Questões de Concurso
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A cultura surda se constitui a partir da relação com e entre diversos artefatos que possibilitam aos surdos se reconhecerem como sujeitos pertencentes a uma comunidade que partilha valores, modos de ser, comportamentos e visões de mundo.
Compõem essa cultura os artefatos
“Quando cheguei lá vi intérpretes e eu não entendia muito bem o que eles interpretavam. Eu fiquei olhando o que estava acontecendo lá e comecei a me surpreender, eu não acreditava que tinha surdos que trabalhavam com a LIBRAS e tinham capacidades, entendiam a LIBRAS. Percebi que ela não significava prejuízo, pelo contrário caracterizava a comunicação e havia surdos professores, que estavam palestrando e eu ficava admirado, havia muitos surdos”.
Taiane Santos dos Santos Narrativas surdas: experiências na comunidade e na cultura surda e a constituição de identidades Dissertação de Mestrado em Educação Universidade Federal de Pelotas: Pelotas–RS, 2012
Essa narrativa relata um episódio de espanto de um ouvinte frente à autonomia dos surdos e a importância da língua de sinais em suas vidas, na interação com o outro; em outras palavras, reflete o choque que os ouvintes têm quando percebem que os surdos não possuem as limitações que, tradicionalmente, são atribuídas às pessoas surdas no censo comum e, muito pelo contrário, possuem características e formas próprias de interagir entre si. Mediante isso, pode-se dizer que o excerto retrata, predominantemente, traços de
São profissionais que atuam, nas instituições de ensino superior, em pesquisas voltadas à língua de sinais ou à educação de surdos; ou na tradução e interpretação da LIBRAS:
I linguistas;
II docentes surdos;
III professores bilíngues;
IV tradutores e intérpretes de LIBRAS.
Desses profissionais, os que devem compor a banca examinadora de um Exame de Proficiência em Tradução e Interpretação de LIBRAS – Língua Portuguesa, conforme a Lei n.º 12.319/2010, são
As aulas [...] eram preparadas e apresentadas em língua portuguesa (predominante no ambiente escolar) e essa língua era inacessível às crianças surdas. A LIBRAS era usada então apenas como instrumento para dar acesso ao que a professora ensinava falando e não circulava efetivamente em sala de aula como uma língua, circunscrevendo a intérprete de língua de sinais a um papel secundário.
Cristina B Lacerda Intérprete de Libras: em atuação na educação infantil e no ensino fundamental Porto Alegre: Mediação/FAPESP, 2009
Com base no excerto apresentado, infere-se que a metodologia adotada na instituição previa o ensino de LIBRAS e de língua portuguesa numa perspectiva
Em sala de aula, enquanto o professor conversa com a turma, sua fala está sendo interpretada para o estudante surdo. Em um dado momento, o professor solicita ao intérprete que interrompa seu trabalho, pois dirá algo para a turma que prefere que o surdo não saiba.
Nessa situação, considerando a ética profissional e o respeito à pessoa surda, o intérprete deve

