Questões de Concurso
Comentadas para professor - geografia
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Um estudo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da agência de saúde sexual e reprodutiva da Organização da Nações Unidas (ONU), mostra que a taxa de fecundidade vem caindo progressivamente no Brasil. Ou seja, as mães brasileiras estão tendo cada vez menos filhos, em média. Nas últimas décadas, o índice já despencou de uma média de 6,16 filhos por mulher no Brasil, em 1940, para 1,76 filho por cada mãe do país, no dado mais recente, de 2020.
Fonte: Onu, 2021 (adaptado).
Para muitos economistas e demógrafos, a retração da taxa de fecundidade constitui um problema que deverá ser enfrentado mais adiante caso nada seja feito no presente. Nesse sentido, é considerada uma consequência do processo:
Na noite de 22 de maio de 1960, o Chile foi atingido em cheio pelo maior terremoto a ser registrado no planeta, 9,5 graus de magnitude. Cerca de 2 mil pessoas morreram, 3 mil ficaram feridas e mais de 2 milhões perderam suas casas. O prejuízo estimado para o Chile foi de US$ 550 milhões, ou R$ 1,2 bilhão (em valores atuais). Ele gerou um maremoto com ondas que apagaram do mapa cidades inteiras na costa chilena e fizeram vítimas também em outros países banhados pelo Pacífico, como o Japão, as Filipinas e os Estados Unidos.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ noticias/2014/04/140402_cinco_maiores_terremotos_lgb. Acesso em: 2 abr. 2022.
No texto, destaca-se um tipo de fenômeno geológico frequente em determinadas áreas do planeta. Esses eventos estão concentrados em áreas de
Dizem que santo de casa não faz milagre. Talvez por isso tenha sido necessário um meteorologista para revolucionar a geologia. E o alemão Alfred Wegener (1880-1930) estava tão convencido de sua teoria que apostava que, dez anos depois de publicada, não haveria uma só alma duvidando dela. Ingênuo otimismo. Na verdade, levou mais de quatro décadas para que a deriva continental – o fato de que os continentes já estiveram todos reunidos no passado e vêm se separando desde então – fosse aceita nos círculos acadêmicos.
Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/alfredwegener/. Acesso em: 1 abr. 2022.
A teoria de Wegener não foi prontamente aceita nos círculos acadêmicos devido, principalmente, ao fato de ela não ter conseguido explicar
Culturalmente tratada como um bem infinito no Brasil, a água é um dos recursos naturais que mais tem dado sinais de que não subsistirá por muito tempo às intervenções humanas no meio ambiente e às mudanças do clima. Os especialistas alertam que os problemas podem se agravar se não forem tomadas medidas urgentes e se a sociedade não mudar sua percepção e comportamento em relação aos recursos naturais.
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/ noticia/2018-10/agua-no-brasil-da-abundancia-escassez. Acesso em: 31 abr. 2022.
O texto alerta para riscos de uma crise hídrica no Brasil, mesmo sendo considerado uma potência hídrica. Um fator que poderia contribuir para agravar o risco de escassez quantitativa de água no país corresponde
( ) A função “PRI.MAIÚSCULA” coloca a primeira letra de uma cadeia de texto em maiúscula e todas as outras letras do texto depois de qualquer caractere diferente de uma letra. ( ) A função “DIA.DA.SEMANA” retorna uma string (conjunto de caracteres, por exemplo, “segunda”) com o texto do dia da semana correspondente a uma data. ( ) A função “ARRUMAR” remove todos os espaços de texto, exceto os espaços únicos entre palavras.
Assinale a sequência correta.
I. O usuário pode utilizar os recursos somente o tempo que precisar, porém deve pagar pela licença em tempo integral, como no modelo tradicional. II. O fornecedor do serviço de cloud computing é quem se encarrega de aperfeiçoar, corrigir falhas e aumentar o desempenho da aplicação, sempre que necessário. III. O usuário não precisa se preocupar com o hardware, com procedimentos de backup nem de controle de segurança da aplicação contratada.
Estão corretas as afirmativas
[...]
A THE faz diversos rankings sobre educação superior desde 2004. [...] diferentemente das classificações tradicionais, o ranking de impacto global da THE mede a contribuição das instituições para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas). Isso é feito através da avaliação do comprometimento das universidades com a sustentabilidade em quatro áreas amplas: pesquisa, gestão de recursos, alcance e ensino.
Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/ educacao/2022/04/27/internas_educacao,1362724/brasil-esta-entre-paises-com-mais-universidades-em-ranking-de-impacto-globa.shtml Acesso em: 28 abr. 202
De acordo com a reportagem, algumas universidades brasileiras têm se destacado
Disponível em: https://www.otempo.com.br/comercio-de-bairro-toma-folego-com-os-microempreendedores-1.2658379?utm_ campaign=25_de_abril_de_2022&utm_medium=email&utm_ source=RD+Station. Acesso em: 25 abr. 2022.
Entidades como a CDL demonstram uma tendência no fortalecimento do comércio de bairro pelas diversas capitais brasileiras como uma das consequências geradas pela pandemia da Covid-19 porque
Para conseguir fechar as contas do mês, muitos deles estão sendo “arrastados” para a clandestinidade.
[...]
(A) presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos que Utilizam Aplicativos do Estado de Minas Gerais (Sicovapp-MG) [...] disse que tem ciência da realização do serviço de transporte de modo clandestino e não concorda com as altas taxas que, no momento, são cobradas dos profissionais. “Cada dia as empresas estão abusando do trabalho dos motoristas. Tem profissional que mal consegue pagar a gasolina. Precisamos de leis em âmbito federal que auxiliem esses profissionais”, afirmou.
Disponível em: https://www.otempo.com.br/cidades/altastaxas-arrastam-motoristas-de-aplicativo-para-a-ilegalidade-em-bh-1.2659495?utm_campaign=27_de_abril_de_2022&utm_ medium=email&utm_source=RD+Station. Acesso em: 27 abr. 2022.
De acordo com a reportagem, o serviço de transporte clandestino tem sido cada vez mais frequente entre os motoristas que utilizam aplicativos. Esse transporte clandestino se caracteriza por
[...] os índices de vacinação já vinham se reduzindo no Brasil desde antes da pandemia por diversos motivos, além da desinformação. “No país, existem outros fatores que explicam a queda nos índices de vacinação, como a falta de alguns imunobiológicos em centros de saúde e porque, justamente graças às vacinas, muitas pessoas não tiveram contato com doenças que foram controladas pela vacinação” [...].
Disponível em: https://www.otempo.com.br/67-dos-brasileirosacreditam-em-informacoes-imprecisas-sobre-vacinas-1.2611687?utm_campaign=12_de_fevereiro_de_2022&utm_ medium=email&utm_source=RD+Station. Acesso em: 14 fev. 2022.
Segundo o trecho da reportagem, o movimento antivacina
Disponível em: https://www.minasgerais.com.br/pt/atracoes/ lavras/economia/usina-do-funil. Acesso em: 25 abr. 2022.
O Sistema de Transposição para Peixes instalado na UHE Funil é único no Brasil porque
Se, nesse momento, tanto a pressão quanto a temperatura de Sérgio estão sendo medidas, quanto tempo demorará para que ocorra a medição simultânea novamente?
• 2 de carne • 3 de queijo • 1 de pizza
Bruna tirou dois pastéis de forma aleatória do recipiente.
Qual é a probabilidade de os dois serem de sabor queijo?

Disponível em: https://alimentacaosaudavel.org.br/escola-saudavel/. Acesso em: 29 abr. 2022.
As campanhas comunitárias podem contribuir para a reflexão acerca de problemas sociais. Nesse sentido, a campanha acima aborda a questão da alimentação saudável
INSTRUÇÃO: Leia a crônica de Fernando Sabino para responder à questão.
A última crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. [...] Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. [...] Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
[...] Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”
[...] O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
Fernando Sabino. In: Para gostar de ler. São Paulo: Ática,
1979-1980 (adaptado)
“O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma.”
No trecho apresentado, a palavra em destaque refere-se ao verbo “retirou” e apresenta
INSTRUÇÃO: Leia a crônica de Fernando Sabino para responder à questão.
A última crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. [...] Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. [...] Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
[...] Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”
[...] O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
Fernando Sabino. In: Para gostar de ler. São Paulo: Ática,
1979-1980 (adaptado)
“Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.”
Os verbos destacados na passagem anterior denotam
INSTRUÇÃO: Leia a crônica de Fernando Sabino para responder à questão.
A última crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. [...] Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. [...] Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
[...] Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”
[...] O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
Fernando Sabino. In: Para gostar de ler. São Paulo: Ática,
1979-1980 (adaptado)
Releia o trecho a seguir.
“Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida.”
O pronome possessivo “seu” e o pronome oblíquo “a”, nessa passagem, funcionam como recurso coesivo ao