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A equipe precisa considerar que a espiritualidade e a religiosidade são sinônimas, à medida que envolvem, dentro de uma coletividade, a expressão de tradições, rituais, crenças, práticas, normas e celebrações em comum que beneficiam as pessoas (1ª parte). Os pacientes com doença avançada desejam que suas necessidades espirituais sejam levadas em consideração pela equipe, pois desta forma sentem que suas crenças e desejos são respeitados e que podem ajudá-los no enfrentamento da situação (2 ªparte). Eventualmente, o paciente pode solicitar ao profissional para rezar com ele ou participar de algum ritual, sendo que, nesses casos, é indicado que o psicólogo reze com ele (3ª parte).
Quais partes estão CORRETAS?
Pelo fato de a maioria dos pacientes internados apresentar dificuldade de falar, o psicólogo pode criar novas formas de linguagem (1ª parte). É importante mencionar que o objetivo da comunicação nessas situações é menos passar informações e muito mais marcar presença, facilitar a expressão das emoções e diminuir a solidão (2ª parte). Para os pacientes internados na UTI que estão em coma, ainda está mantida alguma forma de comunicação. O psicólogo fala para ele e sobre ele, havendo ainda subjetividade nesses casos (3ª parte).
Quais partes estão CORRETAS?
I. O bebê imaginário é uma representação dos pais, relacionando-se ao narcisismo parental. É construído durante a gestação e diz respeito às projeções dos pais sobre o bebê, incluindo características imaginadas por eles (traços, personalidade, sexo etc.).
II. O bebê fantasmático refere-se à história infantil de cada um dos pais, refletindo suas fantasias inconscientes e a forma como se organizam edipicamente.
III. O bebê real é aquele que confronta os pais com sua alteridade e se apresenta de forma mais efetiva a partir do nascimento.
IV. Para que os pais e o bebê real possam estabelecer uma relação, os pais precisam iniciar um trabalho de luto pelo bebê fantasmático.
I. A equipe espera que o psicólogo seja capaz de esclarecer, desmistificar os possíveis mitos e crenças do paciente e da família acerca da intubação.
II. Os profissionais apontam um diferencial do psicólogo em saber intervir nas demandas emocionais que o processo de intubação exige. Descrevem como um “jeitinho especial” de lidar com essas demandas.
III. A condução do psicólogo na videochamada do paciente consciente com alguém que ele deseja falar possibilita um acolhimento dos sentimentos que permeiam a situação de intubação.
Assinale a alternativa CORRETA:
( ) A primeira conduta diante da solicitação de visita de irmãos é a orientações aos pais, a fim de estimular repertórios de manejos adaptativos à nova configuração familiar que está se constituindo, para que a ação impacte essa família no seu contexto privado.
( ) Comumente, a solicitação de visita do(s) irmão(s) é realizada pela mãe e/ou pai do RN, que amiúde relatam queixas sobre o surgimento de dificuldades relacionadas com rotinas diárias, escola, distúrbios alimentares, de sono, entre outros, a partir da internação do RN.
( ) Intervém-se junto à família, com a mediação da Enfermagem da unidade, que fotografa o RN com máquina fotográfica ou celular trazida pela família (responsabilizando a família pela imagem), para que a foto seja um primeiro recurso de aproximação do irmão em ambiente externo com o RN.
( ) Os irmãos visitantes com idade igual ou superior a 10 anos não participam do protocolo de visita de irmãos ao RN internado em UTI, pois têm a possibilidade de visitação no horário oferecido diariamente aos demais parentes e amigos da família, mediante agendamento prévio realizado pelos pais.
( ) Iniciar o mais precocemente possível o acompanhamento em cuidados paliativos junto a tratamentos modificadores da doença.
( ) Perceber o indivíduo em sua completude, incluindo aspectos psicossociais e espirituais no cuidado.
( ) Promover avaliação, reavaliação e alívio impecável da dor e de sintomas geradores de desconforto.
( ) Oferecer o melhor suporte ao paciente, focando na melhora da qualidade de vida e na cura.
I. A hospitalização, os procedimentos médicos realizados e a própria doença podem surgir, na percepção da criança, como punição, castigo ou algo estreitamente relacionado com culpa.
II. A sensação de estranhamento ao ambiente hospitalar (instalações, equipamentos, rotinas etc.), bem como a sensação de abandono (quando a função de cuidar não é desempenhada por quaisquer das pessoas que cercam a criança cotidianamente) podem contribuir para a emergência de comportamentos desadaptativos da criança no processo de hospitalização.
III. O hospital pode ser visto pela criança como um local de proibições que promove a infantilização, visto que as crianças grandes são colocadas em berços e alimentadas por mamadeiras.
IV. A vivência da doença e do processo de hospitalização repercute na manifestação de reações psicológicas, como regressão, passividade, estereotipia e tentativa de suicídio.
I. focalizar o sofrimento físico e psicológico da criança, a possível perda da identidade, a regressão aos estágios diacrônicos do desenvolvimento e a sensação de abandono e culpa.
II. acolher as reações da criança e de sua família no período de hospitalização.
III. através do brincar, fazer uma avaliação qualitativa dos comportamentos da criança, adaptando a entrevista lúdica ao contexto hospitalar.
IV. pospor o surgimento de quadros de ansiedade decorrentes do início da patologia, da separação da família e da entrada no ambiente hospitalar.
( ) Os familiares de pacientes que morreram em UTI são considerados vulneráveis às sequelas psicológicas, como ansiedade generalizada, depressão, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), psicose e luto complicado.
( ) No caso de mortes esperadas resultantes de doenças graves, há um período prolongado de estresse, intensificando o esgotamento emocional e financeiro da família. Nessa situação, pode ser que a família deseje a morte, suscitando sentimentos ambivalentes de culpa.
( ) O luto antecipatório é um processo que o psicólogo pode incentivar para todos os familiares, pois a antecipação da perda envolve uma gama de respostas emocionais precoces que podem ser dissolvidas e elaboradas.
( ) É preciso considerar também o sofrimento experienciado pela equipe de saúde intensivista, que poderá vivenciar o luto não reconhecido, e refere-se às perdas que não podem ser abertamente apresentadas e socialmente validadas.
Marque, de cima para baixo, a alternativa CORRETA:
I. a espiritualidade emerge como meio de entendimento do processo de doença e enfrentamento da nova realidade e do futuro desconhecido, sendo parte essencial dos cuidados paliativos (Saad et al., 2001).
II. a espiritualidade compõe aquilo que dá sentido à vida, configurando um sentimento pessoal que estimula um interesse pelos outros e por si; uma explicação; um sentido para a vida capaz de fazer suportar sentimentos debilitantes de culpa, raiva e ansiedade (Saad et al., 2001).
III. o cuidado espiritual se associa não somente à melhor qualidade de vida do paciente em doença avançada, como também influencia os cuidados do final de vida (Balboni et al., 2011).
IV. a ausência do cuidado espiritual nos cuidados do final de vida está relacionada a tratamentos médicos mais agressivos e desnecessários, associados a uma maior carga de sintomas e angústia dos pacientes, ao maior número de falecimento entre familiares e aos altos custos médicos, sobretudo entre as minorias e os pacientes de alto enfrentamento religioso (Balboni et al., 2011).
( ) É preciso considerar que a negação é um mecanismo de defesa diante de uma quebra abrupta e grave com a realidade conhecida, para preservar a integridade psíquica, que está ameaçada e em possível sofrimento. Esse mecanismo de defesa é essencial, tendo a dupla função de evitar sentimentos dolorosos, como desesperança, medo, ansiedade e raiva, bem como permitir a organização gradual de mecanismos internos para lidar com a nova realidade de forma mais segura.
( ) A esperança pode ser uma forma de camuflar a realidade e, por vezes, assume a forma de fé religiosa ou da espera por um milagre, expressando desejos, medos e valores religiosos. Para o psicólogo, esse aspecto impede o atendimento, pois o paciente e ou o familiar/acompanhante não conseguem falar sobre o processo de adoecimento.
( ) É preciso considerar que a raiva pode surgir com uma reação a uma situação ameaçadora e invasiva, podendo se manifestar por meio de sentimentos como revolta, inveja, ressentimento e vitimização de uma injustiça, comumente expressa pela pergunta “Por que eu?”. É uma tentativa desorganizada de recuperar o controle e a integridade psíquica prévios ao adoecimento, bem como de resgatar a potência perdida.
( ) No caso de uma pessoa que recebe o diagnóstico de uma doença grave e ameaçadora da vida, é mais do que esperado que ela fique triste, sendo uma resposta absolutamente normal no processo de enfrentamento. Nem sempre essa tristeza pode ser depressão.
Marque, de cima para baixo, a alternativa CORRETA:
Roberto, 55 anos, solteiro, natural de Teresina, foi admitido no hospital com fortes dores, febre e intestino paralisado. Apresentava desconforto respiratório, evoluiu para uma septicemia e precisou de ventilação mecânica. Roberto estava acompanhado por sua mãe, a qual tem uma situação financeira precária. Após os exames, foi constatado que ele tinha um câncer de próstata com metástase, de modo que não resistiu e foi a óbito. O psicólogo realizou um atendimento com o paciente e três atendimentos com a mãe. Segundo Sampaio e Holanda (2012), como o psicólogo pode atuar nesse caso de acordo com a psicoterapia breve de apoio?
I. O psicólogo não conseguirá estabelecer uma aliança terapêutica, pois são poucos atendimentos tanto com o paciente quanto com a mãe.
II. O psicólogo poderá utilizar o reforçamento egóico, no sentido de buscar reserva de energia da mãe para enfrentar o momento do óbito.
III. O psicólogo poderá encontrar, nos casos de mães que vivenciam morte de filhos, sentimento de impotência, culpa e autoacusação corrosiva.
IV. O psicólogo, ao acompanhar uma mãe no processo de morte e morrer de um filho, poderá utilizar a livre expressão verbal e a validação de sentimentos para que a mãe seja acolhida na sua dor emocional.
Assinale a alternativa CORRETA:
I. A morte não é um fato permanente para a criança de três a cinco anos, sendo interprada como algo temporário.
II. A criança de cinco anos que perde a mãe tanto se culpa pelo falecimento dela como se entristece porque ela a abandonou, deixando de atender a seus rogos.
III. Para a criança de cinco anos que perde a mãe, esta se transforma em um ser que a criança ama e adora, mas também odeia com igual intensidade por causa da dura ausência que lhe provoca.
IV. Por volta dos nove ou dez anos, a criança começa a apresentar uma concepção realista sobre a morte, percebida como um processo biológico permanente.
( ) Enlutamento
( ) Enfrentamento
( ) Interação
( ) Reorganização psicossocial
( ) Planejamento
( ) Equilíbrio das demandas conflituosas.
( ) Facilitação para uma morte apropriada
I. Para Almendra et al. (2018), a teoria psicanalítica poderia dar o suporte na escuta das angústias de Luís, pois seria necessário o paciente criar um novo diálogo entre seu corpo queimado e seu psiquismo fragilizado.
II. Segundo Holanda e Sampaio, (2012) a indicação seria incentivar Luís a acionar a parte saudável preservada, bem como seus recursos sociais, enfrentado de maneira adaptativa os efeitos da crise.
III. Para Holanda e Sampaio (2012), os profissionais que atuam com esse tipo de intervenção devem ser ativos e diretos, procurando satisfazer às necessidades imediatas do paciente, utilizando-se de todos os recursos disponíveis.
Assinale a alternativa CORRETA:
I. Cuidado paliativo não é um diagnóstico, não é estático e não é algo que o paciente é ou não é. Trata-se de uma abordagem em saúde com foco no controle de sintomas, alívio e prevenção de sofrimentos multidimensionais.
II. A assistência e utilização dos recursos em UTI de forma otimizada dependem dos CP, pois estes minimizam o desconforto e alinham os valores do paciente à terapia tecnicamente adequada e proporcional.
III. A decisão compartilhada só tem espaço quando não há certeza, do ponto de vista técnico, dos benefícios e prejuízos decorrentes. Nesse caso, cabe a discussão com equipe e paciente/família sobre o objetivo de cuidado e trial de UTI.
Assinale a alternativa CORRETA: