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Q2191759 Arquivologia
A digitalização é o processo de escaneamento que permite a transformação dos documentos de papel ou microfilme para imagem digital. Assinale a alternativa que apresenta corretamente o seu processo básico. 
Alternativas
Q2191758 Arquivologia
O agente de deterioração de documentos de arquivos que, além de modificar a estética dos documentos, age de forma cortante, abrasiva e que também atua no interior da fibra do papel, pois é absorvido por meio de ligações químicas, se denomina
Alternativas
Q2191757 Arquivologia
Considere as afirmativas abaixo:
I. Os documentos de arquivos devem ser guardados em estantes, armários ou prateleiras apropriados exclusivamente ao seu suporte. II. As caixas de arquivos devem ser resistentes ao manuseio, ao peso dos documentos e à pressão, caso tenham de ser empilhadas. III. Em documentos que são juntados com frequência e para melhorar a preservação do papel, faz-se necessário o uso de clipe metálico.
É correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q2191756 Noções de Informática
Em informática, é considerado um tipo de unidade de armazenamento o hardware 
Alternativas
Q2191751 Noções de Informática
No Microsoft Word, a ferramenta Letra Capitular 
Alternativas
Q2191750 Noções de Informática
No Microsoft Word, a adoção da formatação com marcadores em um texto pode indicar, entre outras coisas,
Alternativas
Q2191749 Noções de Informática
No Microsoft Excel, a ferramenta “Quebrar Texto Automaticamente” faz com que 
Alternativas
Q2191748 Noções de Informática
A ferramenta que mantém uma parte da planilha visível, enquanto o restante da planilha é percorrido é chamada de 
Alternativas
Q2191736 Português
    A comediante americana Tina Fey, criadora da série "30 Rock", publicou recentemente sua autobiografia ("Bossypants", editora Reagan Arthur, inédito no Brasil). No livro, Tina dedica quase um capítulo inteiro ao Photoshop. O que se pergunta é: como equacionar a crítica à pressão para que toda mulher seja jovem, magra e bonita, com o onipresente programa de computador, que a deixa jovem, magra e bonita, toda vez que aparece numa revista?
    Mais ainda: sendo humorista, e, portanto, tendo por ofício mostrar o que há de ridículo e humano por trás da pompa, da empáfia, da hipocrisia e demais tapumes, não estaria ela cometendo falsidade ideológica, ao sair em ensaios fotográficos com as orelhas de abano aplainadas e os pés de galinha surrupiados digitalmente?
    Acredito que tais dúvidas vão além do universo das celebridades, das feministas ou dos humoristas. Afinal, desde que trocamos o balcão da padaria pelo salão bem mais amplo das mídias sociais, nos transformamos em pequenos personagens numa enorme competição midiática. O que é o perfil no Facebook senão a capa da sua revista? O que é o Twitter, senão sua coluna? O Instagram, sua galeria, o blog, seu jornal. E, ninguém querendo mostrar orelhas de abano ou pés de galinha, seja no rosto, seja na alma, vivemos num mundo cada vez mais retocado.
    Por trás da falsa descontração dos tuítes, podemos ver as piadas encolhendo a barriga, as críticas estufando o peito, as celulites de nossas inseguranças escondidas sob leves camadas de sarcasmo. O resultado é uma abundância de opiniões e uma escassez de vozes. Muita inteligência e pouca sinceridade. Todo mundo bem protegidinho e parecido, como os corpos corrigidos no computador. Não quero parecer um desses apocalípticos que creem que o mundo piora na medida em que a tecnologia avança. Pelo contrário, parece-me que estamos bem melhor hoje do que há 30 ou cem anos, mas é que tenho achado a vida um pouco chata, as pessoas um tanto falsas — eu, principalmente.
    Talvez isso não tenha nada a ver com a época, mas seja fruto da minha idade. Trinta e poucos anos. O idealismo da adolescência já se esgotou, a sabedoria da maturidade ainda não chegou. É nesse hiato que costuma brotar o cinismo, maior de todos os Photoshops. Agora mesmo, sussurra em meu ouvido que esse papo de autenticidade é uma bobagem. Que a verdade é apenas mais um equívoco do século 20 ou da juventude (...). Promete, em troca de uma ilusão puída e dois ou três sonhos não realizados, seu pacote completo: agilidade nas relações, rapidez nas decisões, uma vida tranquila e vazia. No fundo, a proposta mefistotélica do cinismo é a mesma questão de Tina Fey, diante do Photoshop, e a mesma que temos que responder, a cada vez que abrimos a boca ou postamos uma informação nas redes sociais: afinal, o que queremos, dizer a verdade ou aparecer bem na foto? É uma pergunta ingênua, sussurra alguém ao meu lado. Talvez. Mas garanto que é uma pergunta sincera.


Prata, A. “Photoshop” (texto com adaptações). Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0211201104.htm.
Acesso em 06/04/2017.

Como na palavra “surrupiados”, está correto o uso da letra u destacada em 
Alternativas
Q2191735 Português
    A comediante americana Tina Fey, criadora da série "30 Rock", publicou recentemente sua autobiografia ("Bossypants", editora Reagan Arthur, inédito no Brasil). No livro, Tina dedica quase um capítulo inteiro ao Photoshop. O que se pergunta é: como equacionar a crítica à pressão para que toda mulher seja jovem, magra e bonita, com o onipresente programa de computador, que a deixa jovem, magra e bonita, toda vez que aparece numa revista?
    Mais ainda: sendo humorista, e, portanto, tendo por ofício mostrar o que há de ridículo e humano por trás da pompa, da empáfia, da hipocrisia e demais tapumes, não estaria ela cometendo falsidade ideológica, ao sair em ensaios fotográficos com as orelhas de abano aplainadas e os pés de galinha surrupiados digitalmente?
    Acredito que tais dúvidas vão além do universo das celebridades, das feministas ou dos humoristas. Afinal, desde que trocamos o balcão da padaria pelo salão bem mais amplo das mídias sociais, nos transformamos em pequenos personagens numa enorme competição midiática. O que é o perfil no Facebook senão a capa da sua revista? O que é o Twitter, senão sua coluna? O Instagram, sua galeria, o blog, seu jornal. E, ninguém querendo mostrar orelhas de abano ou pés de galinha, seja no rosto, seja na alma, vivemos num mundo cada vez mais retocado.
    Por trás da falsa descontração dos tuítes, podemos ver as piadas encolhendo a barriga, as críticas estufando o peito, as celulites de nossas inseguranças escondidas sob leves camadas de sarcasmo. O resultado é uma abundância de opiniões e uma escassez de vozes. Muita inteligência e pouca sinceridade. Todo mundo bem protegidinho e parecido, como os corpos corrigidos no computador. Não quero parecer um desses apocalípticos que creem que o mundo piora na medida em que a tecnologia avança. Pelo contrário, parece-me que estamos bem melhor hoje do que há 30 ou cem anos, mas é que tenho achado a vida um pouco chata, as pessoas um tanto falsas — eu, principalmente.
    Talvez isso não tenha nada a ver com a época, mas seja fruto da minha idade. Trinta e poucos anos. O idealismo da adolescência já se esgotou, a sabedoria da maturidade ainda não chegou. É nesse hiato que costuma brotar o cinismo, maior de todos os Photoshops. Agora mesmo, sussurra em meu ouvido que esse papo de autenticidade é uma bobagem. Que a verdade é apenas mais um equívoco do século 20 ou da juventude (...). Promete, em troca de uma ilusão puída e dois ou três sonhos não realizados, seu pacote completo: agilidade nas relações, rapidez nas decisões, uma vida tranquila e vazia. No fundo, a proposta mefistotélica do cinismo é a mesma questão de Tina Fey, diante do Photoshop, e a mesma que temos que responder, a cada vez que abrimos a boca ou postamos uma informação nas redes sociais: afinal, o que queremos, dizer a verdade ou aparecer bem na foto? É uma pergunta ingênua, sussurra alguém ao meu lado. Talvez. Mas garanto que é uma pergunta sincera.


Prata, A. “Photoshop” (texto com adaptações). Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0211201104.htm.
Acesso em 06/04/2017.

No trecho “Promete, em troca de uma ilusão puída e dois ou três sonhos não realizados, seu pacote completo” (último parágrafo), o pronome destacado tem como referente 
Alternativas
Q2191734 Português
    A comediante americana Tina Fey, criadora da série "30 Rock", publicou recentemente sua autobiografia ("Bossypants", editora Reagan Arthur, inédito no Brasil). No livro, Tina dedica quase um capítulo inteiro ao Photoshop. O que se pergunta é: como equacionar a crítica à pressão para que toda mulher seja jovem, magra e bonita, com o onipresente programa de computador, que a deixa jovem, magra e bonita, toda vez que aparece numa revista?
    Mais ainda: sendo humorista, e, portanto, tendo por ofício mostrar o que há de ridículo e humano por trás da pompa, da empáfia, da hipocrisia e demais tapumes, não estaria ela cometendo falsidade ideológica, ao sair em ensaios fotográficos com as orelhas de abano aplainadas e os pés de galinha surrupiados digitalmente?
    Acredito que tais dúvidas vão além do universo das celebridades, das feministas ou dos humoristas. Afinal, desde que trocamos o balcão da padaria pelo salão bem mais amplo das mídias sociais, nos transformamos em pequenos personagens numa enorme competição midiática. O que é o perfil no Facebook senão a capa da sua revista? O que é o Twitter, senão sua coluna? O Instagram, sua galeria, o blog, seu jornal. E, ninguém querendo mostrar orelhas de abano ou pés de galinha, seja no rosto, seja na alma, vivemos num mundo cada vez mais retocado.
    Por trás da falsa descontração dos tuítes, podemos ver as piadas encolhendo a barriga, as críticas estufando o peito, as celulites de nossas inseguranças escondidas sob leves camadas de sarcasmo. O resultado é uma abundância de opiniões e uma escassez de vozes. Muita inteligência e pouca sinceridade. Todo mundo bem protegidinho e parecido, como os corpos corrigidos no computador. Não quero parecer um desses apocalípticos que creem que o mundo piora na medida em que a tecnologia avança. Pelo contrário, parece-me que estamos bem melhor hoje do que há 30 ou cem anos, mas é que tenho achado a vida um pouco chata, as pessoas um tanto falsas — eu, principalmente.
    Talvez isso não tenha nada a ver com a época, mas seja fruto da minha idade. Trinta e poucos anos. O idealismo da adolescência já se esgotou, a sabedoria da maturidade ainda não chegou. É nesse hiato que costuma brotar o cinismo, maior de todos os Photoshops. Agora mesmo, sussurra em meu ouvido que esse papo de autenticidade é uma bobagem. Que a verdade é apenas mais um equívoco do século 20 ou da juventude (...). Promete, em troca de uma ilusão puída e dois ou três sonhos não realizados, seu pacote completo: agilidade nas relações, rapidez nas decisões, uma vida tranquila e vazia. No fundo, a proposta mefistotélica do cinismo é a mesma questão de Tina Fey, diante do Photoshop, e a mesma que temos que responder, a cada vez que abrimos a boca ou postamos uma informação nas redes sociais: afinal, o que queremos, dizer a verdade ou aparecer bem na foto? É uma pergunta ingênua, sussurra alguém ao meu lado. Talvez. Mas garanto que é uma pergunta sincera.


Prata, A. “Photoshop” (texto com adaptações). Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0211201104.htm.
Acesso em 06/04/2017.

Analise as seguintes formulações frasais:
I. É preferível render-se às aparências do que viver no anonimato. II. Custa ao cronista aceitar como naturais os problemas que lhe vêm à mente. III. É difícil para o cronista assistir ao espetáculo artificial das mídias sociais, do qual ele discorda.
Considerando as orientações da prescrição gramatical no que se refere a textos escritos na modalidade padrão da Língua Portuguesa, há adequada formulação em 
Alternativas
Q2191732 Português
    A comediante americana Tina Fey, criadora da série "30 Rock", publicou recentemente sua autobiografia ("Bossypants", editora Reagan Arthur, inédito no Brasil). No livro, Tina dedica quase um capítulo inteiro ao Photoshop. O que se pergunta é: como equacionar a crítica à pressão para que toda mulher seja jovem, magra e bonita, com o onipresente programa de computador, que a deixa jovem, magra e bonita, toda vez que aparece numa revista?
    Mais ainda: sendo humorista, e, portanto, tendo por ofício mostrar o que há de ridículo e humano por trás da pompa, da empáfia, da hipocrisia e demais tapumes, não estaria ela cometendo falsidade ideológica, ao sair em ensaios fotográficos com as orelhas de abano aplainadas e os pés de galinha surrupiados digitalmente?
    Acredito que tais dúvidas vão além do universo das celebridades, das feministas ou dos humoristas. Afinal, desde que trocamos o balcão da padaria pelo salão bem mais amplo das mídias sociais, nos transformamos em pequenos personagens numa enorme competição midiática. O que é o perfil no Facebook senão a capa da sua revista? O que é o Twitter, senão sua coluna? O Instagram, sua galeria, o blog, seu jornal. E, ninguém querendo mostrar orelhas de abano ou pés de galinha, seja no rosto, seja na alma, vivemos num mundo cada vez mais retocado.
    Por trás da falsa descontração dos tuítes, podemos ver as piadas encolhendo a barriga, as críticas estufando o peito, as celulites de nossas inseguranças escondidas sob leves camadas de sarcasmo. O resultado é uma abundância de opiniões e uma escassez de vozes. Muita inteligência e pouca sinceridade. Todo mundo bem protegidinho e parecido, como os corpos corrigidos no computador. Não quero parecer um desses apocalípticos que creem que o mundo piora na medida em que a tecnologia avança. Pelo contrário, parece-me que estamos bem melhor hoje do que há 30 ou cem anos, mas é que tenho achado a vida um pouco chata, as pessoas um tanto falsas — eu, principalmente.
    Talvez isso não tenha nada a ver com a época, mas seja fruto da minha idade. Trinta e poucos anos. O idealismo da adolescência já se esgotou, a sabedoria da maturidade ainda não chegou. É nesse hiato que costuma brotar o cinismo, maior de todos os Photoshops. Agora mesmo, sussurra em meu ouvido que esse papo de autenticidade é uma bobagem. Que a verdade é apenas mais um equívoco do século 20 ou da juventude (...). Promete, em troca de uma ilusão puída e dois ou três sonhos não realizados, seu pacote completo: agilidade nas relações, rapidez nas decisões, uma vida tranquila e vazia. No fundo, a proposta mefistotélica do cinismo é a mesma questão de Tina Fey, diante do Photoshop, e a mesma que temos que responder, a cada vez que abrimos a boca ou postamos uma informação nas redes sociais: afinal, o que queremos, dizer a verdade ou aparecer bem na foto? É uma pergunta ingênua, sussurra alguém ao meu lado. Talvez. Mas garanto que é uma pergunta sincera.


Prata, A. “Photoshop” (texto com adaptações). Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0211201104.htm.
Acesso em 06/04/2017.

Releia este trecho:
“Afinal, desde que trocamos o balcão da padaria pelo salão bem mais amplo das mídias sociais, nos transformamos em pequenos personagens numa enorme competição midiática.”
A troca das formas destacadas pelas expressões “propor a troca do balcão” e “ver-se transformado”, mantendo-se idêntica a flexão verbal presente no trecho original, implicará o uso, respectivamente, de: 
Alternativas
Q2191731 Português
    A comediante americana Tina Fey, criadora da série "30 Rock", publicou recentemente sua autobiografia ("Bossypants", editora Reagan Arthur, inédito no Brasil). No livro, Tina dedica quase um capítulo inteiro ao Photoshop. O que se pergunta é: como equacionar a crítica à pressão para que toda mulher seja jovem, magra e bonita, com o onipresente programa de computador, que a deixa jovem, magra e bonita, toda vez que aparece numa revista?
    Mais ainda: sendo humorista, e, portanto, tendo por ofício mostrar o que há de ridículo e humano por trás da pompa, da empáfia, da hipocrisia e demais tapumes, não estaria ela cometendo falsidade ideológica, ao sair em ensaios fotográficos com as orelhas de abano aplainadas e os pés de galinha surrupiados digitalmente?
    Acredito que tais dúvidas vão além do universo das celebridades, das feministas ou dos humoristas. Afinal, desde que trocamos o balcão da padaria pelo salão bem mais amplo das mídias sociais, nos transformamos em pequenos personagens numa enorme competição midiática. O que é o perfil no Facebook senão a capa da sua revista? O que é o Twitter, senão sua coluna? O Instagram, sua galeria, o blog, seu jornal. E, ninguém querendo mostrar orelhas de abano ou pés de galinha, seja no rosto, seja na alma, vivemos num mundo cada vez mais retocado.
    Por trás da falsa descontração dos tuítes, podemos ver as piadas encolhendo a barriga, as críticas estufando o peito, as celulites de nossas inseguranças escondidas sob leves camadas de sarcasmo. O resultado é uma abundância de opiniões e uma escassez de vozes. Muita inteligência e pouca sinceridade. Todo mundo bem protegidinho e parecido, como os corpos corrigidos no computador. Não quero parecer um desses apocalípticos que creem que o mundo piora na medida em que a tecnologia avança. Pelo contrário, parece-me que estamos bem melhor hoje do que há 30 ou cem anos, mas é que tenho achado a vida um pouco chata, as pessoas um tanto falsas — eu, principalmente.
    Talvez isso não tenha nada a ver com a época, mas seja fruto da minha idade. Trinta e poucos anos. O idealismo da adolescência já se esgotou, a sabedoria da maturidade ainda não chegou. É nesse hiato que costuma brotar o cinismo, maior de todos os Photoshops. Agora mesmo, sussurra em meu ouvido que esse papo de autenticidade é uma bobagem. Que a verdade é apenas mais um equívoco do século 20 ou da juventude (...). Promete, em troca de uma ilusão puída e dois ou três sonhos não realizados, seu pacote completo: agilidade nas relações, rapidez nas decisões, uma vida tranquila e vazia. No fundo, a proposta mefistotélica do cinismo é a mesma questão de Tina Fey, diante do Photoshop, e a mesma que temos que responder, a cada vez que abrimos a boca ou postamos uma informação nas redes sociais: afinal, o que queremos, dizer a verdade ou aparecer bem na foto? É uma pergunta ingênua, sussurra alguém ao meu lado. Talvez. Mas garanto que é uma pergunta sincera.


Prata, A. “Photoshop” (texto com adaptações). Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0211201104.htm.
Acesso em 06/04/2017.

Releia este trecho:
ninguém querendo mostrar orelhas de abano ou pés de galinha, seja no corpo seja na alma, vivemos num mundo cada vez mais retocado”
A oração destacada está em uma forma reduzida, exprimindo, no contexto, valor semântico de 
Alternativas
Q2191730 Português
    A comediante americana Tina Fey, criadora da série "30 Rock", publicou recentemente sua autobiografia ("Bossypants", editora Reagan Arthur, inédito no Brasil). No livro, Tina dedica quase um capítulo inteiro ao Photoshop. O que se pergunta é: como equacionar a crítica à pressão para que toda mulher seja jovem, magra e bonita, com o onipresente programa de computador, que a deixa jovem, magra e bonita, toda vez que aparece numa revista?
    Mais ainda: sendo humorista, e, portanto, tendo por ofício mostrar o que há de ridículo e humano por trás da pompa, da empáfia, da hipocrisia e demais tapumes, não estaria ela cometendo falsidade ideológica, ao sair em ensaios fotográficos com as orelhas de abano aplainadas e os pés de galinha surrupiados digitalmente?
    Acredito que tais dúvidas vão além do universo das celebridades, das feministas ou dos humoristas. Afinal, desde que trocamos o balcão da padaria pelo salão bem mais amplo das mídias sociais, nos transformamos em pequenos personagens numa enorme competição midiática. O que é o perfil no Facebook senão a capa da sua revista? O que é o Twitter, senão sua coluna? O Instagram, sua galeria, o blog, seu jornal. E, ninguém querendo mostrar orelhas de abano ou pés de galinha, seja no rosto, seja na alma, vivemos num mundo cada vez mais retocado.
    Por trás da falsa descontração dos tuítes, podemos ver as piadas encolhendo a barriga, as críticas estufando o peito, as celulites de nossas inseguranças escondidas sob leves camadas de sarcasmo. O resultado é uma abundância de opiniões e uma escassez de vozes. Muita inteligência e pouca sinceridade. Todo mundo bem protegidinho e parecido, como os corpos corrigidos no computador. Não quero parecer um desses apocalípticos que creem que o mundo piora na medida em que a tecnologia avança. Pelo contrário, parece-me que estamos bem melhor hoje do que há 30 ou cem anos, mas é que tenho achado a vida um pouco chata, as pessoas um tanto falsas — eu, principalmente.
    Talvez isso não tenha nada a ver com a época, mas seja fruto da minha idade. Trinta e poucos anos. O idealismo da adolescência já se esgotou, a sabedoria da maturidade ainda não chegou. É nesse hiato que costuma brotar o cinismo, maior de todos os Photoshops. Agora mesmo, sussurra em meu ouvido que esse papo de autenticidade é uma bobagem. Que a verdade é apenas mais um equívoco do século 20 ou da juventude (...). Promete, em troca de uma ilusão puída e dois ou três sonhos não realizados, seu pacote completo: agilidade nas relações, rapidez nas decisões, uma vida tranquila e vazia. No fundo, a proposta mefistotélica do cinismo é a mesma questão de Tina Fey, diante do Photoshop, e a mesma que temos que responder, a cada vez que abrimos a boca ou postamos uma informação nas redes sociais: afinal, o que queremos, dizer a verdade ou aparecer bem na foto? É uma pergunta ingênua, sussurra alguém ao meu lado. Talvez. Mas garanto que é uma pergunta sincera.


Prata, A. “Photoshop” (texto com adaptações). Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0211201104.htm.
Acesso em 06/04/2017.

De acordo com as ideias do texto, as redes sociais
Alternativas
Q2191729 Português
    O Brasil é um dos países com mais baixa representatividade feminina. E o impacto disso nas políticas públicas é enorme – e problemático. O assassinato da vereadora Marielle Franco na semana passada sacudiu o Brasil e trouxe à tona discussões acaloradas, não só sobre violência e crime organizado, mas também sobre a (falta de) representatividade feminina na política brasileira.
    (...)
     Mas por que isso importa? (...) A eleição de políticas mulheres não muda só o tipo de gasto público, mas também gera efeitos significativos sobre resultados de saúde e educação. As economistas Sonia Bhalotra e Irma Clots-Figueras estudaram o efeito de eleições para assembleias estaduais na Índia. Elas olharam para o caso das eleições distritais onde homens e mulheres tiveram votações muito apertadas - lugares em que homens ou mulheres ganharam por pouco. Elas descobriram que, em assembleias estaduais que elegeram mais mulheres, há uma redução significativa na taxa de mortalidade infantil neonatal. Além disso, localidades que elegem mais mulheres têm uma maior proporção de crianças que terminam o ensino fundamental.
    Parte desses efeitos obtidos com a eleição de líderes mulheres vem do fato que elas gastam de forma diferente e focam em políticas públicas que enfatizam saúde e educação. Mas outra coisa que explica a diferença nos resultados é que, na média, mulheres são menos corruptas no poder (quantas mulheres estão condenadas pela operação Lava Jato?). Os economistas David Dollar, Raymond Fisman, e Roberta Gatti usaram um índice de corrupção desenvolvido pelo Banco Mundial para analisar a associação entre representatividade política feminina e corrupção entre países. Eles mostram que, quanto maior a proporção de mulheres no parlamento, menor é o índice de corrupção de um país. Esses resultados são corroborados pelas economistas Fernanda Brollo e Ugo Troiano num estudo que analisa o impacto da eleição de uma prefeita mulher sobre a corrupção municipal no Brasil. Usando dados das auditorias da Controladoria Geral da União, elas mostram que quando há uma eleição apertada entre homens e mulheres, e a mulher ganha por pouco, esse município tem menos incidência de corrupção do que um município similar onde homens ganham por pouco.

FERRAZ, Cláudio. “Por que temos tão poucas mulheres na política e por
que isso importa” (Fragmento). Disponível
em: <https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2018/Por-quetemos-t%C3%A3o-poucas-mulheres-na-pol%C3%ADtica-e-porque-isso-importa>. Acesso em 27/3//2018.

A preposição “com”, utilizada na primeira frase do terceiro parágrafo, assume no texto valor semântico equivalente à utilizada em: 
Alternativas
Q2191727 Português
    O Brasil é um dos países com mais baixa representatividade feminina. E o impacto disso nas políticas públicas é enorme – e problemático. O assassinato da vereadora Marielle Franco na semana passada sacudiu o Brasil e trouxe à tona discussões acaloradas, não só sobre violência e crime organizado, mas também sobre a (falta de) representatividade feminina na política brasileira.
    (...)
     Mas por que isso importa? (...) A eleição de políticas mulheres não muda só o tipo de gasto público, mas também gera efeitos significativos sobre resultados de saúde e educação. As economistas Sonia Bhalotra e Irma Clots-Figueras estudaram o efeito de eleições para assembleias estaduais na Índia. Elas olharam para o caso das eleições distritais onde homens e mulheres tiveram votações muito apertadas - lugares em que homens ou mulheres ganharam por pouco. Elas descobriram que, em assembleias estaduais que elegeram mais mulheres, há uma redução significativa na taxa de mortalidade infantil neonatal. Além disso, localidades que elegem mais mulheres têm uma maior proporção de crianças que terminam o ensino fundamental.
    Parte desses efeitos obtidos com a eleição de líderes mulheres vem do fato que elas gastam de forma diferente e focam em políticas públicas que enfatizam saúde e educação. Mas outra coisa que explica a diferença nos resultados é que, na média, mulheres são menos corruptas no poder (quantas mulheres estão condenadas pela operação Lava Jato?). Os economistas David Dollar, Raymond Fisman, e Roberta Gatti usaram um índice de corrupção desenvolvido pelo Banco Mundial para analisar a associação entre representatividade política feminina e corrupção entre países. Eles mostram que, quanto maior a proporção de mulheres no parlamento, menor é o índice de corrupção de um país. Esses resultados são corroborados pelas economistas Fernanda Brollo e Ugo Troiano num estudo que analisa o impacto da eleição de uma prefeita mulher sobre a corrupção municipal no Brasil. Usando dados das auditorias da Controladoria Geral da União, elas mostram que quando há uma eleição apertada entre homens e mulheres, e a mulher ganha por pouco, esse município tem menos incidência de corrupção do que um município similar onde homens ganham por pouco.

FERRAZ, Cláudio. “Por que temos tão poucas mulheres na política e por
que isso importa” (Fragmento). Disponível
em: <https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2018/Por-quetemos-t%C3%A3o-poucas-mulheres-na-pol%C3%ADtica-e-porque-isso-importa>. Acesso em 27/3//2018.

As frases apresentadas após as setas nas assertivas a seguir propõem um reposicionamento das expressões destacadas nos fragmentos originais do texto. Analise-as:
I. “Além disso, localidades que elegem mais mulheres têm uma maior proporção de crianças (...)” → Localidades que elegem mais mulheres têm, além disso, uma maior proporção de crianças (...) II. “(...) outra coisa que explica a diferença nos resultados é que, na média, mulheres são menos corruptas” → outra coisa que explica a diferença nos resultados é que mulheres na média são menos corruptas. III. “Os economistas (...) usaram um índice de corrupção desenvolvido pelo Banco Mundial para analisar a associação entre representatividade política feminina e corrupção entre países. → Os economistas usaram, para analisar a associação entre representatividade política feminina e corrupção entre países, um índice de corrupção desenvolvido pelo Banco Mundial.
As reescritas propostas mantêm a coerência com a frase original em 
Alternativas
Q2191726 Português
    O Brasil é um dos países com mais baixa representatividade feminina. E o impacto disso nas políticas públicas é enorme – e problemático. O assassinato da vereadora Marielle Franco na semana passada sacudiu o Brasil e trouxe à tona discussões acaloradas, não só sobre violência e crime organizado, mas também sobre a (falta de) representatividade feminina na política brasileira.
    (...)
     Mas por que isso importa? (...) A eleição de políticas mulheres não muda só o tipo de gasto público, mas também gera efeitos significativos sobre resultados de saúde e educação. As economistas Sonia Bhalotra e Irma Clots-Figueras estudaram o efeito de eleições para assembleias estaduais na Índia. Elas olharam para o caso das eleições distritais onde homens e mulheres tiveram votações muito apertadas - lugares em que homens ou mulheres ganharam por pouco. Elas descobriram que, em assembleias estaduais que elegeram mais mulheres, há uma redução significativa na taxa de mortalidade infantil neonatal. Além disso, localidades que elegem mais mulheres têm uma maior proporção de crianças que terminam o ensino fundamental.
    Parte desses efeitos obtidos com a eleição de líderes mulheres vem do fato que elas gastam de forma diferente e focam em políticas públicas que enfatizam saúde e educação. Mas outra coisa que explica a diferença nos resultados é que, na média, mulheres são menos corruptas no poder (quantas mulheres estão condenadas pela operação Lava Jato?). Os economistas David Dollar, Raymond Fisman, e Roberta Gatti usaram um índice de corrupção desenvolvido pelo Banco Mundial para analisar a associação entre representatividade política feminina e corrupção entre países. Eles mostram que, quanto maior a proporção de mulheres no parlamento, menor é o índice de corrupção de um país. Esses resultados são corroborados pelas economistas Fernanda Brollo e Ugo Troiano num estudo que analisa o impacto da eleição de uma prefeita mulher sobre a corrupção municipal no Brasil. Usando dados das auditorias da Controladoria Geral da União, elas mostram que quando há uma eleição apertada entre homens e mulheres, e a mulher ganha por pouco, esse município tem menos incidência de corrupção do que um município similar onde homens ganham por pouco.

FERRAZ, Cláudio. “Por que temos tão poucas mulheres na política e por
que isso importa” (Fragmento). Disponível
em: <https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2018/Por-quetemos-t%C3%A3o-poucas-mulheres-na-pol%C3%ADtica-e-porque-isso-importa>. Acesso em 27/3//2018.

No segundo parágrafo, o uso do pronome destacado em “onde homens e mulheres tiveram (...)” mostra-se incompatível com a prescrição gramatical para textos da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. Para atender a essa modalidade, poder-se-ia substituir esse pronome por
Alternativas
Q2191725 Português
    O Brasil é um dos países com mais baixa representatividade feminina. E o impacto disso nas políticas públicas é enorme – e problemático. O assassinato da vereadora Marielle Franco na semana passada sacudiu o Brasil e trouxe à tona discussões acaloradas, não só sobre violência e crime organizado, mas também sobre a (falta de) representatividade feminina na política brasileira.
    (...)
     Mas por que isso importa? (...) A eleição de políticas mulheres não muda só o tipo de gasto público, mas também gera efeitos significativos sobre resultados de saúde e educação. As economistas Sonia Bhalotra e Irma Clots-Figueras estudaram o efeito de eleições para assembleias estaduais na Índia. Elas olharam para o caso das eleições distritais onde homens e mulheres tiveram votações muito apertadas - lugares em que homens ou mulheres ganharam por pouco. Elas descobriram que, em assembleias estaduais que elegeram mais mulheres, há uma redução significativa na taxa de mortalidade infantil neonatal. Além disso, localidades que elegem mais mulheres têm uma maior proporção de crianças que terminam o ensino fundamental.
    Parte desses efeitos obtidos com a eleição de líderes mulheres vem do fato que elas gastam de forma diferente e focam em políticas públicas que enfatizam saúde e educação. Mas outra coisa que explica a diferença nos resultados é que, na média, mulheres são menos corruptas no poder (quantas mulheres estão condenadas pela operação Lava Jato?). Os economistas David Dollar, Raymond Fisman, e Roberta Gatti usaram um índice de corrupção desenvolvido pelo Banco Mundial para analisar a associação entre representatividade política feminina e corrupção entre países. Eles mostram que, quanto maior a proporção de mulheres no parlamento, menor é o índice de corrupção de um país. Esses resultados são corroborados pelas economistas Fernanda Brollo e Ugo Troiano num estudo que analisa o impacto da eleição de uma prefeita mulher sobre a corrupção municipal no Brasil. Usando dados das auditorias da Controladoria Geral da União, elas mostram que quando há uma eleição apertada entre homens e mulheres, e a mulher ganha por pouco, esse município tem menos incidência de corrupção do que um município similar onde homens ganham por pouco.

FERRAZ, Cláudio. “Por que temos tão poucas mulheres na política e por
que isso importa” (Fragmento). Disponível
em: <https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2018/Por-quetemos-t%C3%A3o-poucas-mulheres-na-pol%C3%ADtica-e-porque-isso-importa>. Acesso em 27/3//2018.

Com a transposição do terceiro período do segundo parágrafo do texto (“As economistas [...] na Índia) para a voz passiva analítica, a forma verbal que surge é 
Alternativas
Q2191724 Português
    O Brasil é um dos países com mais baixa representatividade feminina. E o impacto disso nas políticas públicas é enorme – e problemático. O assassinato da vereadora Marielle Franco na semana passada sacudiu o Brasil e trouxe à tona discussões acaloradas, não só sobre violência e crime organizado, mas também sobre a (falta de) representatividade feminina na política brasileira.
    (...)
     Mas por que isso importa? (...) A eleição de políticas mulheres não muda só o tipo de gasto público, mas também gera efeitos significativos sobre resultados de saúde e educação. As economistas Sonia Bhalotra e Irma Clots-Figueras estudaram o efeito de eleições para assembleias estaduais na Índia. Elas olharam para o caso das eleições distritais onde homens e mulheres tiveram votações muito apertadas - lugares em que homens ou mulheres ganharam por pouco. Elas descobriram que, em assembleias estaduais que elegeram mais mulheres, há uma redução significativa na taxa de mortalidade infantil neonatal. Além disso, localidades que elegem mais mulheres têm uma maior proporção de crianças que terminam o ensino fundamental.
    Parte desses efeitos obtidos com a eleição de líderes mulheres vem do fato que elas gastam de forma diferente e focam em políticas públicas que enfatizam saúde e educação. Mas outra coisa que explica a diferença nos resultados é que, na média, mulheres são menos corruptas no poder (quantas mulheres estão condenadas pela operação Lava Jato?). Os economistas David Dollar, Raymond Fisman, e Roberta Gatti usaram um índice de corrupção desenvolvido pelo Banco Mundial para analisar a associação entre representatividade política feminina e corrupção entre países. Eles mostram que, quanto maior a proporção de mulheres no parlamento, menor é o índice de corrupção de um país. Esses resultados são corroborados pelas economistas Fernanda Brollo e Ugo Troiano num estudo que analisa o impacto da eleição de uma prefeita mulher sobre a corrupção municipal no Brasil. Usando dados das auditorias da Controladoria Geral da União, elas mostram que quando há uma eleição apertada entre homens e mulheres, e a mulher ganha por pouco, esse município tem menos incidência de corrupção do que um município similar onde homens ganham por pouco.

FERRAZ, Cláudio. “Por que temos tão poucas mulheres na política e por
que isso importa” (Fragmento). Disponível
em: <https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2018/Por-quetemos-t%C3%A3o-poucas-mulheres-na-pol%C3%ADtica-e-porque-isso-importa>. Acesso em 27/3//2018.

Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita coerente com as ideias do último período do segundo parágrafo, considerando a modalidade escrita padrão da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q2191723 Português
    O Brasil é um dos países com mais baixa representatividade feminina. E o impacto disso nas políticas públicas é enorme – e problemático. O assassinato da vereadora Marielle Franco na semana passada sacudiu o Brasil e trouxe à tona discussões acaloradas, não só sobre violência e crime organizado, mas também sobre a (falta de) representatividade feminina na política brasileira.
    (...)
     Mas por que isso importa? (...) A eleição de políticas mulheres não muda só o tipo de gasto público, mas também gera efeitos significativos sobre resultados de saúde e educação. As economistas Sonia Bhalotra e Irma Clots-Figueras estudaram o efeito de eleições para assembleias estaduais na Índia. Elas olharam para o caso das eleições distritais onde homens e mulheres tiveram votações muito apertadas - lugares em que homens ou mulheres ganharam por pouco. Elas descobriram que, em assembleias estaduais que elegeram mais mulheres, há uma redução significativa na taxa de mortalidade infantil neonatal. Além disso, localidades que elegem mais mulheres têm uma maior proporção de crianças que terminam o ensino fundamental.
    Parte desses efeitos obtidos com a eleição de líderes mulheres vem do fato que elas gastam de forma diferente e focam em políticas públicas que enfatizam saúde e educação. Mas outra coisa que explica a diferença nos resultados é que, na média, mulheres são menos corruptas no poder (quantas mulheres estão condenadas pela operação Lava Jato?). Os economistas David Dollar, Raymond Fisman, e Roberta Gatti usaram um índice de corrupção desenvolvido pelo Banco Mundial para analisar a associação entre representatividade política feminina e corrupção entre países. Eles mostram que, quanto maior a proporção de mulheres no parlamento, menor é o índice de corrupção de um país. Esses resultados são corroborados pelas economistas Fernanda Brollo e Ugo Troiano num estudo que analisa o impacto da eleição de uma prefeita mulher sobre a corrupção municipal no Brasil. Usando dados das auditorias da Controladoria Geral da União, elas mostram que quando há uma eleição apertada entre homens e mulheres, e a mulher ganha por pouco, esse município tem menos incidência de corrupção do que um município similar onde homens ganham por pouco.

FERRAZ, Cláudio. “Por que temos tão poucas mulheres na política e por
que isso importa” (Fragmento). Disponível
em: <https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2018/Por-quetemos-t%C3%A3o-poucas-mulheres-na-pol%C3%ADtica-e-porque-isso-importa>. Acesso em 27/3//2018.

Assinale a alternativa que apresenta uma adequada reescrita das ideias iniciais do primeiro parágrafo, considerando a modalidade escrita padrão da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Respostas
21: E
22: B
23: B
24: D
25: D
26: D
27: B
28: B
29: E
30: D
31: C
32: B
33: A
34: D
35: A
36: D
37: C
38: B
39: A
40: E