados normativos das medidas, assinale a sequência CORRETA.
( ) Organizar a mobília, de modo que as pessoas sentem de frente uma para as outras e assegurar que haja iluminação suave com quebra-luz, para que a pessoa enxergue as pistas visuais enquanto conversa. ( ) Criar superfícies que devem ter continuidade de cores, especialmente em interruptores e suas placas indicativas, chão e paredes, bancada com a cuba da pia, bordas de objetos e tábuas de corte com relação aos alimentos. ( ) Planejar casas em estilo colonial com entrada sem degraus, em terreno plano, com calçada em toda a volta e continuidade à calçada da rua para acesso, em área de fácil acesso a espaços públicos. ( ) Adaptar banheiro que deve ser dentro do quarto principal, com box que permita acesso da cadeira de rodas com espaço para as transferências em um dos lados do vaso sanitário e dispositivo de abertura e fechamento da torneira em alavanca.
Em relação ao ambiente, assinale a sequência CORRETA.
( ) A abordagem educativa voltada para o condicionamento físico com força de resistência lenta e progressiva, baseia-se no controle diário da fadiga através do registro das atividades fatigantes em uma ficha de controle para o redimensionamento do cotidiano. ( ) A capacidade aeróbica depende das funções cardíacas e respiratórias que, quando estimuladas, provocam modificações no estado momentâneo e, em longo prazo, com treinamento dosado e contínuo, progressivo ao longo do tempo, aumenta, também, o ventrículo direito. ( ) As evidências da literatura científica apontam para o procedimento de conservação de energia como uma intervenção benéfica para pessoas com degenerações progressivas, quando programadas a partir de orientações gerais e dirigidas. ( ) Para as disfunções cardiovasculares e respiratórias, o aumento da capacidade aeróbica ou de força de resistência física ainda estão sem registros de evidências na literatura como atividades que interferem diretamente no cotidiano e no bem-estar geral.
Em relação a essas afirmativas, assinale a sequência CORRETA.
( ) As estratégias derivam da conscientização de como os fatores ambientais associados às dimensões de processamento da informação podem ser mais bem adaptados à estrutura de uma atividade desejada, para capitalizar as capacidades cognitivas remanescentes e compensar as limitações cognitivas. ( ) O objetivo do desempenho no nível 5.0 é usar o raciocínio abstrato, ou seja, a memória de trabalho, que envolve pistas ambientais e interpessoais às quais a pessoa é capaz de prestar atenção em qualquer nível de incapacidade cognitiva. ( ) Quando os níveis cognitivos diminuem, as respostas espontâneas podem ser reforçadas pelo fornecimento de pistas de reconhecimento para ativar as associações e essas pistas são baseadas em: linguagem verbal; viso espaciais como escritas, ilustradas ou demonstradas; cinestésicas e táteis. ( ) A quantidade do processamento da memória de trabalho para compreender o objetivo, o propósito e o significado das tarefas que a pessoa no nível 5.6 é capaz, está relacionada à memória procedimental e semântica alteradas por incapacidade da memória episódica.
Em relação a essas afirmativas, assinale a sequência CORRETA.
( ) Para diagnosticar delirium em pacientes críticos, a literatura internacional preconiza o método de avaliação CAM-ICU (Confusion Assessment Method in a Intensive Care Unit), aplicada depois da avaliação da sedação, que é quantificada pela escala de agitação e sedação de Richmond (The Richmond Agitationand Sedation Scale - RASS), a avaliação da gravidade com a Delirium Rating Scale-revisedversion (DRS-R-98). ( ) A independência funcional prévia à hospitalização é um preditor para o não desenvolvimento do delirium e, ao contrário, a dependência nas atividades básicas de vida diária (ABVD) é um fator de proteção para o desenvolvimento do delirium com baixos índices apresentados na avaliação funcional motora na admissão hospitalar e no setor de terapia ocupacional. ( ) Para conhecer a condição e o progresso do paciente diagnosticado com delirium, o terapeuta ocupacional utiliza a Medida de Independência Funcional (MIF), considerando as alternativas motoras e cognitivas, o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) e o registro da força de preensão registrada por dinamômetro, na admissão e na alta, ou mudança de cenário hospitalar. ( ) A estimulação polissensorial, intensa e regulada, objetiva a participação ativa do paciente com delirium, para manter as funções mentais, tais como consciência, orientação, atenção, memória, cálculo, linguagem e práxis, através de protocolos de estimulação cognitiva, diálogo com o paciente, e orientação aos familiares e cuidadores quanto à natureza e qualidade dos estímulos ambientais e exercícios.
Em relação às afirmações quanto ao tratamento do delirium do idoso, a sequência CORRETA é
( ) As intervenções com base neuroanatômica focalizam disfunções específicas, como o treino de rastreamento visual no computador, cujas evidências resultam em melhora significativa e duradoura nas medidas de heminegligência e atividades de vida diária (AVD). ( ) As abordagens cognitivas compensatórias focalizam o aprendizado de atividades funcionais específicas, com técnicas comportamentais como aprendizagem sem erro e reforço positivo, que maximizam os processos de memória procedimental. ( ) As abordagens restauradoras ou curativas focalizam a melhora dos déficits cognitivos, nas funções do corpo, por treinamentos cognitivos hierárquicos intensos, e pressupõem que a transferência de aprendizado vai ocorrer a partir das tarefas de tratamento para contextos ocupacionais diversos. ( ) As abordagens funcionais e ambientais, como a neurofuncional e a de adaptação da tarefa/ ambiente, focalizam a aquisição de estratégias de processamento, como a abordagem de tratamento multicontexto e ensinam o cliente estratégias de processamento que utilizam recursos para alcançar o desempenho ocupacional bem-sucedido como estratégias de processamento as quais superam áreas de déficits cognitivos.
Em relação à afirmações sobre o continuum das abordagens e métodos de intervenção citados, a sequência CORRETA é
INSTRUÇÃO: A questão refere-se ao Texto 1, a seguir. Leia-o com atenção, antes de
respondê-la.
TEXTO 1
Os porquinhos vão à praia
Era lixo só. No domingo de Natal, ninguém se atrevia a ir à praia em Ipanema e Leblon, os bairros da elite carioca. É o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro, porém o que sobra em dinheiro falta em educação. Todo mundo culpou a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). Que direito tem a prefeitura de expor nossa falta de respeito com o espaço público?
É verdade que houve uma falha operacional. Os garis do sábado à noite teriam que dar mais duro para compensar a redução da equipe da Comlurb no domingo. A praia mais sofisticada da cidade, que vai do canto do Arpoador até o fim do Leblon, amanheceu com 25 toneladas de lixo espalhadas, um espetáculo nojento. Cocos são o maior detrito: 20 mil por dia. Mas tem muita embalagem de biscoito e de sorvete. As criancinhas imitam os pais que deixam nas areias latas de cerveja, copos de mate, garrafinhas de água, espetos de queijo coalho, canudos de plástico. É o porco pai, a porca mãe e a prole de porquinhos.
Adorei o atraso da Comlurb por seu papel didático. Quem andou no calçadão dominical e olhou aquela imundície pode ter pensado, caso tenha consciência: e se cada um cuidasse de seu próprio lixo como pessoas civilizadas? O Rio está cheio de farofeiro. De fora e de dentro. De todas as classes sociais. Gente que ainda não aprendeu que pode carregar seu próprio saquinho de lixo na praia. A areia que sujamos hoje será ocupada amanhã por nós mesmos, nossas crianças ou os bebês dos outros. Falo do Rio, mas o alerta serve para o Brasil inteiro neste verão. Temos um litoral paradisíaco. Por que maltratar as praias? [...]
Menos lixo no espaço público significa economia para o contribuinte e trabalho menos penoso para os garis. A multa no Rio, hoje, para quem joga lixo na rua é de R$ 146, mas jamais alguém foi multado. Os guardas municipais raramente abordam os sujismundos e preferem tentar educar, explicar que não é legal. [...]
Os porquinhos adoram um argumento: não haveria cestas de lixo suficientes. Na orla, as 1.400 caçambas não dariam para o lixo do verão. A partir de fevereiro, as caçambas dobrarão de volume, de 120 litros para 240 litros. E nunca serão suficientes. Porque o que conta é educação e cultura. Ou você se sente incapaz de jogar qualquer coisa no chão e anda com o papel melado de bala até encontrar uma lixeira, ou você joga mesmo, sem culpa nem perdão. O outro argumento é igual ao dos políticos corruptos: todo mundo rouba, por que não eu? Pois é, todo mundo suja, a areia já está coalhada de palitinhos, plásticos e cocos, que diferença eu vou fazer? Toda a diferença do mundo. O valor de cada um ninguém tira.
Em alta temporada, 200 garis recolhem, de 56 quilômetros de praias no Rio, 70 toneladas de lixo aos sábados e 120 toneladas de lixo aos domingos. A praia com mais lixo é a da Barra da Tijuca. Em seguida, Copacabana. Tenham santa paciência. Quando vejo aquela família que leva da praia suas barracas, cadeirinhas e bolsas, mas deixa na areia um rastro de lixo, dá vontade de perguntar: na sua casa também é assim? [...]
Que tal ser um cidadão melhor e menos porquinho nos próximos anos?
AQUINO,Ruth de.Mente Aberta. Época. Rio de Janeiro: Editora Globo, 29 dez.2011. Disponível em:
<http://revistaepoca.globo.com/Mente-aberta/ruth-de-aquino/noticia/2011/12/os-porquinhos-vao
INSTRUÇÃO: A questão refere-se ao Texto 1, a seguir. Leia-o com atenção, antes de
respondê-la.
TEXTO 1
Os porquinhos vão à praia
Era lixo só. No domingo de Natal, ninguém se atrevia a ir à praia em Ipanema e Leblon, os bairros da elite carioca. É o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro, porém o que sobra em dinheiro falta em educação. Todo mundo culpou a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). Que direito tem a prefeitura de expor nossa falta de respeito com o espaço público?
É verdade que houve uma falha operacional. Os garis do sábado à noite teriam que dar mais duro para compensar a redução da equipe da Comlurb no domingo. A praia mais sofisticada da cidade, que vai do canto do Arpoador até o fim do Leblon, amanheceu com 25 toneladas de lixo espalhadas, um espetáculo nojento. Cocos são o maior detrito: 20 mil por dia. Mas tem muita embalagem de biscoito e de sorvete. As criancinhas imitam os pais que deixam nas areias latas de cerveja, copos de mate, garrafinhas de água, espetos de queijo coalho, canudos de plástico. É o porco pai, a porca mãe e a prole de porquinhos.
Adorei o atraso da Comlurb por seu papel didático. Quem andou no calçadão dominical e olhou aquela imundície pode ter pensado, caso tenha consciência: e se cada um cuidasse de seu próprio lixo como pessoas civilizadas? O Rio está cheio de farofeiro. De fora e de dentro. De todas as classes sociais. Gente que ainda não aprendeu que pode carregar seu próprio saquinho de lixo na praia. A areia que sujamos hoje será ocupada amanhã por nós mesmos, nossas crianças ou os bebês dos outros. Falo do Rio, mas o alerta serve para o Brasil inteiro neste verão. Temos um litoral paradisíaco. Por que maltratar as praias? [...]
Menos lixo no espaço público significa economia para o contribuinte e trabalho menos penoso para os garis. A multa no Rio, hoje, para quem joga lixo na rua é de R$ 146, mas jamais alguém foi multado. Os guardas municipais raramente abordam os sujismundos e preferem tentar educar, explicar que não é legal. [...]
Os porquinhos adoram um argumento: não haveria cestas de lixo suficientes. Na orla, as 1.400 caçambas não dariam para o lixo do verão. A partir de fevereiro, as caçambas dobrarão de volume, de 120 litros para 240 litros. E nunca serão suficientes. Porque o que conta é educação e cultura. Ou você se sente incapaz de jogar qualquer coisa no chão e anda com o papel melado de bala até encontrar uma lixeira, ou você joga mesmo, sem culpa nem perdão. O outro argumento é igual ao dos políticos corruptos: todo mundo rouba, por que não eu? Pois é, todo mundo suja, a areia já está coalhada de palitinhos, plásticos e cocos, que diferença eu vou fazer? Toda a diferença do mundo. O valor de cada um ninguém tira.
Em alta temporada, 200 garis recolhem, de 56 quilômetros de praias no Rio, 70 toneladas de lixo aos sábados e 120 toneladas de lixo aos domingos. A praia com mais lixo é a da Barra da Tijuca. Em seguida, Copacabana. Tenham santa paciência. Quando vejo aquela família que leva da praia suas barracas, cadeirinhas e bolsas, mas deixa na areia um rastro de lixo, dá vontade de perguntar: na sua casa também é assim? [...]
Que tal ser um cidadão melhor e menos porquinho nos próximos anos?
AQUINO,Ruth de.Mente Aberta. Época. Rio de Janeiro: Editora Globo, 29 dez.2011. Disponível em:
<http://revistaepoca.globo.com/Mente-aberta/ruth-de-aquino/noticia/2011/12/os-porquinhos-vao