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Q1174593 Noções de Informática
O SmartArt do MS-Word disponibiliza diversos tipos de diagramas, a fim de ilustrar um processo, ciclo ou relacionamento.
Qual é o tipo de diagrama que representa visualmente o conjunto ordenado de etapas necessárias para concluir uma tarefa?
Alternativas
Q1174592 Noções de Informática

Analise a planilha a seguir, gerada no MS Excel.


Imagem associada para resolução da questão


Na célula B11, foi digitada uma fórmula para calcular a quantidade total da fruta do tipo laranja.


Qual foi a fórmula utilizada?

Alternativas
Q1174591 Noções de Informática
Qual é o protocolo popular de recebimento de e-mails que permite que um cliente de e-mail acesse e manipule um arquivo de e-mail remoto sem baixá-lo no computador local?
Alternativas
Q1174585 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

A bola
Luis Fernando Verissimo

O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
— Como é que liga? – perguntou.
— Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
— Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
— Não precisa manual de instrução.
— O que é que ela faz?
— Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
— O quê?
— Controla, chuta...
— Ah, então é uma bola.
— Claro que é uma bola.
— Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
— Você pensou que fosse o quê?
— Nada, não.
O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de bip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
— Filho, olha.
O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
Disponível em: <https://tinyurl.com/y4q79nko>.
Acesso em: 26 abr. 2019.
Assinale a alternativa em que as palavras a seguir, retiradas desse texto, são acentuadas de acordo com a mesma regra.
Alternativas
Q1174584 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

A bola
Luis Fernando Verissimo

O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
— Como é que liga? – perguntou.
— Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
— Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
— Não precisa manual de instrução.
— O que é que ela faz?
— Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
— O quê?
— Controla, chuta...
— Ah, então é uma bola.
— Claro que é uma bola.
— Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
— Você pensou que fosse o quê?
— Nada, não.
O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de bip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
— Filho, olha.
O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
Disponível em: <https://tinyurl.com/y4q79nko>.
Acesso em: 26 abr. 2019.
A respeito do gênero e tipologia desse texto, analise as afirmativas a seguir e a relação proposta entre elas, caso exista.
I. O texto foca-se em temas da atualidade, que são trabalhados a partir do olhar do autor para eventos cotidianos, dos quais é extraída a história a ser narrada.

Portanto
II. trata-se de uma novela.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1174583 Português
Leia o trecho a seguir.
“Eu conheci esse pedaço de Belo Horizonte, nele padeci, esperei, amei, tive dores de corno augustas, discuti e neguei. Conhecia todo mundo. Cada pedra das calçadas, cada tijolo das sarjetas, seus bueiros, os postes, as árvores. Distinguia seus odores e as cores de todas as horas. Ali vivi de meus dezessete aos meus vinte quatro anos. Vinte anos nos anos vinte. Vinte. Sete anos que valeram pelos que tinha vivido antes e que viveria depois. Hoje, aqueles sete anos, eles só existem na minha lembrança. Mas existem como sete ferretes e doendo sete vezes sete quarenta e nove vezes sete quarenta e três ferros pungindo em brasa”.
NAVA, Pedro. Beira Mar. São Paulo: Cia das Letras, 1976. p. 354.
No trecho destacado no texto anterior, o autor Pedro Nava utiliza uma figura de linguagem como recurso estético em sua narrativa. Trata-se de
Alternativas
Q1174582 Português

Leia o texto a seguir.


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <https://tinyurl.com/y3pyyt4z>. Acesso em 25 abr. 2019.



Sobre os elementos que compõem o sentido dessa charge, analise as afirmativas a seguir.


I. A partir da análise dos elementos presentes na charge, é possível perceber uma crítica favorável à redução da maioridade penal.

II. A charge critica a cultura armamentista brasileira, presente, por exemplo, em clubes de tiro como o representado nesse texto.

III. Analisando os elementos verbais e não verbais da charge, é possível depreender duas possibilidades de sentido para a frase “reduz pra 16!”.


Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Q1174581 Português

Leia a tirinha a seguir.


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <https://tinyurl.com/yy8j9nwl>. Acesso em: 25 abr. 2019.



A respeito do uso da crase nesse texto, é incorreto afirmar:


Alternativas
Q1174579 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Algoritmos podem enviesar internet, alertam especialistas

Era para ser uma noite diferente. O rapaz chegou em casa, pegou um pedaço de pizza e correu para a frente da TV para assistir a uma comédia no seu serviço de streaming favorito. Mas, poucos minutos depois, lá estava ele assistindo a outro filme de ação, como em todas as noites anteriores. Seria só uma coincidência? Na verdade, é mais um triunfo de uma sequência de linhas de código, repleta de complexos cálculos matemáticos, que é chamada de algoritmo. Eles viraram o núcleo dos serviços digitais na última década.

Embora a vida tenha ficado mais fácil desde que eles apareceram – basta lembrar de como era pesquisar sobre qualquer assunto sem o Google –, há indícios de que esses softwares não sejam tão neutros e inofensivos quanto parecem.

“Os algoritmos têm um grande papel nas escolhas das pessoas hoje em dia”, diz o professor de Ciências da Computação da Universidade de Washington, Pedro Domingos. “Eles determinam o que vemos no Google, escolhem três quartos dos filmes assistidos no Netflix e sugerem um terço de tudo o que é comprado na Amazon.”

Isso não seria um grande problema, se todo mundo soubesse como os algoritmos funcionam e que, dependendo de quem o desenvolveu, eles podem apresentar resultados enviesados. Contudo, hoje eles são como segredos industriais. “Os algoritmos são feitos para beneficiar quem está por trás deles”, alertou, em entrevista ao Estado, a matemática norte-americana Cathy O’Neil, autora do livro Weapons of Math Destruction (Armas de Destruição Matemática, em tradução livre). “Eles têm sido usados para separar vencedores de perdedores na internet.”

Viés

Nos Estados Unidos, os exemplos de algoritmos “viciados” se acumulam. Em 2016, a agência de notícias Bloomberg revelou que a Amazon não entregava produtos no mesmo dia em bairros predominantemente negros. A empresa negou que seu algoritmo levasse em conta a raça dos clientes.

Outro caso envolve o uso da tecnologia por juízes norte-americanos para determinar penas. Uma investigação da organização sem fins lucrativos ProPublica mostrou que negros tinham o dobro de chances de receberem uma pena mais longa que brancos. Há também casos de sites de emprego que não mostram vagas com altos salários para mulheres e de financeiras que cobram taxas mais altas de quem mora na periferia.

“Os algoritmos aprendem com os dados que são oferecidos a ele”, explica Júlio Monteiro, doutorando em Ciências da Computação na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). “Se quem está por trás é preconceituoso, ele pode manter esse perfil.” 

Para o professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Fábio Malini, o uso intensivo de algoritmos prejudica a sociedade, pois limita o acesso à web. “A regulação algorítmica melhora a democracia? Acredito que não”, defende o pesquisador. “É o acesso pleno a todos os conteúdos da rede que me ajuda a ampliar os pontos de vista.” Essa curadoria automatizada é o que tem provocado o “efeito bolha” nas redes sociais, em que as pessoas só veem conteúdos que reforçam suas crenças.

Solução

Especialistas consultados são unânimes em defender que é preciso criar órgãos independentes para auditar os algoritmos. “Imagino um futuro em que decisões são tomadas por eles”, diz Cathy. “Mas é preciso poder pedir explicações.”

Por enquanto, esse tipo de garantia só está prevista na União Europeia, onde o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) deve entrar em vigor em maio de 2018. A nova lei, que representa a maior mudança na área de privacidade online em 20 anos, prevê que cidadãos possam exigir explicações às empresas por trás dos algoritmos.

Apesar de apresentarem riscos, esses programas são considerados um mal necessário no mundo digital. “Antes, a TV decidia o que veríamos, mas na internet passamos a escolher livremente o que consumir”, diz Edney Souza, professor da ESPM. “A maioria não estava pronta para este salto. O algoritmo está no meio do caminho.” [...]
Disponível em: <encurtador.com.br/tuGH0>.
Acesso em: 23 abr. 2019.
Releia este trecho.
Embora a vida tenha ficado mais fácil desde que eles apareceram – basta lembrar de como era pesquisar sobre qualquer assunto sem o Google –, há indícios de que esses softwares não sejam tão neutros e inofensivos quanto parecem.”

A relação que a conjunção destacada estabelece entre as orações é
Alternativas
Q1174578 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Algoritmos podem enviesar internet, alertam especialistas

Era para ser uma noite diferente. O rapaz chegou em casa, pegou um pedaço de pizza e correu para a frente da TV para assistir a uma comédia no seu serviço de streaming favorito. Mas, poucos minutos depois, lá estava ele assistindo a outro filme de ação, como em todas as noites anteriores. Seria só uma coincidência? Na verdade, é mais um triunfo de uma sequência de linhas de código, repleta de complexos cálculos matemáticos, que é chamada de algoritmo. Eles viraram o núcleo dos serviços digitais na última década.

Embora a vida tenha ficado mais fácil desde que eles apareceram – basta lembrar de como era pesquisar sobre qualquer assunto sem o Google –, há indícios de que esses softwares não sejam tão neutros e inofensivos quanto parecem.

“Os algoritmos têm um grande papel nas escolhas das pessoas hoje em dia”, diz o professor de Ciências da Computação da Universidade de Washington, Pedro Domingos. “Eles determinam o que vemos no Google, escolhem três quartos dos filmes assistidos no Netflix e sugerem um terço de tudo o que é comprado na Amazon.”

Isso não seria um grande problema, se todo mundo soubesse como os algoritmos funcionam e que, dependendo de quem o desenvolveu, eles podem apresentar resultados enviesados. Contudo, hoje eles são como segredos industriais. “Os algoritmos são feitos para beneficiar quem está por trás deles”, alertou, em entrevista ao Estado, a matemática norte-americana Cathy O’Neil, autora do livro Weapons of Math Destruction (Armas de Destruição Matemática, em tradução livre). “Eles têm sido usados para separar vencedores de perdedores na internet.”

Viés

Nos Estados Unidos, os exemplos de algoritmos “viciados” se acumulam. Em 2016, a agência de notícias Bloomberg revelou que a Amazon não entregava produtos no mesmo dia em bairros predominantemente negros. A empresa negou que seu algoritmo levasse em conta a raça dos clientes.

Outro caso envolve o uso da tecnologia por juízes norte-americanos para determinar penas. Uma investigação da organização sem fins lucrativos ProPublica mostrou que negros tinham o dobro de chances de receberem uma pena mais longa que brancos. Há também casos de sites de emprego que não mostram vagas com altos salários para mulheres e de financeiras que cobram taxas mais altas de quem mora na periferia.

“Os algoritmos aprendem com os dados que são oferecidos a ele”, explica Júlio Monteiro, doutorando em Ciências da Computação na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). “Se quem está por trás é preconceituoso, ele pode manter esse perfil.” 

Para o professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Fábio Malini, o uso intensivo de algoritmos prejudica a sociedade, pois limita o acesso à web. “A regulação algorítmica melhora a democracia? Acredito que não”, defende o pesquisador. “É o acesso pleno a todos os conteúdos da rede que me ajuda a ampliar os pontos de vista.” Essa curadoria automatizada é o que tem provocado o “efeito bolha” nas redes sociais, em que as pessoas só veem conteúdos que reforçam suas crenças.

Solução

Especialistas consultados são unânimes em defender que é preciso criar órgãos independentes para auditar os algoritmos. “Imagino um futuro em que decisões são tomadas por eles”, diz Cathy. “Mas é preciso poder pedir explicações.”

Por enquanto, esse tipo de garantia só está prevista na União Europeia, onde o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) deve entrar em vigor em maio de 2018. A nova lei, que representa a maior mudança na área de privacidade online em 20 anos, prevê que cidadãos possam exigir explicações às empresas por trás dos algoritmos.

Apesar de apresentarem riscos, esses programas são considerados um mal necessário no mundo digital. “Antes, a TV decidia o que veríamos, mas na internet passamos a escolher livremente o que consumir”, diz Edney Souza, professor da ESPM. “A maioria não estava pronta para este salto. O algoritmo está no meio do caminho.” [...]
Disponível em: <encurtador.com.br/tuGH0>.
Acesso em: 23 abr. 2019.
A respeito das estratégias de convencimento utilizadas pelo autor do texto, é incorreto afirmar:
Alternativas
Q1174577 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Algoritmos podem enviesar internet, alertam especialistas

Era para ser uma noite diferente. O rapaz chegou em casa, pegou um pedaço de pizza e correu para a frente da TV para assistir a uma comédia no seu serviço de streaming favorito. Mas, poucos minutos depois, lá estava ele assistindo a outro filme de ação, como em todas as noites anteriores. Seria só uma coincidência? Na verdade, é mais um triunfo de uma sequência de linhas de código, repleta de complexos cálculos matemáticos, que é chamada de algoritmo. Eles viraram o núcleo dos serviços digitais na última década.

Embora a vida tenha ficado mais fácil desde que eles apareceram – basta lembrar de como era pesquisar sobre qualquer assunto sem o Google –, há indícios de que esses softwares não sejam tão neutros e inofensivos quanto parecem.

“Os algoritmos têm um grande papel nas escolhas das pessoas hoje em dia”, diz o professor de Ciências da Computação da Universidade de Washington, Pedro Domingos. “Eles determinam o que vemos no Google, escolhem três quartos dos filmes assistidos no Netflix e sugerem um terço de tudo o que é comprado na Amazon.”

Isso não seria um grande problema, se todo mundo soubesse como os algoritmos funcionam e que, dependendo de quem o desenvolveu, eles podem apresentar resultados enviesados. Contudo, hoje eles são como segredos industriais. “Os algoritmos são feitos para beneficiar quem está por trás deles”, alertou, em entrevista ao Estado, a matemática norte-americana Cathy O’Neil, autora do livro Weapons of Math Destruction (Armas de Destruição Matemática, em tradução livre). “Eles têm sido usados para separar vencedores de perdedores na internet.”

Viés

Nos Estados Unidos, os exemplos de algoritmos “viciados” se acumulam. Em 2016, a agência de notícias Bloomberg revelou que a Amazon não entregava produtos no mesmo dia em bairros predominantemente negros. A empresa negou que seu algoritmo levasse em conta a raça dos clientes.

Outro caso envolve o uso da tecnologia por juízes norte-americanos para determinar penas. Uma investigação da organização sem fins lucrativos ProPublica mostrou que negros tinham o dobro de chances de receberem uma pena mais longa que brancos. Há também casos de sites de emprego que não mostram vagas com altos salários para mulheres e de financeiras que cobram taxas mais altas de quem mora na periferia.

“Os algoritmos aprendem com os dados que são oferecidos a ele”, explica Júlio Monteiro, doutorando em Ciências da Computação na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). “Se quem está por trás é preconceituoso, ele pode manter esse perfil.” 

Para o professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Fábio Malini, o uso intensivo de algoritmos prejudica a sociedade, pois limita o acesso à web. “A regulação algorítmica melhora a democracia? Acredito que não”, defende o pesquisador. “É o acesso pleno a todos os conteúdos da rede que me ajuda a ampliar os pontos de vista.” Essa curadoria automatizada é o que tem provocado o “efeito bolha” nas redes sociais, em que as pessoas só veem conteúdos que reforçam suas crenças.

Solução

Especialistas consultados são unânimes em defender que é preciso criar órgãos independentes para auditar os algoritmos. “Imagino um futuro em que decisões são tomadas por eles”, diz Cathy. “Mas é preciso poder pedir explicações.”

Por enquanto, esse tipo de garantia só está prevista na União Europeia, onde o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) deve entrar em vigor em maio de 2018. A nova lei, que representa a maior mudança na área de privacidade online em 20 anos, prevê que cidadãos possam exigir explicações às empresas por trás dos algoritmos.

Apesar de apresentarem riscos, esses programas são considerados um mal necessário no mundo digital. “Antes, a TV decidia o que veríamos, mas na internet passamos a escolher livremente o que consumir”, diz Edney Souza, professor da ESPM. “A maioria não estava pronta para este salto. O algoritmo está no meio do caminho.” [...]
Disponível em: <encurtador.com.br/tuGH0>.
Acesso em: 23 abr. 2019.
De acordo com o que o texto expressa, é correto afirmar que os algoritmos
Alternativas
Q1174576 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Algoritmos podem enviesar internet, alertam especialistas

Era para ser uma noite diferente. O rapaz chegou em casa, pegou um pedaço de pizza e correu para a frente da TV para assistir a uma comédia no seu serviço de streaming favorito. Mas, poucos minutos depois, lá estava ele assistindo a outro filme de ação, como em todas as noites anteriores. Seria só uma coincidência? Na verdade, é mais um triunfo de uma sequência de linhas de código, repleta de complexos cálculos matemáticos, que é chamada de algoritmo. Eles viraram o núcleo dos serviços digitais na última década.

Embora a vida tenha ficado mais fácil desde que eles apareceram – basta lembrar de como era pesquisar sobre qualquer assunto sem o Google –, há indícios de que esses softwares não sejam tão neutros e inofensivos quanto parecem.

“Os algoritmos têm um grande papel nas escolhas das pessoas hoje em dia”, diz o professor de Ciências da Computação da Universidade de Washington, Pedro Domingos. “Eles determinam o que vemos no Google, escolhem três quartos dos filmes assistidos no Netflix e sugerem um terço de tudo o que é comprado na Amazon.”

Isso não seria um grande problema, se todo mundo soubesse como os algoritmos funcionam e que, dependendo de quem o desenvolveu, eles podem apresentar resultados enviesados. Contudo, hoje eles são como segredos industriais. “Os algoritmos são feitos para beneficiar quem está por trás deles”, alertou, em entrevista ao Estado, a matemática norte-americana Cathy O’Neil, autora do livro Weapons of Math Destruction (Armas de Destruição Matemática, em tradução livre). “Eles têm sido usados para separar vencedores de perdedores na internet.”

Viés

Nos Estados Unidos, os exemplos de algoritmos “viciados” se acumulam. Em 2016, a agência de notícias Bloomberg revelou que a Amazon não entregava produtos no mesmo dia em bairros predominantemente negros. A empresa negou que seu algoritmo levasse em conta a raça dos clientes.

Outro caso envolve o uso da tecnologia por juízes norte-americanos para determinar penas. Uma investigação da organização sem fins lucrativos ProPublica mostrou que negros tinham o dobro de chances de receberem uma pena mais longa que brancos. Há também casos de sites de emprego que não mostram vagas com altos salários para mulheres e de financeiras que cobram taxas mais altas de quem mora na periferia.

“Os algoritmos aprendem com os dados que são oferecidos a ele”, explica Júlio Monteiro, doutorando em Ciências da Computação na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). “Se quem está por trás é preconceituoso, ele pode manter esse perfil.” 

Para o professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Fábio Malini, o uso intensivo de algoritmos prejudica a sociedade, pois limita o acesso à web. “A regulação algorítmica melhora a democracia? Acredito que não”, defende o pesquisador. “É o acesso pleno a todos os conteúdos da rede que me ajuda a ampliar os pontos de vista.” Essa curadoria automatizada é o que tem provocado o “efeito bolha” nas redes sociais, em que as pessoas só veem conteúdos que reforçam suas crenças.

Solução

Especialistas consultados são unânimes em defender que é preciso criar órgãos independentes para auditar os algoritmos. “Imagino um futuro em que decisões são tomadas por eles”, diz Cathy. “Mas é preciso poder pedir explicações.”

Por enquanto, esse tipo de garantia só está prevista na União Europeia, onde o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) deve entrar em vigor em maio de 2018. A nova lei, que representa a maior mudança na área de privacidade online em 20 anos, prevê que cidadãos possam exigir explicações às empresas por trás dos algoritmos.

Apesar de apresentarem riscos, esses programas são considerados um mal necessário no mundo digital. “Antes, a TV decidia o que veríamos, mas na internet passamos a escolher livremente o que consumir”, diz Edney Souza, professor da ESPM. “A maioria não estava pronta para este salto. O algoritmo está no meio do caminho.” [...]
Disponível em: <encurtador.com.br/tuGH0>.
Acesso em: 23 abr. 2019.
Releia este trecho.
Era para ser uma noite diferente. O rapaz chegou em casa, pegou um pedaço de pizza e correu para a frente da TV para assistir a uma comédia no seu serviço de streaming favorito. Mas, poucos minutos depois, lá estava ele assistindo a outro filme de ação, como em todas as noites anteriores. Seria só uma coincidência? Na verdade, é mais um triunfo de uma sequência de linhas de código, repleta de complexos cálculos matemáticos, que é chamada de algoritmo.”

A respeito dos verbos destacados no trecho anterior, analise as afirmativas a seguir.
I. Os verbos destacados estão, respectivamente, no pretérito imperfeito (era); pretérito perfeito (chegou, pegou, correu) e presente (é), todos na terceira pessoa do singular.
II. A mudança dos verbos do pretérito para verbos no presente indica a transição entre a parte narrativa e a parte descritiva do texto.
III. Em “o rapaz chegou em casa”, observa-se o uso do modo subjuntivo do verbo ‘chegar’, que indica certeza em relação à ação descrita.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q1174115 Arquitetura
Com relação à Lei nº 6.766, de 19 de dezembro de 1979, sobre parcelamento do solo urbano, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1174114 Arquitetura
Com relação à norma NBR 9.050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1174113 Arquitetura

Sobre o registro do título complementar e o exercício das atividades do arquiteto e urbanista com especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.


( ) A habilitação para o exercício das atividades de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho pelos arquitetos e urbanistas dependerá de registro profissional ativo e do registro do título complementar de “Engenheiro(a) de Segurança do Trabalho (Especialização)” em um dos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal (CAU/UF).


( ) São atividades dos arquitetos e urbanistas no exercício da especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho: realização de vistorias, avaliações, perícias e arbitramentos, emissão de pareceres e laudos técnicos e indicação de medidas de controle sobre grau de exposição a agentes agressivos de riscos físicos, químicos e biológicos.


( ) São atividades dos arquitetos e urbanistas no exercício da especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho: projeto de sistemas de proteção contra incêndio, coordenação de atividades de combate a incêndio e de salvamento e elaboração de planos para emergência e catástrofes.


( ) O arquiteto e urbanista, que já possui o título complementar de “Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho” registrado no CAU e a Carteira de Identificação Profissional emitida, poderá solicitar a troca da sua carteira no CAU/UF pertinente para que a nova carteira contemple a nova nomenclatura de título complementar “Engenheiro(a) de Segurança do Trabalho (Especialização)”, por meio do requerimento de segunda via de carteira, nos termos da norma específica do CAU/BR sobre carteiras.


Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q1174112 Arquitetura
Com relação às alterações do registro de profissionais nos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos estados e do Distrito Federal (CAU/UF), assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1174111 Arquitetura

Analise os seguintes documentos.


I. Histórico escolar, com indicação da carga horária das disciplinas cursadas.


II. Documento comprobatório do conteúdo programático das disciplinas cursadas.


III. Comprovante de inscrição no cadastro de pessoas físicas (CPF) do Ministério da Fazenda.


IV. Diploma de graduação em Arquitetura e Urbanismo, obtido em instituição de ensino superior oficialmente reconhecida no país onde está localizada.


São documentos necessários ao portador de diploma de graduação em Arquitetura e Urbanismo (obtido em instituição de ensino localizada no exterior e devidamente revalidado por instituição nacional credenciada), que tenha contrato ou proposta de contrato temporário de trabalho no Brasil, para o requerimento de registro temporário no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU)

Alternativas
Q1174110 Arquitetura
Com relação às obrigações do arquiteto e urbanista para com o contratante, presentes no Código de Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1174109 Arquitetura
Com relação aos Direitos Autorais na Arquitetura e Urbanismo e o registro de obras intelectuais no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1174108 Arquitetura

Considerando o registro para habilitação ao exercício profissional de arquitetos e urbanistas, diplomados no Brasil por instituições de ensino superior de Arquitetura e Urbanismo oficialmente reconhecidas pelo poder público, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.


( ) O registro será feito no Conselho de Arquitetura e Urbanismo do estado ou do Distrito Federal (CAU/UF) da jurisdição do domicílio do profissional.


( ) Os profissionais só poderão usar o título de arquiteto e urbanista e exercer as atividades profissionais que lhes competem após se registrarem no CAU/UF sob cuja jurisdição se encontrar o seu domicílio.


( ) O estrangeiro portador de visto permanente no Brasil, cuja cédula de identidade esteja em processamento, deve anexar ao requerimento de registro os arquivos do protocolo expedido pelo Departamento de Polícia Federal e do ato publicado no Diário Oficial da União que autoriza sua permanência no país.


( ) Caso seja necessário confirmar a autenticidade do diploma ou certificado, o CAU/UF solicitará à instituição de ensino superior expedidora do documento a emissão de prova, por meio de atestado digital com certificação do emitente, que deverá ser acompanhada do original do diploma.


Assinale a sequência correta.

Alternativas
Respostas
341: C
342: B
343: A
344: D
345: C
346: C
347: C
348: A
349: D
350: B
351: C
352: B
353: A
354: C
355: D
356: B
357: C
358: A
359: C
360: B