Questões de Concurso Comentadas para fisioterapeuta

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Q3608072 Português

INSTRUÇÃO: Leia o trecho do poema Procura da Poesia, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.



“[...] Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

Espera que cada um se realize e consume

com seu poder de palavra

e seu poder de silêncio.

Não forces o poema a desprender-se do limbo.

Não colhas no chão o poema que se perdeu.

Não adules o poema. Aceita-o

como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

no espaço. [...]”

(Trecho do poema Procura da poesia, de Carlos

Drummond de Andrade.



Disponível em: https://wp.ufpel.edu.br/aulusmm/2016/10/04/procurada-poesia-carlos-drummond-de-andrade/).  

No processo de conjugação verbal, os verbos em destaque no poema estão conjugados em quais modos verbais?
Alternativas
Q3608071 Português

INSTRUÇÃO: Leia o trecho do poema Procura da Poesia, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.



“[...] Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

Espera que cada um se realize e consume

com seu poder de palavra

e seu poder de silêncio.

Não forces o poema a desprender-se do limbo.

Não colhas no chão o poema que se perdeu.

Não adules o poema. Aceita-o

como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

no espaço. [...]”

(Trecho do poema Procura da poesia, de Carlos

Drummond de Andrade.



Disponível em: https://wp.ufpel.edu.br/aulusmm/2016/10/04/procurada-poesia-carlos-drummond-de-andrade/).  

As funções da linguagem são categorias de comunicação relacionadas ao objetivo de texto. Um texto pode ter mais de uma função, porém há uma que irá predominar nele. Que função predomina no poema de Drummond?
Alternativas
Q3608070 Português

INSTRUÇÃO: Leia o trecho do poema Procura da Poesia, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.



“[...] Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

Espera que cada um se realize e consume

com seu poder de palavra

e seu poder de silêncio.

Não forces o poema a desprender-se do limbo.

Não colhas no chão o poema que se perdeu.

Não adules o poema. Aceita-o

como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

no espaço. [...]”

(Trecho do poema Procura da poesia, de Carlos

Drummond de Andrade.



Disponível em: https://wp.ufpel.edu.br/aulusmm/2016/10/04/procurada-poesia-carlos-drummond-de-andrade/).  

O poema de Drummond trata-se:  
Alternativas
Q3583145 Fisioterapia
Qual é o principal músculo responsável pela inspiração durante os ciclos respiratórios dos seres humanos, bem como o segmento nervoso que o inerva?  
Alternativas
Q3583142 Fisioterapia
Qual é uma indicação correta da termoterapia na fisioterapia?  
Alternativas
Q3583138 Fisioterapia
A superfície da pele humana é dividida em áreas específicas que são inervadas por nervos sensitivos específicos. A essa organização, dá-se o nome de dermátomos. Sendo assim, a região do tórax correspondente a linha mamilar é inervada por qual seguimento de nervos da medula espinhal?
Alternativas
Q3583134 Segurança e Saúde no Trabalho
As doenças relacionadas ao trabalho podem ser classificadas em diferentes categorias. Uma delas é a pneumoconiose, que consiste em uma alteração pulmonar patológica causada pela inalação prolongada e contínua de determinadas substâncias. Qual das seguintes substâncias é associada a essa doença?
Alternativas
Q3582680 História
Presidente da República, durante o Regime Civil-Militar, que adoeceu durante seu mandato e foi substituído por uma Junta Militar, e não por seu vice, Pedro Aleixo:
Alternativas
Q3582678 História
Foi o candidato a vice-presidente em 1930, na chapa de Getúlio Vargas, depois do pleito foi assassinado, sendo este fato um dos estopins da revolução que levou Vargas ao poder:
Alternativas
Q3582670 Português
Não almocei nem jantei

O sonho do mineiro é não almoçar nem jantar. É que ele sempre busca transformar o café da manhã em almoço e o café da tarde em jantar

Fabrício Carpinejar | 1 de março de 2024

    O sonho do mineiro é não almoçar nem jantar.
    Não que esteja realizando uma dieta ou um regime. Não que esteja combatendo suas taxas de glicose e colesterol. Não que seja uma providência médica adotada a contragosto.
    É que ele sempre busca transformar o café da manhã em almoço e o café da tarde em jantar.
    Não espere a contenção de ânimo ou de despesas, de fome ou de tempo. Representa a exuberância de começar e terminar bem o dia: o amanhecer da esperança e o crepúsculo da verdade.
    Não há espumante que rivalize com a elegância do café passado no coador de pano. Não há prato quente que supere a rabanada.
    O café da manhã torna-se o banquete do lar, com degustação de embutidos. Jamais haverá um só tipo de queijo. Em toda família tradicional, pede-se no mínimo a exposição de três opções na tábua, com a faca visível.
    Os pães poderão queimar o céu da boca. Os biscoitos de polvilho estarão crocantes.
    Sucos e vitaminas compõem o cenário das jarras. Haverá sempre um bolo de fubá para coroar a refeição. Na frigideira, começará a briga entre o time da omelete e o dos ovos mexidos.
    A toalha formará uma tapeçaria de farelos e de manchas coloridas de goiabada, coalhada e requeijão. Os comensais não terão como reutilizá-la, encaminhando-a ineditamente para a lavanderia.
    A mesa ficará nua por algumas horas, em homenagem a tudo que foi consumido.
    Já o café da tarde costuma surgir para visitas, no apogeu da comida de boteco dentro de casa. São mais saídas do que entradas, com a permissão de coxinhas e de empadas. O repertório se estende para os mais diversos salgados. A fritura não é barrada. Pasteizinhos começam a ser feitos de improviso. Aproveita-se o óleo para os bolinhos de chuva. Um quitute puxa o outro, numa economia criativa.
    A decoração ultrapassa a natureza estática de frios. Existe fumaça, existe um transitar de panelas junto aos pratos. Dependendo do clima ameno, surgirá uma canjiquinha de milho. Ou um caldo de feijão.
    Ainda é café, por mais que pareça Kerb. Ainda é tardezinha, por mais que pareça noite. Trata-se de um tira-gosto farto e infinito. Sua missão é experimentar o que é servido. Talvez se converta em sobremesa o bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Talvez abra exceção para uma fatia de uma broa fumegante.
    Você vai degustando e criando uma corrente de curiosidade com os demais: “Não deixe de provar a goiabada” ou “dê uma colherada no arroz-doce”. Assim os incita à gula coletiva e perdoa os próprios excessos em nome de um momento imperdível, de uma iguaria sublime. Ninguém permanece de fora da tentação, da repetição, do “quero mais”.
    Mineiro guarda segredo porque todos pecam juntos.
    No fim do dia, é comum ainda se vangloriar da proeza aos amigos:
    — Hoje não almocei nem jantei!
    Nós sabemos o que de fato aconteceu. O olhar chega a estar gordo de petiscos.

CARPINEJAR, Fabrício. Não almocei nem jantei. O Tempo, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/nao-almocei-nem-jantei-1.3339861. Acesso em: 01 mar. 2024. Adaptado.

Glossário:
— Kerb: Festa germânica realizada por agricultores no período da colheita.
Qual é a ideia veiculada pelas orações em destaque em “Ainda é café, por mais que pareça Kerb. Ainda é tardezinha, por mais que pareça noite.”? 
Alternativas
Q3582669 Português
Não almocei nem jantei

O sonho do mineiro é não almoçar nem jantar. É que ele sempre busca transformar o café da manhã em almoço e o café da tarde em jantar

Fabrício Carpinejar | 1 de março de 2024

    O sonho do mineiro é não almoçar nem jantar.
    Não que esteja realizando uma dieta ou um regime. Não que esteja combatendo suas taxas de glicose e colesterol. Não que seja uma providência médica adotada a contragosto.
    É que ele sempre busca transformar o café da manhã em almoço e o café da tarde em jantar.
    Não espere a contenção de ânimo ou de despesas, de fome ou de tempo. Representa a exuberância de começar e terminar bem o dia: o amanhecer da esperança e o crepúsculo da verdade.
    Não há espumante que rivalize com a elegância do café passado no coador de pano. Não há prato quente que supere a rabanada.
    O café da manhã torna-se o banquete do lar, com degustação de embutidos. Jamais haverá um só tipo de queijo. Em toda família tradicional, pede-se no mínimo a exposição de três opções na tábua, com a faca visível.
    Os pães poderão queimar o céu da boca. Os biscoitos de polvilho estarão crocantes.
    Sucos e vitaminas compõem o cenário das jarras. Haverá sempre um bolo de fubá para coroar a refeição. Na frigideira, começará a briga entre o time da omelete e o dos ovos mexidos.
    A toalha formará uma tapeçaria de farelos e de manchas coloridas de goiabada, coalhada e requeijão. Os comensais não terão como reutilizá-la, encaminhando-a ineditamente para a lavanderia.
    A mesa ficará nua por algumas horas, em homenagem a tudo que foi consumido.
    Já o café da tarde costuma surgir para visitas, no apogeu da comida de boteco dentro de casa. São mais saídas do que entradas, com a permissão de coxinhas e de empadas. O repertório se estende para os mais diversos salgados. A fritura não é barrada. Pasteizinhos começam a ser feitos de improviso. Aproveita-se o óleo para os bolinhos de chuva. Um quitute puxa o outro, numa economia criativa.
    A decoração ultrapassa a natureza estática de frios. Existe fumaça, existe um transitar de panelas junto aos pratos. Dependendo do clima ameno, surgirá uma canjiquinha de milho. Ou um caldo de feijão.
    Ainda é café, por mais que pareça Kerb. Ainda é tardezinha, por mais que pareça noite. Trata-se de um tira-gosto farto e infinito. Sua missão é experimentar o que é servido. Talvez se converta em sobremesa o bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Talvez abra exceção para uma fatia de uma broa fumegante.
    Você vai degustando e criando uma corrente de curiosidade com os demais: “Não deixe de provar a goiabada” ou “dê uma colherada no arroz-doce”. Assim os incita à gula coletiva e perdoa os próprios excessos em nome de um momento imperdível, de uma iguaria sublime. Ninguém permanece de fora da tentação, da repetição, do “quero mais”.
    Mineiro guarda segredo porque todos pecam juntos.
    No fim do dia, é comum ainda se vangloriar da proeza aos amigos:
    — Hoje não almocei nem jantei!
    Nós sabemos o que de fato aconteceu. O olhar chega a estar gordo de petiscos.

CARPINEJAR, Fabrício. Não almocei nem jantei. O Tempo, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/nao-almocei-nem-jantei-1.3339861. Acesso em: 01 mar. 2024. Adaptado.

Glossário:
— Kerb: Festa germânica realizada por agricultores no período da colheita.
A vírgula presente no trecho “Assim os incita à gula coletiva e perdoa os próprios excessos em nome de um momento imperdível, de uma iguaria sublime.” foi empregada para:
Alternativas
Q3582668 Português
Não almocei nem jantei

O sonho do mineiro é não almoçar nem jantar. É que ele sempre busca transformar o café da manhã em almoço e o café da tarde em jantar

Fabrício Carpinejar | 1 de março de 2024

    O sonho do mineiro é não almoçar nem jantar.
    Não que esteja realizando uma dieta ou um regime. Não que esteja combatendo suas taxas de glicose e colesterol. Não que seja uma providência médica adotada a contragosto.
    É que ele sempre busca transformar o café da manhã em almoço e o café da tarde em jantar.
    Não espere a contenção de ânimo ou de despesas, de fome ou de tempo. Representa a exuberância de começar e terminar bem o dia: o amanhecer da esperança e o crepúsculo da verdade.
    Não há espumante que rivalize com a elegância do café passado no coador de pano. Não há prato quente que supere a rabanada.
    O café da manhã torna-se o banquete do lar, com degustação de embutidos. Jamais haverá um só tipo de queijo. Em toda família tradicional, pede-se no mínimo a exposição de três opções na tábua, com a faca visível.
    Os pães poderão queimar o céu da boca. Os biscoitos de polvilho estarão crocantes.
    Sucos e vitaminas compõem o cenário das jarras. Haverá sempre um bolo de fubá para coroar a refeição. Na frigideira, começará a briga entre o time da omelete e o dos ovos mexidos.
    A toalha formará uma tapeçaria de farelos e de manchas coloridas de goiabada, coalhada e requeijão. Os comensais não terão como reutilizá-la, encaminhando-a ineditamente para a lavanderia.
    A mesa ficará nua por algumas horas, em homenagem a tudo que foi consumido.
    Já o café da tarde costuma surgir para visitas, no apogeu da comida de boteco dentro de casa. São mais saídas do que entradas, com a permissão de coxinhas e de empadas. O repertório se estende para os mais diversos salgados. A fritura não é barrada. Pasteizinhos começam a ser feitos de improviso. Aproveita-se o óleo para os bolinhos de chuva. Um quitute puxa o outro, numa economia criativa.
    A decoração ultrapassa a natureza estática de frios. Existe fumaça, existe um transitar de panelas junto aos pratos. Dependendo do clima ameno, surgirá uma canjiquinha de milho. Ou um caldo de feijão.
    Ainda é café, por mais que pareça Kerb. Ainda é tardezinha, por mais que pareça noite. Trata-se de um tira-gosto farto e infinito. Sua missão é experimentar o que é servido. Talvez se converta em sobremesa o bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Talvez abra exceção para uma fatia de uma broa fumegante.
    Você vai degustando e criando uma corrente de curiosidade com os demais: “Não deixe de provar a goiabada” ou “dê uma colherada no arroz-doce”. Assim os incita à gula coletiva e perdoa os próprios excessos em nome de um momento imperdível, de uma iguaria sublime. Ninguém permanece de fora da tentação, da repetição, do “quero mais”.
    Mineiro guarda segredo porque todos pecam juntos.
    No fim do dia, é comum ainda se vangloriar da proeza aos amigos:
    — Hoje não almocei nem jantei!
    Nós sabemos o que de fato aconteceu. O olhar chega a estar gordo de petiscos.

CARPINEJAR, Fabrício. Não almocei nem jantei. O Tempo, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/nao-almocei-nem-jantei-1.3339861. Acesso em: 01 mar. 2024. Adaptado.

Glossário:
— Kerb: Festa germânica realizada por agricultores no período da colheita.
Qual dos verbos destacados nos trechos abaixo NÃO passa por alteração, caso a estrutura entre os colchetes seja flexionada no plural? 
Alternativas
Q3582667 Português
Não almocei nem jantei

O sonho do mineiro é não almoçar nem jantar. É que ele sempre busca transformar o café da manhã em almoço e o café da tarde em jantar

Fabrício Carpinejar | 1 de março de 2024

    O sonho do mineiro é não almoçar nem jantar.
    Não que esteja realizando uma dieta ou um regime. Não que esteja combatendo suas taxas de glicose e colesterol. Não que seja uma providência médica adotada a contragosto.
    É que ele sempre busca transformar o café da manhã em almoço e o café da tarde em jantar.
    Não espere a contenção de ânimo ou de despesas, de fome ou de tempo. Representa a exuberância de começar e terminar bem o dia: o amanhecer da esperança e o crepúsculo da verdade.
    Não há espumante que rivalize com a elegância do café passado no coador de pano. Não há prato quente que supere a rabanada.
    O café da manhã torna-se o banquete do lar, com degustação de embutidos. Jamais haverá um só tipo de queijo. Em toda família tradicional, pede-se no mínimo a exposição de três opções na tábua, com a faca visível.
    Os pães poderão queimar o céu da boca. Os biscoitos de polvilho estarão crocantes.
    Sucos e vitaminas compõem o cenário das jarras. Haverá sempre um bolo de fubá para coroar a refeição. Na frigideira, começará a briga entre o time da omelete e o dos ovos mexidos.
    A toalha formará uma tapeçaria de farelos e de manchas coloridas de goiabada, coalhada e requeijão. Os comensais não terão como reutilizá-la, encaminhando-a ineditamente para a lavanderia.
    A mesa ficará nua por algumas horas, em homenagem a tudo que foi consumido.
    Já o café da tarde costuma surgir para visitas, no apogeu da comida de boteco dentro de casa. São mais saídas do que entradas, com a permissão de coxinhas e de empadas. O repertório se estende para os mais diversos salgados. A fritura não é barrada. Pasteizinhos começam a ser feitos de improviso. Aproveita-se o óleo para os bolinhos de chuva. Um quitute puxa o outro, numa economia criativa.
    A decoração ultrapassa a natureza estática de frios. Existe fumaça, existe um transitar de panelas junto aos pratos. Dependendo do clima ameno, surgirá uma canjiquinha de milho. Ou um caldo de feijão.
    Ainda é café, por mais que pareça Kerb. Ainda é tardezinha, por mais que pareça noite. Trata-se de um tira-gosto farto e infinito. Sua missão é experimentar o que é servido. Talvez se converta em sobremesa o bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Talvez abra exceção para uma fatia de uma broa fumegante.
    Você vai degustando e criando uma corrente de curiosidade com os demais: “Não deixe de provar a goiabada” ou “dê uma colherada no arroz-doce”. Assim os incita à gula coletiva e perdoa os próprios excessos em nome de um momento imperdível, de uma iguaria sublime. Ninguém permanece de fora da tentação, da repetição, do “quero mais”.
    Mineiro guarda segredo porque todos pecam juntos.
    No fim do dia, é comum ainda se vangloriar da proeza aos amigos:
    — Hoje não almocei nem jantei!
    Nós sabemos o que de fato aconteceu. O olhar chega a estar gordo de petiscos.

CARPINEJAR, Fabrício. Não almocei nem jantei. O Tempo, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/nao-almocei-nem-jantei-1.3339861. Acesso em: 01 mar. 2024. Adaptado.

Glossário:
— Kerb: Festa germânica realizada por agricultores no período da colheita.
Em um dos excertos a seguir, é possível identificar a utilização de uma linguagem conotativa, segundo sua aplicação na crônica. Assinale a alternativa que corresponde a esse excerto. 
Alternativas
Q3582666 Português
Não almocei nem jantei

O sonho do mineiro é não almoçar nem jantar. É que ele sempre busca transformar o café da manhã em almoço e o café da tarde em jantar

Fabrício Carpinejar | 1 de março de 2024

    O sonho do mineiro é não almoçar nem jantar.
    Não que esteja realizando uma dieta ou um regime. Não que esteja combatendo suas taxas de glicose e colesterol. Não que seja uma providência médica adotada a contragosto.
    É que ele sempre busca transformar o café da manhã em almoço e o café da tarde em jantar.
    Não espere a contenção de ânimo ou de despesas, de fome ou de tempo. Representa a exuberância de começar e terminar bem o dia: o amanhecer da esperança e o crepúsculo da verdade.
    Não há espumante que rivalize com a elegância do café passado no coador de pano. Não há prato quente que supere a rabanada.
    O café da manhã torna-se o banquete do lar, com degustação de embutidos. Jamais haverá um só tipo de queijo. Em toda família tradicional, pede-se no mínimo a exposição de três opções na tábua, com a faca visível.
    Os pães poderão queimar o céu da boca. Os biscoitos de polvilho estarão crocantes.
    Sucos e vitaminas compõem o cenário das jarras. Haverá sempre um bolo de fubá para coroar a refeição. Na frigideira, começará a briga entre o time da omelete e o dos ovos mexidos.
    A toalha formará uma tapeçaria de farelos e de manchas coloridas de goiabada, coalhada e requeijão. Os comensais não terão como reutilizá-la, encaminhando-a ineditamente para a lavanderia.
    A mesa ficará nua por algumas horas, em homenagem a tudo que foi consumido.
    Já o café da tarde costuma surgir para visitas, no apogeu da comida de boteco dentro de casa. São mais saídas do que entradas, com a permissão de coxinhas e de empadas. O repertório se estende para os mais diversos salgados. A fritura não é barrada. Pasteizinhos começam a ser feitos de improviso. Aproveita-se o óleo para os bolinhos de chuva. Um quitute puxa o outro, numa economia criativa.
    A decoração ultrapassa a natureza estática de frios. Existe fumaça, existe um transitar de panelas junto aos pratos. Dependendo do clima ameno, surgirá uma canjiquinha de milho. Ou um caldo de feijão.
    Ainda é café, por mais que pareça Kerb. Ainda é tardezinha, por mais que pareça noite. Trata-se de um tira-gosto farto e infinito. Sua missão é experimentar o que é servido. Talvez se converta em sobremesa o bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Talvez abra exceção para uma fatia de uma broa fumegante.
    Você vai degustando e criando uma corrente de curiosidade com os demais: “Não deixe de provar a goiabada” ou “dê uma colherada no arroz-doce”. Assim os incita à gula coletiva e perdoa os próprios excessos em nome de um momento imperdível, de uma iguaria sublime. Ninguém permanece de fora da tentação, da repetição, do “quero mais”.
    Mineiro guarda segredo porque todos pecam juntos.
    No fim do dia, é comum ainda se vangloriar da proeza aos amigos:
    — Hoje não almocei nem jantei!
    Nós sabemos o que de fato aconteceu. O olhar chega a estar gordo de petiscos.

CARPINEJAR, Fabrício. Não almocei nem jantei. O Tempo, 1º de março de 2024. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/nao-almocei-nem-jantei-1.3339861. Acesso em: 01 mar. 2024. Adaptado.

Glossário:
— Kerb: Festa germânica realizada por agricultores no período da colheita.
A partir da leitura da crônica apresentada, é possível afirmar que os cafés da manhã e da tarde, para o povo mineiro, são eventos: 
Alternativas
Q3548068 Fisioterapia
Qual destes princípios sustenta a prática da Bioética? 
Alternativas
Q3548067 Fisioterapia
Um fisioterapeuta está preocupado com as questões que envolvem sigilo na sua profissão. O Código de Ética e Deontologia da Fisioterapia prevê que é proibido ao fisioterapeuta
Alternativas
Q3548066 Saúde Pública
Assinale a alternativa que define o conceito de transversalidade, que é um dos princípios da Política de Humanização do SUS.
Alternativas
Respostas
6561: B
6562: C
6563: D
6564: C
6565: B
6566: C
6567: A
6568: A
6569: C
6570: B
6571: C
6572: D
6573: C
6574: B
6575: A
6576: D
6577: A
6578: D
6579: E
6580: D