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Q3825716 Português
        Também, como já mencionado, nos anos finais do ensino fundamental, os conhecimentos sobre a língua, sobre as demais semioses e sobre a norma padrão se articulam aos demais eixos em que se organizam os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de língua portuguesa. Dessa forma, as abordagens linguística, metalinguística e reflexiva ocorrem sempre a favor da prática de linguagem que está em evidência nos eixos de leitura, escrita ou oralidade.

        Os conhecimentos sobre a língua, as demais semioses e a norma padrão não devem ser tomados como uma lista de conteúdos dissociados das práticas de linguagem, mas como propiciadores de reflexão a respeito do funcionamento da língua no contexto dessas práticas. A seleção de habilidades na BNCC está relacionada com aqueles conhecimentos fundamentais para que o estudante possa apropriar-se do sistema linguístico que organiza o português brasileiro.

        Alguns desses objetivos, sobretudo aqueles que dizem respeito à norma, são transversais a toda a base de língua portuguesa. O conhecimento da ortografia, da pontuação, da acentuação, por exemplo, deve estar presente ao longo de toda escolaridade, abordado conforme o ano da escolaridade. Assume-se, na BNCC de língua portuguesa, uma perspectiva de progressão de conhecimentos que vai das regularidades às irregularidades e dos usos mais frequentes e simples aos menos habituais e mais complexos.

Internet:<basenacionalcomum.mec.gov.br>  (com adaptações).
Assinale a opção correta em relação a esse texto e aos princípios gerais da BNCC para o componente de língua portuguesa. 
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Q3825715 Português
Trem de ferro

Manuel Bandeira

Café com pão
Café com pão
Café com pão
(...)

Oô..
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pato
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
Que vontade
De cantar!

Manuel Bandeira. Manuel Bandeira – poesia completa e prosa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990, p. 236-7 (com adaptações).
Uma análise semiótica do poema apresentado deve
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Q3825714 Português
Imagem associada para resolução da questão Internet:<encrypted-tbn0.gstatic.com/images> .
A BNCC prevê a seguinte habilidade: “identificar e analisar os efeitos de sentido que fortalecem a persuasão nos textos publicitários, relacionando as estratégias de persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos utilizados, como imagens, tempo verbal, jogos de palavras, figuras de linguagem etc., com vistas a fomentar práticas de consumo conscientes”. Em conformidade com essa habilidade, é correto afirmar que a apreensão global da mensagem do texto anterior, criado para uma campanha de conscientização ambiental, requer do leitor
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Q3825711 Pedagogia
    Após a correção das redações de seus alunos, uma professora reuniu, em uma lista A, as palavras produzidas com erros de grafia. Em seguida, elaborou uma lista B, com as mesmas palavras grafadas de acordo com a ortografia oficial. De posse das listas A e B, a professora pretende realizar uma atividade didático-pedagógica que propicie o uso da criatividade.
Na situação hipotética precedente, para a realização de uma atividade pedagógica que propicie o uso da criatividade, é adequado que a professora proponha aos alunos que
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Q3825710 Português
        Quando de madrugada se levantava — passado o instante de vastidão em que se desenrolava toda — vestia-se correndo, mentia para si mesma que não havia tempo de tomar banho, e a família adormecida jamais adivinhara quão poucos ela tomava. Sob a luz acesa da sala de jantar, engolia o café. Mal tocava no pão que a manteiga não amolecia. Com a boca fresca de jejum, os livros embaixo do braço, abria enfim a porta, transpunha a mornidão insossa da casa, galgando-se para a gélida fruição da manhã. Então já não se apressava mais.
Clarice Lispector. Preciosidade. In: Clarice Lispector. Laços de família. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1983.
Considerando esse fragmento do conto Preciosidade, de Clarice Lispector, julgue os itens a seguir.
I No primeiro período, os travessões demarcam uma situação anterior ao momento aludido na oração que inicia o fragmento.
II As relações coesivas do fragmento permitem concluir que a palavra banhos está elíptica após o segmento “quão poucos” (primeiro período).
III No último período, o vocábulo “já” demarca temporalmente o início da experiência de “fruição da manhã”.

Assinale a opção correta.
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Q3825709 Português
Texto 12A2-I

        A variação existente hoje, no português do Brasil, que nos permite reconhecer uma pluralidade de falares, é fruto da dinâmica populacional e da natureza do contato dos diversos grupos étnicos e sociais nos diferentes períodos da história. São fatos dessa natureza que demonstram que não se pode pensar no uso de uma língua em termos de “certo” e “errado” e em variante regional “melhor” ou “pior”, “bonita” ou “feia”. No ensino da língua escrita, contudo, procura-se neutralizar as marcas identificadoras de cada grupo social, a fim de atingir um padrão idealizado, que seja supranacional. O paradoxo está em que cada falar tem sua norma, variantes que prevalecem, mas que não anulam a ocorrência de outras. Por exemplo, o segmento r, no contexto final de sílaba, como em carta ou porto. Suas múltiplas realizações são encontradas tanto em Porto Alegre quanto no Rio de Janeiro. O que singulariza uma ou outra cidade é a predominância de determinada variante sobre as outras. Também os empréstimos lexicais não colocam a língua “em perigo”. São apenas reflexos de contatos culturais, ontem e hoje. Convivemos perfeitamente bem com palavras como álcool e almofada, do árabe, garagem e personagem, do francês, e futebol, do inglês. E mais recentemente temos de conviver também com deletar, por empréstimo ao inglês, que, por sua vez, tem origem no latim (delere, deletum).

Yonne Leite e Dinah Callou. Como falam os brasileiros.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2004, p. 57-59 (com adaptações). 
Nos dois últimos períodos do texto 12A2-I, o uso da flexão verbal na primeira pessoa do plural, em “Convivemos” e “temos de conviver”, indica que
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Q3825708 Português
Texto 12A2-I

        A variação existente hoje, no português do Brasil, que nos permite reconhecer uma pluralidade de falares, é fruto da dinâmica populacional e da natureza do contato dos diversos grupos étnicos e sociais nos diferentes períodos da história. São fatos dessa natureza que demonstram que não se pode pensar no uso de uma língua em termos de “certo” e “errado” e em variante regional “melhor” ou “pior”, “bonita” ou “feia”. No ensino da língua escrita, contudo, procura-se neutralizar as marcas identificadoras de cada grupo social, a fim de atingir um padrão idealizado, que seja supranacional. O paradoxo está em que cada falar tem sua norma, variantes que prevalecem, mas que não anulam a ocorrência de outras. Por exemplo, o segmento r, no contexto final de sílaba, como em carta ou porto. Suas múltiplas realizações são encontradas tanto em Porto Alegre quanto no Rio de Janeiro. O que singulariza uma ou outra cidade é a predominância de determinada variante sobre as outras. Também os empréstimos lexicais não colocam a língua “em perigo”. São apenas reflexos de contatos culturais, ontem e hoje. Convivemos perfeitamente bem com palavras como álcool e almofada, do árabe, garagem e personagem, do francês, e futebol, do inglês. E mais recentemente temos de conviver também com deletar, por empréstimo ao inglês, que, por sua vez, tem origem no latim (delere, deletum).

Yonne Leite e Dinah Callou. Como falam os brasileiros.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2004, p. 57-59 (com adaptações). 
No trecho “Convivemos perfeitamente bem com palavras como álcool e almofada, do árabe, garagem e personagem, do francês, e futebol, do inglês” (penúltimo período do texto 12A2-I), o sentido produzido pela linguagem figurada na expressão “Convivemos perfeitamente bem com palavras” indica que os falantes usam essas palavras de forma 
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Q3825707 Português
Texto 12A2-I

        A variação existente hoje, no português do Brasil, que nos permite reconhecer uma pluralidade de falares, é fruto da dinâmica populacional e da natureza do contato dos diversos grupos étnicos e sociais nos diferentes períodos da história. São fatos dessa natureza que demonstram que não se pode pensar no uso de uma língua em termos de “certo” e “errado” e em variante regional “melhor” ou “pior”, “bonita” ou “feia”. No ensino da língua escrita, contudo, procura-se neutralizar as marcas identificadoras de cada grupo social, a fim de atingir um padrão idealizado, que seja supranacional. O paradoxo está em que cada falar tem sua norma, variantes que prevalecem, mas que não anulam a ocorrência de outras. Por exemplo, o segmento r, no contexto final de sílaba, como em carta ou porto. Suas múltiplas realizações são encontradas tanto em Porto Alegre quanto no Rio de Janeiro. O que singulariza uma ou outra cidade é a predominância de determinada variante sobre as outras. Também os empréstimos lexicais não colocam a língua “em perigo”. São apenas reflexos de contatos culturais, ontem e hoje. Convivemos perfeitamente bem com palavras como álcool e almofada, do árabe, garagem e personagem, do francês, e futebol, do inglês. E mais recentemente temos de conviver também com deletar, por empréstimo ao inglês, que, por sua vez, tem origem no latim (delere, deletum).

Yonne Leite e Dinah Callou. Como falam os brasileiros.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2004, p. 57-59 (com adaptações). 
A partir do texto 12A2-I, julgue os itens subsequentes.
I O uso de exemplificação, conforme observado no texto, é uma das características da tipologia dissertativo-argumentativa.
II No ensino de língua portuguesa, deve-se incentivar que os alunos busquem reproduzir, na escrita, as características distintivas das variantes linguísticas por eles faladas.
III A dinâmica populacional e o contato social são fatores que propiciam o surgimento dos diversos falares.

Assinale a opção correta. 
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Q3825706 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
Assinale a opção correta em relação à colocação pronominal no texto 12A1-I.
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Q3825705 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
No texto 12A1-I, a flexão da forma verbal “resta” (quinto período do primeiro parágrafo) na terceira pessoa do singular justifica-se pela concordância verbal com o termo
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Q3825704 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
No texto 12A1-I, o vocábulo “se”, em “colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações” (quinto período do segundo parágrafo), caracteriza-se como
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Q3825703 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
No último período do primeiro parágrafo do texto 12A1-I, o pronome presente na expressão “do qual” tem como referente
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Q3825702 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
No antepenúltimo período do texto 12A1-I, ao empregar a expressão “por assim dizer”, o autor
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Q3825701 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
A crônica é um gênero textual em que frequentemente é utilizada uma linguagem mais informal, próxima da oralidade. No texto 12A1-I, um exemplo do uso da linguagem informal está presente em
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Q3825700 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
No que diz respeito ao emprego dos sinais de pontuação no texto 12A1-I, julgue os itens a seguir.
I No quarto período do primeiro parágrafo, a vírgula empregada após “qualquer” separa a oração de função adverbial da oração a que ela se subordina.
II O trecho “estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício” (penúltimo período do texto) poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência textual, da seguinte maneira: estes são lidos por puro deleite; aqueles, por puro vício.
III As aspas na expressão ‘tacam peito’ (terceiro período do segundo parágrafo) assinalam o emprego de gíria.

Assinale a opção correta.
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Q3825699 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
Em relação ao emprego de figuras de linguagem no texto 12A1-I, julgue os itens a seguir.
I No trecho “recorrer ao assunto da falta de assunto” (último período do primeiro parágrafo), observa-se o uso do paradoxo.
II O trecho “Uns afagam vaidades, outros as espicaçam” (penúltimo período do texto) apresenta antítese.
III Em “a estes se lê” (segundo período do segundo parágrafo), observa-se a ocorrência de metonímia.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Q3825698 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
No texto 12A1-I, o termo “coisa”, na expressão “a coisa fia mais fino” (terceiro período do primeiro parágrafo), remete, conotativamente,
Alternativas
Q3825697 Português
Texto 12A1-I

        Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, em que possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. 

        Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores, e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros as espicaçam; estes são lidos por puro deleite, aqueles por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica.

Vinícius de Moraes. O exercício da crônica. Para viver um grande amor.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações)
No segundo período do primeiro parágrafo do texto 12A1-I, por meio da forma verbal “digo”, o autor do texto enuncia
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Q3825696 Inglês
Text 11A2-II

        The production of the BNCC (Base Nacional Comum Curricular) gave rise to a series of discussions on the role of school systems in Brazil. A number of educators and researchers expressed their concerns about the homogenizing perspective reflected and refracted by the document. In other words, in a country as socially and culturally diverse as Brazil is, how might an educational instrument outline “essential types of knowledge” for students, irrespective of their personal, regional, and local specificities?

        On the other hand, the document also incorporates a discourse which values peripheral contributions. In doing so, it adopts a more overtly progressive tone, which accentuates the importance of diversity. Szundy, in her examination of the BNCC’s English Language component, underscores how the document subscribes to the notion of ideological literacy. The author believes that the BNCC’s introduction of an intercultural axis brings the document closer to an ideological stance which “understands languages as resources that put us in contact with otherness, with plural and equally valid ways of being and of being in the world.” A bit further, the author argues that “BNCC may urge us to situate teaching within the realm of decolonial practices”.

        We could be led to think that BNCC, by laying emphasis on the situated nature of learners’ knowledge, reinforces democratic ideals and seeks to promote unrestricted access to critical education. This interpretation, albeit problematic, seems less harmful than the enunciation of universal, “essential knowledge.” However, it is also Szundy who, in her analysis of the competences and skills associated with the teaching of English in the Brazilian 6th grade, encounters an autonomous view of reading: “The use of verbs such as formulate, identify and locate in these three reading skills is at odds with the formative and political understanding of the English language found in the component’s introduction, as well as with the document’s overall apprehension of the lingua franca concept (…)”.

        BNCC’s discursive and ideological diversity refracts a myriad of epistemological and axiological contradictions, illuminating a clash between ideological systems. Amidst such conflicts, however, we may find openings for the creation of new curricula. This point is repeatedly made in Szundy’s analysis as she dwells on the skills and competences outlined by the BNCC for the 9th grade in Middle Education. In such descriptors, the use of verbs such as debate, analyse and discuss could suggest the development of more critical and political linguistic practices. Yet, in Szundy’s own words: “In BNCC, the English language’s status as a lingua franca (…) is designed to assist students in developing the skills and competences they need to become selfentrepreneurs and to participate in the global world without ever calling its macro and micro structures into question; without ever examining how these very structures operate to keep huge swaths of the population at bay, deprived of any access to the commodities of an utopian global village.”

        BNCC, a normative document, prescribes a conditioning of students’ reading practices. The underlying pedagogical conception assumes the existence of a Cartesian reader, equipped with enough autonomy to identify the precise routes laid down by authors, as if fruition automatically conferred such abilities. This project is incongruous with the nature of language itself, i.e., with the fact that meaning emerges through socially and historically situated contact with otherness (even when that otherness is materialized in texts). Here, the notion of ideological sign comes in handy once more, since meanings only arise in concrete communicative situations, where they are imbued with existing social values.

Internet:  <doi.org> (adapted).
In text 11A2-II, the BNCC’s pedagogical conception is criticized for assuming the existence of a “Cartesian reader.” It is correct to conclude from the text that the key characteristic of this idealized reader is
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Q3825695 Inglês
Text 11A2-II

        The production of the BNCC (Base Nacional Comum Curricular) gave rise to a series of discussions on the role of school systems in Brazil. A number of educators and researchers expressed their concerns about the homogenizing perspective reflected and refracted by the document. In other words, in a country as socially and culturally diverse as Brazil is, how might an educational instrument outline “essential types of knowledge” for students, irrespective of their personal, regional, and local specificities?

        On the other hand, the document also incorporates a discourse which values peripheral contributions. In doing so, it adopts a more overtly progressive tone, which accentuates the importance of diversity. Szundy, in her examination of the BNCC’s English Language component, underscores how the document subscribes to the notion of ideological literacy. The author believes that the BNCC’s introduction of an intercultural axis brings the document closer to an ideological stance which “understands languages as resources that put us in contact with otherness, with plural and equally valid ways of being and of being in the world.” A bit further, the author argues that “BNCC may urge us to situate teaching within the realm of decolonial practices”.

        We could be led to think that BNCC, by laying emphasis on the situated nature of learners’ knowledge, reinforces democratic ideals and seeks to promote unrestricted access to critical education. This interpretation, albeit problematic, seems less harmful than the enunciation of universal, “essential knowledge.” However, it is also Szundy who, in her analysis of the competences and skills associated with the teaching of English in the Brazilian 6th grade, encounters an autonomous view of reading: “The use of verbs such as formulate, identify and locate in these three reading skills is at odds with the formative and political understanding of the English language found in the component’s introduction, as well as with the document’s overall apprehension of the lingua franca concept (…)”.

        BNCC’s discursive and ideological diversity refracts a myriad of epistemological and axiological contradictions, illuminating a clash between ideological systems. Amidst such conflicts, however, we may find openings for the creation of new curricula. This point is repeatedly made in Szundy’s analysis as she dwells on the skills and competences outlined by the BNCC for the 9th grade in Middle Education. In such descriptors, the use of verbs such as debate, analyse and discuss could suggest the development of more critical and political linguistic practices. Yet, in Szundy’s own words: “In BNCC, the English language’s status as a lingua franca (…) is designed to assist students in developing the skills and competences they need to become selfentrepreneurs and to participate in the global world without ever calling its macro and micro structures into question; without ever examining how these very structures operate to keep huge swaths of the population at bay, deprived of any access to the commodities of an utopian global village.”

        BNCC, a normative document, prescribes a conditioning of students’ reading practices. The underlying pedagogical conception assumes the existence of a Cartesian reader, equipped with enough autonomy to identify the precise routes laid down by authors, as if fruition automatically conferred such abilities. This project is incongruous with the nature of language itself, i.e., with the fact that meaning emerges through socially and historically situated contact with otherness (even when that otherness is materialized in texts). Here, the notion of ideological sign comes in handy once more, since meanings only arise in concrete communicative situations, where they are imbued with existing social values.

Internet:  <doi.org> (adapted).
In the fourth paragraph of text 11A2-II, Szundy argues that there is an aspect in the BNCC English language component that incites students to become independent entrepreneurs while ignoring the underlying social structures that foster inequality. That aspect, according to Szundy, is the
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Respostas
61: E
62: B
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