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“Meu tio e eu fazemos aniversário no mesmo dia. Quando eu nasci, meu tio tinha 30 anos.”
Em um determinado ano, a idade que Lucas completou foi um terço da idade que seu tio completou. Sabendo que Lucas nasceu em 2000, qual foi esse ano?
I. Nós estamos felizes por recebê-la em casa.
II. Não há nenhum problema entre nós.
III. Pediu a nós que fizéssemos tudo por ele.
Tendo em vista as funções desempenhadas pela palavra “nós”, nas sentenças dadas, conclui-se que esse pronome pessoal é reto, e não oblíquo, apenas em:
A didática da Geografia contemporânea, em consonância com a BNCC e os compromissos da Agenda 2030, propõe superar práticas transmissíveis e fragmentadas, favorecendo aprendizagens ativas que relacionem conhecimento científico, ética e cidadania. Nesse quadro, o letramento espacial deve ser compreendido como processo que integra dimensões cognitivas, afetivas e políticas, articulando educação ambiental, práticas interdisciplinares e participação social. Tais concepções contrastam com perspectivas reducionistas que limitam o ensino da Geografia a conteúdos descontextualizados ou a exercícios meramente técnicos.
Considerando essas premissas, assinale a proposição mais coerente com a literatura didática contemporânea:
As geotecnologias SIG, sensoriamento remoto e geoprocessamento transformaram a análise espacial, permitindo diagnósticos multiescalares e integração de bases complexas. Contudo, a literatura crítica alerta para o risco de naturalizar representações quantitativas, dissociadas da historicidade e dos conflitos territoriais. No ensino, a centralidade dessas ferramentas deve combinar domínio técnico e leitura crítica, evitando tanto reducionismo instrumental quanto fetichização tecnológica.
Assinale a proposição mais consistente com essa perspectiva crítica:
A estrutura fundiária brasileira, fortemente marcada pela concentração histórica de terras, reflete heranças coloniais, processos de modernização agrícola seletiva e políticas agrárias que privilegiaram grandes proprietários. O Censo Agropecuário do IBGE evidencia a persistência de latifúndios orientados ao agronegócio exportador, coexistindo com pequenas propriedades familiares responsáveis por significativa parcela da produção de alimentos para o consumo interno. Essa configuração sustenta disputas sociais no campo, pressiona ecossistemas frágeis e mantém a reforma agrária como pauta central nos debates sobre justiça social, soberania alimentar e sustentabilidade ambiental.
À luz dessas interpretações, assinale a proposição mais consistente com a análise acadêmica da questão agrária brasileira:
A regionalização é um recurso metodológico e político central na análise geográfica. A divisão oficial do IBGE em cinco grandes regiões articula critérios físicos, econômicos e sociais, sendo amplamente utilizada em políticas públicas. Paralelamente, Milton Santos e Maria Laura Silveira propuseram uma regionalização crítica, distinguindo Amazônia, Nordeste, Centro-Oeste e Região Concentrada, com base em dinâmicas de integração ao mercado global. Essa pluralidade evidencia que regionalizar é construir leituras do território segundo intencionalidades epistemológicas e políticas.
À luz dessa perspectiva, assinale a alternativa correta:
O início do século XX marcou a sistematização da geopolítica como campo de análise das relações entre espaço e poder. Friedrich Ratzel, influenciado pelo organicismo, propôs a noção de espaço vital (Lebensraum) como fundamento da expansão estatal. Halford Mackinder, em sua teoria do Heartland (1904), afirmou que o domínio da Eurásia central conferiria supremacia mundial, enquanto Nicholas Spykman ressaltou a importância do Rimland, áreas costeiras da Eurásia, como zona estratégica de contenção. Embora elaboradas em contextos históricos específicos, tais teorias seguem sendo revisitadas criticamente no debate geopolítico.
Considerando essas formulações, assinale a alternativa correta:
A geografia cultural crítica, em diálogo com autores como Paul Claval e Denis Cosgrove, desloca a compreensão da cultura como simples representação estética para concebê-la como prática constitutiva do espaço, capaz de organizar territorialidades, identidades e relações de poder. No Brasil, manifestações como maracatu, cordel, samba e bumbameu-boi não apenas simbolizam pertencimentos, mas estruturam usos, controvérsias e formas de apropriação do território, tensionadas pela globalização e pela mercantilização cultural.
À luz dessa perspectiva, assinale a proposição mais consistente com a literatura especializada: