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“(...) esta se processa num sistema de relações tendentes a promover a acumulação primitiva de capitais na metrópole; ora, o tráfico negreiro, isto é, o abastecimento das colônias com escravos, abria um novo e importante setor do comércio colonial, enquanto o apresamento dos indígenas era um negócio interno da colônia. Assim, os ganhos comerciais resultantes da preação dos aborígines mantinham-se na colônia, com os colonos empenhados nesse ‘gênero de vida’; a acumulação gerada no comércio de africanos, entretanto, fluía para a metrópole.”
Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial. São Paulo: Hucitec, 1979, p. 105.
A tese defendida pelo autor no trecho e na obra destacados foi amplamente difundida e consagrada por combater uma visão historiográfica correntemente aceita até então, sendo ela:
O texto da reportagem a seguir é base para a questão.
Autobiografia de africano escravizado no Brasil é traduzida
Quatro milhões de africanos foram escravizados no Brasil. Apenas Mahommah Baquaqua, porém, registrou, em inglês, sua vida como escravo no país.
POR TORY, 19.11.2015
Mahommah Gardo Baquaqua nasceu em Dijogou, atual região norte do país africano Benim. Muçulmano, era filho de um importante comerciante local, aprendeu a ler e a escrever em uma escola islâmica e atuava em rotas comerciais em seu país de origem. Sua vida, porém, acabou atravessada pelo tráfico e exploração do trabalho escravo, ainda vigente no século XIX.
Escravizado, Baquaqua foi enviado ilegalmente para o Brasil em um navio negreiro, quando o tráfico de pessoas já era proibido em terras tupiniquins. Desembarcou no litoral de Pernambuco em 1845 e passou pelo Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul antes de chegar a Nova York e conseguir a liberdade.
Lá, escreveu, em inglês, a autobiografia que é o único registro conhecido sobre a escravidão no Brasil do ponto de vista de um escravo. Os relatos impressionam. “Fomos arremessados, nus, porão adentro, os homens apinhados de um lado e as mulheres de outro. O porão era tão baixo que não podíamos ficar de pé, éramos obrigados a nos agachar ou sentar no chão. Dia e noite eram iguais para nós, o sono sendo negado devido ao confinamento de nossos corpos”.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/educacao/unica-autobiografia-de-ex-escravo-no-brasil-etraduzida/?utm_source=chatgpt.com Acesso em 18 de agosto de 2025.
O texto da reportagem a seguir é base para a questão.
Autobiografia de africano escravizado no Brasil é traduzida
Quatro milhões de africanos foram escravizados no Brasil. Apenas Mahommah Baquaqua, porém, registrou, em inglês, sua vida como escravo no país.
POR TORY, 19.11.2015
Mahommah Gardo Baquaqua nasceu em Dijogou, atual região norte do país africano Benim. Muçulmano, era filho de um importante comerciante local, aprendeu a ler e a escrever em uma escola islâmica e atuava em rotas comerciais em seu país de origem. Sua vida, porém, acabou atravessada pelo tráfico e exploração do trabalho escravo, ainda vigente no século XIX.
Escravizado, Baquaqua foi enviado ilegalmente para o Brasil em um navio negreiro, quando o tráfico de pessoas já era proibido em terras tupiniquins. Desembarcou no litoral de Pernambuco em 1845 e passou pelo Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul antes de chegar a Nova York e conseguir a liberdade.
Lá, escreveu, em inglês, a autobiografia que é o único registro conhecido sobre a escravidão no Brasil do ponto de vista de um escravo. Os relatos impressionam. “Fomos arremessados, nus, porão adentro, os homens apinhados de um lado e as mulheres de outro. O porão era tão baixo que não podíamos ficar de pé, éramos obrigados a nos agachar ou sentar no chão. Dia e noite eram iguais para nós, o sono sendo negado devido ao confinamento de nossos corpos”.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/educacao/unica-autobiografia-de-ex-escravo-no-brasil-etraduzida/?utm_source=chatgpt.com Acesso em 18 de agosto de 2025.
O texto da reportagem a seguir é base para a questão.
Autobiografia de africano escravizado no Brasil é traduzida
Quatro milhões de africanos foram escravizados no Brasil. Apenas Mahommah Baquaqua, porém, registrou, em inglês, sua vida como escravo no país.
POR TORY, 19.11.2015
Mahommah Gardo Baquaqua nasceu em Dijogou, atual região norte do país africano Benim. Muçulmano, era filho de um importante comerciante local, aprendeu a ler e a escrever em uma escola islâmica e atuava em rotas comerciais em seu país de origem. Sua vida, porém, acabou atravessada pelo tráfico e exploração do trabalho escravo, ainda vigente no século XIX.
Escravizado, Baquaqua foi enviado ilegalmente para o Brasil em um navio negreiro, quando o tráfico de pessoas já era proibido em terras tupiniquins. Desembarcou no litoral de Pernambuco em 1845 e passou pelo Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul antes de chegar a Nova York e conseguir a liberdade.
Lá, escreveu, em inglês, a autobiografia que é o único registro conhecido sobre a escravidão no Brasil do ponto de vista de um escravo. Os relatos impressionam. “Fomos arremessados, nus, porão adentro, os homens apinhados de um lado e as mulheres de outro. O porão era tão baixo que não podíamos ficar de pé, éramos obrigados a nos agachar ou sentar no chão. Dia e noite eram iguais para nós, o sono sendo negado devido ao confinamento de nossos corpos”.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/educacao/unica-autobiografia-de-ex-escravo-no-brasil-etraduzida/?utm_source=chatgpt.com Acesso em 18 de agosto de 2025.
(BARROS, José D'Assunção. "Fontes Históricas: Uma Introdução à Sua Definição, à Sua Função no Trabalho do Historiador, e à Sua Variedade de Tipos." Cadernos do Tempo Presente, São Cristóvão-SE, v. 11, n. 02, p. 03-26, jul./dez. 2020. Disponível em: http://www.seer.ufs.br/index.php/tempo.)
Sobre as fontes históricas é correto afirmar que:
(__)O Renascimento teve como principal inspiração o mundo rural, por isso as pinturas e as paisagens retratavam cenários idílicos e os espaços de vivência de seus principais expoentes.
(__)Os renascentistas se inspiravam na Antiguidade clássica.
(__)As transformações ocasionadas durante o Renascimento se manifestaram em diferentes áreas, incluindo as artes plásticas, a música, a escultura e o urbanismo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
(POZZER, Katia Maria Paim. Escritas e escribas: o cuneiforme no antigo Oriente Próximo. Classica - Revista Brasileira de Estudos Clássicos, [S. l.], v. 11, n. 11/12, p. 61, 1999. DOI: 10.24277/classica.v11i11/12.449. Disponível em: https://revista.classica.org.br/classica/article/view/449.. Acesso em: 09 set. 2025).
A respeito desse tipo de escrita, é correto afirmar que:
Considere as afirmativas sobre Minas Gerais no período colonial apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Os habitantes de Minas Gerais investiram grande parte de suas economias em engenhos e se dedicaram com exclusividade à produção de açúcar e aguardente durante o século XVIII.
(__)O principal objetivo da Inconfidência Mineira era libertar o Brasil da administração portuguesa, tornando o país uma república liderada pelos grandes comerciantes a partir da cidade do Rio de Janeiro.
(__)A instalação de ordens religiosas regulares na capitania de Minas Gerais durante o período colonial foi proibida no intuito de minimizar o contrabando de metais preciosos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
(__)O tempo histórico não é meramente uma extensão do tempo natural nem uma simples projeção da consciência, mas uma construção que interpreta, narra e coordena os eventos humanos inseridos numa temporalidade não estritamente sucessiva.
(__)Para a História, a temporalidade não é apenas uma questão de marcar datas ou sucessões cronológicas, mas envolve uma abordagem que considera a experiência subjetiva do tempo, seus ritmos, duração e a maneira como os eventos se inserem em uma cadeia de sentido.
(__)Para a História não é necessário analisar os diferentes ritmos e tipos de tempo (como o tempo de vida breve, o tempo natural, o tempo de inquietação), pois seu trabalho consiste principalmente na construção cronológica da narrativa respeitando a experiência humana.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
(Entrevista com João Maria Palhano, MACHADO, Paulo Pinheiro. Um estudo sobre as origens sociais e a formação política das lideranças sertanejas do Contestado, 1912-1916. Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da UNICAMP. Campinas, 2001. Anexos.)
Sobre esse conflito registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A guerra iniciou principalmente devido à crença das populações nas palavras de um suposto profeta, chamado José Maria, que as incitou à violência.
(__)Questões ligadas à posse da terra contribuíram para o descontentamento da população da região contestada, pois muitos sertanejos tiveram suas terras apropriadas por madeireiras e grandes fazendeiros.
(__)A Guerra do Contestado provocou o fortalecimento do aparato militar do Estado brasileiro, que durante o conflito usou métodos de violência e controle para reprimir o movimento sertanejo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: