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TEXTO 1
Os detalhes no dia a dia
EUGENIO MUSSAK
DATA: 15/11/2018
O Olhar humano é capaz de varrer rapidamente uma cena com relativa complexidade e ver todos os
elementos, mas isso não significa que eles serão percebidos ou registrados. Antes, o cérebro tem que
processar os componentes daquele espaço e, para isso, precisa de ajuda. E quem vem em socorro são dois
facilitadores da percepção: o significado ou o detalhe. Imagine que você entra em um escritório à procura das
chaves do carro. Mesmo em meio à profusão de coisas de uma mesa de trabalho, você vê o que procurava.
É que você já havia feito uma imagem mental do objeto desejado e, ao vê-lo, imediatamente fez a conexão e
o fato se realizou. Valeu o significado. Mas, se olhar para a mesma mesa sem procurar algo específico, você
só vai perceber aquilo que, de alguma forma, fuja do trivial. Uma flor vermelha em um vaso de cristal, por
exemplo. Aqui, você foi alertado pelo detalhe.
Perceba o poder do detalhe na análise que fazemos do mundo, incluindo o comportamento das pessoas com quem convivemos. Em geral, elas são lembradas pelos pequenos atos – e não pelos grandes –, pelo simples fato de que realizamos muitos pequenos atos em nosso cotidiano. Claro, algo como um feito heróico ou um trabalho excepcional irão marcar e criar memória. Mas, no dia a dia das relações, nossa imagem será construída a partir de nossos pequenos comportamentos. Para o bem ou para o mal, os detalhes nos denunciam.
[...]
O detalhe seduz, surpreende, alegra, faz sorrir. É o quadro colorido na parede branca, a rosa branca no buquê vermelho, a frase alegre no discurso sério. [...]. Aliás, é na boa literatura que nos fartamos de detalhes encantadores. Machado de Assis, por exemplo, assim relata um personagem na orla do Rio: “Ao passar pela Glória, Camilo vê o mar e estende os olhos até onde a água e o céu se dão um abraço infinito”. Vamos concordar. Olhar o horizonte no mar é uma coisa. Perceber o ponto onde o céu e o mar se dão um abraço infinito é outra coisa. Dá vontade de estar lá. [...]. Preocupar-se com essas miudezas é ver o que é invisível aos olhos e às almas menos sensíveis. Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance, mas chamando atenção para o singular, para o fato que faz a diferença. Um namoro que não cultiva isso é só uma amizade. A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos. Sem eles até dá para viver, talvez sua ausência não seja notada. Mas sua presença faz a diferença. Quando me traz um copo de leite enquanto trabalho [...], ela está lançando mão do mais poderoso antídoto à monotonia e declamando o mais sublime poema da vida cotidiana: o detalhe.
Adaptação do texto disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/os-detalhes-no-dia-a-dia/ Acesso em: 10.04.19.
TEXTO 1
Os detalhes no dia a dia
EUGENIO MUSSAK
DATA: 15/11/2018
O Olhar humano é capaz de varrer rapidamente uma cena com relativa complexidade e ver todos os
elementos, mas isso não significa que eles serão percebidos ou registrados. Antes, o cérebro tem que
processar os componentes daquele espaço e, para isso, precisa de ajuda. E quem vem em socorro são dois
facilitadores da percepção: o significado ou o detalhe. Imagine que você entra em um escritório à procura das
chaves do carro. Mesmo em meio à profusão de coisas de uma mesa de trabalho, você vê o que procurava.
É que você já havia feito uma imagem mental do objeto desejado e, ao vê-lo, imediatamente fez a conexão e
o fato se realizou. Valeu o significado. Mas, se olhar para a mesma mesa sem procurar algo específico, você
só vai perceber aquilo que, de alguma forma, fuja do trivial. Uma flor vermelha em um vaso de cristal, por
exemplo. Aqui, você foi alertado pelo detalhe.
Perceba o poder do detalhe na análise que fazemos do mundo, incluindo o comportamento das pessoas com quem convivemos. Em geral, elas são lembradas pelos pequenos atos – e não pelos grandes –, pelo simples fato de que realizamos muitos pequenos atos em nosso cotidiano. Claro, algo como um feito heróico ou um trabalho excepcional irão marcar e criar memória. Mas, no dia a dia das relações, nossa imagem será construída a partir de nossos pequenos comportamentos. Para o bem ou para o mal, os detalhes nos denunciam.
[...]
O detalhe seduz, surpreende, alegra, faz sorrir. É o quadro colorido na parede branca, a rosa branca no buquê vermelho, a frase alegre no discurso sério. [...]. Aliás, é na boa literatura que nos fartamos de detalhes encantadores. Machado de Assis, por exemplo, assim relata um personagem na orla do Rio: “Ao passar pela Glória, Camilo vê o mar e estende os olhos até onde a água e o céu se dão um abraço infinito”. Vamos concordar. Olhar o horizonte no mar é uma coisa. Perceber o ponto onde o céu e o mar se dão um abraço infinito é outra coisa. Dá vontade de estar lá. [...]. Preocupar-se com essas miudezas é ver o que é invisível aos olhos e às almas menos sensíveis. Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance, mas chamando atenção para o singular, para o fato que faz a diferença. Um namoro que não cultiva isso é só uma amizade. A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos. Sem eles até dá para viver, talvez sua ausência não seja notada. Mas sua presença faz a diferença. Quando me traz um copo de leite enquanto trabalho [...], ela está lançando mão do mais poderoso antídoto à monotonia e declamando o mais sublime poema da vida cotidiana: o detalhe.
Adaptação do texto disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/os-detalhes-no-dia-a-dia/ Acesso em: 10.04.19.
TEXTO 1
Os detalhes no dia a dia
EUGENIO MUSSAK
DATA: 15/11/2018
O Olhar humano é capaz de varrer rapidamente uma cena com relativa complexidade e ver todos os
elementos, mas isso não significa que eles serão percebidos ou registrados. Antes, o cérebro tem que
processar os componentes daquele espaço e, para isso, precisa de ajuda. E quem vem em socorro são dois
facilitadores da percepção: o significado ou o detalhe. Imagine que você entra em um escritório à procura das
chaves do carro. Mesmo em meio à profusão de coisas de uma mesa de trabalho, você vê o que procurava.
É que você já havia feito uma imagem mental do objeto desejado e, ao vê-lo, imediatamente fez a conexão e
o fato se realizou. Valeu o significado. Mas, se olhar para a mesma mesa sem procurar algo específico, você
só vai perceber aquilo que, de alguma forma, fuja do trivial. Uma flor vermelha em um vaso de cristal, por
exemplo. Aqui, você foi alertado pelo detalhe.
Perceba o poder do detalhe na análise que fazemos do mundo, incluindo o comportamento das pessoas com quem convivemos. Em geral, elas são lembradas pelos pequenos atos – e não pelos grandes –, pelo simples fato de que realizamos muitos pequenos atos em nosso cotidiano. Claro, algo como um feito heróico ou um trabalho excepcional irão marcar e criar memória. Mas, no dia a dia das relações, nossa imagem será construída a partir de nossos pequenos comportamentos. Para o bem ou para o mal, os detalhes nos denunciam.
[...]
O detalhe seduz, surpreende, alegra, faz sorrir. É o quadro colorido na parede branca, a rosa branca no buquê vermelho, a frase alegre no discurso sério. [...]. Aliás, é na boa literatura que nos fartamos de detalhes encantadores. Machado de Assis, por exemplo, assim relata um personagem na orla do Rio: “Ao passar pela Glória, Camilo vê o mar e estende os olhos até onde a água e o céu se dão um abraço infinito”. Vamos concordar. Olhar o horizonte no mar é uma coisa. Perceber o ponto onde o céu e o mar se dão um abraço infinito é outra coisa. Dá vontade de estar lá. [...]. Preocupar-se com essas miudezas é ver o que é invisível aos olhos e às almas menos sensíveis. Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance, mas chamando atenção para o singular, para o fato que faz a diferença. Um namoro que não cultiva isso é só uma amizade. A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos. Sem eles até dá para viver, talvez sua ausência não seja notada. Mas sua presença faz a diferença. Quando me traz um copo de leite enquanto trabalho [...], ela está lançando mão do mais poderoso antídoto à monotonia e declamando o mais sublime poema da vida cotidiana: o detalhe.
Adaptação do texto disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/os-detalhes-no-dia-a-dia/ Acesso em: 10.04.19.
TEXTO 1
Os detalhes no dia a dia
EUGENIO MUSSAK
DATA: 15/11/2018
O Olhar humano é capaz de varrer rapidamente uma cena com relativa complexidade e ver todos os
elementos, mas isso não significa que eles serão percebidos ou registrados. Antes, o cérebro tem que
processar os componentes daquele espaço e, para isso, precisa de ajuda. E quem vem em socorro são dois
facilitadores da percepção: o significado ou o detalhe. Imagine que você entra em um escritório à procura das
chaves do carro. Mesmo em meio à profusão de coisas de uma mesa de trabalho, você vê o que procurava.
É que você já havia feito uma imagem mental do objeto desejado e, ao vê-lo, imediatamente fez a conexão e
o fato se realizou. Valeu o significado. Mas, se olhar para a mesma mesa sem procurar algo específico, você
só vai perceber aquilo que, de alguma forma, fuja do trivial. Uma flor vermelha em um vaso de cristal, por
exemplo. Aqui, você foi alertado pelo detalhe.
Perceba o poder do detalhe na análise que fazemos do mundo, incluindo o comportamento das pessoas com quem convivemos. Em geral, elas são lembradas pelos pequenos atos – e não pelos grandes –, pelo simples fato de que realizamos muitos pequenos atos em nosso cotidiano. Claro, algo como um feito heróico ou um trabalho excepcional irão marcar e criar memória. Mas, no dia a dia das relações, nossa imagem será construída a partir de nossos pequenos comportamentos. Para o bem ou para o mal, os detalhes nos denunciam.
[...]
O detalhe seduz, surpreende, alegra, faz sorrir. É o quadro colorido na parede branca, a rosa branca no buquê vermelho, a frase alegre no discurso sério. [...]. Aliás, é na boa literatura que nos fartamos de detalhes encantadores. Machado de Assis, por exemplo, assim relata um personagem na orla do Rio: “Ao passar pela Glória, Camilo vê o mar e estende os olhos até onde a água e o céu se dão um abraço infinito”. Vamos concordar. Olhar o horizonte no mar é uma coisa. Perceber o ponto onde o céu e o mar se dão um abraço infinito é outra coisa. Dá vontade de estar lá. [...]. Preocupar-se com essas miudezas é ver o que é invisível aos olhos e às almas menos sensíveis. Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance, mas chamando atenção para o singular, para o fato que faz a diferença. Um namoro que não cultiva isso é só uma amizade. A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos. Sem eles até dá para viver, talvez sua ausência não seja notada. Mas sua presença faz a diferença. Quando me traz um copo de leite enquanto trabalho [...], ela está lançando mão do mais poderoso antídoto à monotonia e declamando o mais sublime poema da vida cotidiana: o detalhe.
Adaptação do texto disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/os-detalhes-no-dia-a-dia/ Acesso em: 10.04.19.
“Aborígine, aborígene
A palavra aborígine (ou aborígene) é com frequência empregada para designar autóctone de um país, nativo, indígena, principalmente em referência a populações originárias da Austrália. Sua origem está no latim aborigines (‘os autóctones ou primeiros habitantes do Lácio e da Itália, cujos reis lendários são Latino, Saturno e Fauno’).”
Palavras: Origens e Curiosidades, Roosevelt Nogueira de Hollanda, p. 42
As informações prestadas no texto acima se localizam no terreno linguístico da
“O conceito de direitos humanos está sendo transformado num palavrão”. (Boris Casoy)
Nessa frase, o vocábulo “palavrão”, formado com o sufixo -ão, perdeu o valor de aumentativo, passando a significar “palavra chula”.
A opção abaixo em que esse caso NÃO está representado por nenhum dos termos é:
Até o século XIX, as vilas ficavam em contato bastante direto com o campo ou com o mar, de tal modo que o homem podia satisfazer sus necessidades fisiológicas e psicológicas. Com a industrialização, elas se desenvolveram unicamente em função de imperativos econômicos ou políticos, ignorando os imperativos ecológicos naturais. As consequências dessa expansão desordenada nós a conhecemos: a poluição...
Nesse texto, o segundo termo sublinhado mostra uma retomada de um segmento anterior.
Assinale a opção que indica a afirmação correta sobre o exemplo
dado.
Na construção de um texto, a substituição de um elemento por outro na continuidade do texto pode ocorrer por meio de diferentes processos.
Assinale a opção que indica a frase em que os termos sublinhados NÃO exemplificam o processo indicado.
Indique a quantidade de frases, dentre as apresentadas abaixo, que se apoiam em intertextualidade, ou seja, no diálogo com outros textos.
I – “Dize-me com quem andas e te direi quem és na presença do meu advogado”. (Planeta Diário)
II – “No futebol brasileiro você não tem que matar um leão por dia. Tem que matar todos os leões da floresta por dia”. (Telê Santana)
III – “Para meio entendedor, uma palavra basta”. (Eduardo Suplicy)
IV – “Pode-se enganar todo mundo o tempo todo, se a campanha estiver certa e a verba for suficiente”. (Joseph E. Levine)
V – “A morte é o clube mais aberto do mundo”. (Otto Lara Resende)
Observe o segmento textual abaixo, que iniciava uma narrativa escolar: “Um carro entrou no estacionamento com os faróis apagados, os pneus furados e um cacho de bananas no teto”.
Uma das observações do emprego dos artigos definidos e indefinidos é que os primeiros indicam termos já enunciados no texto (conhecidos) e os segundos indicam termos presentes no texto pela primeira vez. Assim, é correto afirmar que
“- Esterco – respondeu Oscar, farejando aborrecimento: - Por quê? Não lhe cheira bem?”
A oração reduzida “farejando aborrecimento” pode ser adequadamente substituída por uma oração desenvolvida, na seguinte estrutura:
“Oscar tinha um sítio. Um dia Oscar resolveu levar na camioneta um pouco de esterco do sítio, que era no interior de Minas, para o jardim de sua casa na capital. Na barreira foi interpelado pelo guarda: - O que é que o senhor está levando aí nesse saco? - Esterco – respondeu Oscar, farejando aborrecimento: - Por quê? Não lhe cheira bem? - O senhor tem a guia? – o guarda perguntou, imperturbável. - Guia? - É preciso de uma guia, o senhor não sabia disso?” Fernando Sabino, A mulher do vizinho
Considerando-se que um texto narrativo supõe a sequência cronológica de ações ou acontecimentos, as formas verbais que documentam uma sequência temporal são
TEXTO 1
“Oscar tinha um sítio. Um dia Oscar resolveu levar na camioneta um pouco de esterco do sítio, que era no interior de Minas, para o jardim de sua casa na capital. Na barreira foi interpelado pelo guarda:
- O que é que o senhor está levando aí nesse saco?
- Esterco – respondeu Oscar, farejando aborrecimento: - Por quê? Não lhe cheira bem?
- O senhor tem a guia? – o guarda perguntou, imperturbável.
- Guia?
- É preciso de uma guia, o senhor não sabia disso?”
Fernando Sabino, A mulher do vizinho
No texto 1, a frase que mostra ambiguidade é
TEXTO 1
“Oscar tinha um sítio. Um dia Oscar resolveu levar na camioneta um pouco de esterco do sítio, que era no interior de Minas, para o jardim de sua casa na capital. Na barreira foi interpelado pelo guarda:
- O que é que o senhor está levando aí nesse saco?
- Esterco – respondeu Oscar, farejando aborrecimento: - Por quê? Não lhe cheira bem?
- O senhor tem a guia? – o guarda perguntou, imperturbável.
- Guia?
- É preciso de uma guia, o senhor não sabia disso?”
Fernando Sabino, A mulher do vizinho
Sobre o emprego de artigos nesse pequeno texto do início de uma crônica, a única afirmativa inadequada é: