Questões de Concurso Comentadas para professor - língua portuguesa

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Q3896893 Português

A distinção entre o sentido denotativo e o sentido conotativo é fundamental para a compreensão de diferentes tipos de texto, especialmente quando se analisa o grau de objetividade ou subjetividade da linguagem.


Com base nessas considerações, analise as afirmativas abaixo:



I.Na frase "O sol dourava as montanhas ao amanhecer", o verbo "dourava" está empregado em sentido conotativo, pois atribui ao sol uma ação figurada de colorir poeticamente a paisagem.


II.Em "A porta do quarto estava fechada", a palavra "porta" mantém o sentido denotativo, correspondendo ao objeto físico que serve de entrada ou saída de um ambiente.


III.A expressão "A empresa atravessa uma tempestade financeira" utiliza o termo "tempestade" em sentido conotativo, representando dificuldades econômicas.


IV.Em "O rio corre lentamente pelo vale", o verbo "corre" está em sentido conotativo, pois indica movimento figurado e não literal.


V.Na frase "Meu coração bateu forte de alegria", o termo "coração" está em sentido denotativo, referindo-se apenas ao órgão físico que bombeia sangue.



Em quais afirmativas o uso das palavras está correto quanto ao reconhecimento dos sentidos denotativo e conotativo?

Alternativas
Q3896892 Português

A regência verbal é um dos temas mais delicados da norma-padrão, pois envolve o reconhecimento de quando um verbo exige complemento direto, indireto, ambos ou nenhum.


Com base nas regras de regência verbal, assinale a alternativa em que o verbo está corretamente empregado conforme a norma-padrão da língua portuguesa.

Alternativas
Q3896891 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Desligar uma enzima pode evitar a obesidade causada por excesso alimentar


Talvez um dos enigmas mais complexos da saúde pública contemporânea, a prevenção da obesidade foi obtida pela primeira vez em uma prova de conceito conduzida por cientistas da Universidade de Monash, na Austrália, e da Faculdade de Medicina Baylor, nos EUA.


Ao removerem uma enzima chamada CaMKK2 de células do sistema imune (macrófagos) de ratos de laboratório, os animais ficaram protegidos tanto contra a obesidade, quanto contra a resistência à insulina induzidas por dieta. O achado apresenta um alvo até então inédito para o tratamento dos distúrbios metabólicos.


Ao contrário do que muita gente pensa, a obesidade não se resume a "acumular gordura" no organismo. O processo também inclui alterações metabólicas, resistência à insulina — que faz o corpo acumular mais açúcar no sangue — e pequenas inflamações nos tecidos adiposos, no fígado e nos músculos.


Quando a pessoa ingere excesso de gordura ou açúcar, os macrófagos interpretam essa sobrecarga de nutrientes como um "perigo" ou estresse para o corpo (e é). Como são células do sistema imune, eles ativam uma inflamação local para digerir eventuais células mortas, remodelar o tecido e alertar o corpo sobre o problema.


Contudo, essa inflamação, que é protetora a curto prazo, torna-se um problema quando persiste por muito tempo, pois interfere no metabolismo da glicose e da insulina, gerando resistência e piorando a obesidade. Segundo os autores, a CaMKK2 ativa os macrófagos, ou seja, prolonga essa inflamação prejudicial.


Além de atuar como um interruptor nos macrófagos — decidindo se devem manter a inflamação ou encerrá-la —, a proteína CaMKK2 também conecta o sistema imune ao metabolismo, indicando se as células devem queimar ou armazenar combustíveis como glicose e gordura.


Para entender o papel dessa enzima na regulação da inflamação e no metabolismo corporal — quando a obesidade surge por ingestão excessiva de calorias, gordura e açúcar —, os autores criaram geneticamente ratos que não produziam a CaMKK2 nas células mieloides (originadas na medula óssea).


Divididos em dois grupos, ratos sem CaMKK2 e controles normais receberam uma dieta rica em gordura durante semanas. Em seguida, os pesquisadores avaliaram peso, gordura, gasto energético, alimentação, níveis de glicose e insulina, os tecidos adiposo e hepático, expressão gênica e metabolismo dos macrófagos.


Mesmo com a dieta hipercalórica, os roedores sem a CaMKK2 continuaram magros, pois queimaram mais energia sem reduzir o consumo alimentar. Também apresentaram baixos níveis de glicose e insulina, melhoraram a tolerância à glicose, o metabolismo dos tecidos e não acumularam gordura no fígado.


Em um comunicado, os autores explicam que, quando o gene CaMKK2 é retirado dos macrófagos, o tecido adiposo — que é na verdade um órgão que armazena gordura — passa a funcionar de maneira similar ao de pessoas metabolicamente saudáveis, ou seja, queimando energia eficientemente e sem inflamações.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/desligar-uma-enzima-pode-evitar-a-obesidade-causada-por-excesso-alimentar/ 

A atuação dos macrófagos é apresentada como um ponto-chave na relação entre o sistema imunológico e o metabolismo.


De acordo com o texto, qual é o efeito negativo dessa ação quando ela se prolonga no tempo? 

Alternativas
Q3896890 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Desligar uma enzima pode evitar a obesidade causada por excesso alimentar


Talvez um dos enigmas mais complexos da saúde pública contemporânea, a prevenção da obesidade foi obtida pela primeira vez em uma prova de conceito conduzida por cientistas da Universidade de Monash, na Austrália, e da Faculdade de Medicina Baylor, nos EUA.


Ao removerem uma enzima chamada CaMKK2 de células do sistema imune (macrófagos) de ratos de laboratório, os animais ficaram protegidos tanto contra a obesidade, quanto contra a resistência à insulina induzidas por dieta. O achado apresenta um alvo até então inédito para o tratamento dos distúrbios metabólicos.


Ao contrário do que muita gente pensa, a obesidade não se resume a "acumular gordura" no organismo. O processo também inclui alterações metabólicas, resistência à insulina — que faz o corpo acumular mais açúcar no sangue — e pequenas inflamações nos tecidos adiposos, no fígado e nos músculos.


Quando a pessoa ingere excesso de gordura ou açúcar, os macrófagos interpretam essa sobrecarga de nutrientes como um "perigo" ou estresse para o corpo (e é). Como são células do sistema imune, eles ativam uma inflamação local para digerir eventuais células mortas, remodelar o tecido e alertar o corpo sobre o problema.


Contudo, essa inflamação, que é protetora a curto prazo, torna-se um problema quando persiste por muito tempo, pois interfere no metabolismo da glicose e da insulina, gerando resistência e piorando a obesidade. Segundo os autores, a CaMKK2 ativa os macrófagos, ou seja, prolonga essa inflamação prejudicial.


Além de atuar como um interruptor nos macrófagos — decidindo se devem manter a inflamação ou encerrá-la —, a proteína CaMKK2 também conecta o sistema imune ao metabolismo, indicando se as células devem queimar ou armazenar combustíveis como glicose e gordura.


Para entender o papel dessa enzima na regulação da inflamação e no metabolismo corporal — quando a obesidade surge por ingestão excessiva de calorias, gordura e açúcar —, os autores criaram geneticamente ratos que não produziam a CaMKK2 nas células mieloides (originadas na medula óssea).


Divididos em dois grupos, ratos sem CaMKK2 e controles normais receberam uma dieta rica em gordura durante semanas. Em seguida, os pesquisadores avaliaram peso, gordura, gasto energético, alimentação, níveis de glicose e insulina, os tecidos adiposo e hepático, expressão gênica e metabolismo dos macrófagos.


Mesmo com a dieta hipercalórica, os roedores sem a CaMKK2 continuaram magros, pois queimaram mais energia sem reduzir o consumo alimentar. Também apresentaram baixos níveis de glicose e insulina, melhoraram a tolerância à glicose, o metabolismo dos tecidos e não acumularam gordura no fígado.


Em um comunicado, os autores explicam que, quando o gene CaMKK2 é retirado dos macrófagos, o tecido adiposo — que é na verdade um órgão que armazena gordura — passa a funcionar de maneira similar ao de pessoas metabolicamente saudáveis, ou seja, queimando energia eficientemente e sem inflamações.


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A pesquisa destaca que a enzima CaMKK2 funciona como um "interruptor" que regula a atividade inflamatória dos macrófagos.


Nesse sentido, qual é o papel dessa proteína no equilíbrio metabólico do organismo?

Alternativas
Q3896889 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Desligar uma enzima pode evitar a obesidade causada por excesso alimentar


Talvez um dos enigmas mais complexos da saúde pública contemporânea, a prevenção da obesidade foi obtida pela primeira vez em uma prova de conceito conduzida por cientistas da Universidade de Monash, na Austrália, e da Faculdade de Medicina Baylor, nos EUA.


Ao removerem uma enzima chamada CaMKK2 de células do sistema imune (macrófagos) de ratos de laboratório, os animais ficaram protegidos tanto contra a obesidade, quanto contra a resistência à insulina induzidas por dieta. O achado apresenta um alvo até então inédito para o tratamento dos distúrbios metabólicos.


Ao contrário do que muita gente pensa, a obesidade não se resume a "acumular gordura" no organismo. O processo também inclui alterações metabólicas, resistência à insulina — que faz o corpo acumular mais açúcar no sangue — e pequenas inflamações nos tecidos adiposos, no fígado e nos músculos.


Quando a pessoa ingere excesso de gordura ou açúcar, os macrófagos interpretam essa sobrecarga de nutrientes como um "perigo" ou estresse para o corpo (e é). Como são células do sistema imune, eles ativam uma inflamação local para digerir eventuais células mortas, remodelar o tecido e alertar o corpo sobre o problema.


Contudo, essa inflamação, que é protetora a curto prazo, torna-se um problema quando persiste por muito tempo, pois interfere no metabolismo da glicose e da insulina, gerando resistência e piorando a obesidade. Segundo os autores, a CaMKK2 ativa os macrófagos, ou seja, prolonga essa inflamação prejudicial.


Além de atuar como um interruptor nos macrófagos — decidindo se devem manter a inflamação ou encerrá-la —, a proteína CaMKK2 também conecta o sistema imune ao metabolismo, indicando se as células devem queimar ou armazenar combustíveis como glicose e gordura.


Para entender o papel dessa enzima na regulação da inflamação e no metabolismo corporal — quando a obesidade surge por ingestão excessiva de calorias, gordura e açúcar —, os autores criaram geneticamente ratos que não produziam a CaMKK2 nas células mieloides (originadas na medula óssea).


Divididos em dois grupos, ratos sem CaMKK2 e controles normais receberam uma dieta rica em gordura durante semanas. Em seguida, os pesquisadores avaliaram peso, gordura, gasto energético, alimentação, níveis de glicose e insulina, os tecidos adiposo e hepático, expressão gênica e metabolismo dos macrófagos.


Mesmo com a dieta hipercalórica, os roedores sem a CaMKK2 continuaram magros, pois queimaram mais energia sem reduzir o consumo alimentar. Também apresentaram baixos níveis de glicose e insulina, melhoraram a tolerância à glicose, o metabolismo dos tecidos e não acumularam gordura no fígado.


Em um comunicado, os autores explicam que, quando o gene CaMKK2 é retirado dos macrófagos, o tecido adiposo — que é na verdade um órgão que armazena gordura — passa a funcionar de maneira similar ao de pessoas metabolicamente saudáveis, ou seja, queimando energia eficientemente e sem inflamações.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/desligar-uma-enzima-pode-evitar-a-obesidade-causada-por-excesso-alimentar/ 

O texto aborda uma descoberta científica que relaciona o funcionamento de uma enzima ao controle da obesidade.


Considerando o enfoque do autor, o principal valor do estudo descrito está em: 

Alternativas
Q3896888 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Desligar uma enzima pode evitar a obesidade causada por excesso alimentar


Talvez um dos enigmas mais complexos da saúde pública contemporânea, a prevenção da obesidade foi obtida pela primeira vez em uma prova de conceito conduzida por cientistas da Universidade de Monash, na Austrália, e da Faculdade de Medicina Baylor, nos EUA.


Ao removerem uma enzima chamada CaMKK2 de células do sistema imune (macrófagos) de ratos de laboratório, os animais ficaram protegidos tanto contra a obesidade, quanto contra a resistência à insulina induzidas por dieta. O achado apresenta um alvo até então inédito para o tratamento dos distúrbios metabólicos.


Ao contrário do que muita gente pensa, a obesidade não se resume a "acumular gordura" no organismo. O processo também inclui alterações metabólicas, resistência à insulina — que faz o corpo acumular mais açúcar no sangue — e pequenas inflamações nos tecidos adiposos, no fígado e nos músculos.


Quando a pessoa ingere excesso de gordura ou açúcar, os macrófagos interpretam essa sobrecarga de nutrientes como um "perigo" ou estresse para o corpo (e é). Como são células do sistema imune, eles ativam uma inflamação local para digerir eventuais células mortas, remodelar o tecido e alertar o corpo sobre o problema.


Contudo, essa inflamação, que é protetora a curto prazo, torna-se um problema quando persiste por muito tempo, pois interfere no metabolismo da glicose e da insulina, gerando resistência e piorando a obesidade. Segundo os autores, a CaMKK2 ativa os macrófagos, ou seja, prolonga essa inflamação prejudicial.


Além de atuar como um interruptor nos macrófagos — decidindo se devem manter a inflamação ou encerrá-la —, a proteína CaMKK2 também conecta o sistema imune ao metabolismo, indicando se as células devem queimar ou armazenar combustíveis como glicose e gordura.


Para entender o papel dessa enzima na regulação da inflamação e no metabolismo corporal — quando a obesidade surge por ingestão excessiva de calorias, gordura e açúcar —, os autores criaram geneticamente ratos que não produziam a CaMKK2 nas células mieloides (originadas na medula óssea).


Divididos em dois grupos, ratos sem CaMKK2 e controles normais receberam uma dieta rica em gordura durante semanas. Em seguida, os pesquisadores avaliaram peso, gordura, gasto energético, alimentação, níveis de glicose e insulina, os tecidos adiposo e hepático, expressão gênica e metabolismo dos macrófagos.


Mesmo com a dieta hipercalórica, os roedores sem a CaMKK2 continuaram magros, pois queimaram mais energia sem reduzir o consumo alimentar. Também apresentaram baixos níveis de glicose e insulina, melhoraram a tolerância à glicose, o metabolismo dos tecidos e não acumularam gordura no fígado.


Em um comunicado, os autores explicam que, quando o gene CaMKK2 é retirado dos macrófagos, o tecido adiposo — que é na verdade um órgão que armazena gordura — passa a funcionar de maneira similar ao de pessoas metabolicamente saudáveis, ou seja, queimando energia eficientemente e sem inflamações.


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Os resultados do experimento com ratos mostraram que a ausência da enzima trouxe benefícios mesmo com uma dieta rica em gordura.


O que essa observação sugere sobre o papel da CaMKK2 na obesidade?

Alternativas
Q3896887 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Desligar uma enzima pode evitar a obesidade causada por excesso alimentar


Talvez um dos enigmas mais complexos da saúde pública contemporânea, a prevenção da obesidade foi obtida pela primeira vez em uma prova de conceito conduzida por cientistas da Universidade de Monash, na Austrália, e da Faculdade de Medicina Baylor, nos EUA.


Ao removerem uma enzima chamada CaMKK2 de células do sistema imune (macrófagos) de ratos de laboratório, os animais ficaram protegidos tanto contra a obesidade, quanto contra a resistência à insulina induzidas por dieta. O achado apresenta um alvo até então inédito para o tratamento dos distúrbios metabólicos.


Ao contrário do que muita gente pensa, a obesidade não se resume a "acumular gordura" no organismo. O processo também inclui alterações metabólicas, resistência à insulina — que faz o corpo acumular mais açúcar no sangue — e pequenas inflamações nos tecidos adiposos, no fígado e nos músculos.


Quando a pessoa ingere excesso de gordura ou açúcar, os macrófagos interpretam essa sobrecarga de nutrientes como um "perigo" ou estresse para o corpo (e é). Como são células do sistema imune, eles ativam uma inflamação local para digerir eventuais células mortas, remodelar o tecido e alertar o corpo sobre o problema.


Contudo, essa inflamação, que é protetora a curto prazo, torna-se um problema quando persiste por muito tempo, pois interfere no metabolismo da glicose e da insulina, gerando resistência e piorando a obesidade. Segundo os autores, a CaMKK2 ativa os macrófagos, ou seja, prolonga essa inflamação prejudicial.


Além de atuar como um interruptor nos macrófagos — decidindo se devem manter a inflamação ou encerrá-la —, a proteína CaMKK2 também conecta o sistema imune ao metabolismo, indicando se as células devem queimar ou armazenar combustíveis como glicose e gordura.


Para entender o papel dessa enzima na regulação da inflamação e no metabolismo corporal — quando a obesidade surge por ingestão excessiva de calorias, gordura e açúcar —, os autores criaram geneticamente ratos que não produziam a CaMKK2 nas células mieloides (originadas na medula óssea).


Divididos em dois grupos, ratos sem CaMKK2 e controles normais receberam uma dieta rica em gordura durante semanas. Em seguida, os pesquisadores avaliaram peso, gordura, gasto energético, alimentação, níveis de glicose e insulina, os tecidos adiposo e hepático, expressão gênica e metabolismo dos macrófagos.


Mesmo com a dieta hipercalórica, os roedores sem a CaMKK2 continuaram magros, pois queimaram mais energia sem reduzir o consumo alimentar. Também apresentaram baixos níveis de glicose e insulina, melhoraram a tolerância à glicose, o metabolismo dos tecidos e não acumularam gordura no fígado.


Em um comunicado, os autores explicam que, quando o gene CaMKK2 é retirado dos macrófagos, o tecido adiposo — que é na verdade um órgão que armazena gordura — passa a funcionar de maneira similar ao de pessoas metabolicamente saudáveis, ou seja, queimando energia eficientemente e sem inflamações.


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A narrativa científica explica que a obesidade envolve mais do que o simples acúmulo de gordura corporal.


Com base nas informações do texto, o que o autor pretende destacar ao longo dessa explicação? 

Alternativas
Q3894896 Português
O debate sobre norma culta e variedades linguísticas é central na formação do professor de Língua Portuguesa, exigindo uma postura que supere o mero prescritivismo (o 'certo' vs 'errado'). A Sociolinguística demonstra que a língua é heterogênea e varia de acordo com fatores sociais, regionais, históricos e de estilo (formalidade/informalidade). O papel da escola não é eliminar a variedade linguística do aluno, mas sim apresentar a norma-padrão (ou culta) como uma modalidade específica, associada ao prestígio social e necessária para contextos formais de comunicação, desenvolvendo no aluno a competência de adequação linguística.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre esse tema:

I.A variação linguística diatópica refere-se às diferenças de fala observadas entre diferentes grupos sociais ou faixas etárias, como o uso de gírias.
II.O conceito de 'adequação linguística' propõe que o falante competente é aquele que sabe transitar entre diferentes registros (formal, informal) e variedades, ajustando sua linguagem ao contexto comunicativo.
III.A norma-padrão deve ser ensinada como a única forma correta e legítima de uso da língua, sendo as demais variedades consideradas formas 'corrompidas' ou 'erradas' do idioma.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894895 Português
Além das figuras de pensamento (como metáfora e metonímia), a expressividade de um texto literário, especialmente o poético, é frequentemente construída por meio de figuras de som. Esses recursos exploram a sonoridade das palavras para criar ritmo, musicalidade e sugerir sensações. Entre as principais, destacam-se a aliteração (repetição de sons consonantais), a assonância (repetição de sons vocálicos) e a paronomásia (uso de palavras com sons semelhantes, mas significados diferentes, os parônimos). O professor de literatura deve sensibilizar os alunos para a percepção auditiva do texto como elemento de construção de sentido. Diante disso, assinale a alternativa que classifica corretamente a figura de som predominante no verso 'O *r*ato *r*oeu a *r*oupa do *R*ei de *R*oma'.
Alternativas
Q3894894 Português
A classificação dos textos em tipos textuais (sequências tipológicas) é uma ferramenta metodológica crucial para o ensino da produção e interpretação de textos. Diferente dos gêneros textuais (que são manifestações sociais e históricas, como 'carta', 'e-mail', 'notícia'), as tipologias referem-se aos modos de organização do discurso: narração, descrição, dissertação (argumentação/exposição), injunção e predição. É comum que um gênero textual mobilize diferentes tipos textuais, havendo, contudo, a predominância de um. Um manual de instruções, por exemplo, é predominantemente injuntivo, mas pode conter descrições.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as características das tipologias textuais:

I.A tipologia narrativa caracteriza-se pela presença de uma sequência de ações que ocorrem em determinado tempo e espaço, envolvendo personagens e um narrador que relata os fatos.
II.A tipologia descritiva foca na defesa de um ponto de vista por meio de argumentos lógicos, visando persuadir o leitor a aderir a uma tese central.
III.A tipologia injuntiva (ou instrucional) tem por objetivo orientar ou instruir o interlocutor, utilizando predominantemente verbos no modo imperativo ou no infinitivo.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894893 Português
A implementação do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa trouxe mudanças significativas, especialmente no que tange ao uso do hífen, gerando muitas dúvidas que persistem no ambiente escolar e profissional. O professor de Língua Portuguesa deve dominar essas regras para orientar corretamente os alunos, explicando a lógica por trás das alterações, como a relação entre o final do prefixo e o início da palavra seguinte. As regras gerais envolvem a junção quando as letras são diferentes (exceto 'h') e a separação por hífen quando as letras são iguais, mas há muitas exceções e casos específicos para prefixos como 'sub-', 'co-', 'pós-', 'pré-', entre outros.

Acerca das regras de hifenização vigentes, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Após o prefixo 'sub-', utiliza-se sempre o hífen quando a palavra seguinte iniciar por 'h' ou 'r', como em 'sub-humano' e 'sub-região'.
(__)Os prefixos 'pós-', 'pré-' e 'pró-' (tônicos, acentuados) passaram a se aglutinar com a palavra seguinte, resultando em formas como 'posgraduação' e 'prevestibular'.
(__)O prefixo 'co-' aglutina-se na maioria dos casos, mesmo quando a palavra seguinte começa com 'o' (ex: 'coordenar'), sendo uma exceção à regra de letras iguais.
(__)Utiliza-se o hífen quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com 'r' ou 's', devendo essas consoantes ser duplicadas, como em 'antirracista' e 'ultrassom'.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894892 Português
A intertextualidade é o diálogo entre textos, um fenômeno em que um texto retoma, cita ou se refere a outro texto preexistente, seja de forma explícita ou implícita. Esse recurso é amplamente explorado na literatura, na música, na publicidade e nas artes em geral, exigindo do leitor um repertório cultural para a plena compreensão das referências. Duas das formas mais comuns de intertextualidade são a paráfrase e a paródia. Embora ambas retomem um texto-fonte, elas o fazem com intenções discursivas radicalmente opostas, sendo essencial ao professor de Língua Portuguesa dominar essa distinção para a análise crítica do discurso. Considerando as definições de paráfrase e paródia, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3894891 Português
A construção de um texto coeso e coerente é a base da produção textual eficaz, sendo temas centrais no ensino de Língua Portuguesa. A coerência refere-se à unidade de sentido do texto, à sua inteligibilidade e à ausência de contradições, estabelecendo-se em um nível conceitual e lógico. A coesão, por sua vez, é a manifestação linguística da coerência, materializada por meio de mecanismos gramaticais e lexicais (pronomes, conjunções, elipses, sinônimos) que criam a 'amarração' entre as partes do texto. Um texto pode ser coeso, mas incoerente, ou vice-versa, embora geralmente andem juntos.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre os mecanismos de coesão textual:

I.A coesão referencial anafórica ocorre quando um termo (como um pronome) retoma um elemento já mencionado anteriormente no texto, como em 'João chegou. *Ele* parecia cansado.'
II.A coesão lexical por hiperonímia acontece quando se utiliza um termo mais específico para substituir um mais geral, como substituir 'animal' por 'felino'.
III.A elipse é um mecanismo de coesão que consiste na omissão de um termo que pode ser facilmente subentendido pelo contexto, evitando repetições desnecessárias, como em 'Maria foi ao cinema; João, (foi) ao teatro.'

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894890 Português
A análise sintática do período simples, que envolve a identificação dos termos essenciais (sujeito, predicado), integrantes (objetos, complemento nominal) e acessórios (adjuntos), é uma competência fundamental. Uma dificuldade frequente dos alunos é distinguir termos preposicionados, como o objeto indireto (complemento verbal) e o adjunto adverbial (circunstância). Embora ambos possam ser introduzidos por preposição, o objeto indireto é exigido pela regência do verbo (ex: 'Necessito *de ajuda*'), enquanto o adjunto adverbial indica uma circunstância (tempo, lugar, modo, etc.) e pode ser deslocado ou removido com maior liberdade (ex: 'Estudei *em casa*').

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as funções sintáticas:

I.Na oração 'Os manifestantes precisam de paz', o termo 'de paz' classifica-se como objeto indireto, pois complementa o sentido do verbo transitivo indireto 'precisar'.
II.Em 'Naquela manhã chuvosa, o réu falou ao juiz', o termo 'Naquela manhã chuvosa' funciona como sujeito da oração, pois indica quando a ação ocorreu.
III.Na frase 'A população de São Paulo compareceu ao evento', o termo 'de São Paulo' exerce a função de adjunto adnominal, restringindo o sentido do núcleo do sujeito 'população'.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3894889 Português
A classificação das palavras em classes gramaticais (substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, etc.) é um dos pilares da gramática normativa. No entanto, essa classificação não é fixa; o contexto sintático e semântico pode alterar a classe de uma palavra, fenômeno conhecido como derivação imprópria ou conversão. Um adjetivo pode ser substantivado (ex: 'O *belo* nos atrai'), e um substantivo pode ser adjetivado. Uma confusão comum para os alunos ocorre entre o adjetivo e o advérbio de modo, já que ambos podem caracterizar algo. A distinção fundamental é que o adjetivo se refere a um substantivo (variando em gênero e número), enquanto o advérbio se refere a um verbo, adjetivo ou outro advérbio (sendo invariável).

Acerca dessa mobilidade e classificação das classes gramaticais, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Na frase 'O professor falava *baixo* para não acordar os alunos', a palavra 'baixo' classifica-se como adjetivo, pois caracteriza o professor.
(__)No enunciado 'O *andar* dele é elegante', ocorreu uma derivação imprópria, na qual o verbo 'andar' foi substantivado pelo artigo 'O'.
(__)Na oração 'Os alunos, *felizes*, saíram da sala', a palavra 'felizes' é um advérbio de modo, modificando o verbo 'saíram'.
(__)Em 'Ele é um *bom* profissional' e 'Ele trabalha *bem*', as palavras 'bom' e 'bem' pertencem à mesma classe gramatical (adjetivo), apenas flexionadas.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894888 Português
A estruturação do período composto, seja por coordenação ou subordinação, é um tópico complexo da sintaxe da Língua Portuguesa. As orações coordenadas são sintaticamente independentes, enquanto as subordinadas exercem uma função sintática (sujeito, objeto, adjunto, etc.) em relação à oração principal. No ensino, a classificação das orações subordinadas adverbiais (causais, concessivas, condicionais, temporais, etc.) exige atenção especial, pois a mesma conjunção pode introduzir classificações diferentes dependendo do contexto. Por exemplo, 'como' pode ser causal, comparativo ou conformativo. A análise semântica da relação entre as orações é, portanto, indispensável. Assinale a alternativa que classifica corretamente a oração destacada na frase: 'Embora estivesse exausto, o professor continuou a aplicar a prova'.
Alternativas
Q3894887 Linguística
A Semântica é o ramo da linguística que estuda o significado das palavras e as relações de sentido que se estabelecem entre elas. O domínio do léxico passa pela compreensão desses fenômenos, que são fundamentais para a interpretação e produção de textos coesos e precisos. Conceitos como sinonímia (mesmo sentido), antonímia (sentido oposto), homonímia (mesma pronúncia/grafia, mas sentidos diferentes e origens distintas) e polissemia (uma única palavra com vários sentidos relacionados) são ferramentas de análise textual que o professor de Língua Portuguesa deve explorar exaustivamente.

Acerca das relações semânticas, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A polissemia ocorre quando uma mesma palavra (um único verbete no dicionário) adquire múltiplos significados ao longo do tempo, como a palavra 'banco' (de sentar, instituição financeira).
(__)A homonímia homófona ocorre entre palavras com grafias iguais, mas sons diferentes, como 'colher' (verbo) e 'colher' (substantivo).
(__)A relação entre 'acender' (atear fogo) e 'ascender' (subir) é um exemplo de paronímia, pois são palavras com pronúncia e grafia semelhantes, mas significados distintos.
(__)Sinonímia perfeita, onde duas palavras são absolutamente intercambiáveis em todos os contextos sem qualquer alteração de sentido ou estilo, é um fenômeno comum na língua.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894886 Português
O domínio da norma-padrão exige o conhecimento de regras específicas sobre o emprego de certas palavras ou expressões que frequentemente causam confusão, como 'a/há', 'onde/aonde', 'mal/mau' e, notadamente, os 'porquês'. O uso correto de 'porque' (junto, sem acento), 'porquê' (junto, com acento), 'por que' (separado, sem acento) e 'por quê' (separado, com acento) depende de fatores sintáticos e semânticos complexos, sendo um desafio recorrente no ensino fundamental e médio. 

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre o uso correto dos 'porquês'.

I.Em 'Não sei *por que* ele faltou', usa-se 'por que' (separado) pois equivale a 'por qual motivo' ou 'pela qual razão', introduzindo uma interrogativa indireta.
II.Em 'Ninguém entendeu o *porquê* da demissão', usa-se 'porquê' (junto e com acento) pois se tornou um substantivo, sinônimo de 'o motivo', vindo precedido de artigo.
III.Em 'Ele não veio *porque* estava doente', usa-se 'porque' (junto) pois é uma conjunção causal ou explicativa, podendo ser substituída por 'pois' ou 'visto que'.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894885 Português
A ascensão da comunicação mediada por computador (CMC) e o advento da Web 2.0 trouxeram profundas transformações no uso da língua, criando novos gêneros textuais (como memes, posts, tweets) e popularizando fenômenos como o 'internetês' (uso de abreviações, emojis, e ausência de pontuação/acentuação). Para o professor de Língua Portuguesa, surge o desafio de compreender esses novos letramentos digitais, sem demonizar as práticas dos alunos, mas também sem abandonar o ensino da norma-padrão, essencial para outros contextos sociais. Trata-se de analisar a adequação da linguagem ao contexto de uso, um pilar da sociolinguística.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a relação entre a linguagem da internet e o ensino:

I.Os gêneros digitais, como o meme, possuem características próprias de composição e estilo, exigindo habilidades específicas de leitura que mesclam o verbal e o não verbal (imagético).
II.O uso do 'internetês' (abreviações como 'vc', 'pq') comprovadamente prejudica a capacidade cognitiva dos alunos de aprender a norma-padrão, devendo ser estritamente proibido em qualquer atividade escolar.
III.A noção de 'erro' gramatical em ambientes digitais informais (como chats) deve ser relativizada, compreendendo-a como uma variação ou adequação ao meio, que valoriza a velocidade e a informalidade, diferentemente de um texto acadêmico.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894884 Português
A concordância verbal e nominal é um dos pilares da sintaxe da norma-padrão, estabelecendo a harmonia entre os termos da oração. A regra geral da concordância verbal dita que o verbo concorda em número e pessoa com o sujeito. Contudo, existem numerosos casos especiais que geram dúvidas, como sujeitos compostos, expressões partitivas ('a maioria de'), pronomes relativos ('que'/'quem') e, especialmente, o uso de verbos impessoais como 'haver' no sentido de 'existir', que deve permanecer invariável.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as regras de concordância verbal:

I.Na frase 'Houveram muitos problemas na reunião', a concordância está correta, pois o verbo 'haver' concorda com o sujeito plural 'muitos problemas'.
II.Em 'Faz cinco anos que não o vejo', o verbo 'fazer', indicando tempo decorrido, deve ficar no singular, pois é impessoal.
III.Se o sujeito é composto e posposto ao verbo (ex: 'Chegou o pai e o filho'), a norma-padrão permite tanto a concordância atrativa (com o mais próximo: 'Chegou') quanto a concordância com a soma dos núcleos (plural: 'Chegaram').

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
1721: D
1722: D
1723: B
1724: A
1725: C
1726: D
1727: D
1728: D
1729: A
1730: A
1731: B
1732: C
1733: A
1734: D
1735: C
1736: B
1737: A
1738: B
1739: B
1740: A