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Analise as assertivas abaixo:
I - O dinamismo das relações entre os seres vivos está subordinado ao equilíbrio biológico, que se rompe quando as condições de sobrevivência do meio são agredidas.
II - Ao parasita interessa a sobrevivência do hospedeiro, pois o dano letal causado a ele acarretará em sua própria morte.
III - No desenvolvimento das doenças infectoparasitárias, à medida que o parasita causa doença no hospedeiro, que evolui para a morte, o parasita consegue alcançar o seu objetivo nessa relação.
É falso o que se afirma em:
Sobre a teoria atômica de Dalton, analise as assertivas abaixo:
I – Os elementos são constituídos por partículas gigantescas chamadas de átomos.
II – Os átomos de um dado elemento possuem dimensão, massa e propriedades diferentes.
III – Os compostos apresentam átomos apenas de um dado elemento.
IV – Uma reação química é caracterizada pela criação ou destruição dos átomos.
É falso o que se afirma em:
I – Fósseis: são restos ou vestígios de organismos que viveram no passado e ficaram preservados.
II – São exemplos de homologias: a nadadeira da baleia e o braço humano.
III – Estruturas vestigiais: consideradas essenciais para o funcionamento do organismo.
IV – Evidências moleculares e celulares: em nível celular e molecular, todos os seres vivos apresentam muitas semelhanças, ratificando a ancestralidade em comum.
É falso o que se afirma em:
[...] O processo de transmissão dos genes de uma geração para a outra é denominado de hereditariedade.
[...] Os alelos correspondem ao fato de um mesmo gene poder sofrer variações diferentes.
[...] As características hereditárias são obrigatoriamente invisíveis.
[...] A hereditariedade é objeto de estudo da genética.
I – Os discursos científicos aparecem como verdades absolutas.
II – Os discursos científicos são libertos de toda a contingência.
III – O conhecimento científico é dotado de exterioridade – descrição do mundo real.
IV – A evolução da ciência não é acumulativa.
Sobre os atributos de tendência empirista, é falso o que se afirma em:
I - O movimento “Ciências para todos” e as discussões sobre alfabetização científica baseavam-se em duas ideias preconcebidas.
II – Primeira: tese pragmática: considera que os cidadãos futuros se desenvolverão melhor se adquirirem uma base de conhecimentos científicos porque as sociedades estão cada vez mais influenciadas pelas novas tecnologias; segundo, tese democrática: a alfabetização científica permite aos cidadãos participarem nas decisões que as sociedades devem adotar em torno dos problemas sociocientíficos cada vez mais complexos.
I – Um erro comum é acreditar que há uma noção única de construtivismo, a noção correta, sem a qual não se pode superar as práticas docentes tradicionais.
II – Há muitos construtivismos diferentes que são possíveis.
III – A ideia de construção está presente em diversas obras e autores, como por exemplo: Piaget, Vygotsky, Paulo Freire, etc.
É verdadeiro o que se afirma em:
• Ana: "Bruno quebrou o vaso."
• Bruno: "Ana está mentindo."
• Carla: "Bruno está dizendo a verdade."
Sabe-se que:
1. Apenas uma das três afirmações é verdadeira.
2. Quem quebrou o vaso está mentindo.
Com base nas informações fornecidas, indique quem quebrou o vaso e quem fala a verdade, respectivamente:
I. Sua atitude condisse com os seus princípios.
II. Os pais da menina interviram na situação.
III. Ele se conteve, para não ter um ataque de nervos.
Considerando-se o fato de que os verbos destacados são irregulares, verifica-se erro na conjugação do(s) verbo(s) em:
Charlatões
Um amigo meu diz que em todos nós existe o charlatão. Concordei. Sinto em mim a charlatã me espreitando. Só não vence, primeiro porque não é realmente verdade, segundo porque minha honestidade básica até me enjoa. Há outra coisa que me espreita e que me faz sorrir: o mau gosto. Ah, a vontade que tenho de ceder ao mau gosto. Em quê? Ora, o campo é ilimitado, simplesmente ilimitado. Vai desde o instante em que se pode dizer a palavra errada exatamente quando ela cairia pior – até o instante em que se diriam palavras de grande beleza e verdade quando o interlocutor está desprevenido e levaria um susto de constrangimento, e haveria o silêncio depois. Em que mais? Em se vestir, por exemplo. Não necessariamente o óbvio do equivalente a plumas. Não sei descrever, mas saberia usar um mau gosto perfeito. E em escrever? A tentação é grande, pois a linha divisória é quase invisível entre o mau gosto e a verdade. E mesmo porque, pior que o mau gosto em matéria de escrever, é um certo tipo horrível de bom gosto. Às vezes, de puro prazer, de pura pesquisa simples, ando sobre linha bamba.
Como é que eu seria charlatã? Eu fui, e com toda a sinceridade, pensando que acertava. Sou, por exemplo, formada em direito, e com isso enganei a mim e aos outros. Não, mais a mim que a todos. No entanto, como eu era sincera: fui estudar direito porque desejava reformar as penitenciárias no Brasil.
O charlatão é um contrabandista de si mesmo. Que é mesmo o que estou dizendo? Era uma coisa, mas já me escapou. O charlatão se prejudica? Não sei, mas sei que às vezes a charlatanice dói e muito. Imiscui-se nos momentos mais graves. Dá uma vontade de não ser, exatamente quando se é com toda a força. Não posso infelizmente me alongar mais nesse assunto.
LISPECTOR, C. Charlatões. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 1973. Disponível em