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Q3652156 Segurança da Informação

Sobre malwares, leia as afirmativas a seguir e determine V para verdadeiras ou F para falsas.



(__) Os keyloggers registram tudo o que a pessoa digita no teclado, como senhas e dados bancários.


(__) Os worms precisam estar anexados a um programa legítimo para se espalharem pela rede.


(__) Os trojans, ou cavalos de Troia, são programas maliciosos que se disfarçam como softwares legítimos, mas executam ações prejudiciais sem o conhecimento do usuário.


(__) O ransomware é um tipo de malware espião que registra teclas digitadas para roubar senhas e dados.



Assinale a sequência CORRETA. 

Alternativas
Q3652155 Arquitetura de Computadores
Considere as lacunas do texto a seguir:

_________, responsável por buscar, decodificar e executar instruções, além de coordenar o funcionamento dos demais componentes do processador, trabalha em conjunto com a memória _________, que oferece armazenamento temporário e rápido acesso aos dados utilizados durante o processamento.

As palavras que completam CORRETAMENTE as lacunas do texto acima, respectivamente, são: 
Alternativas
Q3652154 Noções de Informática
Analise as afirmativas a seguir sobre navegadores de Internet e determine V para verdadeiras ou F para falsas.

(__) Os navegadores são programas usados para acessar páginas e conteúdos disponíveis na Internet.

(__) É possível instalar extensões em navegadores para adicionar funcionalidades extras, como bloqueio de anúncios ou tradutores automáticos.

(__) Os navegadores mantêm um histórico de navegação e podem armazenar senhas, se o usuário permitir.

(__) Dentre os navegadores mais utilizados atualmente estão Google Chrome, Mozilla Firefox e Microsoft Word.

A sequência CORRETA das afirmativas é:
Alternativas
Q3652153 Português
AÇÕES COLETIVAS QUE AJUDAM A COMBATER AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


Para muitos, a expressão "ponto de inflexão" é quase sinônimo de colapso climático, mas para cientistas que pesquisam o modo como as sociedades podem alcançar uma mudança sustentável com o conhecimento e a tecnologia já disponíveis, ela carrega também uma conotação positiva.

Cientistas como Ilona M. Otto, do Centro Wegener para Mudança Climática e Global, em Graz, na Áustria, acreditam que sociedades podem introduzir mudanças sociais que ajudariam a promover uma rápida transição para uma economia verde.

"Estamos falando de partes da sociedade nas quais uma mudança rápida é possível", diz Otto. "Sobre as quais temos algum grau de efeito, onde podemos intervir no sistema e empurrá-lo na direção desejada."

Ela diz que, quando pequenos grupos comprometidos fazem opções cotidianas em relação a comer carne, usar energia limpa e dirigir veículos elétricos, eles podem estabelecer novas normas e padrões de comportamento que podem se espalhar por toda a sociedade.

Num artigo de 2020, Otto e seus colegas se concentraram em seis áreas principais que poderiam ser visadas, incluindo produção de energia, mercados financeiros, cidades e educação.

Mas esse tipo de mudança no sistema geralmente necessita de intervenções, como políticas governamentais específicas ou incentivos de mercado, para ser implementada, acrescenta Otto. Outro elemento importante "para a ação coletiva, para unir as pessoas", é o entusiasmo.

As cidades, onde vive mais da metade da população mundial, geram cerca de 70% das emissões globais de gases do efeito estufa, segundo uma estimativa de 2022 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Mas esse grupo de especialistas também afirma que as áreas urbanas podem liderar o caminho para a redução das emissões ao diminuírem o uso de energia e eletrificarem o transporte. Adrian Hiel, que trabalha em campanhas de mídia para a Energy Cities, uma rede de cidades europeias para a transição energética, menciona como exemplo as recentes tendências positivas no transporte urbano na Europa.

"O ciclismo é a maior delas", afirma. Ele lembra como a pandemia de covid-19, em particular, acelerou a transição para o uso de bicicletas em lugares como Bruxelas, Barcelona e especialmente Paris. "Esse é um grande ponto de inflexão", exemplifica, argumentando que isso facilitou a mesma transição em outras cidades.

"Quanto mais exemplos você tiver ao seu redor, mais fácil se torna superar a barreira", explica, acrescentando que a disseminação de veículos elétricos e painéis solares nas cidades europeias na última década provavelmente também se beneficiou de indivíduos perceberem em exemplos alheios como era fácil fazer a mudança.

"É totalmente diferente quando são seus vizinhos que falam sobre uma paixão ou quando é uma empresa tentando lhe vender algo", diz. As emissões relacionadas a edifícios poderiam se beneficiar dessa mesma abordagem, acrescenta.

Manter edifícios aquecidos e confortáveis consome cerca de metade da energia usada na União Europeia (UE) todos os anos, de acordo com a Agência Europeia do Ambiente, resultando em emissões significativas de carbono. Bombas de calor e redes de aquecimento distrital são tecnologias que comprovadamente funcionam, mas o custo delas muitas vezes é desanimador.

"É, acima de tudo, um desafio social", diz Hiel. "E isso exige trabalho: fazer pesquisas online, ir de porta em porta. É preciso dedicar tempo e energia para ouvir essas pessoas, ou você não conseguirá a transformação social desejada, que levará à transformação física desejada."

Cerca de 12% das emissões globais de gases do efeito estufa são geradas pela agricultura, e o agronegócio e o setor de carnes também estão entre os principais causadores da degradação ambiental e da perda de biodiversidade. E se forem considerados aspectos como o desmatamento, a perda de pântanos e a produção de fertilizantes, esse número sobe para cerca de 30%.

Mas, em algumas partes do mundo – principalmente na Europa – as pessoas estão comendo menos carne, seja por motivos de saúde, seja por preocupações ambientais, ou por ambos. Na Alemanha, por exemplo, um país conhecido por suas salsichas e schnitzels, o consumo de carne caiu constantemente na última década, enquanto as alternativas à base de vegetais continuam a ganhar popularidade.

Otto lembra que tendências recentes, como andar de bicicleta nas cidades e comer menos carne, têm uma influência positiva sobre a saúde e o bemestar, o que ajuda a criar um ponto de inflexão.

Mas substituir a carne, cujas produção consome muita energia, por proteínas alternativas à base de insetos, plantas ou células cultivadas em laboratório ainda é um passo difícil para muitos.

Além disso, vários estudos já demonstraram os possíveis riscos à saúde de algumas alternativas à carne ultraprocessada. E o preço elevado ainda impede muitos de optarem por alimentos orgânicos, que são melhores para o meio ambiente.

Para Luigi Tozzi, vice-diretor da Safe, uma ONG europeia que luta para garantir padrões alimentares mais seguros para os consumidores, os altos preços dos alimentos de um modo geral, em parte devido à guerra na Ucrânia, estão forçando o consumidor a escolher entre a opção ambiental ou apenas o suficiente para comer.

"Especialmente agora, quando há muitas famílias necessitadas, as pessoas não estão pensando em sustentabilidade, mas apenas em como podem comprar comida", diz Tozzi.

Para ele, as recentes eleições europeias, nas quais os legisladores verdes perderam cerca de duas dúzias de assentos, foram um sinal de que muitos eleitores têm outras preocupações em mente.

Para Otto, um foco maior na mudança climática nas escolas também tem potencial para gerar mudanças sociais rápidas. Em seu relatório de 2020, ela destacou a mudança de normas e valores provocada pelas greves climáticas do movimento Fridays for Future, liderado por estudantes, que passaram a influenciar políticas em todo o mundo.

A especialista em educação climática Lennart Kuntze, da ONG Teach For All, defende que a mudança climática faça parte do currículo escolar em todos os níveis. "Precisamos realmente desenvolver a ação coletiva em vez de nos concentrarmos em ações individuais", diz Kuntze, acrescentando que o que começa na sala de aula tem o potencial de influenciar toda a comunidade.

Kuntze afirma que a sociedade está começando a perceber o valor da educação climática. No entanto, para que ela se torne popular, é necessário desenvolver "uma visão inclusiva do futuro", que priorize os valores compartilhados e as mudanças positivas, em vez de uma narrativa baseada no medo do colapso climático.

"Qual é o tipo de mundo que queremos em 2050? Ou em 2070? No que estamos trabalhando, e não contra o que estamos trabalhando", diz ela. "A educação é uma parte realmente fundamental disso, pois podemos construir isso junto com os alunos e começar a imaginar com eles o que é possível."


Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/ações-coletivas-queajudam-a-combater-as-mudanças-climáticas/a-71022546>. Adaptado. Acesso em: 15 de setembro de 2025.
Em “para cientistas que pesquisam o modo como as sociedades podem alcançar uma mudança sustentável”, de acordo com o critério sintático, o termo destacado deve ser classificado como:
Alternativas
Q3652152 Português
AÇÕES COLETIVAS QUE AJUDAM A COMBATER AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


Para muitos, a expressão "ponto de inflexão" é quase sinônimo de colapso climático, mas para cientistas que pesquisam o modo como as sociedades podem alcançar uma mudança sustentável com o conhecimento e a tecnologia já disponíveis, ela carrega também uma conotação positiva.

Cientistas como Ilona M. Otto, do Centro Wegener para Mudança Climática e Global, em Graz, na Áustria, acreditam que sociedades podem introduzir mudanças sociais que ajudariam a promover uma rápida transição para uma economia verde.

"Estamos falando de partes da sociedade nas quais uma mudança rápida é possível", diz Otto. "Sobre as quais temos algum grau de efeito, onde podemos intervir no sistema e empurrá-lo na direção desejada."

Ela diz que, quando pequenos grupos comprometidos fazem opções cotidianas em relação a comer carne, usar energia limpa e dirigir veículos elétricos, eles podem estabelecer novas normas e padrões de comportamento que podem se espalhar por toda a sociedade.

Num artigo de 2020, Otto e seus colegas se concentraram em seis áreas principais que poderiam ser visadas, incluindo produção de energia, mercados financeiros, cidades e educação.

Mas esse tipo de mudança no sistema geralmente necessita de intervenções, como políticas governamentais específicas ou incentivos de mercado, para ser implementada, acrescenta Otto. Outro elemento importante "para a ação coletiva, para unir as pessoas", é o entusiasmo.

As cidades, onde vive mais da metade da população mundial, geram cerca de 70% das emissões globais de gases do efeito estufa, segundo uma estimativa de 2022 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Mas esse grupo de especialistas também afirma que as áreas urbanas podem liderar o caminho para a redução das emissões ao diminuírem o uso de energia e eletrificarem o transporte. Adrian Hiel, que trabalha em campanhas de mídia para a Energy Cities, uma rede de cidades europeias para a transição energética, menciona como exemplo as recentes tendências positivas no transporte urbano na Europa.

"O ciclismo é a maior delas", afirma. Ele lembra como a pandemia de covid-19, em particular, acelerou a transição para o uso de bicicletas em lugares como Bruxelas, Barcelona e especialmente Paris. "Esse é um grande ponto de inflexão", exemplifica, argumentando que isso facilitou a mesma transição em outras cidades.

"Quanto mais exemplos você tiver ao seu redor, mais fácil se torna superar a barreira", explica, acrescentando que a disseminação de veículos elétricos e painéis solares nas cidades europeias na última década provavelmente também se beneficiou de indivíduos perceberem em exemplos alheios como era fácil fazer a mudança.

"É totalmente diferente quando são seus vizinhos que falam sobre uma paixão ou quando é uma empresa tentando lhe vender algo", diz. As emissões relacionadas a edifícios poderiam se beneficiar dessa mesma abordagem, acrescenta.

Manter edifícios aquecidos e confortáveis consome cerca de metade da energia usada na União Europeia (UE) todos os anos, de acordo com a Agência Europeia do Ambiente, resultando em emissões significativas de carbono. Bombas de calor e redes de aquecimento distrital são tecnologias que comprovadamente funcionam, mas o custo delas muitas vezes é desanimador.

"É, acima de tudo, um desafio social", diz Hiel. "E isso exige trabalho: fazer pesquisas online, ir de porta em porta. É preciso dedicar tempo e energia para ouvir essas pessoas, ou você não conseguirá a transformação social desejada, que levará à transformação física desejada."

Cerca de 12% das emissões globais de gases do efeito estufa são geradas pela agricultura, e o agronegócio e o setor de carnes também estão entre os principais causadores da degradação ambiental e da perda de biodiversidade. E se forem considerados aspectos como o desmatamento, a perda de pântanos e a produção de fertilizantes, esse número sobe para cerca de 30%.

Mas, em algumas partes do mundo – principalmente na Europa – as pessoas estão comendo menos carne, seja por motivos de saúde, seja por preocupações ambientais, ou por ambos. Na Alemanha, por exemplo, um país conhecido por suas salsichas e schnitzels, o consumo de carne caiu constantemente na última década, enquanto as alternativas à base de vegetais continuam a ganhar popularidade.

Otto lembra que tendências recentes, como andar de bicicleta nas cidades e comer menos carne, têm uma influência positiva sobre a saúde e o bemestar, o que ajuda a criar um ponto de inflexão.

Mas substituir a carne, cujas produção consome muita energia, por proteínas alternativas à base de insetos, plantas ou células cultivadas em laboratório ainda é um passo difícil para muitos.

Além disso, vários estudos já demonstraram os possíveis riscos à saúde de algumas alternativas à carne ultraprocessada. E o preço elevado ainda impede muitos de optarem por alimentos orgânicos, que são melhores para o meio ambiente.

Para Luigi Tozzi, vice-diretor da Safe, uma ONG europeia que luta para garantir padrões alimentares mais seguros para os consumidores, os altos preços dos alimentos de um modo geral, em parte devido à guerra na Ucrânia, estão forçando o consumidor a escolher entre a opção ambiental ou apenas o suficiente para comer.

"Especialmente agora, quando há muitas famílias necessitadas, as pessoas não estão pensando em sustentabilidade, mas apenas em como podem comprar comida", diz Tozzi.

Para ele, as recentes eleições europeias, nas quais os legisladores verdes perderam cerca de duas dúzias de assentos, foram um sinal de que muitos eleitores têm outras preocupações em mente.

Para Otto, um foco maior na mudança climática nas escolas também tem potencial para gerar mudanças sociais rápidas. Em seu relatório de 2020, ela destacou a mudança de normas e valores provocada pelas greves climáticas do movimento Fridays for Future, liderado por estudantes, que passaram a influenciar políticas em todo o mundo.

A especialista em educação climática Lennart Kuntze, da ONG Teach For All, defende que a mudança climática faça parte do currículo escolar em todos os níveis. "Precisamos realmente desenvolver a ação coletiva em vez de nos concentrarmos em ações individuais", diz Kuntze, acrescentando que o que começa na sala de aula tem o potencial de influenciar toda a comunidade.

Kuntze afirma que a sociedade está começando a perceber o valor da educação climática. No entanto, para que ela se torne popular, é necessário desenvolver "uma visão inclusiva do futuro", que priorize os valores compartilhados e as mudanças positivas, em vez de uma narrativa baseada no medo do colapso climático.

"Qual é o tipo de mundo que queremos em 2050? Ou em 2070? No que estamos trabalhando, e não contra o que estamos trabalhando", diz ela. "A educação é uma parte realmente fundamental disso, pois podemos construir isso junto com os alunos e começar a imaginar com eles o que é possível."


Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/ações-coletivas-queajudam-a-combater-as-mudanças-climáticas/a-71022546>. Adaptado. Acesso em: 15 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que apresenta uma locução prepositiva destacada.
Alternativas
Q3652151 Português
AÇÕES COLETIVAS QUE AJUDAM A COMBATER AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


Para muitos, a expressão "ponto de inflexão" é quase sinônimo de colapso climático, mas para cientistas que pesquisam o modo como as sociedades podem alcançar uma mudança sustentável com o conhecimento e a tecnologia já disponíveis, ela carrega também uma conotação positiva.

Cientistas como Ilona M. Otto, do Centro Wegener para Mudança Climática e Global, em Graz, na Áustria, acreditam que sociedades podem introduzir mudanças sociais que ajudariam a promover uma rápida transição para uma economia verde.

"Estamos falando de partes da sociedade nas quais uma mudança rápida é possível", diz Otto. "Sobre as quais temos algum grau de efeito, onde podemos intervir no sistema e empurrá-lo na direção desejada."

Ela diz que, quando pequenos grupos comprometidos fazem opções cotidianas em relação a comer carne, usar energia limpa e dirigir veículos elétricos, eles podem estabelecer novas normas e padrões de comportamento que podem se espalhar por toda a sociedade.

Num artigo de 2020, Otto e seus colegas se concentraram em seis áreas principais que poderiam ser visadas, incluindo produção de energia, mercados financeiros, cidades e educação.

Mas esse tipo de mudança no sistema geralmente necessita de intervenções, como políticas governamentais específicas ou incentivos de mercado, para ser implementada, acrescenta Otto. Outro elemento importante "para a ação coletiva, para unir as pessoas", é o entusiasmo.

As cidades, onde vive mais da metade da população mundial, geram cerca de 70% das emissões globais de gases do efeito estufa, segundo uma estimativa de 2022 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Mas esse grupo de especialistas também afirma que as áreas urbanas podem liderar o caminho para a redução das emissões ao diminuírem o uso de energia e eletrificarem o transporte. Adrian Hiel, que trabalha em campanhas de mídia para a Energy Cities, uma rede de cidades europeias para a transição energética, menciona como exemplo as recentes tendências positivas no transporte urbano na Europa.

"O ciclismo é a maior delas", afirma. Ele lembra como a pandemia de covid-19, em particular, acelerou a transição para o uso de bicicletas em lugares como Bruxelas, Barcelona e especialmente Paris. "Esse é um grande ponto de inflexão", exemplifica, argumentando que isso facilitou a mesma transição em outras cidades.

"Quanto mais exemplos você tiver ao seu redor, mais fácil se torna superar a barreira", explica, acrescentando que a disseminação de veículos elétricos e painéis solares nas cidades europeias na última década provavelmente também se beneficiou de indivíduos perceberem em exemplos alheios como era fácil fazer a mudança.

"É totalmente diferente quando são seus vizinhos que falam sobre uma paixão ou quando é uma empresa tentando lhe vender algo", diz. As emissões relacionadas a edifícios poderiam se beneficiar dessa mesma abordagem, acrescenta.

Manter edifícios aquecidos e confortáveis consome cerca de metade da energia usada na União Europeia (UE) todos os anos, de acordo com a Agência Europeia do Ambiente, resultando em emissões significativas de carbono. Bombas de calor e redes de aquecimento distrital são tecnologias que comprovadamente funcionam, mas o custo delas muitas vezes é desanimador.

"É, acima de tudo, um desafio social", diz Hiel. "E isso exige trabalho: fazer pesquisas online, ir de porta em porta. É preciso dedicar tempo e energia para ouvir essas pessoas, ou você não conseguirá a transformação social desejada, que levará à transformação física desejada."

Cerca de 12% das emissões globais de gases do efeito estufa são geradas pela agricultura, e o agronegócio e o setor de carnes também estão entre os principais causadores da degradação ambiental e da perda de biodiversidade. E se forem considerados aspectos como o desmatamento, a perda de pântanos e a produção de fertilizantes, esse número sobe para cerca de 30%.

Mas, em algumas partes do mundo – principalmente na Europa – as pessoas estão comendo menos carne, seja por motivos de saúde, seja por preocupações ambientais, ou por ambos. Na Alemanha, por exemplo, um país conhecido por suas salsichas e schnitzels, o consumo de carne caiu constantemente na última década, enquanto as alternativas à base de vegetais continuam a ganhar popularidade.

Otto lembra que tendências recentes, como andar de bicicleta nas cidades e comer menos carne, têm uma influência positiva sobre a saúde e o bemestar, o que ajuda a criar um ponto de inflexão.

Mas substituir a carne, cujas produção consome muita energia, por proteínas alternativas à base de insetos, plantas ou células cultivadas em laboratório ainda é um passo difícil para muitos.

Além disso, vários estudos já demonstraram os possíveis riscos à saúde de algumas alternativas à carne ultraprocessada. E o preço elevado ainda impede muitos de optarem por alimentos orgânicos, que são melhores para o meio ambiente.

Para Luigi Tozzi, vice-diretor da Safe, uma ONG europeia que luta para garantir padrões alimentares mais seguros para os consumidores, os altos preços dos alimentos de um modo geral, em parte devido à guerra na Ucrânia, estão forçando o consumidor a escolher entre a opção ambiental ou apenas o suficiente para comer.

"Especialmente agora, quando há muitas famílias necessitadas, as pessoas não estão pensando em sustentabilidade, mas apenas em como podem comprar comida", diz Tozzi.

Para ele, as recentes eleições europeias, nas quais os legisladores verdes perderam cerca de duas dúzias de assentos, foram um sinal de que muitos eleitores têm outras preocupações em mente.

Para Otto, um foco maior na mudança climática nas escolas também tem potencial para gerar mudanças sociais rápidas. Em seu relatório de 2020, ela destacou a mudança de normas e valores provocada pelas greves climáticas do movimento Fridays for Future, liderado por estudantes, que passaram a influenciar políticas em todo o mundo.

A especialista em educação climática Lennart Kuntze, da ONG Teach For All, defende que a mudança climática faça parte do currículo escolar em todos os níveis. "Precisamos realmente desenvolver a ação coletiva em vez de nos concentrarmos em ações individuais", diz Kuntze, acrescentando que o que começa na sala de aula tem o potencial de influenciar toda a comunidade.

Kuntze afirma que a sociedade está começando a perceber o valor da educação climática. No entanto, para que ela se torne popular, é necessário desenvolver "uma visão inclusiva do futuro", que priorize os valores compartilhados e as mudanças positivas, em vez de uma narrativa baseada no medo do colapso climático.

"Qual é o tipo de mundo que queremos em 2050? Ou em 2070? No que estamos trabalhando, e não contra o que estamos trabalhando", diz ela. "A educação é uma parte realmente fundamental disso, pois podemos construir isso junto com os alunos e começar a imaginar com eles o que é possível."


Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/ações-coletivas-queajudam-a-combater-as-mudanças-climáticas/a-71022546>. Adaptado. Acesso em: 15 de setembro de 2025.
Em “As cidades, onde vive mais da metade da população mundial, geram cerca de 70% das emissões globais de gases do efeito estufa”, o termo destacado deve ser classificado como: 
Alternativas
Q3652150 Português
AÇÕES COLETIVAS QUE AJUDAM A COMBATER AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


Para muitos, a expressão "ponto de inflexão" é quase sinônimo de colapso climático, mas para cientistas que pesquisam o modo como as sociedades podem alcançar uma mudança sustentável com o conhecimento e a tecnologia já disponíveis, ela carrega também uma conotação positiva.

Cientistas como Ilona M. Otto, do Centro Wegener para Mudança Climática e Global, em Graz, na Áustria, acreditam que sociedades podem introduzir mudanças sociais que ajudariam a promover uma rápida transição para uma economia verde.

"Estamos falando de partes da sociedade nas quais uma mudança rápida é possível", diz Otto. "Sobre as quais temos algum grau de efeito, onde podemos intervir no sistema e empurrá-lo na direção desejada."

Ela diz que, quando pequenos grupos comprometidos fazem opções cotidianas em relação a comer carne, usar energia limpa e dirigir veículos elétricos, eles podem estabelecer novas normas e padrões de comportamento que podem se espalhar por toda a sociedade.

Num artigo de 2020, Otto e seus colegas se concentraram em seis áreas principais que poderiam ser visadas, incluindo produção de energia, mercados financeiros, cidades e educação.

Mas esse tipo de mudança no sistema geralmente necessita de intervenções, como políticas governamentais específicas ou incentivos de mercado, para ser implementada, acrescenta Otto. Outro elemento importante "para a ação coletiva, para unir as pessoas", é o entusiasmo.

As cidades, onde vive mais da metade da população mundial, geram cerca de 70% das emissões globais de gases do efeito estufa, segundo uma estimativa de 2022 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Mas esse grupo de especialistas também afirma que as áreas urbanas podem liderar o caminho para a redução das emissões ao diminuírem o uso de energia e eletrificarem o transporte. Adrian Hiel, que trabalha em campanhas de mídia para a Energy Cities, uma rede de cidades europeias para a transição energética, menciona como exemplo as recentes tendências positivas no transporte urbano na Europa.

"O ciclismo é a maior delas", afirma. Ele lembra como a pandemia de covid-19, em particular, acelerou a transição para o uso de bicicletas em lugares como Bruxelas, Barcelona e especialmente Paris. "Esse é um grande ponto de inflexão", exemplifica, argumentando que isso facilitou a mesma transição em outras cidades.

"Quanto mais exemplos você tiver ao seu redor, mais fácil se torna superar a barreira", explica, acrescentando que a disseminação de veículos elétricos e painéis solares nas cidades europeias na última década provavelmente também se beneficiou de indivíduos perceberem em exemplos alheios como era fácil fazer a mudança.

"É totalmente diferente quando são seus vizinhos que falam sobre uma paixão ou quando é uma empresa tentando lhe vender algo", diz. As emissões relacionadas a edifícios poderiam se beneficiar dessa mesma abordagem, acrescenta.

Manter edifícios aquecidos e confortáveis consome cerca de metade da energia usada na União Europeia (UE) todos os anos, de acordo com a Agência Europeia do Ambiente, resultando em emissões significativas de carbono. Bombas de calor e redes de aquecimento distrital são tecnologias que comprovadamente funcionam, mas o custo delas muitas vezes é desanimador.

"É, acima de tudo, um desafio social", diz Hiel. "E isso exige trabalho: fazer pesquisas online, ir de porta em porta. É preciso dedicar tempo e energia para ouvir essas pessoas, ou você não conseguirá a transformação social desejada, que levará à transformação física desejada."

Cerca de 12% das emissões globais de gases do efeito estufa são geradas pela agricultura, e o agronegócio e o setor de carnes também estão entre os principais causadores da degradação ambiental e da perda de biodiversidade. E se forem considerados aspectos como o desmatamento, a perda de pântanos e a produção de fertilizantes, esse número sobe para cerca de 30%.

Mas, em algumas partes do mundo – principalmente na Europa – as pessoas estão comendo menos carne, seja por motivos de saúde, seja por preocupações ambientais, ou por ambos. Na Alemanha, por exemplo, um país conhecido por suas salsichas e schnitzels, o consumo de carne caiu constantemente na última década, enquanto as alternativas à base de vegetais continuam a ganhar popularidade.

Otto lembra que tendências recentes, como andar de bicicleta nas cidades e comer menos carne, têm uma influência positiva sobre a saúde e o bemestar, o que ajuda a criar um ponto de inflexão.

Mas substituir a carne, cujas produção consome muita energia, por proteínas alternativas à base de insetos, plantas ou células cultivadas em laboratório ainda é um passo difícil para muitos.

Além disso, vários estudos já demonstraram os possíveis riscos à saúde de algumas alternativas à carne ultraprocessada. E o preço elevado ainda impede muitos de optarem por alimentos orgânicos, que são melhores para o meio ambiente.

Para Luigi Tozzi, vice-diretor da Safe, uma ONG europeia que luta para garantir padrões alimentares mais seguros para os consumidores, os altos preços dos alimentos de um modo geral, em parte devido à guerra na Ucrânia, estão forçando o consumidor a escolher entre a opção ambiental ou apenas o suficiente para comer.

"Especialmente agora, quando há muitas famílias necessitadas, as pessoas não estão pensando em sustentabilidade, mas apenas em como podem comprar comida", diz Tozzi.

Para ele, as recentes eleições europeias, nas quais os legisladores verdes perderam cerca de duas dúzias de assentos, foram um sinal de que muitos eleitores têm outras preocupações em mente.

Para Otto, um foco maior na mudança climática nas escolas também tem potencial para gerar mudanças sociais rápidas. Em seu relatório de 2020, ela destacou a mudança de normas e valores provocada pelas greves climáticas do movimento Fridays for Future, liderado por estudantes, que passaram a influenciar políticas em todo o mundo.

A especialista em educação climática Lennart Kuntze, da ONG Teach For All, defende que a mudança climática faça parte do currículo escolar em todos os níveis. "Precisamos realmente desenvolver a ação coletiva em vez de nos concentrarmos em ações individuais", diz Kuntze, acrescentando que o que começa na sala de aula tem o potencial de influenciar toda a comunidade.

Kuntze afirma que a sociedade está começando a perceber o valor da educação climática. No entanto, para que ela se torne popular, é necessário desenvolver "uma visão inclusiva do futuro", que priorize os valores compartilhados e as mudanças positivas, em vez de uma narrativa baseada no medo do colapso climático.

"Qual é o tipo de mundo que queremos em 2050? Ou em 2070? No que estamos trabalhando, e não contra o que estamos trabalhando", diz ela. "A educação é uma parte realmente fundamental disso, pois podemos construir isso junto com os alunos e começar a imaginar com eles o que é possível."


Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/ações-coletivas-queajudam-a-combater-as-mudanças-climáticas/a-71022546>. Adaptado. Acesso em: 15 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que apresenta em destaque uma locução adverbial.
Alternativas
Q3652149 Português
AÇÕES COLETIVAS QUE AJUDAM A COMBATER AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


Para muitos, a expressão "ponto de inflexão" é quase sinônimo de colapso climático, mas para cientistas que pesquisam o modo como as sociedades podem alcançar uma mudança sustentável com o conhecimento e a tecnologia já disponíveis, ela carrega também uma conotação positiva.

Cientistas como Ilona M. Otto, do Centro Wegener para Mudança Climática e Global, em Graz, na Áustria, acreditam que sociedades podem introduzir mudanças sociais que ajudariam a promover uma rápida transição para uma economia verde.

"Estamos falando de partes da sociedade nas quais uma mudança rápida é possível", diz Otto. "Sobre as quais temos algum grau de efeito, onde podemos intervir no sistema e empurrá-lo na direção desejada."

Ela diz que, quando pequenos grupos comprometidos fazem opções cotidianas em relação a comer carne, usar energia limpa e dirigir veículos elétricos, eles podem estabelecer novas normas e padrões de comportamento que podem se espalhar por toda a sociedade.

Num artigo de 2020, Otto e seus colegas se concentraram em seis áreas principais que poderiam ser visadas, incluindo produção de energia, mercados financeiros, cidades e educação.

Mas esse tipo de mudança no sistema geralmente necessita de intervenções, como políticas governamentais específicas ou incentivos de mercado, para ser implementada, acrescenta Otto. Outro elemento importante "para a ação coletiva, para unir as pessoas", é o entusiasmo.

As cidades, onde vive mais da metade da população mundial, geram cerca de 70% das emissões globais de gases do efeito estufa, segundo uma estimativa de 2022 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Mas esse grupo de especialistas também afirma que as áreas urbanas podem liderar o caminho para a redução das emissões ao diminuírem o uso de energia e eletrificarem o transporte. Adrian Hiel, que trabalha em campanhas de mídia para a Energy Cities, uma rede de cidades europeias para a transição energética, menciona como exemplo as recentes tendências positivas no transporte urbano na Europa.

"O ciclismo é a maior delas", afirma. Ele lembra como a pandemia de covid-19, em particular, acelerou a transição para o uso de bicicletas em lugares como Bruxelas, Barcelona e especialmente Paris. "Esse é um grande ponto de inflexão", exemplifica, argumentando que isso facilitou a mesma transição em outras cidades.

"Quanto mais exemplos você tiver ao seu redor, mais fácil se torna superar a barreira", explica, acrescentando que a disseminação de veículos elétricos e painéis solares nas cidades europeias na última década provavelmente também se beneficiou de indivíduos perceberem em exemplos alheios como era fácil fazer a mudança.

"É totalmente diferente quando são seus vizinhos que falam sobre uma paixão ou quando é uma empresa tentando lhe vender algo", diz. As emissões relacionadas a edifícios poderiam se beneficiar dessa mesma abordagem, acrescenta.

Manter edifícios aquecidos e confortáveis consome cerca de metade da energia usada na União Europeia (UE) todos os anos, de acordo com a Agência Europeia do Ambiente, resultando em emissões significativas de carbono. Bombas de calor e redes de aquecimento distrital são tecnologias que comprovadamente funcionam, mas o custo delas muitas vezes é desanimador.

"É, acima de tudo, um desafio social", diz Hiel. "E isso exige trabalho: fazer pesquisas online, ir de porta em porta. É preciso dedicar tempo e energia para ouvir essas pessoas, ou você não conseguirá a transformação social desejada, que levará à transformação física desejada."

Cerca de 12% das emissões globais de gases do efeito estufa são geradas pela agricultura, e o agronegócio e o setor de carnes também estão entre os principais causadores da degradação ambiental e da perda de biodiversidade. E se forem considerados aspectos como o desmatamento, a perda de pântanos e a produção de fertilizantes, esse número sobe para cerca de 30%.

Mas, em algumas partes do mundo – principalmente na Europa – as pessoas estão comendo menos carne, seja por motivos de saúde, seja por preocupações ambientais, ou por ambos. Na Alemanha, por exemplo, um país conhecido por suas salsichas e schnitzels, o consumo de carne caiu constantemente na última década, enquanto as alternativas à base de vegetais continuam a ganhar popularidade.

Otto lembra que tendências recentes, como andar de bicicleta nas cidades e comer menos carne, têm uma influência positiva sobre a saúde e o bemestar, o que ajuda a criar um ponto de inflexão.

Mas substituir a carne, cujas produção consome muita energia, por proteínas alternativas à base de insetos, plantas ou células cultivadas em laboratório ainda é um passo difícil para muitos.

Além disso, vários estudos já demonstraram os possíveis riscos à saúde de algumas alternativas à carne ultraprocessada. E o preço elevado ainda impede muitos de optarem por alimentos orgânicos, que são melhores para o meio ambiente.

Para Luigi Tozzi, vice-diretor da Safe, uma ONG europeia que luta para garantir padrões alimentares mais seguros para os consumidores, os altos preços dos alimentos de um modo geral, em parte devido à guerra na Ucrânia, estão forçando o consumidor a escolher entre a opção ambiental ou apenas o suficiente para comer.

"Especialmente agora, quando há muitas famílias necessitadas, as pessoas não estão pensando em sustentabilidade, mas apenas em como podem comprar comida", diz Tozzi.

Para ele, as recentes eleições europeias, nas quais os legisladores verdes perderam cerca de duas dúzias de assentos, foram um sinal de que muitos eleitores têm outras preocupações em mente.

Para Otto, um foco maior na mudança climática nas escolas também tem potencial para gerar mudanças sociais rápidas. Em seu relatório de 2020, ela destacou a mudança de normas e valores provocada pelas greves climáticas do movimento Fridays for Future, liderado por estudantes, que passaram a influenciar políticas em todo o mundo.

A especialista em educação climática Lennart Kuntze, da ONG Teach For All, defende que a mudança climática faça parte do currículo escolar em todos os níveis. "Precisamos realmente desenvolver a ação coletiva em vez de nos concentrarmos em ações individuais", diz Kuntze, acrescentando que o que começa na sala de aula tem o potencial de influenciar toda a comunidade.

Kuntze afirma que a sociedade está começando a perceber o valor da educação climática. No entanto, para que ela se torne popular, é necessário desenvolver "uma visão inclusiva do futuro", que priorize os valores compartilhados e as mudanças positivas, em vez de uma narrativa baseada no medo do colapso climático.

"Qual é o tipo de mundo que queremos em 2050? Ou em 2070? No que estamos trabalhando, e não contra o que estamos trabalhando", diz ela. "A educação é uma parte realmente fundamental disso, pois podemos construir isso junto com os alunos e começar a imaginar com eles o que é possível."


Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/ações-coletivas-queajudam-a-combater-as-mudanças-climáticas/a-71022546>. Adaptado. Acesso em: 15 de setembro de 2025.
Em “vários estudos já demonstraram os possíveis riscos à saúde de algumas alternativas à carne ultraprocessada”, os termos oracionais exercem, respectivamente, as funções de:
Alternativas
Q3652148 Português
AÇÕES COLETIVAS QUE AJUDAM A COMBATER AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


Para muitos, a expressão "ponto de inflexão" é quase sinônimo de colapso climático, mas para cientistas que pesquisam o modo como as sociedades podem alcançar uma mudança sustentável com o conhecimento e a tecnologia já disponíveis, ela carrega também uma conotação positiva.

Cientistas como Ilona M. Otto, do Centro Wegener para Mudança Climática e Global, em Graz, na Áustria, acreditam que sociedades podem introduzir mudanças sociais que ajudariam a promover uma rápida transição para uma economia verde.

"Estamos falando de partes da sociedade nas quais uma mudança rápida é possível", diz Otto. "Sobre as quais temos algum grau de efeito, onde podemos intervir no sistema e empurrá-lo na direção desejada."

Ela diz que, quando pequenos grupos comprometidos fazem opções cotidianas em relação a comer carne, usar energia limpa e dirigir veículos elétricos, eles podem estabelecer novas normas e padrões de comportamento que podem se espalhar por toda a sociedade.

Num artigo de 2020, Otto e seus colegas se concentraram em seis áreas principais que poderiam ser visadas, incluindo produção de energia, mercados financeiros, cidades e educação.

Mas esse tipo de mudança no sistema geralmente necessita de intervenções, como políticas governamentais específicas ou incentivos de mercado, para ser implementada, acrescenta Otto. Outro elemento importante "para a ação coletiva, para unir as pessoas", é o entusiasmo.

As cidades, onde vive mais da metade da população mundial, geram cerca de 70% das emissões globais de gases do efeito estufa, segundo uma estimativa de 2022 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Mas esse grupo de especialistas também afirma que as áreas urbanas podem liderar o caminho para a redução das emissões ao diminuírem o uso de energia e eletrificarem o transporte. Adrian Hiel, que trabalha em campanhas de mídia para a Energy Cities, uma rede de cidades europeias para a transição energética, menciona como exemplo as recentes tendências positivas no transporte urbano na Europa.

"O ciclismo é a maior delas", afirma. Ele lembra como a pandemia de covid-19, em particular, acelerou a transição para o uso de bicicletas em lugares como Bruxelas, Barcelona e especialmente Paris. "Esse é um grande ponto de inflexão", exemplifica, argumentando que isso facilitou a mesma transição em outras cidades.

"Quanto mais exemplos você tiver ao seu redor, mais fácil se torna superar a barreira", explica, acrescentando que a disseminação de veículos elétricos e painéis solares nas cidades europeias na última década provavelmente também se beneficiou de indivíduos perceberem em exemplos alheios como era fácil fazer a mudança.

"É totalmente diferente quando são seus vizinhos que falam sobre uma paixão ou quando é uma empresa tentando lhe vender algo", diz. As emissões relacionadas a edifícios poderiam se beneficiar dessa mesma abordagem, acrescenta.

Manter edifícios aquecidos e confortáveis consome cerca de metade da energia usada na União Europeia (UE) todos os anos, de acordo com a Agência Europeia do Ambiente, resultando em emissões significativas de carbono. Bombas de calor e redes de aquecimento distrital são tecnologias que comprovadamente funcionam, mas o custo delas muitas vezes é desanimador.

"É, acima de tudo, um desafio social", diz Hiel. "E isso exige trabalho: fazer pesquisas online, ir de porta em porta. É preciso dedicar tempo e energia para ouvir essas pessoas, ou você não conseguirá a transformação social desejada, que levará à transformação física desejada."

Cerca de 12% das emissões globais de gases do efeito estufa são geradas pela agricultura, e o agronegócio e o setor de carnes também estão entre os principais causadores da degradação ambiental e da perda de biodiversidade. E se forem considerados aspectos como o desmatamento, a perda de pântanos e a produção de fertilizantes, esse número sobe para cerca de 30%.

Mas, em algumas partes do mundo – principalmente na Europa – as pessoas estão comendo menos carne, seja por motivos de saúde, seja por preocupações ambientais, ou por ambos. Na Alemanha, por exemplo, um país conhecido por suas salsichas e schnitzels, o consumo de carne caiu constantemente na última década, enquanto as alternativas à base de vegetais continuam a ganhar popularidade.

Otto lembra que tendências recentes, como andar de bicicleta nas cidades e comer menos carne, têm uma influência positiva sobre a saúde e o bemestar, o que ajuda a criar um ponto de inflexão.

Mas substituir a carne, cujas produção consome muita energia, por proteínas alternativas à base de insetos, plantas ou células cultivadas em laboratório ainda é um passo difícil para muitos.

Além disso, vários estudos já demonstraram os possíveis riscos à saúde de algumas alternativas à carne ultraprocessada. E o preço elevado ainda impede muitos de optarem por alimentos orgânicos, que são melhores para o meio ambiente.

Para Luigi Tozzi, vice-diretor da Safe, uma ONG europeia que luta para garantir padrões alimentares mais seguros para os consumidores, os altos preços dos alimentos de um modo geral, em parte devido à guerra na Ucrânia, estão forçando o consumidor a escolher entre a opção ambiental ou apenas o suficiente para comer.

"Especialmente agora, quando há muitas famílias necessitadas, as pessoas não estão pensando em sustentabilidade, mas apenas em como podem comprar comida", diz Tozzi.

Para ele, as recentes eleições europeias, nas quais os legisladores verdes perderam cerca de duas dúzias de assentos, foram um sinal de que muitos eleitores têm outras preocupações em mente.

Para Otto, um foco maior na mudança climática nas escolas também tem potencial para gerar mudanças sociais rápidas. Em seu relatório de 2020, ela destacou a mudança de normas e valores provocada pelas greves climáticas do movimento Fridays for Future, liderado por estudantes, que passaram a influenciar políticas em todo o mundo.

A especialista em educação climática Lennart Kuntze, da ONG Teach For All, defende que a mudança climática faça parte do currículo escolar em todos os níveis. "Precisamos realmente desenvolver a ação coletiva em vez de nos concentrarmos em ações individuais", diz Kuntze, acrescentando que o que começa na sala de aula tem o potencial de influenciar toda a comunidade.

Kuntze afirma que a sociedade está começando a perceber o valor da educação climática. No entanto, para que ela se torne popular, é necessário desenvolver "uma visão inclusiva do futuro", que priorize os valores compartilhados e as mudanças positivas, em vez de uma narrativa baseada no medo do colapso climático.

"Qual é o tipo de mundo que queremos em 2050? Ou em 2070? No que estamos trabalhando, e não contra o que estamos trabalhando", diz ela. "A educação é uma parte realmente fundamental disso, pois podemos construir isso junto com os alunos e começar a imaginar com eles o que é possível."


Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/ações-coletivas-queajudam-a-combater-as-mudanças-climáticas/a-71022546>. Adaptado. Acesso em: 15 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que apresenta em destaque um pronome relativo com função de objeto direto.
Alternativas
Q3652147 Português
AÇÕES COLETIVAS QUE AJUDAM A COMBATER AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


Para muitos, a expressão "ponto de inflexão" é quase sinônimo de colapso climático, mas para cientistas que pesquisam o modo como as sociedades podem alcançar uma mudança sustentável com o conhecimento e a tecnologia já disponíveis, ela carrega também uma conotação positiva.

Cientistas como Ilona M. Otto, do Centro Wegener para Mudança Climática e Global, em Graz, na Áustria, acreditam que sociedades podem introduzir mudanças sociais que ajudariam a promover uma rápida transição para uma economia verde.

"Estamos falando de partes da sociedade nas quais uma mudança rápida é possível", diz Otto. "Sobre as quais temos algum grau de efeito, onde podemos intervir no sistema e empurrá-lo na direção desejada."

Ela diz que, quando pequenos grupos comprometidos fazem opções cotidianas em relação a comer carne, usar energia limpa e dirigir veículos elétricos, eles podem estabelecer novas normas e padrões de comportamento que podem se espalhar por toda a sociedade.

Num artigo de 2020, Otto e seus colegas se concentraram em seis áreas principais que poderiam ser visadas, incluindo produção de energia, mercados financeiros, cidades e educação.

Mas esse tipo de mudança no sistema geralmente necessita de intervenções, como políticas governamentais específicas ou incentivos de mercado, para ser implementada, acrescenta Otto. Outro elemento importante "para a ação coletiva, para unir as pessoas", é o entusiasmo.

As cidades, onde vive mais da metade da população mundial, geram cerca de 70% das emissões globais de gases do efeito estufa, segundo uma estimativa de 2022 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Mas esse grupo de especialistas também afirma que as áreas urbanas podem liderar o caminho para a redução das emissões ao diminuírem o uso de energia e eletrificarem o transporte. Adrian Hiel, que trabalha em campanhas de mídia para a Energy Cities, uma rede de cidades europeias para a transição energética, menciona como exemplo as recentes tendências positivas no transporte urbano na Europa.

"O ciclismo é a maior delas", afirma. Ele lembra como a pandemia de covid-19, em particular, acelerou a transição para o uso de bicicletas em lugares como Bruxelas, Barcelona e especialmente Paris. "Esse é um grande ponto de inflexão", exemplifica, argumentando que isso facilitou a mesma transição em outras cidades.

"Quanto mais exemplos você tiver ao seu redor, mais fácil se torna superar a barreira", explica, acrescentando que a disseminação de veículos elétricos e painéis solares nas cidades europeias na última década provavelmente também se beneficiou de indivíduos perceberem em exemplos alheios como era fácil fazer a mudança.

"É totalmente diferente quando são seus vizinhos que falam sobre uma paixão ou quando é uma empresa tentando lhe vender algo", diz. As emissões relacionadas a edifícios poderiam se beneficiar dessa mesma abordagem, acrescenta.

Manter edifícios aquecidos e confortáveis consome cerca de metade da energia usada na União Europeia (UE) todos os anos, de acordo com a Agência Europeia do Ambiente, resultando em emissões significativas de carbono. Bombas de calor e redes de aquecimento distrital são tecnologias que comprovadamente funcionam, mas o custo delas muitas vezes é desanimador.

"É, acima de tudo, um desafio social", diz Hiel. "E isso exige trabalho: fazer pesquisas online, ir de porta em porta. É preciso dedicar tempo e energia para ouvir essas pessoas, ou você não conseguirá a transformação social desejada, que levará à transformação física desejada."

Cerca de 12% das emissões globais de gases do efeito estufa são geradas pela agricultura, e o agronegócio e o setor de carnes também estão entre os principais causadores da degradação ambiental e da perda de biodiversidade. E se forem considerados aspectos como o desmatamento, a perda de pântanos e a produção de fertilizantes, esse número sobe para cerca de 30%.

Mas, em algumas partes do mundo – principalmente na Europa – as pessoas estão comendo menos carne, seja por motivos de saúde, seja por preocupações ambientais, ou por ambos. Na Alemanha, por exemplo, um país conhecido por suas salsichas e schnitzels, o consumo de carne caiu constantemente na última década, enquanto as alternativas à base de vegetais continuam a ganhar popularidade.

Otto lembra que tendências recentes, como andar de bicicleta nas cidades e comer menos carne, têm uma influência positiva sobre a saúde e o bemestar, o que ajuda a criar um ponto de inflexão.

Mas substituir a carne, cujas produção consome muita energia, por proteínas alternativas à base de insetos, plantas ou células cultivadas em laboratório ainda é um passo difícil para muitos.

Além disso, vários estudos já demonstraram os possíveis riscos à saúde de algumas alternativas à carne ultraprocessada. E o preço elevado ainda impede muitos de optarem por alimentos orgânicos, que são melhores para o meio ambiente.

Para Luigi Tozzi, vice-diretor da Safe, uma ONG europeia que luta para garantir padrões alimentares mais seguros para os consumidores, os altos preços dos alimentos de um modo geral, em parte devido à guerra na Ucrânia, estão forçando o consumidor a escolher entre a opção ambiental ou apenas o suficiente para comer.

"Especialmente agora, quando há muitas famílias necessitadas, as pessoas não estão pensando em sustentabilidade, mas apenas em como podem comprar comida", diz Tozzi.

Para ele, as recentes eleições europeias, nas quais os legisladores verdes perderam cerca de duas dúzias de assentos, foram um sinal de que muitos eleitores têm outras preocupações em mente.

Para Otto, um foco maior na mudança climática nas escolas também tem potencial para gerar mudanças sociais rápidas. Em seu relatório de 2020, ela destacou a mudança de normas e valores provocada pelas greves climáticas do movimento Fridays for Future, liderado por estudantes, que passaram a influenciar políticas em todo o mundo.

A especialista em educação climática Lennart Kuntze, da ONG Teach For All, defende que a mudança climática faça parte do currículo escolar em todos os níveis. "Precisamos realmente desenvolver a ação coletiva em vez de nos concentrarmos em ações individuais", diz Kuntze, acrescentando que o que começa na sala de aula tem o potencial de influenciar toda a comunidade.

Kuntze afirma que a sociedade está começando a perceber o valor da educação climática. No entanto, para que ela se torne popular, é necessário desenvolver "uma visão inclusiva do futuro", que priorize os valores compartilhados e as mudanças positivas, em vez de uma narrativa baseada no medo do colapso climático.

"Qual é o tipo de mundo que queremos em 2050? Ou em 2070? No que estamos trabalhando, e não contra o que estamos trabalhando", diz ela. "A educação é uma parte realmente fundamental disso, pois podemos construir isso junto com os alunos e começar a imaginar com eles o que é possível."


Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/ações-coletivas-queajudam-a-combater-as-mudanças-climáticas/a-71022546>. Adaptado. Acesso em: 15 de setembro de 2025.
Em “Mas substituir a carne, cujas produção consome muita energia, por proteínas alternativas à base de insetos, plantas ou células cultivadas em laboratório ainda é um passo difícil para muitos”, o termo oracional destacado exerce a função de:
Alternativas
Q3652145 Português
AÇÕES COLETIVAS QUE AJUDAM A COMBATER AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


Para muitos, a expressão "ponto de inflexão" é quase sinônimo de colapso climático, mas para cientistas que pesquisam o modo como as sociedades podem alcançar uma mudança sustentável com o conhecimento e a tecnologia já disponíveis, ela carrega também uma conotação positiva.

Cientistas como Ilona M. Otto, do Centro Wegener para Mudança Climática e Global, em Graz, na Áustria, acreditam que sociedades podem introduzir mudanças sociais que ajudariam a promover uma rápida transição para uma economia verde.

"Estamos falando de partes da sociedade nas quais uma mudança rápida é possível", diz Otto. "Sobre as quais temos algum grau de efeito, onde podemos intervir no sistema e empurrá-lo na direção desejada."

Ela diz que, quando pequenos grupos comprometidos fazem opções cotidianas em relação a comer carne, usar energia limpa e dirigir veículos elétricos, eles podem estabelecer novas normas e padrões de comportamento que podem se espalhar por toda a sociedade.

Num artigo de 2020, Otto e seus colegas se concentraram em seis áreas principais que poderiam ser visadas, incluindo produção de energia, mercados financeiros, cidades e educação.

Mas esse tipo de mudança no sistema geralmente necessita de intervenções, como políticas governamentais específicas ou incentivos de mercado, para ser implementada, acrescenta Otto. Outro elemento importante "para a ação coletiva, para unir as pessoas", é o entusiasmo.

As cidades, onde vive mais da metade da população mundial, geram cerca de 70% das emissões globais de gases do efeito estufa, segundo uma estimativa de 2022 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Mas esse grupo de especialistas também afirma que as áreas urbanas podem liderar o caminho para a redução das emissões ao diminuírem o uso de energia e eletrificarem o transporte. Adrian Hiel, que trabalha em campanhas de mídia para a Energy Cities, uma rede de cidades europeias para a transição energética, menciona como exemplo as recentes tendências positivas no transporte urbano na Europa.

"O ciclismo é a maior delas", afirma. Ele lembra como a pandemia de covid-19, em particular, acelerou a transição para o uso de bicicletas em lugares como Bruxelas, Barcelona e especialmente Paris. "Esse é um grande ponto de inflexão", exemplifica, argumentando que isso facilitou a mesma transição em outras cidades.

"Quanto mais exemplos você tiver ao seu redor, mais fácil se torna superar a barreira", explica, acrescentando que a disseminação de veículos elétricos e painéis solares nas cidades europeias na última década provavelmente também se beneficiou de indivíduos perceberem em exemplos alheios como era fácil fazer a mudança.

"É totalmente diferente quando são seus vizinhos que falam sobre uma paixão ou quando é uma empresa tentando lhe vender algo", diz. As emissões relacionadas a edifícios poderiam se beneficiar dessa mesma abordagem, acrescenta.

Manter edifícios aquecidos e confortáveis consome cerca de metade da energia usada na União Europeia (UE) todos os anos, de acordo com a Agência Europeia do Ambiente, resultando em emissões significativas de carbono. Bombas de calor e redes de aquecimento distrital são tecnologias que comprovadamente funcionam, mas o custo delas muitas vezes é desanimador.

"É, acima de tudo, um desafio social", diz Hiel. "E isso exige trabalho: fazer pesquisas online, ir de porta em porta. É preciso dedicar tempo e energia para ouvir essas pessoas, ou você não conseguirá a transformação social desejada, que levará à transformação física desejada."

Cerca de 12% das emissões globais de gases do efeito estufa são geradas pela agricultura, e o agronegócio e o setor de carnes também estão entre os principais causadores da degradação ambiental e da perda de biodiversidade. E se forem considerados aspectos como o desmatamento, a perda de pântanos e a produção de fertilizantes, esse número sobe para cerca de 30%.

Mas, em algumas partes do mundo – principalmente na Europa – as pessoas estão comendo menos carne, seja por motivos de saúde, seja por preocupações ambientais, ou por ambos. Na Alemanha, por exemplo, um país conhecido por suas salsichas e schnitzels, o consumo de carne caiu constantemente na última década, enquanto as alternativas à base de vegetais continuam a ganhar popularidade.

Otto lembra que tendências recentes, como andar de bicicleta nas cidades e comer menos carne, têm uma influência positiva sobre a saúde e o bemestar, o que ajuda a criar um ponto de inflexão.

Mas substituir a carne, cujas produção consome muita energia, por proteínas alternativas à base de insetos, plantas ou células cultivadas em laboratório ainda é um passo difícil para muitos.

Além disso, vários estudos já demonstraram os possíveis riscos à saúde de algumas alternativas à carne ultraprocessada. E o preço elevado ainda impede muitos de optarem por alimentos orgânicos, que são melhores para o meio ambiente.

Para Luigi Tozzi, vice-diretor da Safe, uma ONG europeia que luta para garantir padrões alimentares mais seguros para os consumidores, os altos preços dos alimentos de um modo geral, em parte devido à guerra na Ucrânia, estão forçando o consumidor a escolher entre a opção ambiental ou apenas o suficiente para comer.

"Especialmente agora, quando há muitas famílias necessitadas, as pessoas não estão pensando em sustentabilidade, mas apenas em como podem comprar comida", diz Tozzi.

Para ele, as recentes eleições europeias, nas quais os legisladores verdes perderam cerca de duas dúzias de assentos, foram um sinal de que muitos eleitores têm outras preocupações em mente.

Para Otto, um foco maior na mudança climática nas escolas também tem potencial para gerar mudanças sociais rápidas. Em seu relatório de 2020, ela destacou a mudança de normas e valores provocada pelas greves climáticas do movimento Fridays for Future, liderado por estudantes, que passaram a influenciar políticas em todo o mundo.

A especialista em educação climática Lennart Kuntze, da ONG Teach For All, defende que a mudança climática faça parte do currículo escolar em todos os níveis. "Precisamos realmente desenvolver a ação coletiva em vez de nos concentrarmos em ações individuais", diz Kuntze, acrescentando que o que começa na sala de aula tem o potencial de influenciar toda a comunidade.

Kuntze afirma que a sociedade está começando a perceber o valor da educação climática. No entanto, para que ela se torne popular, é necessário desenvolver "uma visão inclusiva do futuro", que priorize os valores compartilhados e as mudanças positivas, em vez de uma narrativa baseada no medo do colapso climático.

"Qual é o tipo de mundo que queremos em 2050? Ou em 2070? No que estamos trabalhando, e não contra o que estamos trabalhando", diz ela. "A educação é uma parte realmente fundamental disso, pois podemos construir isso junto com os alunos e começar a imaginar com eles o que é possível."


Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/ações-coletivas-queajudam-a-combater-as-mudanças-climáticas/a-71022546>. Adaptado. Acesso em: 15 de setembro de 2025.
Em “o consumo de carne caiu constantemente na última década, enquanto as alternativas à base de vegetais continuam a ganhar popularidade”, o termo destacado pode ser substituído, sem prejuízo semântico, por: 
Alternativas
Q3595000 Noções de Primeiros Socorros
Ao prestar primeiros socorros em acidentes de trânsito com suspeita de fratura, qual prática deve ser adotada?
Alternativas
Q3594998 Legislação de Trânsito
Considerando as categorias da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), qual delas é CORRETA e obrigatória para conduzir veículos utilizados no transporte de passageiros, cuja lotação exceda oito lugares, excluído o condutor?
Alternativas
Q3594997 Segurança e Transporte
Para garantir uma ergonomia adequada ao conduzir veículos por períodos prolongados, qual prática o condutor deve adotar? 
Alternativas
Q3594996 Segurança e Transporte
Ao realizar manobra de marcha à ré em locais movimentados, qual prática evita acidentes?
Alternativas
Q3594995 Segurança e Transporte
Durante uma inspeção preventiva, qual prática do condutor garante segurança quanto ao sistema de freios?
Alternativas
Q3594994 Segurança e Transporte
Qual atitude CORRETA do condutor reduz riscos ao dirigir sob condições adversas relacionadas à força centrífuga em curvas?
Alternativas
Q3594993 Legislação de Trânsito
Em uma via urbana com sinalização insuficiente, qual prática o condutor deve adotar para estacionar em conformidade com o Código de Trânsito Brasileiro?
Alternativas
Q3594992 Segurança e Transporte
Em relação à condução preventiva em situação de aquaplanagem, qual procedimento é CORRETO para restabelecer o controle do veículo?
Alternativas
Q3594991 Noções de Primeiros Socorros
Analise as situações a seguir relacionadas às causas de acidentes de trânsito.

I. Um condutor, mesmo sabendo dos riscos, decide dirigir embriagado após consumir bebidas alcoólicas.
II. Um motorista, distraído pelo celular, não percebe um sinal de trânsito fechado e avança inadvertidamente.
III. Uma pessoa recém-habilitada, por falta de experiência técnica, perde o controle do veículo ao realizar uma manobra simples.

Considerando os conceitos técnicos de imprudência, negligência e imperícia, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Respostas
81: A
82: B
83: C
84: C
85: A
86: D
87: B
88: C
89: D
90: B
91: A
92: D
93: D
94: B
95: C
96: A
97: D
98: B
99: C
100: E