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Adaptado de WESTAD, Odd Arne. The global Cold War, p. 137-140.
Os congoleses compõem atualmente a 5ª nacionalidade com mais refugiados no Brasil. Em janeiro de 2022, o assassinato do jovem Moïse Kabagambe, no Rio de Janeiro, reacendeu o debate sobre as guerras civis no Congo e a situação de seus refugiados. Um professor de História partiu deste caso para incentivar um debate que articulasse descolonização da África, Guerra Fria e imigrações no século XXI.
A proposta didática de conectar os processos de descolonização da África, durante a Guerra Fria, e o dilema global dos refugiados no século XXI, permite ao docente de história

Che Guevara (1968), serigrafia de Andy Warhol.
O exercício proposto pelo docente descreve um instrumento de caráter avaliativo classificado como
I. “No outro dia falou pros manos que ia pescar peixões no igarapé Tietê. Maanape avisou: – Não vá, herói, que você topa com a velha Ceiuci mulher do gigante. Te come, heim! – Não tem inferno pra quem já navegou no Cachoeira! que Macunaíma exclamou. E partiu. Nem bem lançou a linha de cima dum mutá que veio vindo a velha Ceiuci pescando de tarrafa. A caapora viu a sombra de Macunaíma refletida n’água jogou depressa a tarrafa e só pescou sombra. O herói nem não achou graça porque estava tremendo de mêdo, vai, pra agradecer falou assim: – Bom-dia, minha vó.”
ANDRADE, Mario de. Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. [1928]. São Paulo: Livraria Martins Fontes, 1979, p. 131-2.
II. Fotografia de regata no rio Tietê, década de 1970.
As afirmativas a seguir, a respeito do uso de diferentes fontes de informação para uma aula de história sobre a relação da cidade de São Paulo com o rio Tietê, estão corretas, à exceção de uma. Assinale-a.
Considerando os aspectos interdisciplinares do projeto, analise as afirmativas a seguir:
I. A leitura dos mapas permitiu compreender o valor dos dados espaciais para a história da formação da cidade, pois a riqueza da rede fluvial do Planalto Paulistano foi um fator decisivo para o estabelecimento e o florescimento da Vila de São Paulo.
II. A comparação da estrutura urbana nos mapas do século XVIII e do terceiro quartel do século XIX evidencia o impacto da malha ferroviária e a ocupação das áreas altas em torno da confluência dos rios Tamanduateí e Anhangabaú.
III. A observação das reformas urbanas da primeira metade do século XX, cartograficamente expressas pela malha rodoviária, permite compreender o impacto da canalização e confinamento dos cursos d’água e de sua relação com as enchentes atuais.
Está correto o que se afirma em
“O Bom Retiro acabaria ficando marcado para toda a cidade de São Paulo devido à sua grande diversidade cultural. E isso só ocorreu devido às ondas de imigrantes que foram chegando e se instalando na região. No fim do século XIX começaram a chegar diversos imigrantes europeus, com destaque para os portugueses e, na sequência, para os italianos. A partir do começo do século XX, muitas famílias israelitas chegam ao bairro, assim como sírios, libaneses, turcos, russos e povos de outras nacionalidades em menor escala. A partir dos anos 1990, o bairro recebe ainda mais imigrantes: os coreanos passam a ocupar os espaços comerciais. Além disso, bolivianos começam a trabalhar por ali, bem como os nordestinos, que também se encontram em grande número”. Adaptado de www.saopauloinfoco.com.br/o-bom-retiro/
As afirmativas a seguir caracterizam corretamente as possibilidades de uso do trecho citado em sala de aula para abordar o tema das imigrações em São Paulo, à exceção de uma. Assinale-a.
Com base na interpretação da autora a respeito das múltiplas facetas do livro didático de história, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) É um suporte de conhecimentos escolares e de métodos de ensino das disciplinas e matérias escolares. ( ) É um produto cultural, uma mercadoria ligada ao mundo editorial, inserido em uma lógica capitalista de mercado. ( ) É um veículo de sistema de valores, ideológicos e culturais, referidos a um determinado contexto histórico-social.
As afirmativas são, respectivamente,

A imagem é utilizada em sala de aula para apresentar o tema da peste negra e da Dança Macabra em uma atividade interdisciplinar sobre pandemias e epidemias ao longo da História.
Assinale a afirmativa que caracteriza corretamente o uso desse documento histórico para compreender o imaginário medieval a respeito da morte.
A respeito das etapas de organização didática necessárias para estruturar a visita e valorizar o potencial educativo do acervo museológico, analise as afirmativas a seguir.
I. Antes da visita, na fase de planejamento, o docente visita antecipadamente o museu, elabora o roteiro de observação para seus alunos e propõe estudos prévios em sala de aula sobre o acervo que será observado no museu.
II. Durante a visita, na fase da observação e coleta de dados, o docente privilegia os objetos que ilustram os conhecimentos prévios e confirmam o conteúdo do livro didático adotado, auxiliando na memorização das informações sobre a pré-história.
III. No retorno para a escola, na fase de avaliação e socialização dos dados coletados na visita, o docente organiza rodas de conversa para que os alunos apresentem aos colegas suas observações e lembranças da visita, aproveitando a oportunidade para sanar eventuais dúvidas.
Está correto o que se afirma em
I. Foto do Mosteiro da Luz (São Paulo, 1862).
II. Foto do Mosteiro da Luz, atual Museu de Arte Sacra (São Paulo, 2016).

III. “Muitas cidades brasileiras podem contar na sua arquitetura ou na organização de seus espaços as histórias que estruturaram a cidade como é hoje, considerando tanto os traçados espontâneos, os movimentos sociais de ocupação e recriação das paisagens, como também as heranças deixadas aqui de projetos de intervenções. Questões históricas e, também, contemporâneas contribuem, assim, para um melhor entendimento da cidade onde vivemos”.
TERRA, Antônia. História das cidades brasileiras. São Paulo: Melhoramentos, 2012, p. 51.
Com base nas fontes, assinale a afirmativa que identifica corretamente um objetivo desse projeto relacionado à construção dos conceitos de tempo e espaço.
Adaptado de PRADO, Maria Ligia. O Brasil e a distante América do Sul. In Revista de História, 145, 2001, p. 131-2.
A respeito das diferentes trajetórias das nações latinoamericanas após suas independências, com base no trecho citado, é correto afirmar que

Negros de carro. Gravura de Jean Baptiste Debret (1834).
A gravura de Debret foi utilizada como atividade disparadora para sequência didática sobre escravidão urbana e racismo estrutural, na concepção de Silvio de Almeida.
A respeito dessa atividade, é possível afirmar que a gravura
Em sala, o docente de História utiliza trechos da música “Tu tu tu tupi”, de Hélio Ziskind, para abrir o debate sobre a presença da cultura dos povos originários na cidade de São Paulo.
Assinale a afirmativa que identifica corretamente um objetivo diretamente relacionado ao tema proposto para o debate.
“20 de julho de 1955. Preparei a refeição matinal. Cada filho prefere uma coisa. Já que não posso dar aos meus filhos uma casa decente para residir, procuro lhe dar uma refeição condigna. Terminaram a refeição. Lavei os utensílios. Depois fui lavar roupas. Eu não tenho homem em casa. É só eu e meus filhos. Mas eu não pretendo relaxar. O meu sonho era andar bem limpinha, usar roupas de alto preço, residir numa casa confortável, mas não é possível. Eu não estou descontente com a profissão que exerço. Já habituei-me andar suja. Já faz oito anos que cato papel. O desgosto que tenho é residir em favela.”
Adaptado de JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2019.
Sobre o uso de testemunhos literários em sala de aula, estão corretas as afirmativas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
Analise as afirmativas a seguir sobre os propósitos pertinentes ao ensino e aprendizagem de Arte no Ensino Médio.
I. Apropriação do patrimônio artístico de diferentes tempos e lugares, compreendendo sua diversidade e legitimidade nos processos de disputa simbólica.
II. Construção de conhecimentos e desenvolvimento de senso crítico e estético, aguçando a dimensão imaginativa, poética e criativa.
III. Desenvolvimento da capacidade de fruir e apreciar de maneira sensível as diversas manifestações culturais e artísticas, locais e globais
Está correto o que afirma em
Adaptado de Currículo da cidade: Ensino Médio: Área de conhecimento: Linguagens e suas tecnologias– São Paulo: SME / COPED, 2021. São Paulo (SP), p.54.
O trecho caracteriza uma dimensão do conhecimento do componente Arte no Ensino Médio denominado de
I. É a propriedade que nos permite distinguir sons fortes e sons fracos; é o grau de volume sonoro que depende da força empregada para produzir as vibrações.
II. É a propriedade do som que nos permite distinguir sons graves, médios e agudos, sendo definida pela velocidade da vibração dos objetos.
As descrições I e II correspondem, respectivamente, a
1. Pantocrator 2. Tetramorfos 3. Mandorla
( ) Representação de ornamento, em forma ovalada, que circunda as figuras de Cristo e da Virgem, indicando sua santidade.
( ) Representação do Cristo triunfante, retratado sentado, com a mão direita em posição de bênção, e os Evangelhos na mão esquerda.
( ) Representação dos seres viventes do Livro de Ezequiel ou dos Evangelistas, como sendo uma única figura, ou como um grupo de figuras associadas a criaturas com asas.
Assinale a opção que apresenta a sequência correta, na ordem apresentada.
No trecho, descreve-se um método associado a Filippo Brunelleschi, conhecido como
I. “Trata-se de povos que não partilham nossa noção de arte. Não têm palavra ou conceito equivalente aos de arte e estética da tradição ocidental. Entretanto, não é porque inexistem o conceito de estética e os valores que o campo das artes agrega na tradição ocidental que outros povos não teriam formulado seus próprios termos e critérios para distinguir e produzir beleza”.
Adaptado de LAGROU, M. “Arte ou artefato. Agência e significado nas artes indígenas”, in Proa - Revista de Antropologia e Arte, 2010, p. 1.
II. “No contexto das culturas indígenas, a estética não pode ser desprendida de um sistema simbólico que funde os campos diferenciados pelo pensamento ocidental moderno, tais como ‘arte’, ‘política’, ‘religião’, ‘direito’ ou ‘ciência’”.
Adaptado de ESCOBAR, T. “Arte indígena: o desafio do universal”, in Escrita da história e(re)construção das memórias: arte e arquivos em debate. São Paulo: Museu de Arte Contemporânea da USP,2016, p. 20.
Para os autores, nas culturas ameríndias,