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EUA atacam base aérea na Síria em resposta ao uso de arma química; Rússia condena decisão.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta quinta (6 de abril), um ataque militar a uma base aérea na Síria. Segundo Trump, trata-se de uma resposta ao uso de armas químicas pelo governo do Presidente Bashar Al Assad. Um ataque com gás venenoso na terça-feira (4), na cidade síria de Khan Sheikhoun, matou mais de 80 pessoas, a maioria delas civis, crianças e mulheres e deixou mais de 500 feridos.
A atitude de ambas as partes demonstra
Leia a seguinte notícia.
G1 Edição do dia 05/04/2017
05/04/2017 14h46 - Atualizado em 05/04/2017 14h50
Supersafra: embate com a mata nativa e a diminuição do desmatamento
Veja como é o embate entre agricultura e pecuária com a mata nativa.
O crescimento da agricultura teve muitas polêmicas. O uso de agrotóxicos mais do que dobrou em uma década. De um lado, a agricultura e a pecuária, do outro, uma área mais escura, a mata nativa, uma vizinhança cheia de conflitos. Conforme a fronteira agrícola avançou, a floresta perdeu terreno. O Brasil quer aumentar a produção de alimentos, mas será possível fazer isso sem que lugares nativos desapareçam da paisagem?
O presidente da Embrapa diz que o Brasil pode dobrar a sua produção de alimentos, investindo apenas em tecnologia e conhecimento. É um desafio para o Brasil: produzir mais sem destruir a natureza. Como? Uma ajuda do céu.
Uma ajuda do céu, refere-se à(s)(ao)
Leia a afirmativa a seguir: Na natureza, um ecossistema que está a quilômetros de distância e pode ser fundamental para garantir a produção de água em outro: o CERRADO. Possui alta concentração de nascentes de rios e reservas subterrâneas. Na prática, realiza um importante “serviço ambiental” ao funcionar como uma gigantesca caixa d´água, uma complexa teia que irriga as grandes bacias hidrográficas da América do Sul. O volume de água está relacionado à distribuição das chuvas.
I. O Cerrado é vegetação adaptada a períodos secos e a chuva é sazonal, concentrando-se apenas em uma determinada época do ano.
II. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana.
III. Nos meados dos anos de 1950 a 1990, o Cerrado estava intacto, totalmente preservado no centro-oeste.
IV. Durante a segunda metade do século 20, a construção da Cidade de Brasília preservou o Cerrado.
V. Em média, dez pequenos rios do Cerrado desaparecem a cada ano, deixando de alimentar outros afluentes.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Em relação aos meios de se chegar a Aquiraz por rodovias, analise as afirmativas a seguir.
I. CE-040 Fortaleza – Aquiraz (fora do centro da cidade).
II. BR-222 Fortaleza – Aquiraz (fora do centro da cidade).
III. BR-116 Fortaleza – Aquiraz (fora do centro da cidade).
IV. CE-025 Fortaleza – Porto das dunas.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Em relação aos limites do Município de Aquiraz, relacione a coluna B pela coluna A.
COLUNA A
I. Sul.
II. Oeste.
III. Norte.
IV. Leste.
COLUNA B
( ) Eusébio, Itaitinga e Horizonte.
( ) Oceano Atlântico.
( ) Oceano Atlântico, Fortaleza e Eusébio.
( ) Horizonte, Cascavel e Pindoretama.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
“A Secretária de Saúde anuncia, com muita alegria, essa conquista que, segundo ela, deixará a população mais tranquila, tendo em vista que ela não precisará se deslocar a outros municípios a partir de um determinado horário para realizar o procedimento como acontecia anteriormente. A Secretária pontua as melhorias que já conseguiu realizar como a instalação de uma central de O2 instalada na sala de paradas, coisa que antes não existia. Relata que todas as medidas para as melhorias do prédio já estão sendo providenciadas. “Só precisamos de um pouco mais de tempo."
http://www.aquiraz.ce.gov.br/noticias.php
O texto acima reporta-se ao(à)(às)
Numere a coluna B pela coluna A observando a correspondência entre o adjunto adverbial e sua circunstância.
COLUNA A
I. De limitação.
II. De matéria.
III. De efeito.
IV. De favor.
V. De modo.
COLUNA B
( ) Isso lhe redundou em prejuízos.
( ) Estava à toa na vida.
( ) Em esperteza, você não perde de ninguém.
( ) Vinho se faz com uva.
( ) Lutar pela liberdade.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA
Analise os termos destacados nas frases.
I. Tenho saudades de Teresa.
II. Edite desconfia de tudo.
III. Comprei todos os melões do supermercado.
Marque a opção CORRETA.
ANÚNCIOS SUTIS COMO ELEFANTES
Não tenho boa memória para publicidade. E seria muito neurótico de minha parte ficar na frente da TV anotando o texto exato do anúncio só para comentar depois. Não sei se era de um banco de um provedor de internet ou de companhia telefônica.
Só sei que aparecia um tipo em trajes de banho, numa espreguiçadeira, curtindo sua piscininha. Ao lado, a namorada de maiô. O locutor começa: “Que tal se você mudasse de namorada... arranjasse uma mais simpática, mais bonita, mais interessante... etc.” E, num truque de computador, surge uma loiraça de biquíni contorcendo-se na frente do rapaz. Irresistível. Espetacular. O carinha se interessa.
“Ah, não”, brinca o locutor. Você não vai abandonar a sua namorada, não é? Puf, a loira some e o rapaz volta à situação de início. Que decepção. “Mas você pode”, festeja o locutor, “mudar de banco ou de seguradora! E a nossa empresa é tão espetacular quanto a loira desaparecida.
Fico chocado. Não quero ser moralista demais. O escandaloso do anúncio não é que se faça o elogio do adultério. O que faz de pior é tratar a situação “normal” do personagem – muito feliz ali com a namorada, que nada tinha feito de errado – como sinal de perda, de fracasso, de burrice.
É como se o anúncio dissesse: meu poder é tão grande, as tentações que manipulo são tão poderosas, que eu sei e você sabe que o certo é largar tudo e ir correndo atrás delas.
O seu desinteresse pelos meus serviços – sua fidelidade, seu amor pela namorada – são pura hipocrisia. Muito bem, estou dando uma chance a você de provar para mim que não é otário nem hipócrita: afogue sua namorada na piscina, delete-a da memória e assine aqui este contrato. A pessoa que está do seu lado, sabemos, é apenas uma fornecedora de serviços não muito satisfatória se comparada à loiraça que, agora, você teme perder.
A brutalidade desse anúncio de alguma forma se autodenuncia. Quanto mais vejo TV, mais dificuldade tenho em dissociar publicidade de prostituição. Mas o cliente poderia ao menos ter a ilusão de que gostam mesmo dele. Já estão me tirando isso. Penso em outro anúncio.
O pai aparece dirigindo um carro com a filha adolescente no banco de trás. Ela vai logo dizendo: “Pode parar, fico aqui mesmo, não precisa me levar até a porta”. A situação se repete com outro adolescente. Claro, pensamos, filhos dessa idade têm vergonha de serem vistos junto com os pais.
Mas não era isso. Um terceiro menino, de uns 11 anos, faz questão do contrário. Quer que o pai o deixe bem na porta do cinema, onde será visto pelos amigos. A câmera se afasta, e vemos a razão. É que o pai do menino tem um carro da marca X... e o garoto quer exibi-lo diante dos coleguinhas.
Conclusão do amável locutor (será o mesmo?): não é que seus filhos tenham vergonha de você. Eles têm vergonha é do seu carro.
Mas como o locutor sabe qual é o meu carro? A minha namorada, tudo bem, ele e eu já concordamos que é fraquinha, devendo ser dispensada sem aviso prévio. Mas o meu carro?
A conclusão do anúncio, claro, é diversa daquela apresentada. Quando eu comprar o carro indicado, poderei levar meus filhos até a porta do cinema ou da festinha. Não é que meus filhos devam ter orgulho de mim: eles devem ter orgulho é do meu carro.
Que valores, hein? Num ambiente desses, dizer que Bush “defende” os “valores ocidentais” no Iraque – democracia, liberdade, direitos humanos – não soa muito convincente. Os verdadeiros valores ocidentais, por aqui, parecem ser outros.
Por falar em Ocidente e em carros, cito um último anúncio, mais sutil. Vale como símbolo, sem dúvida autoconsciente, da comédia da globalização e do colapso das economias nacionais do Terceiro Mundo.
Estamos na Índia ou no Paquistão, tanto faz. Um rapaz “étnico” tem um carrinho da década de 60, todo quadrado, não sei de que marca – alguma fábrica local já extinta.
Pega o carro, bate contra um muro, amassa-o de todos os lados, a até convoca um elefante para sentar-se no capô. (Na Índia, há elefantes por toda parte, e talvez isso atrapalhe muito o trânsito. Por isso mesmo, quero um motor mais potente.) Em todo o caso, o elefante fez um bom serviço. Ajuda a tornar o carro um pouco mais arredondado, do jeito que o indiano queria.
Sim, pois o que nosso mísero nativo desejava era tornar seu carrinho o mais parecido possível com o novo modelo da marca Y, um prodígio do design arredondado. E eis agora o indiano na porta de uma boate, tentando fazer sucesso com a prensagem elefantina do seu velho modelo. Será que foi buscar o filho?
Mas eles continuam tendo filhos lá na Índia?
E continuam fazendo carros? Melhor importar logo um de fora. E também a loiraça.
Marcelo Coelho. Folha de S.Paulo
ANÚNCIOS SUTIS COMO ELEFANTES
Não tenho boa memória para publicidade. E seria muito neurótico de minha parte ficar na frente da TV anotando o texto exato do anúncio só para comentar depois. Não sei se era de um banco de um provedor de internet ou de companhia telefônica.
Só sei que aparecia um tipo em trajes de banho, numa espreguiçadeira, curtindo sua piscininha. Ao lado, a namorada de maiô. O locutor começa: “Que tal se você mudasse de namorada... arranjasse uma mais simpática, mais bonita, mais interessante... etc.” E, num truque de computador, surge uma loiraça de biquíni contorcendo-se na frente do rapaz. Irresistível. Espetacular. O carinha se interessa.
“Ah, não”, brinca o locutor. Você não vai abandonar a sua namorada, não é? Puf, a loira some e o rapaz volta à situação de início. Que decepção. “Mas você pode”, festeja o locutor, “mudar de banco ou de seguradora! E a nossa empresa é tão espetacular quanto a loira desaparecida.
Fico chocado. Não quero ser moralista demais. O escandaloso do anúncio não é que se faça o elogio do adultério. O que faz de pior é tratar a situação “normal” do personagem – muito feliz ali com a namorada, que nada tinha feito de errado – como sinal de perda, de fracasso, de burrice.
É como se o anúncio dissesse: meu poder é tão grande, as tentações que manipulo são tão poderosas, que eu sei e você sabe que o certo é largar tudo e ir correndo atrás delas.
O seu desinteresse pelos meus serviços – sua fidelidade, seu amor pela namorada – são pura hipocrisia. Muito bem, estou dando uma chance a você de provar para mim que não é otário nem hipócrita: afogue sua namorada na piscina, delete-a da memória e assine aqui este contrato. A pessoa que está do seu lado, sabemos, é apenas uma fornecedora de serviços não muito satisfatória se comparada à loiraça que, agora, você teme perder.
A brutalidade desse anúncio de alguma forma se autodenuncia. Quanto mais vejo TV, mais dificuldade tenho em dissociar publicidade de prostituição. Mas o cliente poderia ao menos ter a ilusão de que gostam mesmo dele. Já estão me tirando isso. Penso em outro anúncio.
O pai aparece dirigindo um carro com a filha adolescente no banco de trás. Ela vai logo dizendo: “Pode parar, fico aqui mesmo, não precisa me levar até a porta”. A situação se repete com outro adolescente. Claro, pensamos, filhos dessa idade têm vergonha de serem vistos junto com os pais.
Mas não era isso. Um terceiro menino, de uns 11 anos, faz questão do contrário. Quer que o pai o deixe bem na porta do cinema, onde será visto pelos amigos. A câmera se afasta, e vemos a razão. É que o pai do menino tem um carro da marca X... e o garoto quer exibi-lo diante dos coleguinhas.
Conclusão do amável locutor (será o mesmo?): não é que seus filhos tenham vergonha de você. Eles têm vergonha é do seu carro.
Mas como o locutor sabe qual é o meu carro? A minha namorada, tudo bem, ele e eu já concordamos que é fraquinha, devendo ser dispensada sem aviso prévio. Mas o meu carro?
A conclusão do anúncio, claro, é diversa daquela apresentada. Quando eu comprar o carro indicado, poderei levar meus filhos até a porta do cinema ou da festinha. Não é que meus filhos devam ter orgulho de mim: eles devem ter orgulho é do meu carro.
Que valores, hein? Num ambiente desses, dizer que Bush “defende” os “valores ocidentais” no Iraque – democracia, liberdade, direitos humanos – não soa muito convincente. Os verdadeiros valores ocidentais, por aqui, parecem ser outros.
Por falar em Ocidente e em carros, cito um último anúncio, mais sutil. Vale como símbolo, sem dúvida autoconsciente, da comédia da globalização e do colapso das economias nacionais do Terceiro Mundo.
Estamos na Índia ou no Paquistão, tanto faz. Um rapaz “étnico” tem um carrinho da década de 60, todo quadrado, não sei de que marca – alguma fábrica local já extinta.
Pega o carro, bate contra um muro, amassa-o de todos os lados, a até convoca um elefante para sentar-se no capô. (Na Índia, há elefantes por toda parte, e talvez isso atrapalhe muito o trânsito. Por isso mesmo, quero um motor mais potente.) Em todo o caso, o elefante fez um bom serviço. Ajuda a tornar o carro um pouco mais arredondado, do jeito que o indiano queria.
Sim, pois o que nosso mísero nativo desejava era tornar seu carrinho o mais parecido possível com o novo modelo da marca Y, um prodígio do design arredondado. E eis agora o indiano na porta de uma boate, tentando fazer sucesso com a prensagem elefantina do seu velho modelo. Será que foi buscar o filho?
Mas eles continuam tendo filhos lá na Índia?
E continuam fazendo carros? Melhor importar logo um de fora. E também a loiraça.
Marcelo Coelho. Folha de S.Paulo