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A leitura nos convida a conhecer a experiência de homens e mulheres, de nossa época ou de épocas passadas, de diferentes lugares, transcrita em palavras que podem nos ensinar muito sobre nós mesmos. E os textos que alguém nos passa, e que também passamos a outros, representam uma abertura para círculos de pertencimento mais amplos, que se estendem para além do parentesco e da localidade.
Vou citar Albert Camus, um escritor que conhecia bem a pobreza e que escreveu: “A pobreza e a ignorância tornavam a vida mais difícil, mais insípida, fechada em si mesma; a miséria é uma fortaleza sem ponte levadiça”. A imagem de uma fortaleza sem ponte levadiça nos lembra o quanto a reclusão e o isolamento são, em geral, o destino que cabe aos pobres. Pois o que também distingue as categorias sociais, não esqueçamos isso, é o horizonte, o espaço de referência daqueles que as compõem. Alguns podem ver mais longe que outros, pensar suas vidas em uma outra escala. E o horizonte de muitos habitantes da zona rural, de condição modesta, como também o horizonte popular urbano, foi, por muito tempo, e ainda o é com frequência, a família, os vizinhos, “nós”. Enquanto o resto do mundo é visto como “eles”, com traços bem mal definidos.
Mas, às vezes, existem pontes levadiças. Camus, assim como outros escritores nascidos em famílias pobres, expressou sua gratidão por um professor e por uma biblioteca municipal que o haviam ajudado a descobrir que existia algo além do espaço familiar. Para ele as pontes levadiças foram esse professor e essa biblioteca. Cito-o novamente: “No fundo, o conteúdo dos livros pouco importava. O importante era o que sentiam ao entrar na biblioteca, onde não viam a parede de livros negros mas sim um espaço e horizontes múltiplos que, desde a entrada, lhes tiravam da vida estreita do bairro”.
(Michèle Petit, Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva. Adaptado)
TURGUÊNIEV, Ivan. Pais e Filhos (1862). Antofágica (e-book), RJ, 2020. Tradução Lucas Simone. Adaptado.
A leitura do texto acima nos remete ao contexto da Rússia na segunda metade do século XIX, em que
Sobre essa afirmação, deve-se dizer que
EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Pallas, RJ: 2023.
Pensando nas raízes históricas do racismo no Brasil, escolha a alternativa que responde as questões levantadas pela autora em seu livro.
I. protagonizada por negros muçulmanos, vindos de regiões onde hoje ficam a Nigéria e o Benin.
II. chamada de Revolta dos Alfaiates, pela ocupação profissional de seus líderes que confeccionavam abadás.
III. sediada em Ilhéus, local que concentrava escravizados convertidos ao protestantismo.
IV. liderada por africanos chamados de nagôs no Brasil, por sua origem, e de malês, em iorubá, por sua religião.
V. desencadeada por negros escravizados que em grande parte trabalhava nas ruas como ambulantes.
Selecione a alternativa que reúne apenas as afirmações corretas.
Com relação ao empreendimento português de tráfico de escravos para o Brasil é correto dizer que entre os principais pontos de abastecimento, na África, está o território que corresponde ao seguinte país:
OLIVEIRA, Maria Lêda. A História do Brazil de Frei Vicente do Salvador. História e Política do Império Português no século XVII. RJ: Versal; SP: Odebrecht, 2008.
Sobre o julgamento do historiador, pode-se dizer que
VERNANT, Jean-Pierre. As Origens do Pensamento Grego. Bertrand Brasil. RJ. 1998.
Sobre o fenômeno apresentado pelo autor, é correto afirmar que
RODRIGUES, Leôncio Martins. Folha de São Paulo, 30/08/1992
Qual das afirmativas a seguir reflete a crítica apresentada no texto sobre a figura do presidente Fernando Collor na história política brasileira?
I. A Proclamação da República foi resultado da insatisfação de diferentes setores da sociedade, incluindo militares, intelectuais e a classe média, com a monarquia e seus métodos de governo.
II. A passagem do regime monárquico para o republicano foi marcada por um golpe militar, liderado por figuras como Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.
III. Um dos fatores que contribuíram para o movimento republicano foi a pressão pela abolição da escravidão, que havia sido formalmente concluída no Brasil em 1888.
IV. A nova Constituição de 1891 estabeleceu um governo federativo e republicano, alterando a estrutura política do Brasil e promovendo a construção de um novo sistema político.
Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmações corretas.
Este é um trecho de um panfleto revolucionário datado de 1798 que circulou na cidade de Salvador. Qual foi a principal motivação da Conjuração Baiana, movimento ocorrido na então Capitania da Bahia?
Qual foi a principal razão para a origem do conclave na escolha do Papa, e como esse processo se desenvolveu ao longo da história da Igreja Católica?