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Q2403388 Português

Texto 1 para responder às questões de 1 a 5.

-

1-----------A violência e as violações de direitos de meninas e

meninos perpassam de muitas maneiras a escola, que pode

tanto ser produtora desse fenômeno como pode ser

4---impactada por ele.

-------Mais de 2,8 milhões de crianças e adolescentes de 4 a

17 anos de idade estavam fora da escola no País, em 2015.

7-- Essa exclusão tem rosto e endereço: trata-se de meninas e

meninos que vivem em domicílios com renda per capita de

até meio salário mínimo (53%), cuja maioria é negra e

10--possui direitos violados também em outras áreas, tais como

saúde, assistência social e proteção.

-------A exclusão escolar faz com que muitas dessas

13--crianças e adolescentes, quando conseguem retornar para a

escola, estejam em situação de atraso escolar. Quase 6,5

milhões de estudantes da educação básica pública estavam,

16--em 2018, em distorção idade-série no País, ou seja,

possuíam dois ou mais anos de atraso escolar. O perfil de

vulnerabilidade se fortalece, e milhões de crianças e

19--adolescentes ficam atados ao ciclo do fracasso escolar.

-------Estudo do Unicef a respeito dos homicídios de

adolescentes no estado do Ceará verificou que mais de 70%

22--dos adolescentes que foram assassinados em 2015, nas sete

cidades cearenses pesquisadas, estavam fora da escola há

pelo menos seis meses.

25-----------A evasão escolar e o baixo número de anos de estudo

colaboram para a vulnerabilidade de crianças e adolescentes,

o que aumenta suas chances de vitimização.

28-----------Esses dados indicam a importância do papel da

educação na proteção de crianças e de adolescentes contra

as violências. Contudo, a educação por si só não consegue

31--enfrentar a complexidade desse fenômeno, que reivindica a

participação de diversas políticas públicas, tais como as de

assistência social, saúde, segurança pública, cultura, entre

34--outras.

-

Disponível em: <https://www.unicef.org/brazil/relatorios/educacao-que

protege-contra-violencia>. Acesso em: 30 jul. 2022 (fragmento),

com adaptações.


Com base na leitura do texto, acerca da violência sofrida por crianças e adolescentes, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2400859 Literatura

Leia o poema de Raimundo Correia e responda a alternativa correta:


MAL SECRETO


Se a cólera que espuma, a dor que mora

N'alma, e destrói cada ilusão que nasce,

Tudo o que punge, tudo o que devora

O coração, no rosto se estampasse;

Se se pudesse, o espírito que chora,

Ver através da máscara da face,

Quanta gente, talvez, que inveja agora

Nos causa, então piedade nos causasse!

Quanta gente que ri, talvez, consigo

Guarda um atroz, recôndito inimigo,

Como invisível chaga cancerosa!

Quanta gente que ri, talvez existe,

Cuja ventura única consiste

Em parecer aos outros venturosa!


CORREIA, Raimundo. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Editora José Aguilar, 1961, p.135-136.

Alternativas
Q2400856 Português

Observe a charge abaixo e responda:


Imagem associada para resolução da questão

http://www.mundoeducacao.com/upload/conteudo/tirinha-da- mafalda(1).jpg


No terceiro quadrinho a fala do personagem poderia ser substituída mantendo o sentido por:

Alternativas
Q2400852 Português

Leia o texto abaixo para responder as questões 22 e 23.


A escola que não ensina


Os índices de educação no Brasil continuam a trazer más surpresas. Muitos falam no aumento da quantidade de crianças e jovens que vão às escolas. Mas por trás desse avanço do ingresso de alunos ainda estão muitas distorções. O IBGE revelou na semana passada que mais de 2,1 milhões de estudantes, com idade entre sete e 14 anos, podem ser considerados analfabetos. Em outras palavras: são jovens que frequentam ou estão matriculados em instituições de ensino, mas não estão aprendendo. O quadro é desolador: basta verificar que este número corresponde a 87,2% dos 2,4 milhões de analfabetos que o Brasil tem na faixa de idade entre sete e 14 anos. Os outros 300 mil estão à margem, absolutamente fora do sistema de ensino. Nos números do instituto dá para se notar ainda que cerca de 30% das crianças com sete anos matriculadas nas escolas não sabem ler e escrever. Essa é considerada a idade fundamental na trajetória de formação dos jovens. E logo nessa faixa etária os números não são nada animadores. Em especial quando se olha para a parte de cima do mapa. A desigualdade social e regional do País tem impacto forte nas estatísticas. No Nordeste do Brasil, o índice dos analfabetos de sete anos sobe para 44%. No Norte, para 39,6%.

O que o trabalho do IBGE traduz essencialmente é que as autoridades, o Estado e o sistema como um todo têm falhado no objetivo básico da educação. Seja pelo conteúdo didático inadequado, seja pela falta de investimentos na formação dos professores, pela má qualidade das estruturas educacionais ou pelo conjunto dessas deficiências. A educação, como todos sabem, é a pedra fundamental no desenvolvimento de qualquer país. E o Brasil tem demorado a fazer o salto de padrão nessa área – podendo vir a comprometer todo o resto. O orçamento destinado pelo governo para tirar o atraso, que vem de décadas de descaso, está longe do ideal. A sociedade, em um grande mutirão que reúna a iniciativa pública e privada, tem que se mobilizar para reverter essa realidade. E um dos caminhos é afastar da frente a ideia da escola que não ensina, que serve apenas como fachada de marketing para interesses eleitoreiros. Já seria um bom começo.


Carlos José Marques, (Revista Época) EDIÇÃO Nº 2710 22/12

Analise a frase a seguir retirada do texto acima e marque a alternativa correta sobre orações coordenadas e subordinadas. “são jovens que frequentam ou estão matriculados em instituições de ensino, mas não estão aprendendo”. A parte em destaque pode ser considerada como:

Alternativas
Q2400846 Português

Leia o texto abaixo para responder as questões 22 e 23.


A escola que não ensina


Os índices de educação no Brasil continuam a trazer más surpresas. Muitos falam no aumento da quantidade de crianças e jovens que vão às escolas. Mas por trás desse avanço do ingresso de alunos ainda estão muitas distorções. O IBGE revelou na semana passada que mais de 2,1 milhões de estudantes, com idade entre sete e 14 anos, podem ser considerados analfabetos. Em outras palavras: são jovens que frequentam ou estão matriculados em instituições de ensino, mas não estão aprendendo. O quadro é desolador: basta verificar que este número corresponde a 87,2% dos 2,4 milhões de analfabetos que o Brasil tem na faixa de idade entre sete e 14 anos. Os outros 300 mil estão à margem, absolutamente fora do sistema de ensino. Nos números do instituto dá para se notar ainda que cerca de 30% das crianças com sete anos matriculadas nas escolas não sabem ler e escrever. Essa é considerada a idade fundamental na trajetória de formação dos jovens. E logo nessa faixa etária os números não são nada animadores. Em especial quando se olha para a parte de cima do mapa. A desigualdade social e regional do País tem impacto forte nas estatísticas. No Nordeste do Brasil, o índice dos analfabetos de sete anos sobe para 44%. No Norte, para 39,6%.

O que o trabalho do IBGE traduz essencialmente é que as autoridades, o Estado e o sistema como um todo têm falhado no objetivo básico da educação. Seja pelo conteúdo didático inadequado, seja pela falta de investimentos na formação dos professores, pela má qualidade das estruturas educacionais ou pelo conjunto dessas deficiências. A educação, como todos sabem, é a pedra fundamental no desenvolvimento de qualquer país. E o Brasil tem demorado a fazer o salto de padrão nessa área – podendo vir a comprometer todo o resto. O orçamento destinado pelo governo para tirar o atraso, que vem de décadas de descaso, está longe do ideal. A sociedade, em um grande mutirão que reúna a iniciativa pública e privada, tem que se mobilizar para reverter essa realidade. E um dos caminhos é afastar da frente a ideia da escola que não ensina, que serve apenas como fachada de marketing para interesses eleitoreiros. Já seria um bom começo.


Carlos José Marques, (Revista Época) EDIÇÃO Nº 2710 22/12

O texto acima “A escola que não ensina”, é classificado como:

Alternativas
Q2400837 Português

Confidência do Itabirano


  1. “Alguns anos vivi em Itabira.
  2. Principalmente nasci em Itabira
  3. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
  4. Noventa por cento de ferro nas calçadas.
  5. Oitenta por cento de ferro nas almas.
  6. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
  7. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
  8. vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
  9. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
  10. é doce herança itabirana.
  11. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
  12. esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
  13. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
  14. este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
  15. este orgulho, esta cabeça baixa...
  16. Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
  17. Hoje sou funcionário público.
  18. Itabira é apenas uma fotografia na parede.
  19. Mas como dói!”


ANDRADE, Carlos Drummond de. Confidência do itabirano. In:_____. Obra completa. 2. ed. Rio de Janeiro, Aguilar, 1967. p. 101-2.

Observe a posição dos pronomes - me, nos, te, vos, se, o(s), a(s), lhe(s) - em relação ao verbo, do que resulta a próclise, a mesóclise e a ênclise. De acordo com a sequência das frases, marque a alternativa correta sobre a colocação pronominal:


I-Não o vi daquele jeito. Mas isso me lembrava de alguém. (Mesóclise e próclise nas duas frases).

II-Ontem me avisaram que ninguém viria. Orgulhar-me-ia das melhores amigas. (Próclise e Mesóclise nas duas frases).

III-Quando terminar, chamem-nos aqui. Quando te falaram que era tudo mentira? (Mesóclise e Próclise nas duas frases).

IV-Alguns lhes deixaram triste. Quem te falou sobre a festa? (Próclise e Próclise nas duas frases).

Alternativas
Q2400835 Português

Confidência do Itabirano


  1. “Alguns anos vivi em Itabira.
  2. Principalmente nasci em Itabira
  3. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
  4. Noventa por cento de ferro nas calçadas.
  5. Oitenta por cento de ferro nas almas.
  6. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
  7. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
  8. vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
  9. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
  10. é doce herança itabirana.
  11. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
  12. esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
  13. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
  14. este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
  15. este orgulho, esta cabeça baixa...
  16. Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
  17. Hoje sou funcionário público.
  18. Itabira é apenas uma fotografia na parede.
  19. Mas como dói!”


ANDRADE, Carlos Drummond de. Confidência do itabirano. In:_____. Obra completa. 2. ed. Rio de Janeiro, Aguilar, 1967. p. 101-2.

No poema acima no verso (6)E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação”. Pode-se dizer que a origem da palavra em destaque, no processo de formação de palavras ocorre em sua derivação por:

Alternativas
Q2400834 Português

Confidência do Itabirano


  1. “Alguns anos vivi em Itabira.
  2. Principalmente nasci em Itabira
  3. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
  4. Noventa por cento de ferro nas calçadas.
  5. Oitenta por cento de ferro nas almas.
  6. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
  7. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
  8. vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
  9. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
  10. é doce herança itabirana.
  11. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
  12. esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
  13. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
  14. este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
  15. este orgulho, esta cabeça baixa...
  16. Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
  17. Hoje sou funcionário público.
  18. Itabira é apenas uma fotografia na parede.
  19. Mas como dói!”


ANDRADE, Carlos Drummond de. Confidência do itabirano. In:_____. Obra completa. 2. ed. Rio de Janeiro, Aguilar, 1967. p. 101-2.

No texto acima o autor fala do lugar em que viveu, e para isso, é feito o uso de alguns recursos, como: estilísticos, gramaticais e recursos de pontuações que contribuem para a compreensão e interpretação textual, sendo assim, marque a alternativa correta.


I-É utilizada pelo poeta uma linguagem conotativa, na qual alguns versos foram elaborados no sentido figurado.

II-O poema apresenta um sentido denotativo, com ausência de figuras de linguagem que traz uma compreensão singular.

III-O poeta traz elementos comuns da vida cotidiana, apresenta sentimentos melancólicos no decorrer do poema e para tais características faz uso de figuras de linguagem.

IV-No poema é usada uma linguagem informal, sem necessidade de recursos estilísticos para construção de sentidos.


Sobre as opções acima é correto afirma que:

Alternativas
Q2395912 Atualidades

Complete a lacuna:


Como forma de tornar viva sua memória, de transmitir seus ideais e inspirar as novas gerações a trilharem o caminho do conhecimento, da preservação do meio ambiente, do estudo da nossa história, fica instalada em Roseira, a Semana Municipal ____________________


Uma lei elaborada pelo Executivo e aprovada na Câmara Municipal de Roseira. Durante a semana, as escolas poderão fazer atividades voltadas à Conservação do Meio Ambiente, Literatura e História, conforme programação definida pela Secretaria de Educação.

Alternativas
Q2372595 Português
GRAMÁTICA: A QUEM SERÁ QUE SE DESTINA


         Faz um bom tempo já que se firmou entre os pesquisadores da área da educação linguística a convicção de que a função primordial da escola, no que diz respeito à pedagogia de língua materna, é promover o letramento de seus aprendizes. E para essa promoção do letramento, as atividades fundamentais são a leitura e a escrita, com foco na diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade.

           Além da leitura e da escrita, também tem espaço em sala de aula para a reflexão sobre a língua e a linguagem. Essa reflexão deve ser feita primordialmente através das chamadas atividades epilinguísticas, aquelas que não recorrem à nomenclatura técnica (a metalinguagem), de modo a permitir o percurso uso→reflexão→uso. Isso, logo de saída, implica que tais atividades só podem ser feitas a partir de textos autênticos, falados e escritos, dos quais se possa depreender o funcionamento da língua na construção dos sentidos. O enfoque deve ser, portanto, essencialmente semântico-pragmático-discursivo: as reflexões sobre os aspectos especificamente gramaticais precisam ser lançadas contra esse pano de fundo semântico-pragmático-discursivo, de modo a conscientizar o aprendiz de que os recursos disponíveis na língua são ativados essencialmente para a produção de sentido e a interação social.

         É do uso que se depreende a gramática, é do discurso que se chega nas regularidades (sempre instáveis e provisórias) da língua – uma distinção, é claro, que tem aqui uma perspectiva apenas pedagógica, já que na prática social mais ampla discurso e sistema (ou uso e gramática) interagem sem cessar, são indissociáveis, tanto quanto o oxigênio e o hidrogênio da água: são os usos frequentes e regulares de determinada forma linguística que acabam por transformá-la em regra gramatical, assim como são as regras gramaticais as condicionadoras dos usos linguísticos. Dado que só existe língua se existirem falantes dessa língua, ou seja, só existe língua em uso, a prática da linguagem como atividade constitutiva da própria natureza humana (natureza cognitiva e sociocultural) é que ditará os rumos da língua, num processo cíclico e permanente, que só se interrompe quando e se deixarem de existir falantes da língua.


BAGNO, Marcos. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, pp. 19-20. 
No que se refere à construção sublinhada no excerto “[...] as reflexões sobre os aspectos especificamente gramaticais precisam ser lançadas contra esse pano de fundo semântico-pragmático-discursivo [...], o termo que melhor poderia substituí-la, “sem alterar o sentido do enunciado”, é 
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Q2372594 Português
GRAMÁTICA: A QUEM SERÁ QUE SE DESTINA


         Faz um bom tempo já que se firmou entre os pesquisadores da área da educação linguística a convicção de que a função primordial da escola, no que diz respeito à pedagogia de língua materna, é promover o letramento de seus aprendizes. E para essa promoção do letramento, as atividades fundamentais são a leitura e a escrita, com foco na diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade.

           Além da leitura e da escrita, também tem espaço em sala de aula para a reflexão sobre a língua e a linguagem. Essa reflexão deve ser feita primordialmente através das chamadas atividades epilinguísticas, aquelas que não recorrem à nomenclatura técnica (a metalinguagem), de modo a permitir o percurso uso→reflexão→uso. Isso, logo de saída, implica que tais atividades só podem ser feitas a partir de textos autênticos, falados e escritos, dos quais se possa depreender o funcionamento da língua na construção dos sentidos. O enfoque deve ser, portanto, essencialmente semântico-pragmático-discursivo: as reflexões sobre os aspectos especificamente gramaticais precisam ser lançadas contra esse pano de fundo semântico-pragmático-discursivo, de modo a conscientizar o aprendiz de que os recursos disponíveis na língua são ativados essencialmente para a produção de sentido e a interação social.

         É do uso que se depreende a gramática, é do discurso que se chega nas regularidades (sempre instáveis e provisórias) da língua – uma distinção, é claro, que tem aqui uma perspectiva apenas pedagógica, já que na prática social mais ampla discurso e sistema (ou uso e gramática) interagem sem cessar, são indissociáveis, tanto quanto o oxigênio e o hidrogênio da água: são os usos frequentes e regulares de determinada forma linguística que acabam por transformá-la em regra gramatical, assim como são as regras gramaticais as condicionadoras dos usos linguísticos. Dado que só existe língua se existirem falantes dessa língua, ou seja, só existe língua em uso, a prática da linguagem como atividade constitutiva da própria natureza humana (natureza cognitiva e sociocultural) é que ditará os rumos da língua, num processo cíclico e permanente, que só se interrompe quando e se deixarem de existir falantes da língua.


BAGNO, Marcos. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, pp. 19-20. 
O pronome sublinhado no excerto “[...] são os usos frequentes e regulares de determinada forma linguística que acabam por transformá-la em regra gramatical” remete anaforicamente ao referente 
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Q2372593 Português
GRAMÁTICA: A QUEM SERÁ QUE SE DESTINA


         Faz um bom tempo já que se firmou entre os pesquisadores da área da educação linguística a convicção de que a função primordial da escola, no que diz respeito à pedagogia de língua materna, é promover o letramento de seus aprendizes. E para essa promoção do letramento, as atividades fundamentais são a leitura e a escrita, com foco na diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade.

           Além da leitura e da escrita, também tem espaço em sala de aula para a reflexão sobre a língua e a linguagem. Essa reflexão deve ser feita primordialmente através das chamadas atividades epilinguísticas, aquelas que não recorrem à nomenclatura técnica (a metalinguagem), de modo a permitir o percurso uso→reflexão→uso. Isso, logo de saída, implica que tais atividades só podem ser feitas a partir de textos autênticos, falados e escritos, dos quais se possa depreender o funcionamento da língua na construção dos sentidos. O enfoque deve ser, portanto, essencialmente semântico-pragmático-discursivo: as reflexões sobre os aspectos especificamente gramaticais precisam ser lançadas contra esse pano de fundo semântico-pragmático-discursivo, de modo a conscientizar o aprendiz de que os recursos disponíveis na língua são ativados essencialmente para a produção de sentido e a interação social.

         É do uso que se depreende a gramática, é do discurso que se chega nas regularidades (sempre instáveis e provisórias) da língua – uma distinção, é claro, que tem aqui uma perspectiva apenas pedagógica, já que na prática social mais ampla discurso e sistema (ou uso e gramática) interagem sem cessar, são indissociáveis, tanto quanto o oxigênio e o hidrogênio da água: são os usos frequentes e regulares de determinada forma linguística que acabam por transformá-la em regra gramatical, assim como são as regras gramaticais as condicionadoras dos usos linguísticos. Dado que só existe língua se existirem falantes dessa língua, ou seja, só existe língua em uso, a prática da linguagem como atividade constitutiva da própria natureza humana (natureza cognitiva e sociocultural) é que ditará os rumos da língua, num processo cíclico e permanente, que só se interrompe quando e se deixarem de existir falantes da língua.


BAGNO, Marcos. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, pp. 19-20. 
No fragmento “[...] a função primordial da escola [...] é promover o letramento de seus aprendizes”, o termo sublinhado classifica-se morfossintaticamente como
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Q2372592 Português
GRAMÁTICA: A QUEM SERÁ QUE SE DESTINA


         Faz um bom tempo já que se firmou entre os pesquisadores da área da educação linguística a convicção de que a função primordial da escola, no que diz respeito à pedagogia de língua materna, é promover o letramento de seus aprendizes. E para essa promoção do letramento, as atividades fundamentais são a leitura e a escrita, com foco na diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade.

           Além da leitura e da escrita, também tem espaço em sala de aula para a reflexão sobre a língua e a linguagem. Essa reflexão deve ser feita primordialmente através das chamadas atividades epilinguísticas, aquelas que não recorrem à nomenclatura técnica (a metalinguagem), de modo a permitir o percurso uso→reflexão→uso. Isso, logo de saída, implica que tais atividades só podem ser feitas a partir de textos autênticos, falados e escritos, dos quais se possa depreender o funcionamento da língua na construção dos sentidos. O enfoque deve ser, portanto, essencialmente semântico-pragmático-discursivo: as reflexões sobre os aspectos especificamente gramaticais precisam ser lançadas contra esse pano de fundo semântico-pragmático-discursivo, de modo a conscientizar o aprendiz de que os recursos disponíveis na língua são ativados essencialmente para a produção de sentido e a interação social.

         É do uso que se depreende a gramática, é do discurso que se chega nas regularidades (sempre instáveis e provisórias) da língua – uma distinção, é claro, que tem aqui uma perspectiva apenas pedagógica, já que na prática social mais ampla discurso e sistema (ou uso e gramática) interagem sem cessar, são indissociáveis, tanto quanto o oxigênio e o hidrogênio da água: são os usos frequentes e regulares de determinada forma linguística que acabam por transformá-la em regra gramatical, assim como são as regras gramaticais as condicionadoras dos usos linguísticos. Dado que só existe língua se existirem falantes dessa língua, ou seja, só existe língua em uso, a prática da linguagem como atividade constitutiva da própria natureza humana (natureza cognitiva e sociocultural) é que ditará os rumos da língua, num processo cíclico e permanente, que só se interrompe quando e se deixarem de existir falantes da língua.


BAGNO, Marcos. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, pp. 19-20. 
Assinale a alternativa em que o fragmento da BNCC – Base Nacional Comum Curricular – aborda temática mais próxima daquela contida no excerto “Essa reflexão deve ser feita primordialmente através das chamadas atividades epilinguísticas, aquelas que não recorrem à nomenclatura técnica (a metalinguagem), de modo a permitir o percurso uso→reflexão→uso. Isso, logo de saída, implica que tais atividades só podem ser feitas a partir de textos autênticos, falados e escritos, dos quais se possa depreender o funcionamento da língua na construção dos sentidos”:
Alternativas
Q2372591 Português
GRAMÁTICA: A QUEM SERÁ QUE SE DESTINA


         Faz um bom tempo já que se firmou entre os pesquisadores da área da educação linguística a convicção de que a função primordial da escola, no que diz respeito à pedagogia de língua materna, é promover o letramento de seus aprendizes. E para essa promoção do letramento, as atividades fundamentais são a leitura e a escrita, com foco na diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade.

           Além da leitura e da escrita, também tem espaço em sala de aula para a reflexão sobre a língua e a linguagem. Essa reflexão deve ser feita primordialmente através das chamadas atividades epilinguísticas, aquelas que não recorrem à nomenclatura técnica (a metalinguagem), de modo a permitir o percurso uso→reflexão→uso. Isso, logo de saída, implica que tais atividades só podem ser feitas a partir de textos autênticos, falados e escritos, dos quais se possa depreender o funcionamento da língua na construção dos sentidos. O enfoque deve ser, portanto, essencialmente semântico-pragmático-discursivo: as reflexões sobre os aspectos especificamente gramaticais precisam ser lançadas contra esse pano de fundo semântico-pragmático-discursivo, de modo a conscientizar o aprendiz de que os recursos disponíveis na língua são ativados essencialmente para a produção de sentido e a interação social.

         É do uso que se depreende a gramática, é do discurso que se chega nas regularidades (sempre instáveis e provisórias) da língua – uma distinção, é claro, que tem aqui uma perspectiva apenas pedagógica, já que na prática social mais ampla discurso e sistema (ou uso e gramática) interagem sem cessar, são indissociáveis, tanto quanto o oxigênio e o hidrogênio da água: são os usos frequentes e regulares de determinada forma linguística que acabam por transformá-la em regra gramatical, assim como são as regras gramaticais as condicionadoras dos usos linguísticos. Dado que só existe língua se existirem falantes dessa língua, ou seja, só existe língua em uso, a prática da linguagem como atividade constitutiva da própria natureza humana (natureza cognitiva e sociocultural) é que ditará os rumos da língua, num processo cíclico e permanente, que só se interrompe quando e se deixarem de existir falantes da língua.


BAGNO, Marcos. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, pp. 19-20. 
Na passagem “Isso, logo de saída, implica que tais atividades só podem ser feitas a partir de textos autênticos [...]”, as palavras que estabelecem com os termos sublinhados as relações semânticas de antonímia (para o caso da palavra “saída”) e sinonímia (em se tratando da palavra “autênticos”), respectivamente, são
Alternativas
Q2372590 Português
GRAMÁTICA: A QUEM SERÁ QUE SE DESTINA


         Faz um bom tempo já que se firmou entre os pesquisadores da área da educação linguística a convicção de que a função primordial da escola, no que diz respeito à pedagogia de língua materna, é promover o letramento de seus aprendizes. E para essa promoção do letramento, as atividades fundamentais são a leitura e a escrita, com foco na diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade.

           Além da leitura e da escrita, também tem espaço em sala de aula para a reflexão sobre a língua e a linguagem. Essa reflexão deve ser feita primordialmente através das chamadas atividades epilinguísticas, aquelas que não recorrem à nomenclatura técnica (a metalinguagem), de modo a permitir o percurso uso→reflexão→uso. Isso, logo de saída, implica que tais atividades só podem ser feitas a partir de textos autênticos, falados e escritos, dos quais se possa depreender o funcionamento da língua na construção dos sentidos. O enfoque deve ser, portanto, essencialmente semântico-pragmático-discursivo: as reflexões sobre os aspectos especificamente gramaticais precisam ser lançadas contra esse pano de fundo semântico-pragmático-discursivo, de modo a conscientizar o aprendiz de que os recursos disponíveis na língua são ativados essencialmente para a produção de sentido e a interação social.

         É do uso que se depreende a gramática, é do discurso que se chega nas regularidades (sempre instáveis e provisórias) da língua – uma distinção, é claro, que tem aqui uma perspectiva apenas pedagógica, já que na prática social mais ampla discurso e sistema (ou uso e gramática) interagem sem cessar, são indissociáveis, tanto quanto o oxigênio e o hidrogênio da água: são os usos frequentes e regulares de determinada forma linguística que acabam por transformá-la em regra gramatical, assim como são as regras gramaticais as condicionadoras dos usos linguísticos. Dado que só existe língua se existirem falantes dessa língua, ou seja, só existe língua em uso, a prática da linguagem como atividade constitutiva da própria natureza humana (natureza cognitiva e sociocultural) é que ditará os rumos da língua, num processo cíclico e permanente, que só se interrompe quando e se deixarem de existir falantes da língua.


BAGNO, Marcos. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, pp. 19-20. 
Na passagem “Essa reflexão deve ser feita primordialmente através das chamadas atividades epilinguísticas, aquelas que não recorrem à nomenclatura técnica (a metalinguagem), de modo a permitir o percurso uso→reflexão→uso.”, a construção sublinhada exerce a função sintática de
Alternativas
Q2372589 Linguística
GRAMÁTICA: A QUEM SERÁ QUE SE DESTINA


         Faz um bom tempo já que se firmou entre os pesquisadores da área da educação linguística a convicção de que a função primordial da escola, no que diz respeito à pedagogia de língua materna, é promover o letramento de seus aprendizes. E para essa promoção do letramento, as atividades fundamentais são a leitura e a escrita, com foco na diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade.

           Além da leitura e da escrita, também tem espaço em sala de aula para a reflexão sobre a língua e a linguagem. Essa reflexão deve ser feita primordialmente através das chamadas atividades epilinguísticas, aquelas que não recorrem à nomenclatura técnica (a metalinguagem), de modo a permitir o percurso uso→reflexão→uso. Isso, logo de saída, implica que tais atividades só podem ser feitas a partir de textos autênticos, falados e escritos, dos quais se possa depreender o funcionamento da língua na construção dos sentidos. O enfoque deve ser, portanto, essencialmente semântico-pragmático-discursivo: as reflexões sobre os aspectos especificamente gramaticais precisam ser lançadas contra esse pano de fundo semântico-pragmático-discursivo, de modo a conscientizar o aprendiz de que os recursos disponíveis na língua são ativados essencialmente para a produção de sentido e a interação social.

         É do uso que se depreende a gramática, é do discurso que se chega nas regularidades (sempre instáveis e provisórias) da língua – uma distinção, é claro, que tem aqui uma perspectiva apenas pedagógica, já que na prática social mais ampla discurso e sistema (ou uso e gramática) interagem sem cessar, são indissociáveis, tanto quanto o oxigênio e o hidrogênio da água: são os usos frequentes e regulares de determinada forma linguística que acabam por transformá-la em regra gramatical, assim como são as regras gramaticais as condicionadoras dos usos linguísticos. Dado que só existe língua se existirem falantes dessa língua, ou seja, só existe língua em uso, a prática da linguagem como atividade constitutiva da própria natureza humana (natureza cognitiva e sociocultural) é que ditará os rumos da língua, num processo cíclico e permanente, que só se interrompe quando e se deixarem de existir falantes da língua.


BAGNO, Marcos. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, pp. 19-20. 
No fragmento “O enfoque deve ser, portanto, essencialmente semântico-pragmático-discursivo: as reflexões sobre os aspectos especificamente gramaticais precisam ser lançadas contra esse pano de fundo semântico-pragmático-discursivo [...]”, faz-se referência a determinadas esferas de análise da língua. Em linhas gerais, sobre os aspectos semântico e pragmático da língua, é correto afirmar que
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Q2372588 Português
GRAMÁTICA: A QUEM SERÁ QUE SE DESTINA


         Faz um bom tempo já que se firmou entre os pesquisadores da área da educação linguística a convicção de que a função primordial da escola, no que diz respeito à pedagogia de língua materna, é promover o letramento de seus aprendizes. E para essa promoção do letramento, as atividades fundamentais são a leitura e a escrita, com foco na diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade.

           Além da leitura e da escrita, também tem espaço em sala de aula para a reflexão sobre a língua e a linguagem. Essa reflexão deve ser feita primordialmente através das chamadas atividades epilinguísticas, aquelas que não recorrem à nomenclatura técnica (a metalinguagem), de modo a permitir o percurso uso→reflexão→uso. Isso, logo de saída, implica que tais atividades só podem ser feitas a partir de textos autênticos, falados e escritos, dos quais se possa depreender o funcionamento da língua na construção dos sentidos. O enfoque deve ser, portanto, essencialmente semântico-pragmático-discursivo: as reflexões sobre os aspectos especificamente gramaticais precisam ser lançadas contra esse pano de fundo semântico-pragmático-discursivo, de modo a conscientizar o aprendiz de que os recursos disponíveis na língua são ativados essencialmente para a produção de sentido e a interação social.

         É do uso que se depreende a gramática, é do discurso que se chega nas regularidades (sempre instáveis e provisórias) da língua – uma distinção, é claro, que tem aqui uma perspectiva apenas pedagógica, já que na prática social mais ampla discurso e sistema (ou uso e gramática) interagem sem cessar, são indissociáveis, tanto quanto o oxigênio e o hidrogênio da água: são os usos frequentes e regulares de determinada forma linguística que acabam por transformá-la em regra gramatical, assim como são as regras gramaticais as condicionadoras dos usos linguísticos. Dado que só existe língua se existirem falantes dessa língua, ou seja, só existe língua em uso, a prática da linguagem como atividade constitutiva da própria natureza humana (natureza cognitiva e sociocultural) é que ditará os rumos da língua, num processo cíclico e permanente, que só se interrompe quando e se deixarem de existir falantes da língua.


BAGNO, Marcos. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, pp. 19-20. 
No que se refere ao excerto “É do uso que se depreende a gramática, é do discurso que se chega nas regularidades (sempre instáveis e provisórias) da língua [...]”, pode-se afirmar que 
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Q2372587 Português
GRAMÁTICA: A QUEM SERÁ QUE SE DESTINA


         Faz um bom tempo já que se firmou entre os pesquisadores da área da educação linguística a convicção de que a função primordial da escola, no que diz respeito à pedagogia de língua materna, é promover o letramento de seus aprendizes. E para essa promoção do letramento, as atividades fundamentais são a leitura e a escrita, com foco na diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade.

           Além da leitura e da escrita, também tem espaço em sala de aula para a reflexão sobre a língua e a linguagem. Essa reflexão deve ser feita primordialmente através das chamadas atividades epilinguísticas, aquelas que não recorrem à nomenclatura técnica (a metalinguagem), de modo a permitir o percurso uso→reflexão→uso. Isso, logo de saída, implica que tais atividades só podem ser feitas a partir de textos autênticos, falados e escritos, dos quais se possa depreender o funcionamento da língua na construção dos sentidos. O enfoque deve ser, portanto, essencialmente semântico-pragmático-discursivo: as reflexões sobre os aspectos especificamente gramaticais precisam ser lançadas contra esse pano de fundo semântico-pragmático-discursivo, de modo a conscientizar o aprendiz de que os recursos disponíveis na língua são ativados essencialmente para a produção de sentido e a interação social.

         É do uso que se depreende a gramática, é do discurso que se chega nas regularidades (sempre instáveis e provisórias) da língua – uma distinção, é claro, que tem aqui uma perspectiva apenas pedagógica, já que na prática social mais ampla discurso e sistema (ou uso e gramática) interagem sem cessar, são indissociáveis, tanto quanto o oxigênio e o hidrogênio da água: são os usos frequentes e regulares de determinada forma linguística que acabam por transformá-la em regra gramatical, assim como são as regras gramaticais as condicionadoras dos usos linguísticos. Dado que só existe língua se existirem falantes dessa língua, ou seja, só existe língua em uso, a prática da linguagem como atividade constitutiva da própria natureza humana (natureza cognitiva e sociocultural) é que ditará os rumos da língua, num processo cíclico e permanente, que só se interrompe quando e se deixarem de existir falantes da língua.


BAGNO, Marcos. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, pp. 19-20. 
Em se tratando das atividades epilinguísticas referidas no texto, é correto afirmar que
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Q2372586 Português
GRAMÁTICA: A QUEM SERÁ QUE SE DESTINA


         Faz um bom tempo já que se firmou entre os pesquisadores da área da educação linguística a convicção de que a função primordial da escola, no que diz respeito à pedagogia de língua materna, é promover o letramento de seus aprendizes. E para essa promoção do letramento, as atividades fundamentais são a leitura e a escrita, com foco na diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade.

           Além da leitura e da escrita, também tem espaço em sala de aula para a reflexão sobre a língua e a linguagem. Essa reflexão deve ser feita primordialmente através das chamadas atividades epilinguísticas, aquelas que não recorrem à nomenclatura técnica (a metalinguagem), de modo a permitir o percurso uso→reflexão→uso. Isso, logo de saída, implica que tais atividades só podem ser feitas a partir de textos autênticos, falados e escritos, dos quais se possa depreender o funcionamento da língua na construção dos sentidos. O enfoque deve ser, portanto, essencialmente semântico-pragmático-discursivo: as reflexões sobre os aspectos especificamente gramaticais precisam ser lançadas contra esse pano de fundo semântico-pragmático-discursivo, de modo a conscientizar o aprendiz de que os recursos disponíveis na língua são ativados essencialmente para a produção de sentido e a interação social.

         É do uso que se depreende a gramática, é do discurso que se chega nas regularidades (sempre instáveis e provisórias) da língua – uma distinção, é claro, que tem aqui uma perspectiva apenas pedagógica, já que na prática social mais ampla discurso e sistema (ou uso e gramática) interagem sem cessar, são indissociáveis, tanto quanto o oxigênio e o hidrogênio da água: são os usos frequentes e regulares de determinada forma linguística que acabam por transformá-la em regra gramatical, assim como são as regras gramaticais as condicionadoras dos usos linguísticos. Dado que só existe língua se existirem falantes dessa língua, ou seja, só existe língua em uso, a prática da linguagem como atividade constitutiva da própria natureza humana (natureza cognitiva e sociocultural) é que ditará os rumos da língua, num processo cíclico e permanente, que só se interrompe quando e se deixarem de existir falantes da língua.


BAGNO, Marcos. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, pp. 19-20. 
De acordo com o texto, em se tratando da pedagogia de língua materna, é admissível afirmar que
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Q2372485 Conhecimentos Gerais
Estudo realizado pela USP, após 10 anos de existência da Lei de Cotas, indicou
Alternativas
Respostas
12301: A
12302: C
12303: D
12304: C
12305: D
12306: D
12307: B
12308: D
12309: A
12310: C
12311: B
12312: D
12313: C
12314: A
12315: B
12316: B
12317: D
12318: A
12319: C
12320: A