Questões de Concurso Comentadas para trt - 23ª região (mt)

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Q1968245 Português

Fim de semana na fazenda


        São fazendas do fim do século XIX, não mais. Seus donos ainda estão lá: já não se balançam, é verdade, nas cadeiras austríacas da varanda nem ouvem a partida desse bando de maritacas que se muda para o morro do outro lado da várzea.

        Ou talvez ouçam, quem sabe. Mas estão hirtos dentro de suas molduras, nas paredes da sala. Assim, rígidos, pintados a óleo, eles parecem reprovar nossos uísques e nossas conversas. Mas eis que o amigo Mário Cabral toca um samba no velho piano de cauda, e creio que eles gostam, talvez achem uma interessante novidade musical vinda da capital do Império. Depois Mário ataca uma velha música francesa − “Solitude” − e creio bem que vi, ou senti, a senhora viscondessa suspirar de leve.

        Ah, senhora viscondessa! Que solidão irremediável não sentiu dentro de vossas grossas molduras douradas. Olhais para a frente, dura, firme. Lá fora as mangueiras e jabuticabeiras estão floridas, na pompa da manhã. Um beija-flor corta o retângulo da janela no seu voo elétrico e se imobiliza no ar, zunindo. Onde está o senhor visconde?

        Ele está em outra parede, também duro, de uniforme e espada. Não olha a esposa. Os dois não se olham. Alguma intriga? Não. Apenas eles estão cansados de estar casados, cansados de estar mortos, cansados de estar pintados, cansados de estar emoldurados e pendurados − e tão cansados e enfadados que há mais de sessenta anos não chupam uma só jabuticaba, sequer uma.

(Adaptado de: BRAGA, Rubem. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 80)

Considerando-se o contexto, indica-se adequada tradução de sentido de um segmento do texto em:
Alternativas
Q1968244 Português

Fim de semana na fazenda


        São fazendas do fim do século XIX, não mais. Seus donos ainda estão lá: já não se balançam, é verdade, nas cadeiras austríacas da varanda nem ouvem a partida desse bando de maritacas que se muda para o morro do outro lado da várzea.

        Ou talvez ouçam, quem sabe. Mas estão hirtos dentro de suas molduras, nas paredes da sala. Assim, rígidos, pintados a óleo, eles parecem reprovar nossos uísques e nossas conversas. Mas eis que o amigo Mário Cabral toca um samba no velho piano de cauda, e creio que eles gostam, talvez achem uma interessante novidade musical vinda da capital do Império. Depois Mário ataca uma velha música francesa − “Solitude” − e creio bem que vi, ou senti, a senhora viscondessa suspirar de leve.

        Ah, senhora viscondessa! Que solidão irremediável não sentiu dentro de vossas grossas molduras douradas. Olhais para a frente, dura, firme. Lá fora as mangueiras e jabuticabeiras estão floridas, na pompa da manhã. Um beija-flor corta o retângulo da janela no seu voo elétrico e se imobiliza no ar, zunindo. Onde está o senhor visconde?

        Ele está em outra parede, também duro, de uniforme e espada. Não olha a esposa. Os dois não se olham. Alguma intriga? Não. Apenas eles estão cansados de estar casados, cansados de estar mortos, cansados de estar pintados, cansados de estar emoldurados e pendurados − e tão cansados e enfadados que há mais de sessenta anos não chupam uma só jabuticaba, sequer uma.

(Adaptado de: BRAGA, Rubem. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 80)

O cronista considera o expressivo contraste que há entre
Alternativas
Q1968243 Português

Fim de semana na fazenda


        São fazendas do fim do século XIX, não mais. Seus donos ainda estão lá: já não se balançam, é verdade, nas cadeiras austríacas da varanda nem ouvem a partida desse bando de maritacas que se muda para o morro do outro lado da várzea.

        Ou talvez ouçam, quem sabe. Mas estão hirtos dentro de suas molduras, nas paredes da sala. Assim, rígidos, pintados a óleo, eles parecem reprovar nossos uísques e nossas conversas. Mas eis que o amigo Mário Cabral toca um samba no velho piano de cauda, e creio que eles gostam, talvez achem uma interessante novidade musical vinda da capital do Império. Depois Mário ataca uma velha música francesa − “Solitude” − e creio bem que vi, ou senti, a senhora viscondessa suspirar de leve.

        Ah, senhora viscondessa! Que solidão irremediável não sentiu dentro de vossas grossas molduras douradas. Olhais para a frente, dura, firme. Lá fora as mangueiras e jabuticabeiras estão floridas, na pompa da manhã. Um beija-flor corta o retângulo da janela no seu voo elétrico e se imobiliza no ar, zunindo. Onde está o senhor visconde?

        Ele está em outra parede, também duro, de uniforme e espada. Não olha a esposa. Os dois não se olham. Alguma intriga? Não. Apenas eles estão cansados de estar casados, cansados de estar mortos, cansados de estar pintados, cansados de estar emoldurados e pendurados − e tão cansados e enfadados que há mais de sessenta anos não chupam uma só jabuticaba, sequer uma.

(Adaptado de: BRAGA, Rubem. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 80)

Ao relatar seu fim de semana numa fazenda, o cronista alterna descrição da realidade e imaginação fantasiosa, tal como ocorre entre as expressões 
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Q617655 Fisioterapia
Paulo Henrique, 68 anos, após diagnóstico de Acidente Vascular Encefálico − AVE evoluiu com hemiparesia desproporcional à esquerda de predomínio crural, problemas com imitação e realização de tarefas com as duas mãos, apraxia e comprometimento sensorial, principalmente, no membro inferior. Esses sinais e sintomas são característicos de comprometimento da artéria
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Q617654 Fisioterapia
Alfredo, 27 anos, vítima de acidente automobilístico, evolui com quadro de paraplegia completa. Alfredo encontra-se em processo de reabilitação e apresenta nível neurológico “L2”. Os grupos musculares e a capacidade funcional de Alfredo que estão preservados são, respectivamente:
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Q617653 Fisioterapia
Maurício, 25 anos, joga futebol todo final de semana. No último fim de semana apresentou uma distensão muscular nos isquiotibiais, um local comum de lesão tipo distensão muscular. O mecanismo mais comum desse tipo de lesão é carga
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Q617652 Fisioterapia
O planejamento da alta, em um caso de acidente vascular encefálico, inicia-se precocemente durante a reabilitação e envolve de forma íntima o paciente e familiares. Deve-se considerar a hipótese de alta quando os resultados e objetivos razoáveis do tratamento são atingidos. O fisioterapeuta pode supor, na reabilitação subaguda, que o teto funcional foi atingido quando não há sinais de progresso em duas avaliações sucessivas durante período de
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Q617651 Fisioterapia
Mario Augusto, 45 anos, refere dor no quadril direito quando deambula por, aproximadamente, 10 minutos. Durante a avaliação fisioterapêutica, ao ficar em apoio unipodálico direito, apresentou queda da pelve à esquerda. O teste realizado com Mario e o que ele indica são, respectivamente:
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Q617650 Fisioterapia
Os músculos infraespinhal e redondo menor são rotadores laterais do ombro. Durante a palpação da inserção desses músculos, o posicionamento da articulação do ombro do paciente, a partir da posição sentada, que apresenta a menor quantidade de tecido de revestimento permitindo um bom exame de palpação é:
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Q617649 Fisioterapia
Juvenal, 45 anos, após cirurgia na articulação do tornozelo, apresenta aderência entre a pele e as camadas fasciais subjacentes que limitam sua capacidade de deslizamento durante o movimento articular. Nessa fase de sua reabilitação, Juvenal deve ser submetido ao exercício
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Q617648 Fisioterapia
Após exercício vigoroso, o corpo precisa de tempo para se restaurar até voltar ao estado que estava antes do exercício. A recuperação do exercício agudo, em que a capacidade de produção de força do músculo retorna para 90 a 95% da capacidade pré-exercício, geralmente, leva
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Q617647 Fisioterapia
Luiza, 55 anos, com diagnóstico de artrite reumatoide, encontra-se em fase aguda da doença. Nessa fase, é essencial repouso, posicionamento de modo a prevenir deformidades e ainda prevenir atrofia muscular. O tipo de contração indicado nessa fase, visando prevenir a atrofia muscular, é
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Q617646 Fisioterapia
José Carlos, 65 anos, apresenta diagnóstico de Doença de Parkinson. Há dois anos realiza fisioterapia visando diminuir o tônus da musculatura axial, reduzindo assim a rigidez do tronco e possibilitando-o de realizar movimentos mais funcionais. Desse modo, desde que não haja contraindicação, o programa proposto para José Carlos deve conter movimentos de
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Q617645 Fisioterapia
Sérgio Mário, 59 anos, apresenta sequela de acidente vascular encefálico e realiza fisioterapia visando sua recuperação funcional. Durante seu processo de reabilitação, o fisioterapeuta avalia a necessidade de um programa de treinamento aeróbico a fim de aumentar a independência de Sérgio Mário nas atividades de vida diária. A intensidade, frequência e duração desse treinamento, respectivamente, devem ser de
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Q617644 Fisioterapia

O conhecimento dos fatores de risco e dos sintomas da doença arterial faz da história do paciente um valioso instrumento de avaliação. Um dos testes subjetivos para avaliar o fluxo nos indivíduos com doença arterial é o teste da hiperemia reativa. O desafio postural é um método de indução de hiperemia reativa, e permite avaliar subjetivamente o fluxo. A elevação acentuada do membro inferior deve produzir empalidecimento após, no mínimo, um minuto de elevação; e o rubor deverá surgir e desaparecer dentro de dois a três minutos após o abaixamento do membro para uma posição pendente. O empalidecimento em menos de sessenta segundos é indicativo de doença arterial.

Um indivíduo que apresenta empalidecimento que requer quase um minuto e o rubor persiste por menos de 30 segundos, possui oclusão

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Q617643 Fisioterapia
O paciente com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica − DPOC entra em círculo vicioso de inatividade e o objetivo da reabilitação pulmonar é reverter essa tendência. No treinamento da respiração, uma das técnicas utilizadas é a Respiração com Lábios Franzidos − RLF. Essa técnica alivia a dispneia porque
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Q617642 Fisioterapia
Os ligamentos colaterais, medial e lateral do joelho se torcem em relação ao outro para proteger o joelho externamente, de
Alternativas
Q617641 Fisioterapia

A articulação do ombro (glenoumeral) e o cíngulo do ombro trabalham juntas para realizar as atividades das extremidades superiores.

Considere as colunas A e B, abaixo.

Coluna A

movimento do ombro

I. Abdução

II. Adução

III. Flexão

IV. Extensão

V. Rotação medial

VI. Rotação lateral

Coluna B

movimento do cíngulo do ombro

1. Rotação para baixo

2. Rotação para cima

3. Depressão, rotação para baixo e retração (adução)

4. Elevação, rotação para cima e protração (abdução)

5. Abdução (protração)

6. Retração (adução)

A ação recíproca entre os movimentos da articulação do ombro (Coluna A) e os movimentos do cíngulo do ombro (Coluna B), está corretamente relacionada em

Alternativas
Q617640 Fisioterapia
O disco intervertebral funciona como um amortecedor de choque hidrostático. A porcentagem de carga entre duas vértebras lombares que é suportada, respectivamente, pela articulação intervertebral (intercoporal) e pelas estruturas posteriores (articulações dos processos articulares e lâminas) é, em %, igual a
Alternativas
Q617639 Fisioterapia

Com o envelhecimento, ocorrem alterações morfológicas ou estruturais no músculo cardíaco, no endocárdio, no sistema de condução e nas valvas cardíacas. Com base nessa informação, considere as colunas abaixo:

Coluna I

I. Miocárdio

II. Endocárdio

III. Sistema de condução

IV. Valvas

V. Vasculatura

Coluna II

1. Aumento da espessura da parede e acúmulo de lipofuscina.

2. Áreas espessadas compostas de fibras elásticas, colágenas e musculares.

3. Atrofia e fibrose dos ramos do feixe esquerdo.

4. Espessamento e calcificação.

5. Aumento do tamanho dos vasos proximais e aumento da espessura da parede dos vasos distais.

A relação correta entre as colunas I e II está em:

Alternativas
Respostas
661: C
662: D
663: B
664: B
665: B
666: D
667: A
668: C
669: A
670: B
671: D
672: C
673: C
674: E
675: B
676: C
677: A
678: A
679: D
680: E