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Q382982 Português
                                                As verdades da razão

            Raciocinar não é algo que aprendemos na solidão, mas algo que inventamos ao nos comunicar e nos confrontar com os semelhantes: toda razão é fundamentalmente conversação. “Conversar” não é o mesmo que ouvir sermões ou atender a vozes de comando. Só se conversa - sobretudo só se discute - entre iguais. Por isso o hábito filosófico de raciocinar nasce na Grécia, junto com as instituições políticas da democracia. Ninguém pode discutir com Assurbanipal ou com Nero, e ninguém pode conversar abertamente em uma sociedade em que existem castas sociais inamovíveis. [...] Afinal de contas, a disposição a filosofar consiste em decidir-se a tratar os outros como se também fossem filósofos: oferecendo-lhes razões, ouvindo as deles e construindo a verdade, sempre em dúvida, a partir do encontro entre umas e outras.
             [...] Oferecemos nossa opinião aos outros para que a debatam e por sua vez a aceitem ou refutem, não simplesmente para que saibam “onde estamos e quem somos”. E é claro que nem todas as opiniões são igualmente válidas: valem mais as que têm melhores argumentos a seu favor e as que melhor resistem à prova de fogo do debate com as objeções que lhe sejam colocadas.
             [...] A razão não está situada como um árbitro semidivino acima de nós para resolver nossas disputas; ela funciona dentro de nós e entre nós. Não só temos que ser capazes de exercer a razão em nossas argumentações como também - e isso é muito importante e, talvez, mais difícil ainda - devemos desenvolver a capacidade de ser convencidos pelas melhores razões, venham de quem vierem. [...] A partir da perspectiva racionalista, a verdade buscada é sempre resultado, não ponto de partida: e essa busca incluía conversação entre iguais, a polêmica, o debate, a controvérsia. Não como afirmação da própria subjetividade, mas como caminho para alcançar uma verdade objetiva através das múltiplas subjetividades.


            (Fernando Savater. “As verdades da razão”. In: As perguntas da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2001.)


Os termos destacados em “Não como afirmação da própria subjetividade, mas como caminho para alcançar uma verdade objetiva através das múltiplas subjetividades.” (3º§) indicam, respectivamente, uma relação de
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Q382981 Português
                                                As verdades da razão

            Raciocinar não é algo que aprendemos na solidão, mas algo que inventamos ao nos comunicar e nos confrontar com os semelhantes: toda razão é fundamentalmente conversação. “Conversar” não é o mesmo que ouvir sermões ou atender a vozes de comando. Só se conversa - sobretudo só se discute - entre iguais. Por isso o hábito filosófico de raciocinar nasce na Grécia, junto com as instituições políticas da democracia. Ninguém pode discutir com Assurbanipal ou com Nero, e ninguém pode conversar abertamente em uma sociedade em que existem castas sociais inamovíveis. [...] Afinal de contas, a disposição a filosofar consiste em decidir-se a tratar os outros como se também fossem filósofos: oferecendo-lhes razões, ouvindo as deles e construindo a verdade, sempre em dúvida, a partir do encontro entre umas e outras.
             [...] Oferecemos nossa opinião aos outros para que a debatam e por sua vez a aceitem ou refutem, não simplesmente para que saibam “onde estamos e quem somos”. E é claro que nem todas as opiniões são igualmente válidas: valem mais as que têm melhores argumentos a seu favor e as que melhor resistem à prova de fogo do debate com as objeções que lhe sejam colocadas.
             [...] A razão não está situada como um árbitro semidivino acima de nós para resolver nossas disputas; ela funciona dentro de nós e entre nós. Não só temos que ser capazes de exercer a razão em nossas argumentações como também - e isso é muito importante e, talvez, mais difícil ainda - devemos desenvolver a capacidade de ser convencidos pelas melhores razões, venham de quem vierem. [...] A partir da perspectiva racionalista, a verdade buscada é sempre resultado, não ponto de partida: e essa busca incluía conversação entre iguais, a polêmica, o debate, a controvérsia. Não como afirmação da própria subjetividade, mas como caminho para alcançar uma verdade objetiva através das múltiplas subjetividades.


            (Fernando Savater. “As verdades da razão”. In: As perguntas da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2001.)


De acordo com os recursos e a estruturação textual utilizados, é correto afirmar que o texto apresentado tem por objetivo principal
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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FDC - 2010 - MAPA - Administrador |
Q278708 Administração Geral
Na gestão financeira de curto prazo, o montante obtido a partir da diferença entre o ativo errático e o passivo errático é denominado:
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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FDC - 2010 - MAPA - Administrador |
Q278705 Gerência de Projetos
A parcela do risco de uma carteira que é possível eliminar- se por intermédio da diversificação é denominada risco:
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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FDC - 2010 - MAPA - Administrador |
Q278704 Economia
A Hipótese de Eficiência de Mercado que considera apenas as informações do passado na formação de preços é denominada:
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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FDC - 2010 - MAPA - Administrador |
Q278702 Administração de Recursos Materiais
Na moderna gestão logística, é fundamental estabelecer critérios e padrões de desempenho para que se possam monitorar os processos e buscar a melhoria da qualidade. Quando o gestor estabelece indicadores de performance relativos às metas para a data de entrega de pedidos de cliente, ele está utilizando a estrutura de:
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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FDC - 2010 - MAPA - Administrador |
Q278701 Administração de Recursos Materiais
Em uma Cadeia de Suprimentos, algumas empresas situadas mais próximas do consumidor final costumam adotar a filosofia Just in Time (JIT). Pode-se dizer que o JIT, em termos de Cadeia de Suprimentos, constitui um sistema:
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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FDC - 2010 - MAPA - Administrador |
Q278700 Administração Financeira e Orçamentária
A critério do ordenador de despesas e sob sua inteira responsabilidade, quando um servidor necessitar de recursos para realizar despesas em viagens a serviço, é possível empregar:
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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FDC - 2010 - MAPA - Administrador |
Q278699 Administração Financeira e Orçamentária
Nos termos do art. 14 do Decreto 93.872/86, a restituição de receitas orçamentárias, descontadas ou recolhidas a maior, e o ressarcimento em espécie a título de incentivo ou benefício fiscal, dedutíveis da arrecadação, qualquer que tenha sido o ano da respectiva cobrança, serão efetuados como:
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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FDC - 2010 - MAPA - Administrador |
Q278698 Administração Financeira e Orçamentária
Os créditos referentes às autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento estão previstos no art. 41 da Lei 4.320. Aqueles créditos destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica são denominados:
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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FDC - 2010 - MAPA - Administrador |
Q278697 Administração Financeira e Orçamentária
O cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários e em termos de realização de obras e prestação de serviços compreende um aspecto do(a):
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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FDC - 2010 - MAPA - Administrador |
Q278694 Administração Financeira e Orçamentária
Princípio orçamentário que preconiza que as receitas e as despesas devem aparecer no orçamento de maneira discriminada, de tal forma que se possa saber, pormenorizadamente, a origem dos recursos e sua aplicação:
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Q278690 Noções de Informática
NÃO é um software livre:
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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FUNDAÇÃO DOM CINTRA - 2010 - MAPA - Economista |
Q278677 Economia
A soma do Produto Interno Líquido com a Depreciação em uma economia constitui o agregado macroeconômico denominado Produto:

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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FUNDAÇÃO DOM CINTRA - 2010 - MAPA - Economista |
Q278676 Economia
A demanda agregada de uma economia aberta é constituída pela soma do consumo das famílias, dos investimentos, dos gastos do governo e:

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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FUNDAÇÃO DOM CINTRA - 2010 - MAPA - Economista |
Q278675 Economia
. Com relação à elasticidade-preço da demanda, quanto maior o grau de utilidade do produto para o consumidor, é possível dizer-se que:

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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FUNDAÇÃO DOM CINTRA - 2010 - MAPA - Economista |
Q278674 Economia
A medida, em unidades monetárias, dos benefícios totais que os consumidores têm ao adquirirem uma determinada quantidade do bem X ao preço de mercado é denominada:

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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FUNDAÇÃO DOM CINTRA - 2010 - MAPA - Economista |
Q278673 Economia
Uma empresa industrial que opera em condições de monopólio maximizará seus lucros no momento em que:

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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FUNDAÇÃO DOM CINTRA - 2010 - MAPA - Economista |
Q278672 Economia
No equilíbrio de longo prazo em concorrência perfeita, no momento em que a receita marginal iguala o custo marginal, a curva de custos marginais intercepta a curva de:

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Ano: 2010 Banca: FDC Órgão: MAPA Prova: FUNDAÇÃO DOM CINTRA - 2010 - MAPA - Economista |
Q278671 Economia
Uma importante medida de contenção da crise fiscal que assolava o estado brasileiro foi aprovada no Congresso Nacional em 1999. A crise fiscal foi agravada pela benevolência da Constituição Federal de 1988 com relação à concessão das aposentadorias. A medida aprovada tratava:

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481: B
482: B
483: D
484: B
485: C
486: B
487: C
488: E
489: A
490: D
491: E
492: B
493: D
494: B
495: E
496: D
497: C
498: D
499: C
500: E