Questões de Concurso Comentadas para maqueiro

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Q2772006 Segurança e Saúde no Trabalho
Sobre Equipamentos de Proteção Individual (EPI), é correto afirmar que são
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Q2772004 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar

Ao identificar cadeiras de rodas ou macas com difícil movimentação, ausência de travas e/ou apoio para os pés, ausência de acessórios para transporte de oxigênio ou infusões, dentre outros, o Maqueiro deve tomar providências. Analise as providências a seguir:

I - Formalizar denúncia no setor de ouvidoria do hospital.

II - Comunicar seu superior hierárquico acerca das irregularidades identificadas.

III - Encaminhar, mediante protocolo, os equipamentos danificados para desfazimento.

IV - Informar na passagem de plantão sobre a situação e providências tomadas.

Estão corretas as ações

Alternativas
Q2772002 Enfermagem
As medidas de proteção de quedas do paciente transportado incluem o uso de
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Q2772000 Noções de Primeiros Socorros

Na sala de espera da emergência, o Maqueiro de plantão encontra um senhor de aproximadamente 70 anos caído no chão e apresentando contrações musculares involuntárias e generalizadas - convulsão. É uma das condutas a ser tomada nessa situação:

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Q2771998 Enfermagem

A enfermeira Ana Maria, da Clínica Médica do Hospital e Pronto Socorro São Pedro, solicita o Maqueiro para transporte de paciente para exame de Ressonância Magnética - o Sr. João da Silva. Cerca de quinze minutos após deixar o paciente no setor de imagens, o Maqueiro foi chamado ao local e ouviu do técnico em radiologia que "o paciente que tem exame agendado é João da Silva Santos, e por pouco não foi administrado o contraste no paciente errado".

Analisando a situação descrita, pode-se afirmar que a segurança no transporte do paciente NÃO está relacionada

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Q2771996 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar

O plantão noturno do Réveillon foi extremamente tumultuado na emergência, devido a várias ocorrências típicas desse período do ano. O Maqueiro Manoel, que saía do plantão, estava com pressa, pois queria descansar um pouco antes do almoço em família. Pela primeira vez havia passado a entrada do ano no hospital. Na saída encontra Adonias, que estava iniciando sua jornada, e deseja "Feliz Ano Novo e ótimo plantão". Ao pegar a maca para realizar o primeiro atendimento do dia, Adonias verifica que a mesma estava apresentando sujidades, inclusive havia sangue na parte lateral.

Sobre as atribuições do Maqueiro no cuidado com equipamentos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Comunicar ao superior hierárquico falhas de colegas no cuidado com equipamentos.

( ) Passar álcool a 70% e trocar o lençol da maca após o transporte de cada paciente.

( ) Entregar equipamentos limpos e organizados, ou comunicar o colega caso não consiga.

( ) Passar o plantão dos equipamentos, para garantir continuidade do transporte seguro.

Assinale a sequência correta.

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Q2771995 Enfermagem

Em função das atividades do Maqueiro, os distúrbios osteomusculares ocupacionais mais frequentes são as tendinites, lombalgias e mialgias. Para evitá-los, considere as ações a seguir:

I - Trabalhar em duplas de modo a evitar esforço repetitivo isolado.

II - Observar as técnicas corretas de execução de movimentos e tarefas.

III - Trabalhar com tecnologias e mobiliários adequados aos tipos de pacientes.

IV - Adotar jornadas de trabalho condizentes com a lei trabalhista.

São ações pertinentes:

Alternativas
Q2771993 Enfermagem

De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), o cargo de Maqueiro está incluído nos Trabalhadores em Serviços de Promoção e Apoio à Saúde, com o título de Atendente de Enfermagem (código 5151-10), e dentre as atribuições previstas "assistem pacientes, dispensando-lhes cuidados simples de saúde sob orientação e supervisão de profissionais de saúde". Nessa perspectiva, NÃO é permitido ao Maqueiro:

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Q2771990 Saúde Pública

A higienização das mãos com sabão comum e álcool gel é igualmente eficaz e pode ser utilizada indistintamente. A exceção consiste em sujidades aparentes, pois requerem

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Q2771987 Segurança e Saúde no Trabalho

A Portaria MTE nº 485, de 11 de novembro de 2005, conhecida como NR 32, trata da Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde. No item 32.2 Dos Riscos Biológicos, consta:

Alternativas
Q2745389 Noções de Informática

Considere a planilha do Microsoft Excel 2010 (idioma português) abaixo.


A

B

C

D

E

1

12

5

8


20

2

10

4

1



3






De acordo com a planilha, o valor exibido na célula E1 pode ser a fórmula

Alternativas
Q2745387 Português

INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e responda às questões de 07 a 09.


Ande como alguém feliz para ser feliz, afirma estudo


1 Uma pesquisa publicada em uma revista internacional sobre Comportamento e Psiquiatria

afirma que para se sentir feliz, basta caminhar como uma pessoa alegre. Durante o experimento, uma

série de pessoas foi testada para saber se estufar o peito e balançar os braços realmente traz mais

felicidade do que passos pesados e olhares cabisbaixos.

5 No estudo, o grupo teve de caminhar durante 15 minutos em uma esteira enquanto alguns

fatores eram analisados. Os participantes foram acompanhados por câmeras com sensores de

movimento. Na frente da esteira, uma tela mostrava as ações de um medidor – que pendia à

esquerda quando caminhavam “deprimidos” e à direita quando “felizes”.

À medida que os minutos iam passando, a equipe de pesquisadores pedia para que as pessoas

10 tentassem jogar o medidor para a esquerda ou para a direita. Só que antes de começarem o teste

físico, os convidados tiveram que ler uma lista de palavras positivas e negativas.

Depois da caminhada, os participantes tiveram que escrever as palavras que lembravam. O

resultado mostrou que quem caminhava de maneira mais triste (seguindo a lógica de outro estudo)

conseguiu lembrar mais palavras tristes; e aqueles que andaram felizes se lembraram de mais

15 palavras positivas.

Para os pesquisadores, essa lógica está alinhada a de outros trabalhos publicados sobre o

tema. Segundo tais pesquisas, andar como um líder pode aumentar as chances de se tornar um; e

segurar uma caneta com os lábios pode aumentar a vontade de sorrir. Então não custa nada andar

mais “animado” por aí. Vai que contagia.

(Adaptado a partir de htttp://revistagalileu.globo.com/. Acesso em abril de 2017.)

A regra de concordância presente no trecho uma série de pessoas foi testada é a mesma em

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Q2745386 Português

INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e responda às questões de 07 a 09.


Ande como alguém feliz para ser feliz, afirma estudo


1 Uma pesquisa publicada em uma revista internacional sobre Comportamento e Psiquiatria

afirma que para se sentir feliz, basta caminhar como uma pessoa alegre. Durante o experimento, uma

série de pessoas foi testada para saber se estufar o peito e balançar os braços realmente traz mais

felicidade do que passos pesados e olhares cabisbaixos.

5 No estudo, o grupo teve de caminhar durante 15 minutos em uma esteira enquanto alguns

fatores eram analisados. Os participantes foram acompanhados por câmeras com sensores de

movimento. Na frente da esteira, uma tela mostrava as ações de um medidor – que pendia à

esquerda quando caminhavam “deprimidos” e à direita quando “felizes”.

À medida que os minutos iam passando, a equipe de pesquisadores pedia para que as pessoas

10 tentassem jogar o medidor para a esquerda ou para a direita. Só que antes de começarem o teste

físico, os convidados tiveram que ler uma lista de palavras positivas e negativas.

Depois da caminhada, os participantes tiveram que escrever as palavras que lembravam. O

resultado mostrou que quem caminhava de maneira mais triste (seguindo a lógica de outro estudo)

conseguiu lembrar mais palavras tristes; e aqueles que andaram felizes se lembraram de mais

15 palavras positivas.

Para os pesquisadores, essa lógica está alinhada a de outros trabalhos publicados sobre o

tema. Segundo tais pesquisas, andar como um líder pode aumentar as chances de se tornar um; e

segurar uma caneta com os lábios pode aumentar a vontade de sorrir. Então não custa nada andar

mais “animado” por aí. Vai que contagia.

(Adaptado a partir de htttp://revistagalileu.globo.com/. Acesso em abril de 2017.)

Sobre o texto, é correto afirmar:
Alternativas
Q2745385 Português

INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e responda às questões de 07 a 09.


Ande como alguém feliz para ser feliz, afirma estudo


1 Uma pesquisa publicada em uma revista internacional sobre Comportamento e Psiquiatria

afirma que para se sentir feliz, basta caminhar como uma pessoa alegre. Durante o experimento, uma

série de pessoas foi testada para saber se estufar o peito e balançar os braços realmente traz mais

felicidade do que passos pesados e olhares cabisbaixos.

5 No estudo, o grupo teve de caminhar durante 15 minutos em uma esteira enquanto alguns

fatores eram analisados. Os participantes foram acompanhados por câmeras com sensores de

movimento. Na frente da esteira, uma tela mostrava as ações de um medidor – que pendia à

esquerda quando caminhavam “deprimidos” e à direita quando “felizes”.

À medida que os minutos iam passando, a equipe de pesquisadores pedia para que as pessoas

10 tentassem jogar o medidor para a esquerda ou para a direita. Só que antes de começarem o teste

físico, os convidados tiveram que ler uma lista de palavras positivas e negativas.

Depois da caminhada, os participantes tiveram que escrever as palavras que lembravam. O

resultado mostrou que quem caminhava de maneira mais triste (seguindo a lógica de outro estudo)

conseguiu lembrar mais palavras tristes; e aqueles que andaram felizes se lembraram de mais

15 palavras positivas.

Para os pesquisadores, essa lógica está alinhada a de outros trabalhos publicados sobre o

tema. Segundo tais pesquisas, andar como um líder pode aumentar as chances de se tornar um; e

segurar uma caneta com os lábios pode aumentar a vontade de sorrir. Então não custa nada andar

mais “animado” por aí. Vai que contagia.

(Adaptado a partir de htttp://revistagalileu.globo.com/. Acesso em abril de 2017.)

Sobre o texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A função da linguagem predominante no texto é a referencial.

( ) As aspas, no texto, foram utilizadas para marcar o uso de neologismos.

( ) O recurso coesivo À medida que (linha 9) apresenta valor semântico de proporção.

( ) Uma série de pessoas, o grupo, os participantes são utilizados como recursos coesivos para a não repetição de termos.

( ) A expressão vai que contagia é um exemplo de linguagem informal e tem o sentido de conformidade.

Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q2745382 Português

INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e responda às questões de 01 a 05.


A bolha


1 Ninguém mais conversa no metrô. Ninguém mais paquera. Ninguém mais olha o vazio, o mapa

das linhas, os anúncios, as luzes passando em sentido contrário, a própria imagem refletida nas janelas,

quem entra, quem sai, quem veste o que, quem está bem, quem está feliz, quem chora, quem dorme,

quem está por um fio, quem se dirige a uma manifestação de protesto, ou de apoio, quem defende o

5 que, gosta de qual banda, quem parte para um encontro secreto, ou acaba de ser beijada, por alguém

que sempre quis, e que nunca tomou a iniciativa, quem acaba de se apaixonar, ou descobre que o amor

acabou, quem espera gêmeos, está exultante e nem consegue mais dormir, quem acaba de conseguir

um emprego, quem não desce em nenhuma estação, e quer apenas um ar-condicionado no talo no

verão impiedoso, ou fugir da chuva, ou dar um tempo, viver sem sentir a vida, percorrer túneis

10 subterrâneos de uma grande metrópole, em que, apesar da multidão, se sente sozinho.

Ninguém troca ideias, opiniões divergentes, ninguém debate, é convencido de algo, muda de

opinião. A bolha que nos cerca nos protege. É como um escudo contra o que nos agride. A cidade nos

agride. O ódio nos agride. Todos nela nos agridem. Suas vozes incomodam.

Preferimos a música preferida da lista previamente selecionada que sai dos meus fones de

15 ouvido conectados por um cabo ao meu universo pessoal, em que sou Deus, em que decido o que ler e

ouvir, o que ver e curtir, o que assistir e ignorar, graças à opção “bloqueio”, à opção “excluir”, à opção

“apagar perfil”, “colocar em modo avião”, “não receber notificações”.

Há uns anos, não pegava celular no metrô. Os passageiros conversavam, paqueravam, miravam o

vazio, redescobriam estações no mapa das linhas, checavam os cabelos na imagem refletida, quem

20 entrava, saía, vestia o que, (…) quem estava bem, feliz, chorava, dormia, quem, pelo perfume, banho

tomado, roupa bonita, estava a caminho de um encontro secreto, fora beijada, por alguém

surpreendente, inexplicável, paixão que nasceu do fundo da alma, quem descobriu que não ama mais,

descobriu que estava grávida e não consegue mais dormir, tensa, quem acabou de perder um emprego,

a estação, o sentido de viver, porque se sente sozinho, apesar da multidão nas estações.

25 Trocavam-se ideias, opiniões, debatia-se, mudavam as convicções de alguém, apresentavam

outros pontos de vista, experiências e erros da história que se repetem. A bolha é nosso mundo agora. E

o que tem de tão urgente nos celulares, que não era na década anterior? O que é inadiável? A bolha em

si, e nela que se quer estar: protegido e isolado. O mundo é muito louco, tem muito louco por aí. E boa

parte, quando chega à sua estação, continua nela, caminha olhando ou falando para seu universo

30 pessoal. Haverá um dia em que as pessoas voltarão a interagir? O mundo corre perigo. (…)


Marcelo Rubens Paiva

(Adaptado a partir de: http://cultura.estadao.com.br/. Acesso em abril de 2017.)

Há uns anos, não pegava celular no metrô, o sentido do verbo pegar, nesse contexto, é o mesmo em

Alternativas
Q2745380 Português

INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e responda às questões de 01 a 05.


A bolha


1 Ninguém mais conversa no metrô. Ninguém mais paquera. Ninguém mais olha o vazio, o mapa

das linhas, os anúncios, as luzes passando em sentido contrário, a própria imagem refletida nas janelas,

quem entra, quem sai, quem veste o que, quem está bem, quem está feliz, quem chora, quem dorme,

quem está por um fio, quem se dirige a uma manifestação de protesto, ou de apoio, quem defende o

5 que, gosta de qual banda, quem parte para um encontro secreto, ou acaba de ser beijada, por alguém

que sempre quis, e que nunca tomou a iniciativa, quem acaba de se apaixonar, ou descobre que o amor

acabou, quem espera gêmeos, está exultante e nem consegue mais dormir, quem acaba de conseguir

um emprego, quem não desce em nenhuma estação, e quer apenas um ar-condicionado no talo no

verão impiedoso, ou fugir da chuva, ou dar um tempo, viver sem sentir a vida, percorrer túneis

10 subterrâneos de uma grande metrópole, em que, apesar da multidão, se sente sozinho.

Ninguém troca ideias, opiniões divergentes, ninguém debate, é convencido de algo, muda de

opinião. A bolha que nos cerca nos protege. É como um escudo contra o que nos agride. A cidade nos

agride. O ódio nos agride. Todos nela nos agridem. Suas vozes incomodam.

Preferimos a música preferida da lista previamente selecionada que sai dos meus fones de

15 ouvido conectados por um cabo ao meu universo pessoal, em que sou Deus, em que decido o que ler e

ouvir, o que ver e curtir, o que assistir e ignorar, graças à opção “bloqueio”, à opção “excluir”, à opção

“apagar perfil”, “colocar em modo avião”, “não receber notificações”.

Há uns anos, não pegava celular no metrô. Os passageiros conversavam, paqueravam, miravam o

vazio, redescobriam estações no mapa das linhas, checavam os cabelos na imagem refletida, quem

20 entrava, saía, vestia o que, (…) quem estava bem, feliz, chorava, dormia, quem, pelo perfume, banho

tomado, roupa bonita, estava a caminho de um encontro secreto, fora beijada, por alguém

surpreendente, inexplicável, paixão que nasceu do fundo da alma, quem descobriu que não ama mais,

descobriu que estava grávida e não consegue mais dormir, tensa, quem acabou de perder um emprego,

a estação, o sentido de viver, porque se sente sozinho, apesar da multidão nas estações.

25 Trocavam-se ideias, opiniões, debatia-se, mudavam as convicções de alguém, apresentavam

outros pontos de vista, experiências e erros da história que se repetem. A bolha é nosso mundo agora. E

o que tem de tão urgente nos celulares, que não era na década anterior? O que é inadiável? A bolha em

si, e nela que se quer estar: protegido e isolado. O mundo é muito louco, tem muito louco por aí. E boa

parte, quando chega à sua estação, continua nela, caminha olhando ou falando para seu universo

30 pessoal. Haverá um dia em que as pessoas voltarão a interagir? O mundo corre perigo. (…)


Marcelo Rubens Paiva

(Adaptado a partir de: http://cultura.estadao.com.br/. Acesso em abril de 2017.)

As expressões grifadas em Ninguém mais olha o vazio (linha 1) e quem está por um fio (linha 4) trazem, respectivamente, implícito sentido de

Alternativas
Q2745379 Português

INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e responda às questões de 01 a 05.


A bolha


1 Ninguém mais conversa no metrô. Ninguém mais paquera. Ninguém mais olha o vazio, o mapa

das linhas, os anúncios, as luzes passando em sentido contrário, a própria imagem refletida nas janelas,

quem entra, quem sai, quem veste o que, quem está bem, quem está feliz, quem chora, quem dorme,

quem está por um fio, quem se dirige a uma manifestação de protesto, ou de apoio, quem defende o

5 que, gosta de qual banda, quem parte para um encontro secreto, ou acaba de ser beijada, por alguém

que sempre quis, e que nunca tomou a iniciativa, quem acaba de se apaixonar, ou descobre que o amor

acabou, quem espera gêmeos, está exultante e nem consegue mais dormir, quem acaba de conseguir

um emprego, quem não desce em nenhuma estação, e quer apenas um ar-condicionado no talo no

verão impiedoso, ou fugir da chuva, ou dar um tempo, viver sem sentir a vida, percorrer túneis

10 subterrâneos de uma grande metrópole, em que, apesar da multidão, se sente sozinho.

Ninguém troca ideias, opiniões divergentes, ninguém debate, é convencido de algo, muda de

opinião. A bolha que nos cerca nos protege. É como um escudo contra o que nos agride. A cidade nos

agride. O ódio nos agride. Todos nela nos agridem. Suas vozes incomodam.

Preferimos a música preferida da lista previamente selecionada que sai dos meus fones de

15 ouvido conectados por um cabo ao meu universo pessoal, em que sou Deus, em que decido o que ler e

ouvir, o que ver e curtir, o que assistir e ignorar, graças à opção “bloqueio”, à opção “excluir”, à opção

“apagar perfil”, “colocar em modo avião”, “não receber notificações”.

Há uns anos, não pegava celular no metrô. Os passageiros conversavam, paqueravam, miravam o

vazio, redescobriam estações no mapa das linhas, checavam os cabelos na imagem refletida, quem

20 entrava, saía, vestia o que, (…) quem estava bem, feliz, chorava, dormia, quem, pelo perfume, banho

tomado, roupa bonita, estava a caminho de um encontro secreto, fora beijada, por alguém

surpreendente, inexplicável, paixão que nasceu do fundo da alma, quem descobriu que não ama mais,

descobriu que estava grávida e não consegue mais dormir, tensa, quem acabou de perder um emprego,

a estação, o sentido de viver, porque se sente sozinho, apesar da multidão nas estações.

25 Trocavam-se ideias, opiniões, debatia-se, mudavam as convicções de alguém, apresentavam

outros pontos de vista, experiências e erros da história que se repetem. A bolha é nosso mundo agora. E

o que tem de tão urgente nos celulares, que não era na década anterior? O que é inadiável? A bolha em

si, e nela que se quer estar: protegido e isolado. O mundo é muito louco, tem muito louco por aí. E boa

parte, quando chega à sua estação, continua nela, caminha olhando ou falando para seu universo

30 pessoal. Haverá um dia em que as pessoas voltarão a interagir? O mundo corre perigo. (…)


Marcelo Rubens Paiva

(Adaptado a partir de: http://cultura.estadao.com.br/. Acesso em abril de 2017.)

O autor do texto faz uma reflexão a partir de situações vividas na atualidade. Com base nas ideias defendidas pelo autor, pode-se concluir:
Alternativas
Q2745378 Português

INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e responda às questões de 01 a 05.


A bolha


1 Ninguém mais conversa no metrô. Ninguém mais paquera. Ninguém mais olha o vazio, o mapa

das linhas, os anúncios, as luzes passando em sentido contrário, a própria imagem refletida nas janelas,

quem entra, quem sai, quem veste o que, quem está bem, quem está feliz, quem chora, quem dorme,

quem está por um fio, quem se dirige a uma manifestação de protesto, ou de apoio, quem defende o

5 que, gosta de qual banda, quem parte para um encontro secreto, ou acaba de ser beijada, por alguém

que sempre quis, e que nunca tomou a iniciativa, quem acaba de se apaixonar, ou descobre que o amor

acabou, quem espera gêmeos, está exultante e nem consegue mais dormir, quem acaba de conseguir

um emprego, quem não desce em nenhuma estação, e quer apenas um ar-condicionado no talo no

verão impiedoso, ou fugir da chuva, ou dar um tempo, viver sem sentir a vida, percorrer túneis

10 subterrâneos de uma grande metrópole, em que, apesar da multidão, se sente sozinho.

Ninguém troca ideias, opiniões divergentes, ninguém debate, é convencido de algo, muda de

opinião. A bolha que nos cerca nos protege. É como um escudo contra o que nos agride. A cidade nos

agride. O ódio nos agride. Todos nela nos agridem. Suas vozes incomodam.

Preferimos a música preferida da lista previamente selecionada que sai dos meus fones de

15 ouvido conectados por um cabo ao meu universo pessoal, em que sou Deus, em que decido o que ler e

ouvir, o que ver e curtir, o que assistir e ignorar, graças à opção “bloqueio”, à opção “excluir”, à opção

“apagar perfil”, “colocar em modo avião”, “não receber notificações”.

Há uns anos, não pegava celular no metrô. Os passageiros conversavam, paqueravam, miravam o

vazio, redescobriam estações no mapa das linhas, checavam os cabelos na imagem refletida, quem

20 entrava, saía, vestia o que, (…) quem estava bem, feliz, chorava, dormia, quem, pelo perfume, banho

tomado, roupa bonita, estava a caminho de um encontro secreto, fora beijada, por alguém

surpreendente, inexplicável, paixão que nasceu do fundo da alma, quem descobriu que não ama mais,

descobriu que estava grávida e não consegue mais dormir, tensa, quem acabou de perder um emprego,

a estação, o sentido de viver, porque se sente sozinho, apesar da multidão nas estações.

25 Trocavam-se ideias, opiniões, debatia-se, mudavam as convicções de alguém, apresentavam

outros pontos de vista, experiências e erros da história que se repetem. A bolha é nosso mundo agora. E

o que tem de tão urgente nos celulares, que não era na década anterior? O que é inadiável? A bolha em

si, e nela que se quer estar: protegido e isolado. O mundo é muito louco, tem muito louco por aí. E boa

parte, quando chega à sua estação, continua nela, caminha olhando ou falando para seu universo

30 pessoal. Haverá um dia em que as pessoas voltarão a interagir? O mundo corre perigo. (…)


Marcelo Rubens Paiva

(Adaptado a partir de: http://cultura.estadao.com.br/. Acesso em abril de 2017.)

A partir do título e no decorrer do texto, a palavra bolha aparece diversas vezes. Nesse contexto, bolha é entendida como

Alternativas
Ano: 2015 Banca: FUNCAB Órgão: Prefeitura de Anápolis - GO
Q1221579 Saúde Pública
Marque a alternativa que corresponde a um instrumento de planejamento do SUS. 
Alternativas
Ano: 2015 Banca: FUNCAB Órgão: Prefeitura de Anápolis - GO
Q1221560 Enfermagem
Os foros responsáveis pela pactuação, organização e funcionamento das ações e serviços de saúde integrados em redes de atenção à saúde são denominados:
Alternativas
Respostas
501: B
502: D
503: C
504: A
505: A
506: C
507: D
508: A
509: B
510: B
511: B
512: C
513: A
514: D
515: B
516: A
517: C
518: C
519: A
520: B