Questões de Concurso
Comentadas para trt - 23ª região (mt)
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Fim de semana na fazenda
São fazendas do fim do século XIX, não mais. Seus donos ainda estão lá: já não se balançam, é verdade, nas cadeiras austríacas da varanda nem ouvem a partida desse bando de maritacas que se muda para o morro do outro lado da várzea.
Ou talvez ouçam, quem sabe. Mas estão hirtos dentro de suas molduras, nas paredes da sala. Assim, rígidos, pintados a óleo, eles parecem reprovar nossos uísques e nossas conversas. Mas eis que o amigo Mário Cabral toca um samba no velho piano de cauda, e creio que eles gostam, talvez achem uma interessante novidade musical vinda da capital do Império. Depois Mário ataca uma velha música francesa − “Solitude” − e creio bem que vi, ou senti, a senhora viscondessa suspirar de leve.
Ah, senhora viscondessa! Que solidão irremediável não sentiu dentro de vossas grossas molduras douradas. Olhais para a frente, dura, firme. Lá fora as mangueiras e jabuticabeiras estão floridas, na pompa da manhã. Um beija-flor corta o retângulo da janela no seu voo elétrico e se imobiliza no ar, zunindo. Onde está o senhor visconde?
Ele está em outra parede, também duro, de uniforme e espada. Não olha a esposa. Os dois não se olham. Alguma intriga? Não. Apenas eles estão cansados de estar casados, cansados de estar mortos, cansados de estar pintados, cansados de estar emoldurados e pendurados − e tão cansados e enfadados que há mais de sessenta anos não chupam uma só jabuticaba, sequer uma.
(Adaptado de: BRAGA, Rubem. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 80)
Fim de semana na fazenda
São fazendas do fim do século XIX, não mais. Seus donos ainda estão lá: já não se balançam, é verdade, nas cadeiras austríacas da varanda nem ouvem a partida desse bando de maritacas que se muda para o morro do outro lado da várzea.
Ou talvez ouçam, quem sabe. Mas estão hirtos dentro de suas molduras, nas paredes da sala. Assim, rígidos, pintados a óleo, eles parecem reprovar nossos uísques e nossas conversas. Mas eis que o amigo Mário Cabral toca um samba no velho piano de cauda, e creio que eles gostam, talvez achem uma interessante novidade musical vinda da capital do Império. Depois Mário ataca uma velha música francesa − “Solitude” − e creio bem que vi, ou senti, a senhora viscondessa suspirar de leve.
Ah, senhora viscondessa! Que solidão irremediável não sentiu dentro de vossas grossas molduras douradas. Olhais para a frente, dura, firme. Lá fora as mangueiras e jabuticabeiras estão floridas, na pompa da manhã. Um beija-flor corta o retângulo da janela no seu voo elétrico e se imobiliza no ar, zunindo. Onde está o senhor visconde?
Ele está em outra parede, também duro, de uniforme e espada. Não olha a esposa. Os dois não se olham. Alguma intriga? Não. Apenas eles estão cansados de estar casados, cansados de estar mortos, cansados de estar pintados, cansados de estar emoldurados e pendurados − e tão cansados e enfadados que há mais de sessenta anos não chupam uma só jabuticaba, sequer uma.
(Adaptado de: BRAGA, Rubem. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 80)
Fim de semana na fazenda
São fazendas do fim do século XIX, não mais. Seus donos ainda estão lá: já não se balançam, é verdade, nas cadeiras austríacas da varanda nem ouvem a partida desse bando de maritacas que se muda para o morro do outro lado da várzea.
Ou talvez ouçam, quem sabe. Mas estão hirtos dentro de suas molduras, nas paredes da sala. Assim, rígidos, pintados a óleo, eles parecem reprovar nossos uísques e nossas conversas. Mas eis que o amigo Mário Cabral toca um samba no velho piano de cauda, e creio que eles gostam, talvez achem uma interessante novidade musical vinda da capital do Império. Depois Mário ataca uma velha música francesa − “Solitude” − e creio bem que vi, ou senti, a senhora viscondessa suspirar de leve.
Ah, senhora viscondessa! Que solidão irremediável não sentiu dentro de vossas grossas molduras douradas. Olhais para a frente, dura, firme. Lá fora as mangueiras e jabuticabeiras estão floridas, na pompa da manhã. Um beija-flor corta o retângulo da janela no seu voo elétrico e se imobiliza no ar, zunindo. Onde está o senhor visconde?
Ele está em outra parede, também duro, de uniforme e espada. Não olha a esposa. Os dois não se olham. Alguma intriga? Não. Apenas eles estão cansados de estar casados, cansados de estar mortos, cansados de estar pintados, cansados de estar emoldurados e pendurados − e tão cansados e enfadados que há mais de sessenta anos não chupam uma só jabuticaba, sequer uma.
(Adaptado de: BRAGA, Rubem. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 80)
O conhecimento dos fatores de risco e dos sintomas da doença arterial faz da história do paciente um valioso instrumento de avaliação. Um dos testes subjetivos para avaliar o fluxo nos indivíduos com doença arterial é o teste da hiperemia reativa. O desafio postural é um método de indução de hiperemia reativa, e permite avaliar subjetivamente o fluxo. A elevação acentuada do membro inferior deve produzir empalidecimento após, no mínimo, um minuto de elevação; e o rubor deverá surgir e desaparecer dentro de dois a três minutos após o abaixamento do membro para uma posição pendente. O empalidecimento em menos de sessenta segundos é indicativo de doença arterial.
Um indivíduo que apresenta empalidecimento que requer quase um minuto e o rubor persiste por menos de 30 segundos, possui oclusão
A articulação do ombro (glenoumeral) e o cíngulo do ombro trabalham juntas para realizar as atividades das extremidades superiores.
Considere as colunas A e B, abaixo.
Coluna A
movimento do ombro
I. Abdução
II. Adução
III. Flexão
IV. Extensão
V. Rotação medial
VI. Rotação lateral
Coluna B
movimento do cíngulo do ombro
1. Rotação para baixo
2. Rotação para cima
3. Depressão, rotação para baixo e retração (adução)
4. Elevação, rotação para cima e protração (abdução)
5. Abdução (protração)
6. Retração (adução)
A ação recíproca entre os movimentos da articulação do
ombro (Coluna A) e os movimentos do cíngulo do ombro
(Coluna B), está corretamente relacionada em
Com o envelhecimento, ocorrem alterações morfológicas ou estruturais no músculo cardíaco, no endocárdio, no sistema de condução e nas valvas cardíacas. Com base nessa informação, considere as colunas abaixo:
Coluna I
I. Miocárdio
II. Endocárdio
III. Sistema de condução
IV. Valvas
V. Vasculatura
Coluna II
1. Aumento da espessura da parede e acúmulo de lipofuscina.
2. Áreas espessadas compostas de fibras elásticas, colágenas e musculares.
3. Atrofia e fibrose dos ramos do feixe esquerdo.
4. Espessamento e calcificação.
5. Aumento do tamanho dos vasos proximais e aumento da espessura da parede dos vasos distais.
A relação correta entre as colunas I e II está em: