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Q3455939 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Roupa em fase de crescimento


   Não me impressiona tanto a notícia de que uns alemães puseram para andar no mercado um sapato capaz de acompanhar, até o limite de dois centímetros, o crescimento dos pés da garotada. Se me permitem, minha mãe fez melhor, ou fez antes, sem a pretensão de revolucionar o que quer que fosse.

   Naquele tempo, a década de 50 (do século 20, por favor), não se usava comprar roupa pronta. Não que não existissem lojas de roupa. Era mais econômico mandar fazer.

  Havia sempre na cidade uma pessoa jeitosa que costurava “para fora” e à qual se podia encomendar quase todo o guarda-roupa familiar a ser acondicionado, aliás, num guarda-roupa, trambolho que provinha, esse sim, de alguma loja, pois não se disseminara ainda a prática de embutir armários. Acontecia também de se convocar a tal pessoa para se instalar, de mala, cuia, tesoura e agulha, na residência da família, e ali pedalar, dias a fio, uma máquina de costura.

   Em nossa casa costumava pousar a bem-humorada Noésia, exímia na arte de produzir himalaias de roupa. Foi Noésia quem confeccionou as prodigiosas calças que não paravam de espichar. Mas foi mamãe quem garimpou, sabe Deus em que atacadista, a peça de linho cinzento com que elas foram feitas. Deixa que eu dou jeito, dona Wanda, dizia Noésia a cada nova temporada em casa e, pela enésima vez, tome encurtar as barras.


(Humberto Werneck,
O espalhador de passarinhos & outras crônicas. Adaptado)
Assinale a alternativa em que uma vírgula foi corretamente acrescentada a um trecho do texto, sem alteração do sentido original.
Alternativas
Q3455936 Português
Assinale a alternativa em que a norma-padrão de concordância verbal foi plenamente respeitada.
Alternativas
Q3455935 Português

  A leitura nos convida a conhecer a experiência de homens e mulheres, de nossa época ou de épocas passadas, de diferentes lugares, transcrita em palavras que podem nos ensinar muito sobre nós mesmos. E os textos que alguém nos passa, e que também passamos a outros, representam uma abertura para círculos de pertencimento mais amplos, que se estendem para além do parentesco e da localidade.


    Vou citar Albert Camus, um escritor que conhecia bem a pobreza e que escreveu: “A pobreza e a ignorância tornavam a vida mais difícil, mais insípida, fechada em si mesma; a miséria é uma fortaleza sem ponte levadiça”. A imagem de uma fortaleza sem ponte levadiça nos lembra o quanto a reclusão e o isolamento são, em geral, o destino que cabe aos pobres. Pois o que também distingue as categorias sociais, não esqueçamos isso, é o horizonte, o espaço de referência daqueles que as compõem. Alguns podem ver mais longe que outros, pensar suas vidas em uma outra escala. E o horizonte de muitos habitantes da zona rural, de condição modesta, como também o horizonte popular urbano, foi, por muito tempo, e ainda o é com frequência, a família, os vizinhos, “nós”. Enquanto o resto do mundo é visto como “eles”, com traços bem mal definidos.


    Mas, às vezes, existem pontes levadiças. Camus, assim como outros escritores nascidos em famílias pobres, expressou sua gratidão por um professor e por uma biblioteca municipal que o haviam ajudado a descobrir que existia algo além do espaço familiar. Para ele as pontes levadiças foram esse professor e essa biblioteca. Cito-o novamente: “No fundo, o conteúdo dos livros pouco importava. O importante era o que sentiam ao entrar na biblioteca, onde não viam a parede de livros negros mas sim um espaço e horizontes múltiplos que, desde a entrada, lhes tiravam da vida estreita do bairro”.

(Michèle Petit, Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva. Adaptado)

Considere as passagens a seguir:

•  “… a reclusão e o isolamento são, em geral, o destino que cabe aos pobres.” (2o parágrafo)
•  “… expressou sua gratidão por um professor e por uma biblioteca municipal que o haviam ajudado…” (3o parágrafo)

As palavras destacadas podem ser, correta e respectivamente, substituídas por:
Alternativas
Q3455933 Português

  A leitura nos convida a conhecer a experiência de homens e mulheres, de nossa época ou de épocas passadas, de diferentes lugares, transcrita em palavras que podem nos ensinar muito sobre nós mesmos. E os textos que alguém nos passa, e que também passamos a outros, representam uma abertura para círculos de pertencimento mais amplos, que se estendem para além do parentesco e da localidade.


    Vou citar Albert Camus, um escritor que conhecia bem a pobreza e que escreveu: “A pobreza e a ignorância tornavam a vida mais difícil, mais insípida, fechada em si mesma; a miséria é uma fortaleza sem ponte levadiça”. A imagem de uma fortaleza sem ponte levadiça nos lembra o quanto a reclusão e o isolamento são, em geral, o destino que cabe aos pobres. Pois o que também distingue as categorias sociais, não esqueçamos isso, é o horizonte, o espaço de referência daqueles que as compõem. Alguns podem ver mais longe que outros, pensar suas vidas em uma outra escala. E o horizonte de muitos habitantes da zona rural, de condição modesta, como também o horizonte popular urbano, foi, por muito tempo, e ainda o é com frequência, a família, os vizinhos, “nós”. Enquanto o resto do mundo é visto como “eles”, com traços bem mal definidos.


    Mas, às vezes, existem pontes levadiças. Camus, assim como outros escritores nascidos em famílias pobres, expressou sua gratidão por um professor e por uma biblioteca municipal que o haviam ajudado a descobrir que existia algo além do espaço familiar. Para ele as pontes levadiças foram esse professor e essa biblioteca. Cito-o novamente: “No fundo, o conteúdo dos livros pouco importava. O importante era o que sentiam ao entrar na biblioteca, onde não viam a parede de livros negros mas sim um espaço e horizontes múltiplos que, desde a entrada, lhes tiravam da vida estreita do bairro”.

(Michèle Petit, Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva. Adaptado)

No trecho “… não viam a parede de livros negros mas sim um espaço e horizontes múltiplos…” (3o parágrafo), a palavra destacada foi empregada para
Alternativas
Q3439572 História
    Nikolai Petrovitch Kirsanóv tem uma boa propriedade com duzentas almas, desde que demarcou as terras dos camponeses. [...] Ao filho que o visita, revela – Estou tendo grandes preocupações com os mujiques este ano [...]. Não estão pagando o obrok. O que é que se vai fazer? E o filho indaga “– E com seus trabalhadores contratados, está satisfeito? Nikolai responde por entre os dentes – estão sendo instigados, isso é que é ruim; e ainda por cima eles não se esforçam de verdade. Estragam o arreamento. Por outro lado, até que lavraram direito.

TURGUÊNIEV, Ivan. Pais e Filhos (1862). Antofágica (e-book), RJ, 2020. Tradução Lucas Simone. Adaptado.

A leitura do texto acima nos remete ao contexto da Rússia na segunda metade do século XIX, em que 
Alternativas
Q3439571 História
A arte renascentista italiana do ‘Quattrocento’, na Itália, teve como característica
Alternativas
Q3439570 História
A presença holandesa no Brasil, no século XVII, está ligada 
Alternativas
Q3439569 História
A Revolução Francesa do século XVIII foi um movimento que derrubou o Antigo Regime naquele país e fixou um paradigma de transformação política no imaginário social muito além da França e da época em que ocorreu.

Sobre essa afirmação, deve-se dizer que 
Alternativas
Q3439568 História
    “Filho de ex-escravos, crescera na fazenda levando a mesma vida dos pais. Era pajem do sinhô moço. Tinha a obrigação de brincar com ele. Era o cavalo em que o mocinho galopava sonhando conhecer todas as terras do pai. Tinham a mesma idade. [E ele perguntava:] Se eram livres, por que continuavam ali? Por que, então, tantas negras na senzala? Por que todos não se arribavam à procura de outros lugares e trabalhos?”

EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Pallas, RJ: 2023.

Pensando nas raízes históricas do racismo no Brasil, escolha a alternativa que responde as questões levantadas pela autora em seu livro.
Alternativas
Q3439567 História
Sobre o sistema feudal em vigor na Europa durante a Idade Média, pode-se afirmar que
Alternativas
Q3439566 História
Em 1835, na Bahia, teve lugar uma revolta de negros contra o regime escravocrata que é considerada o maior levante urbano de escravizados no Brasil. Cerca de 600 negros libertos e cativos enfrentaram as forças da Guarda do Palácio do Governo. Uma vez sufocada, cerca de 70 revoltosos foram mortos e muitos condenados a penas de prisão, açoites e deportação para a África. Sobre tal revolta pode-se dizer que foi

I. protagonizada por negros muçulmanos, vindos de regiões onde hoje ficam a Nigéria e o Benin.
II. chamada de Revolta dos Alfaiates, pela ocupação profissional de seus líderes que confeccionavam abadás.
III. sediada em Ilhéus, local que concentrava escravizados convertidos ao protestantismo.
IV. liderada por africanos chamados de nagôs no Brasil, por sua origem, e de malês, em iorubá, por sua religião.
V. desencadeada por negros escravizados que em grande parte trabalhava nas ruas como ambulantes.

Selecione a alternativa que reúne apenas as afirmações corretas. 
Alternativas
Q3439565 História
A escravização de povos africanos para trabalhar nas colônias portuguesas desempenhou papel relevante na economia mercantil dos séculos XV ao XIX e não somente pela utilização dessa mão de obra nas lavouras, mas pelo fato de que o tráfico de africanos no circuito do Atlântico Sul era fonte de alta lucratividade.

Com relação ao empreendimento português de tráfico de escravos para o Brasil é correto dizer que entre os principais pontos de abastecimento, na África, está o território que corresponde ao seguinte país:
Alternativas
Q3439564 História
     Frei Vicente de Salvador (1564-1635) escreveu em sua História do Brazil (1627) que “Da largura que a terra do Brasil tem para o sertão não trato, porque até agora não houve quem a andasse por negligência dos portugueses, que sendo grandes conquistadores de terras não aproveitam delas, mas contentamse de andar arranhando ao longo do mar como caranguejos.”

OLIVEIRA, Maria Lêda. A História do Brazil de Frei Vicente do Salvador. História e Política do Império Português no século XVII. RJ: Versal; SP: Odebrecht, 2008.

Sobre o julgamento do historiador, pode-se dizer que 
Alternativas
Q3439563 História
    A origem da polis grega, situada entre os séculos VIII e VII (a.C.), é decisiva na história do pensamento grego, alega o historiador Jean-Pierre Vernant”. [...] Por ela, a vida social e as relações de poder tomam uma forma nova. [...] Tanto no plano intelectual como no domínio das instituições. [...] O que implica o sistema da polis é primeiramente uma extraordinária premência da palavra sobre todos os outros instrumentos de poder”.

VERNANT, Jean-Pierre. As Origens do Pensamento Grego. Bertrand Brasil. RJ. 1998.

Sobre o fenômeno apresentado pelo autor, é correto afirmar que
Alternativas
Q3439562 História
Qual das alternativas abaixo representa corretamente a tese de Francis Fukuyama sobre “O Fim da História” em relação à globalização?
Alternativas
Q3439561 História
   Na história política brasileira, provavelmente nenhum presidente apresentou uma imagem tão contraditória unindo o moderno e o arcaico. Nunca a aparência, o que o ex-presidente gostaria de ser, se deslocou tanto do que ele realmente foi. A imagem do jovem político elegante, atlético, dinâmico, moderno (...) escondia a do político tradicional, dado às piores formas de clientelismo brasileiro, à corrupção, à prevaricação.

RODRIGUES, Leôncio Martins. Folha de São Paulo, 30/08/1992

Qual das afirmativas a seguir reflete a crítica apresentada no texto sobre a figura do presidente Fernando Collor na história política brasileira?
Alternativas
Q3439560 História
Avalie as afirmações a seguir em relação ao contexto e às consequências da Proclamação da República no Brasil em 15 de novembro de 1889.

I. A Proclamação da República foi resultado da insatisfação de diferentes setores da sociedade, incluindo militares, intelectuais e a classe média, com a monarquia e seus métodos de governo.
II. A passagem do regime monárquico para o republicano foi marcada por um golpe militar, liderado por figuras como Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.
III. Um dos fatores que contribuíram para o movimento republicano foi a pressão pela abolição da escravidão, que havia sido formalmente concluída no Brasil em 1888.
IV. A nova Constituição de 1891 estabeleceu um governo federativo e republicano, alterando a estrutura política do Brasil e promovendo a construção de um novo sistema político.

Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmações corretas.
Alternativas
Q3439558 História
Quais foram os princípios defendidos pelos “Jacobinos Negros” durante a Revolução Haitiana (1791-1804)? 
Alternativas
Q3439557 História
Qual o impacto do Iluminismo nos direitos humanos e na ideia de cidadania?
Alternativas
Q3439556 História
“Ó vós Povo que nascestes para seres livre e para gozares dos bons feitos da Liberdade, ó vós Povos que viveis flagelados com o pleno poder do indigno coroado, esse mesmo rei que vós criastes; esse mesmo rei tirano é quem se firma no trono para vos deixar, para vos roubar e para vos maltratar”.

Este é um trecho de um panfleto revolucionário datado de 1798 que circulou na cidade de Salvador. Qual foi a principal motivação da Conjuração Baiana, movimento ocorrido na então Capitania da Bahia?
Alternativas
Respostas
4221: D
4222: C
4223: A
4224: A
4225: C
4226: C
4227: B
4228: C
4229: D
4230: D
4231: E
4232: B
4233: B
4234: D
4235: C
4236: B
4237: A
4238: D
4239: B
4240: B