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Q1770999 História e Geografia de Estados e Municípios
É o maior concurso de estudantes de dança da América Latina, envolve bailarinos amadores e profissionais. Durante onze noites, os centros de convenções, escolas, fábricas e espaços públicos da cidade transformam-se em palcos. As companhias apresentam trabalhos, nas modalidades balé clássico de repertório, balé clássico, dança contemporânea, jazz, dança de rua, danças populares e sapateado. Trata-se do:
Alternativas
Q1770998 Conhecimentos Gerais
Em relação a cidadania assinale a alternativa CORRETA:
I- A cidadania está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento humano e suas relações sociais estão dentro do contexto do Estado. Portanto, II- Seu conceito é determinado, sua compreensão varia no tempo e no espaço, modificando-se a depender do jogo de interesses de quem busca ser cidadão.
Alternativas
Q1770997 História e Geografia de Estados e Municípios

Prefeitura de Xanxerê/ SC implanta Incubadora Tecnológica no município.


Fonteadaptada:Disponível:/www.xanxere.sc.gov.br/not icias/ver/2020/12/

A respeito da informação acima assinale a alternativa CORRETA, no dia 22 de dezembro de 2020 foi implantada a Incubadora Tecnológica De Xanxerê -SC (ITEX) tendo como objetivo:

Alternativas
Q1770996 História e Geografia de Estados e Municípios
A respeito do Boletim Diário Covid-19 no munícipio de Xanxerê –SC assinale a alternativa CORRETA sobre Ativos:
Alternativas
Q1770990 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão.


O não desaparecimento de Maria Sombrinha

[...]

Deu-se o caso numa família pobre, tão pobre que nem tinha doenças. Dessas em que se morre mesmo saudável. Não sendo, pois espantável que esta narração acabe em luto. Em todo o mundo, os pobres têm essa estranha mania de morrerem muito. Um dos mistérios dos lares famintos é falecerem tantos parentes e a família aumentar cada vez mais. Adiante, diria o camaleonino réptil.

A família de Maria Sombrinha vivia em tais misérias, que nem queria saber de dinheiro. A moeda é o grão de areia esfluindo entre os dedos? Pois, ali nem dedos. Tudo começou com o pai de Sombrinha. Ele se sentou, uma noite, à cabeceira da mesa. Fez as rezas e olhou o tampo vazio.

[...]

Por fim, sua visão minguante aconteceu com Sombrinha. Ele via o tamanho dela se acanhar, mais e mais pequenita. E se queixava, pressentimental: - “Esta menina está-se a enxugar no poente...”

[...]

Valia a pena sombrear a miúda, minhocar-lhe o juízo? Mas Sombrinha não deixou de rimar com a alegria. Afinal, era ainda menos que adolescente, dada somente a brincriações. Sendo ainda tão menina, contudo, um certo dia ela se barrigou, carregada de outrem. Noutros termos: ela se apresentou grávida. Nove meses depois se estreava a mãe. Sem ter idade para ser filha como podia desempenhar maternidades? 

A criancinha nasceu, de simples escorregão, tão minusculinha que era. A menina pesava tão nada que a mãe se esquecia dela em todo o lado. Ficava em qualquer canto sem queixa nem choro.

[...]

Deram o nome à menininha: Maria Brisa. Que ela nem vento lembrava, simples aragem. Dona mãe ralhava, mas sem nunca fechar riso, tudo em disposições. Até que certa vez repararam em Maria Brisa. Porque a barriguinha dela crescia, parecia uma lua em estação cheia. Sombrinha ainda devaneou. Deveria ser um vazio mal digerido. Gases crescentes, arrotos tontos. Mas depois, os seios lhe incharam. E concluíram, em tremente arrepiação: a recém-nascida estava grávida! E, de facto, nem tardaram os nove meses. Maria Brisa dava à luz e Maria Sombrinha ascendia a mãe e avó quase em mesma ocasião. Sombrinha passou a tratar de igual seus rebentinhos - a filha e a filha da filha. Uma pendendo em cada pequenino seio.

A família deu conta, então, do que o pai antes anunciara: Sombrinha, afinal das contas, sempre se confirmava regredindo. De dia para dia ela ia ficando sempre menorzita. Não havia que iludir - as roupas iam sobrando, o leito ia crescendo. Até que ficou do mesmo tamanho da filha. Mas não se quedou por ali. Continuou definhando a pontos de competir com a neta.

Os parentes acreditaram que ela já chegara ao mínimo, mas, afinal, ainda continuava a reduzir-se. Até que ficou do tamanho de uma unha negra. A mãe, as primas, as tias a procuravam, agulha em capinzal.

Encontravam-na em meio de um anónimo buraco e lhe deixavam cair uma gotícula de leite.[...]

Até que, um dia, a menina se extingiu, em idimensão.

Sombrinha era incontemplável a vistas nuas. Choraram os familiares, sem conformidade. Como iriam ficar as duas orfãzinhas, ainda na gengivação de leite? A mãe ordenou que se fosse ao quintal e se trouxesse o esquecido pai. O velho entrou sem entender o motivo do chamamento. Mas, assim que passou a porta, ele olhou o nada e chamou, em encantado riso:

- “Sombrinha, que faz você nessa poeirinha?”

E depois pegou numa imperceptível luzinha e suspendeu-a no vazio dos braços. “Venha que eu vou cuidar de si”, murmurou enquanto regressava para o quintal da casa, nas traseiras da vida.

Mia Couto, Contos do nascer da Terra

"Até que ficou do tamanho de uma unha negra." O vocábulo sublinhado está classificado em:
Alternativas
Q1770989 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão.


O não desaparecimento de Maria Sombrinha

[...]

Deu-se o caso numa família pobre, tão pobre que nem tinha doenças. Dessas em que se morre mesmo saudável. Não sendo, pois espantável que esta narração acabe em luto. Em todo o mundo, os pobres têm essa estranha mania de morrerem muito. Um dos mistérios dos lares famintos é falecerem tantos parentes e a família aumentar cada vez mais. Adiante, diria o camaleonino réptil.

A família de Maria Sombrinha vivia em tais misérias, que nem queria saber de dinheiro. A moeda é o grão de areia esfluindo entre os dedos? Pois, ali nem dedos. Tudo começou com o pai de Sombrinha. Ele se sentou, uma noite, à cabeceira da mesa. Fez as rezas e olhou o tampo vazio.

[...]

Por fim, sua visão minguante aconteceu com Sombrinha. Ele via o tamanho dela se acanhar, mais e mais pequenita. E se queixava, pressentimental: - “Esta menina está-se a enxugar no poente...”

[...]

Valia a pena sombrear a miúda, minhocar-lhe o juízo? Mas Sombrinha não deixou de rimar com a alegria. Afinal, era ainda menos que adolescente, dada somente a brincriações. Sendo ainda tão menina, contudo, um certo dia ela se barrigou, carregada de outrem. Noutros termos: ela se apresentou grávida. Nove meses depois se estreava a mãe. Sem ter idade para ser filha como podia desempenhar maternidades? 

A criancinha nasceu, de simples escorregão, tão minusculinha que era. A menina pesava tão nada que a mãe se esquecia dela em todo o lado. Ficava em qualquer canto sem queixa nem choro.

[...]

Deram o nome à menininha: Maria Brisa. Que ela nem vento lembrava, simples aragem. Dona mãe ralhava, mas sem nunca fechar riso, tudo em disposições. Até que certa vez repararam em Maria Brisa. Porque a barriguinha dela crescia, parecia uma lua em estação cheia. Sombrinha ainda devaneou. Deveria ser um vazio mal digerido. Gases crescentes, arrotos tontos. Mas depois, os seios lhe incharam. E concluíram, em tremente arrepiação: a recém-nascida estava grávida! E, de facto, nem tardaram os nove meses. Maria Brisa dava à luz e Maria Sombrinha ascendia a mãe e avó quase em mesma ocasião. Sombrinha passou a tratar de igual seus rebentinhos - a filha e a filha da filha. Uma pendendo em cada pequenino seio.

A família deu conta, então, do que o pai antes anunciara: Sombrinha, afinal das contas, sempre se confirmava regredindo. De dia para dia ela ia ficando sempre menorzita. Não havia que iludir - as roupas iam sobrando, o leito ia crescendo. Até que ficou do mesmo tamanho da filha. Mas não se quedou por ali. Continuou definhando a pontos de competir com a neta.

Os parentes acreditaram que ela já chegara ao mínimo, mas, afinal, ainda continuava a reduzir-se. Até que ficou do tamanho de uma unha negra. A mãe, as primas, as tias a procuravam, agulha em capinzal.

Encontravam-na em meio de um anónimo buraco e lhe deixavam cair uma gotícula de leite.[...]

Até que, um dia, a menina se extingiu, em idimensão.

Sombrinha era incontemplável a vistas nuas. Choraram os familiares, sem conformidade. Como iriam ficar as duas orfãzinhas, ainda na gengivação de leite? A mãe ordenou que se fosse ao quintal e se trouxesse o esquecido pai. O velho entrou sem entender o motivo do chamamento. Mas, assim que passou a porta, ele olhou o nada e chamou, em encantado riso:

- “Sombrinha, que faz você nessa poeirinha?”

E depois pegou numa imperceptível luzinha e suspendeu-a no vazio dos braços. “Venha que eu vou cuidar de si”, murmurou enquanto regressava para o quintal da casa, nas traseiras da vida.

Mia Couto, Contos do nascer da Terra

"Ele se sentou, uma noite, à cabeceira da mesa". O vocábulo sublinhado pode ser substituído sem alterar o sentido por:
Alternativas
Q1770988 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão.


O não desaparecimento de Maria Sombrinha

[...]

Deu-se o caso numa família pobre, tão pobre que nem tinha doenças. Dessas em que se morre mesmo saudável. Não sendo, pois espantável que esta narração acabe em luto. Em todo o mundo, os pobres têm essa estranha mania de morrerem muito. Um dos mistérios dos lares famintos é falecerem tantos parentes e a família aumentar cada vez mais. Adiante, diria o camaleonino réptil.

A família de Maria Sombrinha vivia em tais misérias, que nem queria saber de dinheiro. A moeda é o grão de areia esfluindo entre os dedos? Pois, ali nem dedos. Tudo começou com o pai de Sombrinha. Ele se sentou, uma noite, à cabeceira da mesa. Fez as rezas e olhou o tampo vazio.

[...]

Por fim, sua visão minguante aconteceu com Sombrinha. Ele via o tamanho dela se acanhar, mais e mais pequenita. E se queixava, pressentimental: - “Esta menina está-se a enxugar no poente...”

[...]

Valia a pena sombrear a miúda, minhocar-lhe o juízo? Mas Sombrinha não deixou de rimar com a alegria. Afinal, era ainda menos que adolescente, dada somente a brincriações. Sendo ainda tão menina, contudo, um certo dia ela se barrigou, carregada de outrem. Noutros termos: ela se apresentou grávida. Nove meses depois se estreava a mãe. Sem ter idade para ser filha como podia desempenhar maternidades? 

A criancinha nasceu, de simples escorregão, tão minusculinha que era. A menina pesava tão nada que a mãe se esquecia dela em todo o lado. Ficava em qualquer canto sem queixa nem choro.

[...]

Deram o nome à menininha: Maria Brisa. Que ela nem vento lembrava, simples aragem. Dona mãe ralhava, mas sem nunca fechar riso, tudo em disposições. Até que certa vez repararam em Maria Brisa. Porque a barriguinha dela crescia, parecia uma lua em estação cheia. Sombrinha ainda devaneou. Deveria ser um vazio mal digerido. Gases crescentes, arrotos tontos. Mas depois, os seios lhe incharam. E concluíram, em tremente arrepiação: a recém-nascida estava grávida! E, de facto, nem tardaram os nove meses. Maria Brisa dava à luz e Maria Sombrinha ascendia a mãe e avó quase em mesma ocasião. Sombrinha passou a tratar de igual seus rebentinhos - a filha e a filha da filha. Uma pendendo em cada pequenino seio.

A família deu conta, então, do que o pai antes anunciara: Sombrinha, afinal das contas, sempre se confirmava regredindo. De dia para dia ela ia ficando sempre menorzita. Não havia que iludir - as roupas iam sobrando, o leito ia crescendo. Até que ficou do mesmo tamanho da filha. Mas não se quedou por ali. Continuou definhando a pontos de competir com a neta.

Os parentes acreditaram que ela já chegara ao mínimo, mas, afinal, ainda continuava a reduzir-se. Até que ficou do tamanho de uma unha negra. A mãe, as primas, as tias a procuravam, agulha em capinzal.

Encontravam-na em meio de um anónimo buraco e lhe deixavam cair uma gotícula de leite.[...]

Até que, um dia, a menina se extingiu, em idimensão.

Sombrinha era incontemplável a vistas nuas. Choraram os familiares, sem conformidade. Como iriam ficar as duas orfãzinhas, ainda na gengivação de leite? A mãe ordenou que se fosse ao quintal e se trouxesse o esquecido pai. O velho entrou sem entender o motivo do chamamento. Mas, assim que passou a porta, ele olhou o nada e chamou, em encantado riso:

- “Sombrinha, que faz você nessa poeirinha?”

E depois pegou numa imperceptível luzinha e suspendeu-a no vazio dos braços. “Venha que eu vou cuidar de si”, murmurou enquanto regressava para o quintal da casa, nas traseiras da vida.

Mia Couto, Contos do nascer da Terra

Os vocábulos: mistérios, grávida e avó são acentuados pelas seguintes regras:
Alternativas
Q1770987 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão.


O não desaparecimento de Maria Sombrinha

[...]

Deu-se o caso numa família pobre, tão pobre que nem tinha doenças. Dessas em que se morre mesmo saudável. Não sendo, pois espantável que esta narração acabe em luto. Em todo o mundo, os pobres têm essa estranha mania de morrerem muito. Um dos mistérios dos lares famintos é falecerem tantos parentes e a família aumentar cada vez mais. Adiante, diria o camaleonino réptil.

A família de Maria Sombrinha vivia em tais misérias, que nem queria saber de dinheiro. A moeda é o grão de areia esfluindo entre os dedos? Pois, ali nem dedos. Tudo começou com o pai de Sombrinha. Ele se sentou, uma noite, à cabeceira da mesa. Fez as rezas e olhou o tampo vazio.

[...]

Por fim, sua visão minguante aconteceu com Sombrinha. Ele via o tamanho dela se acanhar, mais e mais pequenita. E se queixava, pressentimental: - “Esta menina está-se a enxugar no poente...”

[...]

Valia a pena sombrear a miúda, minhocar-lhe o juízo? Mas Sombrinha não deixou de rimar com a alegria. Afinal, era ainda menos que adolescente, dada somente a brincriações. Sendo ainda tão menina, contudo, um certo dia ela se barrigou, carregada de outrem. Noutros termos: ela se apresentou grávida. Nove meses depois se estreava a mãe. Sem ter idade para ser filha como podia desempenhar maternidades? 

A criancinha nasceu, de simples escorregão, tão minusculinha que era. A menina pesava tão nada que a mãe se esquecia dela em todo o lado. Ficava em qualquer canto sem queixa nem choro.

[...]

Deram o nome à menininha: Maria Brisa. Que ela nem vento lembrava, simples aragem. Dona mãe ralhava, mas sem nunca fechar riso, tudo em disposições. Até que certa vez repararam em Maria Brisa. Porque a barriguinha dela crescia, parecia uma lua em estação cheia. Sombrinha ainda devaneou. Deveria ser um vazio mal digerido. Gases crescentes, arrotos tontos. Mas depois, os seios lhe incharam. E concluíram, em tremente arrepiação: a recém-nascida estava grávida! E, de facto, nem tardaram os nove meses. Maria Brisa dava à luz e Maria Sombrinha ascendia a mãe e avó quase em mesma ocasião. Sombrinha passou a tratar de igual seus rebentinhos - a filha e a filha da filha. Uma pendendo em cada pequenino seio.

A família deu conta, então, do que o pai antes anunciara: Sombrinha, afinal das contas, sempre se confirmava regredindo. De dia para dia ela ia ficando sempre menorzita. Não havia que iludir - as roupas iam sobrando, o leito ia crescendo. Até que ficou do mesmo tamanho da filha. Mas não se quedou por ali. Continuou definhando a pontos de competir com a neta.

Os parentes acreditaram que ela já chegara ao mínimo, mas, afinal, ainda continuava a reduzir-se. Até que ficou do tamanho de uma unha negra. A mãe, as primas, as tias a procuravam, agulha em capinzal.

Encontravam-na em meio de um anónimo buraco e lhe deixavam cair uma gotícula de leite.[...]

Até que, um dia, a menina se extingiu, em idimensão.

Sombrinha era incontemplável a vistas nuas. Choraram os familiares, sem conformidade. Como iriam ficar as duas orfãzinhas, ainda na gengivação de leite? A mãe ordenou que se fosse ao quintal e se trouxesse o esquecido pai. O velho entrou sem entender o motivo do chamamento. Mas, assim que passou a porta, ele olhou o nada e chamou, em encantado riso:

- “Sombrinha, que faz você nessa poeirinha?”

E depois pegou numa imperceptível luzinha e suspendeu-a no vazio dos braços. “Venha que eu vou cuidar de si”, murmurou enquanto regressava para o quintal da casa, nas traseiras da vida.

Mia Couto, Contos do nascer da Terra

"Deram o nome à menininha: Maria Brisa". O uso do sinal indicativo de crase foi utilizado por ser, sintaticamente, o termo destacado um:
Alternativas
Q1770986 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão.


O não desaparecimento de Maria Sombrinha

[...]

Deu-se o caso numa família pobre, tão pobre que nem tinha doenças. Dessas em que se morre mesmo saudável. Não sendo, pois espantável que esta narração acabe em luto. Em todo o mundo, os pobres têm essa estranha mania de morrerem muito. Um dos mistérios dos lares famintos é falecerem tantos parentes e a família aumentar cada vez mais. Adiante, diria o camaleonino réptil.

A família de Maria Sombrinha vivia em tais misérias, que nem queria saber de dinheiro. A moeda é o grão de areia esfluindo entre os dedos? Pois, ali nem dedos. Tudo começou com o pai de Sombrinha. Ele se sentou, uma noite, à cabeceira da mesa. Fez as rezas e olhou o tampo vazio.

[...]

Por fim, sua visão minguante aconteceu com Sombrinha. Ele via o tamanho dela se acanhar, mais e mais pequenita. E se queixava, pressentimental: - “Esta menina está-se a enxugar no poente...”

[...]

Valia a pena sombrear a miúda, minhocar-lhe o juízo? Mas Sombrinha não deixou de rimar com a alegria. Afinal, era ainda menos que adolescente, dada somente a brincriações. Sendo ainda tão menina, contudo, um certo dia ela se barrigou, carregada de outrem. Noutros termos: ela se apresentou grávida. Nove meses depois se estreava a mãe. Sem ter idade para ser filha como podia desempenhar maternidades? 

A criancinha nasceu, de simples escorregão, tão minusculinha que era. A menina pesava tão nada que a mãe se esquecia dela em todo o lado. Ficava em qualquer canto sem queixa nem choro.

[...]

Deram o nome à menininha: Maria Brisa. Que ela nem vento lembrava, simples aragem. Dona mãe ralhava, mas sem nunca fechar riso, tudo em disposições. Até que certa vez repararam em Maria Brisa. Porque a barriguinha dela crescia, parecia uma lua em estação cheia. Sombrinha ainda devaneou. Deveria ser um vazio mal digerido. Gases crescentes, arrotos tontos. Mas depois, os seios lhe incharam. E concluíram, em tremente arrepiação: a recém-nascida estava grávida! E, de facto, nem tardaram os nove meses. Maria Brisa dava à luz e Maria Sombrinha ascendia a mãe e avó quase em mesma ocasião. Sombrinha passou a tratar de igual seus rebentinhos - a filha e a filha da filha. Uma pendendo em cada pequenino seio.

A família deu conta, então, do que o pai antes anunciara: Sombrinha, afinal das contas, sempre se confirmava regredindo. De dia para dia ela ia ficando sempre menorzita. Não havia que iludir - as roupas iam sobrando, o leito ia crescendo. Até que ficou do mesmo tamanho da filha. Mas não se quedou por ali. Continuou definhando a pontos de competir com a neta.

Os parentes acreditaram que ela já chegara ao mínimo, mas, afinal, ainda continuava a reduzir-se. Até que ficou do tamanho de uma unha negra. A mãe, as primas, as tias a procuravam, agulha em capinzal.

Encontravam-na em meio de um anónimo buraco e lhe deixavam cair uma gotícula de leite.[...]

Até que, um dia, a menina se extingiu, em idimensão.

Sombrinha era incontemplável a vistas nuas. Choraram os familiares, sem conformidade. Como iriam ficar as duas orfãzinhas, ainda na gengivação de leite? A mãe ordenou que se fosse ao quintal e se trouxesse o esquecido pai. O velho entrou sem entender o motivo do chamamento. Mas, assim que passou a porta, ele olhou o nada e chamou, em encantado riso:

- “Sombrinha, que faz você nessa poeirinha?”

E depois pegou numa imperceptível luzinha e suspendeu-a no vazio dos braços. “Venha que eu vou cuidar de si”, murmurou enquanto regressava para o quintal da casa, nas traseiras da vida.

Mia Couto, Contos do nascer da Terra

Assinale a alternativa que NÃO discorre sobre os fatos do texto lido:
Alternativas
Q1767618 História
Analise as sentenças abaixo, tendo como parâmetro as repercussões da morte de João Pessoa.
I- Suicídio de Anayde Beiriz. II- Suicídio de João Dantas, questionado pela historiografia recente como possível assassinato. III- Fim do conflito ente Perrepistas e Liberais. IV- Aascensão de Getúlio Vargas ao poder no ano de 1930, a partir da chamada Revolução de 30.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q1767617 História
Analise as proposições e coloque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas, sobre a Guerrilha do Araguaia:
( ) Os comunistas do Araguaia defendiam a Luta Armada para a tomada do poder no Brasil. ( ) Os guerrilheiros ansiavam pelo fim da ditadura militar e a instauração de uma República Socialista no Brasil. ( ) Apesar de ter reunido 1500 guerrilheiros, a proposta da luta armada não foi concluída e vitoriosa devido à ausência de um campo de treinamento na região do Araguaia.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses.
Alternativas
Q1767616 História
Assinale a alternativa que apresenta a CORRETA afirmação sobre o governo de Augusto Pinochet e a ditadura chilena:
Alternativas
Q1767615 História
“O fascismo não se baseia de forma explícita num sistema filosófico complexo, e sim no sentimento popular sobre as raças superiores.” (PAXTON, 2007)
I- Os regimes fascistas não toleram contradições, discordar é o mesmo que trair. II- O pensamento fascista estimula a xenofobia e o racismo. III- O povo, no fascismo, é considerado uma entidade única e sempre há consideração ao ponto de vista de cada indivíduo.
Após identificar a legitimidade das sentenças sobre o Fascismo, assinale a alternativa que apresenta a resposta CORRETA.
Alternativas
Q1767614 História
Assinale a alternativa que traz os pontos CORRETOS sobre o Tratado de Versalhes (1919).
Alternativas
Q1767613 História
Analise as proposições e coloque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas, sobre a história do período entreguerras:
( ) A crise da bolsa de valores de Nova York e, por sua vez, a Depressão econômica de proporção Mundial colaboraram com a emergência do sistema soviético como uma alternativa ao capitalismo mundial. ( ) A partir das descobertas de novas tecnologias, oriundas da primeira Guerra Mundial, houve um crescimento acentuado das transações de mercado, permitindo aos EUA consolidar sua presença internacional de forma segura afastando-os do terremoto global da História Econômica. ( ) A Primeira Guerra Mundial arruinou materialmente o chamado velho mundo, principalmente a Europa. No entanto, a ruína econômica foi ampla e foi sentida do México à China, como também do Magreb à Indonésia.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses.
Alternativas
Q1767612 História
Numa guerra não se matam milhares de pessoas. Mata-se alguém que adora espaguete, outro que é gay, outro que tem uma namorada. Uma acumulação de pequenas memórias... (Christian Boltanski) Considerando o tema a que se refere a citação acima, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q1767611 História
Que possibilidades restavam para os historiadores quando o passado passava a se reduzir a discursos, os documentos a monumentos, a temporalidade se dissolvia e os objetos históricos tradicionais já não se sustentavam com tanta obviedade quanto antes? E o que fazer com os sujeitos, com as classes sociais e principalmente com a classe operária, aliás, responsável pelo conflituado, mas seguro curso da história em direção ao prometido “reino da liberdade”. (...) Como ficava, então, a tarefa do historiador, comprometido, sobretudo desde os anos 60, com as tarefas da revolução e com a revelação da missão histórica do proletariado? (RAGO, 1995, p. 69)
Analise as proposições e coloque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas, tendo por base a citação acima.
( ) As historiadoras e historiadores do Brasil, sob a influência de Michel Foucault, não subsidiarão a revolução da classe trabalhadora no país. ( ) O discurso sobre o passado não é comprometido com a verdade e o passado não está mais acessível ao conhecimento histórico. ( ) A epistemologia histórica não defende a inocência do documento e o reconhece como monumento.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses.
Alternativas
Q1767610 História
“As narrativas históricas são ficções verbais, cujos conteúdos são tanto inventados quanto descobertos e cujas formas têm mais em comum com os seus equivalentes na literatura do que os seus correspondentes nas ciências.” (WHITE, 1994) Assinale as alternativas que melhor representam o debate entre história e ficção na contemporaneidade.
I- A história não pode ser chamada de ciência porque não lida com a verdade e, sim, com a ficção porque trabalha com a imaginação e a invencionice. II- A História é uma “ficção controlada” por autores, fontes e temas de pesquisa partindo do pressuposto que a noção de verdade não é uma exclusividade do conhecimento histórico, mas está presente nos contos da ficção. III- A proximidade da história com a literatura está presente em narrativas clássicas como a história de Cinderela porque não deixa de apresentar verdades sobre as sociedades humanas em diferentes épocas e lugares.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q1767609 História
Após leitura atenta da letra desta citação extraída do livro “Teoria da História”, de José D'Assunção de Barros (2011, p 390), analise as sentenças.
“Vivemos sob o cambiante signo das múltiplas identidades, isto quando não vemos algumas dessas mesmas identidades se tornarem fluidas e ambíguas, voláteis, tendentes a desmanchar no ar. Um ser humano no século XXI dificilmente poderia ser definido através de um único traço. Se as últimas décadas do século XX assistiram à dificuldade de apreender qualquer conjunto de fenômenos da realidade a partir de um "Paradigma Único", assistimos, talvez hoje, à extensão desse paradoxo ao nível atomizado: um só paradigma parece ser insuficiente para definir e apreender a realidade complexa pertinente a um único ser humano, dedicado a um campo que seja do saber, ou quem sabe a uma prática qualquer.” (Barros, 2011)
I- Na produção do conhecimento histórico, é viável utilizar apenas um paradigma de análise quando esta produção for inspirada no pensamento marxista, uma vez que o marxismo explicou a história humana. II- A história, filha do seu tempo, é elaborada, na atualidade, a partir das inquietações do tempo presente invalidando as metanarrativas unificadoras da experiência histórica. III- Uma única teoria da história pode ser aplicada aos estudos sobre as identidades fluidas, tendo em vista que o caráter da multiplicidade está no objeto de estudo e não no campo do saber que o analisa.
É CORRETO o que se alega apenas em:
Alternativas
Q1767608 História

Atente à charge abaixo e responda o que se pede:


Imagem associada para resolução da questão

                        (https://www.todoestudo.com.br/marxismo)            


A charge exposta exemplifica, com nitidez, um importante conceito da teoria Marxista.


Assinale a alternativa que apresenta o CORRETO conceito representado na charge.

Alternativas
Respostas
15701: C
15702: B
15703: A
15704: B
15705: B
15706: A
15707: A
15708: C
15709: A
15710: B
15711: C
15712: D
15713: A
15714: B
15715: A
15716: E
15717: A
15718: B
15719: D
15720: E