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Q3846080 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.

Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.

Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.

Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.

De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.

Começaram a se misturar:

− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho. −

Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.

Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.

Avançaram na entrega:

− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.

− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.

− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.

Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:

− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.

− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.

− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.

− Temos de crescer primeiro.

− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.

− Vamos! − concordou Sancho.

Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles. Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.


CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho "Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura...", há o uso de vírgulas. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846079 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.

Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.

Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.

Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.

De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.

Começaram a se misturar:

− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho. −

Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.

Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.

Avançaram na entrega:

− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.

− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.

− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.

Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:

− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.

− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.

− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.

− Temos de crescer primeiro.

− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.

− Vamos! − concordou Sancho.

Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles. Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.


CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
Observe os trechos:

"Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes."
"Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho."

Considerando o uso dos dois-pontos, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846078 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.

Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.

Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.

Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.

De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.

Começaram a se misturar:

− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho. −

Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.

Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.

Avançaram na entrega:

− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.

− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.

− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.

Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:

− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.

− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.

− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.

− Temos de crescer primeiro.

− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.

− Vamos! − concordou Sancho.

Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles. Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.


CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho "O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia.", observa-se o uso do acento indicativo de crase. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846076 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.

Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.

Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.

Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.

De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.

Começaram a se misturar:

− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho. −

Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.

Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.

Avançaram na entrega:

− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.

− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.

− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.

Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:

− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.

− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.

− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.

− Temos de crescer primeiro.

− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.

− Vamos! − concordou Sancho.

Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles. Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.


CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
O homem caminha a pé enquanto a mulher e o menino seguem montados a cavalo. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846075 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.

Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.

Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.

Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.

De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.

Começaram a se misturar:

− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho. −

Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.

Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.

Avançaram na entrega:

− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.

− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.

− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.

Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:

− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.

− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.

− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.

− Temos de crescer primeiro.

− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.

− Vamos! − concordou Sancho.

Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles. Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.


CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
O menino nomeia o cabo de vassoura que encontra de "Rocinante". Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846074 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.

Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.

Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.

Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.

De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.

Começaram a se misturar:

− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho. −

Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.

Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.

Avançaram na entrega:

− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.

− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.

− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.

Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:

− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.

− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.

− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.

− Temos de crescer primeiro.

− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.

− Vamos! − concordou Sancho.

Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles. Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.


CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
O narrador afirma: "Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes". Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846073 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.

Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.

Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.

Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.

De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.

Começaram a se misturar:

− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho. −

Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.

Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.

Avançaram na entrega:

− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.

− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.

− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.

Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:

− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.

− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.

− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.

− Temos de crescer primeiro.

− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.

− Vamos! − concordou Sancho.

Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles. Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.


CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
O conto encerra com a frase: "Um sopro de vento passou por eles. Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho." Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845547 Ética na Administração Pública
O operador de Estação de Tratamento de Água e de Esgotos (ETA/ETE) desempenha funções técnicas relacionadas ao controle dos processos e à continuidade do serviço, devendo adotar conduta profissional compatível com o ambiente de trabalho e com as atribuições do cargo. As atividades teóricas e práticas inerentes ao emprego, aliadas às boas maneiras e ao comportamento adequado, contribuem para a eficiência, a segurança e a qualidade do serviço prestado à população.

Com base nesse contexto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3845546 Engenharia Ambiental e Sanitária
Em um turno com equipe reduzida, o operador precisa planejar tarefas (dosagem, leituras, inspeções, limpeza, coleta de amostras e registros) para evitar perda de controle do processo. Analise as assertivas:

I.Priorizar tarefas críticas de controle (ex.: dosagem e monitoramento) antes de tarefas de rotina não críticas é prática coerente de planejamento.
II.Padronizar checklists por turno reduz dependência de memória e melhora continuidade operacional.
III.Planejamento eficaz dispensa registros, pois o que importa é "manter a planta rodando".
IV.Replanejar diante de eventos (ex.: chuva intensa alterando qualidade da água bruta) é parte do controle operacional.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3845545 Segurança e Saúde no Trabalho
Nas Estações de Tratamento de Água e de Esgotos (ETA/ETE), o operador está exposto a riscos físicos, químicos e de acidentes, exigindo a adoção de medidas preventivas e comportamentos seguros durante a execução das atividades rotineiras e de manutenção. O cumprimento das normas de segurança no trabalho é fundamental para a proteção do trabalhador, do processo e do ambiente.
Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir e registre V, para Verdadeiras, e F, para Falsas:

(__)O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é obrigatório sempre que houver risco à saúde ou à integridade física do trabalhador, especialmente no manuseio de produtos químicos.
(__)A familiaridade do operador com determinado produto químico elimina a necessidade do uso de óculos de proteção e luvas.
(__)Procedimentos de bloqueio de energia e sinalização de área são medidas preventivas que reduzem riscos durante intervenções em equipamentos.
(__)Pisos molhados e áreas escorregadias aumentam o risco de acidentes, devendo ser controlados por meio de sinalização e organização do local.

Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3845544 Engenharia Ambiental e Sanitária
Em uma Estação de Tratamento de Água (ETA), o operador deve acompanhar parâmetros de qualidade e registrar resultados para demonstrar conformidade com o padrão de potabilidade e apoiar a Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano.
Considerando as rotinas operacionais típicas e a norma federal vigente sobre padrão de potabilidade, analise as afirmativas:

I.A turbidez é um parâmetro operacional importante, pois se relaciona à eficiência da coagulação/floculação, decantação e filtração.
II.O cloro residual livre é indicador operacional relevante para verificar a manutenção do desinfetante ao longo da distribuição.
III.A presença de coliformes totais pode ser usada como sinal de possível falha de barreiras sanitárias e necessidade de investigação.
IV.O padrão de potabilidade é definido em norma federal do Ministério da Saúde e deve orientar os controles do prestador.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3845543 Ética na Administração Pública
Em uma Estação de Tratamento de Água e de Esgotos (ETA/ETE), o operador lida com informações críticas (ex.: falhas de desinfecção, não conformidades, interrupções) e com rotinas que exigem responsabilidade e postura profissional. Acerca deste assunto, analise as assertivas a seguir e registre V, para as Verdadeiras, e F, para as Falsas:

(__)Comunicar não conformidades ao superior e registrar ocorrências relevantes demonstra ética e compromisso com o serviço público.
(__)Omitir falhas para "evitar problema" é aceitável se a falha for corrigida no mesmo turno.
(__)Tratar usuários e colegas com urbanidade e respeito integra boas maneiras no ambiente de trabalho.
(__)A ética profissional inclui cumprir procedimentos e evitar improvisos que elevem risco operacional.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3845542 Engenharia Ambiental e Sanitária
As Estações de Tratamento de Água (ETA) e de Esgotos (ETE) podem empregar diferentes tecnologias de tratamento, cuja escolha depende de fatores como qualidade da água bruta ou do esgoto afluente, eficiência requerida, custos operacionais e condições locais. O operador de ETA/ETE deve compreender as características básicas dessas tecnologias para apoiar a operação segura e eficiente do sistema.
Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir e registre V, para Verdadeiras, e F, para Falsas:

(__)Tecnologias de tratamento convencionais de água para abastecimento público, como coagulação, floculação, decantação, filtração e desinfecção, são amplamente utilizadas devido à sua confiabilidade operacional.
(__)Tecnologias de tratamento avançado, como filtração por membranas, podem apresentar maior eficiência na remoção de partículas e microrganismos, porém, em geral, possuem maior custo de implantação e operação.
(__)Uma vez definida a tecnologia de tratamento, variações sazonais na qualidade da água bruta não exigem ajustes operacionais significativos, pois o processo mantém a mesma eficiência.
(__)Tecnologias aplicadas ao tratamento de esgotos podem variar desde sistemas mais simples, como lagoas de estabilização, até processos mais complexos, como lodos ativados, conforme a eficiência desejada e o contexto local.

Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3845541 Direito Ambiental
Uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) opera com lançamento em corpo hídrico receptor e precisa seguir condições e padrões de lançamento estabelecidos em normas ambientais federais.
Com base em regras gerais da legislação ambiental sobre lançamento de efluentes, analise as afirmativas abaixo:

I.O lançamento de efluentes deve obedecer a condições e padrões definidos em norma ambiental, sem prejuízo de exigências do órgão competente.
II.A classificação/enquadramento do corpo de água influencia metas e diretrizes de qualidade associadas aos usos preponderantes.
III.Em qualquer situação, efluentes podem ser lançados sem tratamento, desde que o corpo receptor seja "grande".

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3845540 Engenharia Ambiental e Sanitária

Em uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), o manejo do lodo gerado é etapa essencial para a eficiência do sistema, a redução de impactos ambientais e o atendimento à legislação ambiental vigente. O operador de ETA/ETE deve conhecer as principais etapas envolvidas no tratamento e na destinação final do lodo, bem como seus objetivos operacionais. Nesse contexto, associe a Coluna 1 (Etapa do manejo do lodo) à Coluna 2 (Finalidade principal).



Coluna 1 − Etapas


1.Adensamento.


2.Estabilização.


3.Desidratação.


4.Secagem.


5.Disposição final.



Coluna 2 − Finalidades



(__)Reduzir volume do lodo por remoção parcial de água livre, facilitando etapas posteriores.


(__)Reduzir patógenos, odores e matéria orgânica instável, aumentando a segurança sanitária.


(__)Remover água por meios mecânicos ou naturais, elevando o teor de sólidos.


(__)Promover perda adicional de umidade por evaporação natural ou térmica.


(__)Dar destinação ambientalmente adequada ao material tratado, conforme normas vigentes.



Assinale a alternativa que contém a associação CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: 

Alternativas
Q3845538 Engenharia Ambiental e Sanitária
O operador de Estação de Tratamento de Água e de Esgotos (ETA/ETE) executa atividades técnicas relacionadas aos métodos de tratamento e acompanha processos biológicos fundamentais ao funcionamento do sistema, devendo também observar os deveres funcionais previstos no Estatuto dos Servidores Públicos Municipais. O descumprimento dessas atribuições pode comprometer a eficiência do serviço e a responsabilidade administrativa do servidor. Analise as afirmativas a seguir:

I.Os métodos e sistemas de tratamento de água para abastecimento público têm como finalidade principal adequar a água aos padrões de qualidade exigidos para consumo humano.
II.A microbiologia do tratamento de esgotos está associada à atuação controlada de microrganismos, cuja eficiência depende do equilíbrio das condições operacionais do processo.
III.O Estatuto dos Servidores Públicos Municipais estabelece deveres funcionais, incluindo o zelo pelo serviço público e o cumprimento das normas técnicas aplicáveis à função exercida.

Assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3845532 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.


Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.


Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.


Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.


De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.


Começaram a se misturar:


− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.


− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.


Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.


Avançaram na entrega:


− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.


− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.


− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.


Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:


− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.


− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.


− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.


− Temos de crescer primeiro.


− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso. 


− Vamos! − concordou Sancho.


Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.


Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.



CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.

No trecho "Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura...", há o uso de vírgulas. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845531 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.


Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.


Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.


Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.


De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.


Começaram a se misturar:


− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.


− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.


Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.


Avançaram na entrega:


− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.


− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.


− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.


Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:


− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.


− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.


− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.


− Temos de crescer primeiro.


− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso. 


− Vamos! − concordou Sancho.


Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.


Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.



CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.

O conto encerra com a frase: "Um sopro de vento passou por eles. Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho." Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845530 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.


Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.


Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.


Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.


De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.


Começaram a se misturar:


− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.


− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.


Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.


Avançaram na entrega:


− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.


− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.


− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.


Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:


− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.


− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.


− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.


− Temos de crescer primeiro.


− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso. 


− Vamos! − concordou Sancho.


Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.


Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.



CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.

O homem caminha a pé enquanto a mulher e o menino seguem montados a cavalo. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845529 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.


Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.


Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.


Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.


De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.


Começaram a se misturar:


− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.


− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.


Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.


Avançaram na entrega:


− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.


− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.


− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.


Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:


− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.


− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.


− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.


− Temos de crescer primeiro.


− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso. 


− Vamos! − concordou Sancho.


Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.


Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.



CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.

Observe os trechos:

"Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes."
"Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho."

Considerando o uso dos dois-pontos, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
61: C
62: C
63: B
64: C
65: D
66: B
67: C
68: E
69: A
70: D
71: B
72: A
73: E
74: A
75: E
76: D
77: A
78: C
79: B
80: D