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Essas virtudes são:
Não há palavras que possam dar uma ideia adequada da grandiosidade de nosso progresso. A princípio era relativamente lento; mas logo sentimos que verdadeiramente estávamos em marcha, e então todos aqueles para quem o veículo era novo devem haver-se dado conta de que a aplicação da força locomotora estava estabelecendo uma nova era no estado da sociedade, cujo resultado definitivo é impossível colocar-se.
Apud HARDMAN, Francisco Foot. Trem fantasma: a modernidade na selva. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. (adaptado).
As impressões desse observador sugerem a(o)
Texto 1 – o trabalho e o tempo no medievo. "[...] Março, em que começam os trabalhos da vinha Abril, colhem-se as primeiras flores Maio, 'o tempo está belo e amoroso' Junho, os trabalhos das terras Julho, o corte do feno Agosto, a ceifa Setembro, a sementeira Outubro, a vindima [...]."
GIAUVILLE, Barthelemy de. Le proprietaire des choses [1485]. In: LE GOFF, J. (org.). Enciclopédia Einaudi: memória-história. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1984. p. 284. Disponível em: http://oridesmjr.blogspot.com.br/2011/05/o-tempo-na-sociedade-industrial-e-no.html. Acesso em: 20 fev. 2019.
Texto 2 – o trabalho e o tempo na contemporaneidade.
"[...] Na realidade não havia horas regulares: os mestres e gerentes faziam o que queriam conosco. Os relógios nas fábricas eram frequentemente adiantados de manhã e atrasados à noite e, em vez de serem instrumentos para a medição do tempo, eram usados como capas para dissimular a trapaça e a opressão. Embora isso fosse conhecido pelos operários, todos tinham medo de falar, e um trabalhador tinha medo de usar relógio, na medida em que não era incomum despedir qualquer um que pretendesse saber demais sobre a ciência da horologia."
Anônimo. Capítulos na vida de um garoto de fábrica de Dundee [1887]. In: THOMPSON, E. P. Time, Work-discipline and industrial capitalism. Disponível: em http://libcom.org. Acesso em: 20 fev. 2019.
No comparativo dos diferentes contextos históricos, os excertos evidenciam a(o)
A sociedade do que hoje denominamos era moderna caracteriza-se, acima de tudo no Ocidente, por certo nível de monopolização. Os meios financeiros arrecadados pela autoridade sustentam-lhe o monopólio da força militar, o que, por seu lado, mantém o monopólio da tributação. Neles, certos números de outros monopólios cristalizam-se em torno dos já mencionados. Mas esses dois são e continuam a ser os monopólios decisivos. Se entram em decadência, o mesmo acontece com todo o resto.
ELIAS, Norbert. O processo civilizador. v.2. Rio de Janeiro: Zahar, 1993. (Adaptado).
Na análise desse trecho, verifica-se o(a)
Eu, a rainha, faço saber aos que este alvará virem: Que sendo-me presente o grande número de fábricas e manufaturas que de alguns anos por esta parte se têm difundido em diferentes capitanias do Brasil, com grave prejuízo da cultura, e da lavoura, e da exploração de terras minerais daquele vasto continente; porque havendo nele uma grande, e conhecida, falta de população, é evidente que, quanto mais se multiplicar o número dos fabricantes, mais diminuirá o dos cultivadores; e menos braços haverá que se possam empregar no descobrimento, e rompimento de uma grande parte daqueles extensos domínios que ainda se acha inculta, e desconhecida. Em consideração de todo o referido, hei por bem ordenar que todas as fábricas, manufaturas ou teares de galões sejam extintas e abolidas por qualquer parte em que se acharem em meus domínios do Brasil.
Disponível em: http://www.historia-brasil.com/bibliografia/alvara-1785.htm. Acesso em: 22 fev. 2019. (Adaptado)
A análise desse documento histórico demonstra a(o)
O que há de novo na Filosofia consiste, justamente, na humanização, na passagem dos relatos recebidos da mitologia para sua explicação pelos homens. A grande novidade da Filosofia consistiu em analisar a razão das coisas, à luz da experiência cotidiana, sem muita consideração pelos antigos mitos.
FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. 2.ed. São Paulo: Contexto, 2002. (Adaptado).
A presença de um censor na redação foi utilizada em diversos jornais e periódicos como, dentre outros, O Estado de São Paulo, Veja e Pasquim. O problema era que a convivência diária permitia uma maior aproximação entre jornalistas e censores, viabilizando a obtenção de facilidades ou, ainda, a entrega de um dado material mais de uma vez ou a demora nessa mesma entrega, com o fim de se aproveitar do cansaço do censor. Vários censores destacados para atuar no Pasquim, por exemplo, foram substituídos, após terem desempenho considerado insatisfatório por seus superiores.
CARVALHO, Lucas Borges de. A censura política à imprensa na ditadura militar: fundamentos e controvérsias. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/direito/article. Acesso em: 24 fev. 2019. (Adaptado).
Na situação descrita, constata-se
Para Hitler, a intervenção do governo para segregar as raças, promover a reprodução daqueles com as melhores características, impedir a reprodução daqueles com características inferiores e preparar-se para guerras de expansão, colocava o estado alemão em sintonia com seu instinto natural de sobrevivência, biologicamente determinado.
Vítimas do período nazista: Disponível em: https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/article/. Acesso em: 24 fev. 2019. (Adaptado).
O trecho sob análise identifica alguns dos fatores que contribuíram para a deflagração da Segunda Guerra Mundial, a exemplo do
Ao longo desse período, viram-se mudanças profundas na economia, o que viria a ser essencial ao desenvolvimento do capitalismo. Sobre a Economia na Idade Média, analise as afirmativas abaixo: I. O período compreendido entre os séculos IV e X caracterizou-se pela “escassez endêmica”, ou seja, por uma pequena produtividade agrícola e artesanal, que acarretava uma baixa disponibilidade de bens de consumo e a consequente retração do comércio. II. Durante a Idade Média Central, a produção cresceu devido ao aumento da mão de obra e da área cultivável. Aliava-se a isso a disseminação de diferentes técnicas agrícola, como o sistema trienal, o adubo mineral, os moinhos. III. A Baixa Idade Média inaugurou um período de crise generalizada na Europa Ocidental, após uma fase de crescimento econômico no século XIV, em decorrência, dentre outros fatores, do excesso demográfico, das alterações climáticas e da estagnação tecnológica. Está CORRETO o que se afirma em
II. Com a consolidação da Revolução Industrial, o capitalismo moderno dinamizou o processo de desintegração do modelo escravocrata, uma vez que a escravidão se tornou um peso morto, um ente fora do mercado de consumo.
III. Dom Pedro I, em 1850, obrigou a Inglaterra a reconhecer a independência do Brasil e, para isso, comprometeu-se em intensificar o envio de grupos de escravos à Inglaterra, como pacto de obediência a uma lei inglesa e pagamento das dívidas contraídas.
IV. Em 1850, as pressões sobre o fim do escravismo eram tão grandes que levaram à aprovação da lei do ventre livre, a qual proibiu definitivamente o tráfico negreiro para o Brasil. Quais estão corretas?
Segundo definição da Sociedade Norte-Americana de Psicologia, a resiliência é definida como a capacidade psicológica de se adaptar às circunstâncias estressantes e se recuperar de eventos adversos. Na Física, resiliência é compreendida como a propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original, após sofrer algum choque ou deformação. A palavra deriva do latim resilio, que significa saltar para trás, reduzir-se e afastar-se.
Os primeiros estudos sobre resiliência foram conduzidos há mais de 40 anos e enfatizaram a influência da genética nesse traço de personalidade, alegando que o indivíduo nasceria com ou sem essa característica. Embora o papel da genética deva ser considerado, pesquisas mais recentes indicam que a resiliência – em crianças e adultos – pode ser aprendida, e a escola é um espaço privilegiado para isso. Atualmente, defende-se que a resiliência resulta de uma conjunção de fatores genéticos, pessoais e ambientais. Norman Garmezy, norte-americano pioneiro na pesquisa sobre resiliência e desenvolvimento cerebral, defendeu que a resiliência em crianças que vivem em contexto de vulnerabilidade e adversidade ocorre de maneira mais próspera quando elas podem contar com um adulto com quem mantenham uma relação de proximidade e confiança. Além disso, em um estudo sobre o desenvolvimento da resiliência desde a infância até a adolescência conduzido por mais de dez anos em uma comunidade urbana, pesquisadores concluíram que os fatores que mais influenciam o quanto um indivíduo se torna resiliente são, principalmente, a existência de relacionamentos positivos, o desafio intelectual e o bom desempenho acadêmico. Esses resultados reforçam a importância de se concentrar nos processos que promovem e facilitam a resiliência e iluminam o papel dos educadores como potenciais adultos de referência nesse processo.
Viktor Frankl, autor do livro Em busca de sentido, narra a sua experiência como sobrevivente de um campo de concentração. Para ele, o principal elemento que permite a um ser humano buscar significado é eleger um propósito e criar metas concretas para si mesmo que vão além do sofrimento momentâneo. Ao construir uma ponte para o futuro, o indivíduo pode encontrar a direção para um cenário que lhe pareça possível e aliviar a sensação de que o presente é tão avassalador que não pode ser administrado. Ainda que ser criativo diante das adversidades possa ser muito desafiador, é importante construir o hábito de ser inventivo, fazer uso dos recursos disponíveis de formas inexploradas e visualizar possibilidades que muitas vezes não estão claras no início.
Há uma ideia geral de que é responsabilidade de cada um administrar as próprias emoções. Considerando que a escola é um espaço propício para o aprendizado, troca entre pares e desenvolvimento pessoal, seria interessante que diretores, coordenadores pedagógicos e outros gestores incentivassem os professores a desenvolver a resiliência como uma das habilidades socioemocionais. Isso pode ser feito priorizando essa habilidade como parte do treinamento de professores e explorando seu desenvolvimento em reuniões pedagógicas. Se os professores precisam se adaptar às mudanças trazidas pelo advento da tecnologia e se manter emocionalmente equilibrados para lidar com os desafios da profissão, a base desse processo deve se fundamentar nos aspectos emocionais e de bem-estar dentro do ambiente profissional.
Disponível em: <https//novaescola.org.br/conteudo/15537/resiliencia-na-escola-traz-desafios-mas-tambem-muitas-possibilidades>. Acesso em: 25 fev. 2019.
Considere o trecho “[...] os professores precisam se adaptar às mudanças trazidas pelo advento da tecnologia [...]” e assinale a alternativa em que a substituição da palavra em destaque NÃO exigiria a manutenção da crase.
Assinale a alternativa incorreta: