Questões de Concurso
Comentadas para analista - serviço social
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Marilda Vilela Iamamoto. O serviço Social na Cena Contemporânea. In. Programa de Capacitação em Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília, UnB/CEFSS, 2009, p. 37.
Considerando o tema abordado pelo fragmento de texto acima, julgue o item que se segue.
A tese da correlação de forças propõe o paradigma das relações interpessoais como eixo central da intervenção profissional, cujo ponto de partida é a situação-problema.
A tensão política entre os projetos profissionais revelou-se no momento em que surgiu uma oposição ao tradicionalismo profissional, vertente praticamente hegemônica no serviço social brasileiro até os anos de 1960, com o qual se estabeleceu uma ruptura no III Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais (CBAS).
Pensar o projeto profissional supõe articular uma dimensão pluralista, na qual todas as tendências profissionais são tidas como supostamente paritárias, e uma dimensão corporativa centrada na autodefesa dos interesses específicos.
No período em que o serviço social transita para a profissionalização, duas encíclicas papais tiveram um papel sumariamente importante para seu desenvolvimento: Rerum Novarum e Quadragésimo Anno.
Sob influência norte-americana, o serviço social brasileiro fundamentou seus primeiros objetivos político–sociais, orientando-se pelo ideário liberal e tecnicista da ação profissional em face da questão social.
O documento de Teresópolis, produto do seminário promovido pelo Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio de Serviço Social (CBCISS), remete a profissão à consciência de sua inserção na sociedade de classes.
No Brasil, o trabalho do serviço social na área de desenvolvimento de comunidade ocorreu sob influência de programas da Organização das Nações Unidas (ONU) e de outros organismos internacionais, cuja estratégia era integrar os esforços da população aos planos nacionais e regionais de desenvolvimento.
A identidade atribuída ao serviço social pelo capitalismo ratificava a função econômica da prática social e sua orgânica articulação com a classe dominante.
A identidade atribuída pelo capitalismo foi fixada como elemento definidor da prática do serviço social, em um processo de fetichismo e de distanciamento da teia das relações sociais.
A concepção de identidade atribuída ao serviço social fundamenta-se no entendimento¸ de viés determinista, de que identidade e consciência devem ser pensadas como abstrações.
O balanço social, uma publicação anual que contém informações sobre projetos e benefícios sociais da empresa, torna público a sua ação na responsabilidade social corporativa.
Os reflexos das mudanças provocadas pela globalização de orientação neoliberal vêm gerando uma nova cultura empresarial que preconiza a ideia de intervenção social voltada exclusivamente para o público interno das empresas.
As práticas relacionadas com a reputação e a imagem da empresa, difundidas por meio de um código de conduta, não se caracterizam como de responsabilidade social por serem de caráter moral e determinante do comportamento individual.
Os postulados filosóficos tomistas que marcaram o serviço social incluem a noção de dignidade da pessoa humana, sua perfectibilidade, a compreensão da sociedade como união dos homens para realizar o bem comum (como bem de todos) e a necessidade da autoridade para cuidar da justiça geral.
O conjunto CFESS/CRESS compreende a atividade de fiscalização do exercício profissional de assistentes sociais como instrumento de luta capaz de politizar, organizar e mobilizar a categoria na defesa de seus espaços de atuação profissional.
A consolidação do serviço social como profissão no Brasil ocorreu à medida que os movimentos organizados do trabalho se tornavam mais expressivos na sociedade e o Estado ausentava-se de suas responsabilidades sociais.
Apesar de o projeto ético-político do serviço social ter a liberdade como valor central, ele se distingue da concepção liberal por compreender que a liberdade é exercida quando há possibilidades de escolhas entre alternativas concretas.
A continuidade da ofensiva do capital e o enfraquecimento das lutas e da resistência dos movimentos organizados do trabalho ameaçam a consolidação do projeto profissional do serviço social, pois questionam a manutenção das bases teóricas, organizativas e ético-políticas conquistadas nos últimos trinta anos.
As propostas de saída neoliberal para a crise do Welfare State incluíam a restauração da taxa de desemprego e um Estado com restrições nos gastos sociais. Contudo, o crescimento do desemprego, ao contrário do esperado, levou ao aumento da demanda por proteção social e, consequentemente, por aumento dos gastos públicos.
O processo de reestruturação produtiva vivenciado nas últimas décadas foi intensificado pelo modelo chinês de produtividade: subcontratação de trabalhadores sem especialização e centralização das unidades de produção nos países periféricos.