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Q449420 Português
Eu e ele

No vertiginoso mundo dos computadores o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável. Ele produz um texto limpo, e é só o que lhe peço. Desde que literalmente metíamos a mão no barro e depois gravávamos nossos símbolos primitivos com cunhas em tabletes até as laudas arrancadas da máquina de escrever para serem revisadas com esferográfica, não havia processo de escrever que não deixasse vestígio nos dedos. Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro virado. Agora, não. Damos ordens ao computador, que faz o trabalho sujo por nós. Deixamos de ser trabalhadores braçais e viramos gerentes de texto. Ficamos pós-industriais. Com os dedos limpos.

Mas com um custo. Nosso trabalho ficou menos respeitável. O que ganhamos em asseio perdemos em autoridade. A um computador não se olha de cima, como se olhava uma máquina de escrever. Ele nos olha na cara. Tela no olho. A máquina de escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o computador impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está implícito na sua correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está subentendido que você jamais aproveitará metade do que ele sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever podia ter recursos que você também nunca usaria (abandonei a minha sem saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa melhor, no momento.

Eu e o computador jamais seríamos íntimos. Nosso relacionamento é puramente profissional. Mesmo porque, acho que ele não se rebaixaria ao ponto de ser meu amigo. E seu ar de reprovação cresce. Agora mesmo, pedi para ele enviar esta crônica para o jornal e ele perguntou: “Tem certeza?”

(Luís Fernando Veríssimo)

“Eu e o computador jamais seríamos íntimos.”

Assinale a opção que indica a frase que não segue as regras de concordância verbal da norma culta.
Alternativas
Q449419 Português
Eu e ele

No vertiginoso mundo dos computadores o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável. Ele produz um texto limpo, e é só o que lhe peço. Desde que literalmente metíamos a mão no barro e depois gravávamos nossos símbolos primitivos com cunhas em tabletes até as laudas arrancadas da máquina de escrever para serem revisadas com esferográfica, não havia processo de escrever que não deixasse vestígio nos dedos. Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro virado. Agora, não. Damos ordens ao computador, que faz o trabalho sujo por nós. Deixamos de ser trabalhadores braçais e viramos gerentes de texto. Ficamos pós-industriais. Com os dedos limpos.

Mas com um custo. Nosso trabalho ficou menos respeitável. O que ganhamos em asseio perdemos em autoridade. A um computador não se olha de cima, como se olhava uma máquina de escrever. Ele nos olha na cara. Tela no olho. A máquina de escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o computador impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está implícito na sua correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está subentendido que você jamais aproveitará metade do que ele sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever podia ter recursos que você também nunca usaria (abandonei a minha sem saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa melhor, no momento.

Eu e o computador jamais seríamos íntimos. Nosso relacionamento é puramente profissional. Mesmo porque, acho que ele não se rebaixaria ao ponto de ser meu amigo. E seu ar de reprovação cresce. Agora mesmo, pedi para ele enviar esta crônica para o jornal e ele perguntou: “Tem certeza?”

(Luís Fernando Veríssimo)

Ao dizer que “ficamos pós-industriais”, o cronista nos caracteriza por meio da seguinte marca:
Alternativas
Q449418 Português
Eu e ele

No vertiginoso mundo dos computadores o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável. Ele produz um texto limpo, e é só o que lhe peço. Desde que literalmente metíamos a mão no barro e depois gravávamos nossos símbolos primitivos com cunhas em tabletes até as laudas arrancadas da máquina de escrever para serem revisadas com esferográfica, não havia processo de escrever que não deixasse vestígio nos dedos. Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro virado. Agora, não. Damos ordens ao computador, que faz o trabalho sujo por nós. Deixamos de ser trabalhadores braçais e viramos gerentes de texto. Ficamos pós-industriais. Com os dedos limpos.

Mas com um custo. Nosso trabalho ficou menos respeitável. O que ganhamos em asseio perdemos em autoridade. A um computador não se olha de cima, como se olhava uma máquina de escrever. Ele nos olha na cara. Tela no olho. A máquina de escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o computador impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está implícito na sua correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está subentendido que você jamais aproveitará metade do que ele sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever podia ter recursos que você também nunca usaria (abandonei a minha sem saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa melhor, no momento.

Eu e o computador jamais seríamos íntimos. Nosso relacionamento é puramente profissional. Mesmo porque, acho que ele não se rebaixaria ao ponto de ser meu amigo. E seu ar de reprovação cresce. Agora mesmo, pedi para ele enviar esta crônica para o jornal e ele perguntou: “Tem certeza?”

(Luís Fernando Veríssimo)

O computador do cronista “já pode ser definido como uma carroça” em função das seguintes características:
Alternativas
Q449416 Português
Eu e ele

No vertiginoso mundo dos computadores o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável. Ele produz um texto limpo, e é só o que lhe peço. Desde que literalmente metíamos a mão no barro e depois gravávamos nossos símbolos primitivos com cunhas em tabletes até as laudas arrancadas da máquina de escrever para serem revisadas com esferográfica, não havia processo de escrever que não deixasse vestígio nos dedos. Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro virado. Agora, não. Damos ordens ao computador, que faz o trabalho sujo por nós. Deixamos de ser trabalhadores braçais e viramos gerentes de texto. Ficamos pós-industriais. Com os dedos limpos.

Mas com um custo. Nosso trabalho ficou menos respeitável. O que ganhamos em asseio perdemos em autoridade. A um computador não se olha de cima, como se olhava uma máquina de escrever. Ele nos olha na cara. Tela no olho. A máquina de escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o computador impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está implícito na sua correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está subentendido que você jamais aproveitará metade do que ele sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever podia ter recursos que você também nunca usaria (abandonei a minha sem saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa melhor, no momento.

Eu e o computador jamais seríamos íntimos. Nosso relacionamento é puramente profissional. Mesmo porque, acho que ele não se rebaixaria ao ponto de ser meu amigo. E seu ar de reprovação cresce. Agora mesmo, pedi para ele enviar esta crônica para o jornal e ele perguntou: “Tem certeza?”

(Luís Fernando Veríssimo)

“No vertiginoso mundo dos computadores o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser definido como uma carroça.”

Está implícito nessa frase do texto que
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1237902 Serviço Social
Os direitos sociais
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1237797 Serviço Social
O movimento de reconceituação do Serviço Social na América Latina expressa como tendência 
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1237637 Noções de Informática
Com relação aos principais componentes de um PC, analise as seguintes afirmativas:
1. Impressora, webcam, monitor e caixas amplificadas são exemplos de unidades de saída.
2. A memória RAM tem como principal função armazenar dados e programas que estão em uso.
3. Teclado, microfone e scanner são exemplos de unidades de entrada.
Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1236423 Redes de Computadores
A única afirmativa verdadeira em relação à utilização dos dispositivos de rede Hub, Switch, Bridge e Router é:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1232294 Biologia
O fruto de Mimosa bimucronata, espécie conhecida como espinheiro, comum em áreas úmidas com vegetação secundária na Zona da Mata pernambucana, não raro formando povoamentos puros, é chamado de: 
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1230892 Serviço Social
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o adolescente tem direito à profissionalização e à proteção ao trabalho desde que observado o seguinte aspecto:  
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1229924 Serviço Social
A partir de 2001, os programas de transferência de renda no Brasil têm como tendência ou característica qualificadora:  
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1227677 Sistemas Operacionais
Assinale a única alternativa verdadeira. O que o comando abaixo, em negrito e com fundo em cinza, realiza quando digitado no interpretador de comandos cmd.exe do Microsoft Windows XP Professional?
net start telnet
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1227602 Banco de Dados
As técnicas de controle de concorrência implementadas pelos sistemas de gerenciamento de banco de dados têm o propósito de garantir o isolamento das transações que são executadas concorrentemente. Os itens a seguir trazem afirmações relacionadas a estas técnicas. Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1226051 Enfermagem
Cabe ao empregado quanto ao EPI (Equipamentos de Proteção Individual) exceto:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1226032 Banco de Dados
Dentre as vantagens oferecidas pelo uso de um SGBD, está:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1225919 Banco de Dados
A SQL é uma linguagem de banco de dados abrangente, possuindo comandos para definição de dados, consultas e atualizações. Qual das alternativas seguintes contém apenas comandos de definição de dados? 
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1225640 Algoritmos e Estrutura de Dados
Tipos Abstratos de Dados (TAD) correspondem a uma importante técnica de programação que se baseia em tipos estruturados. Em qual dos tipos abaixo os primeiros elementos a serem inseridos são os primeiros a serem removidos?  
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1220198 Segurança e Saúde no Trabalho
Assinale a alternativa correta
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1219949 Química
As características mais importantes para se qualificar quimicamente uma água são: pH, acidez, alcalinidade, cloretos, dureza, sólidos, condutividade elétrica, elementos e compostos químicos especiais e gases dissolvidos. Nesse contexto é correto afirmar 
Alternativas
Ano: 2009 Banca: IPAD Órgão: COMPESA
Q1213873 Biblioteconomia
De acordo com o AACR2, Assinale a alternativa correta sobre DGM – Designação Geral do Material. 
Alternativas
Respostas
1041: D
1042: B
1043: C
1044: A
1045: E
1046: E
1047: D
1048: E
1049: C
1050: D
1051: C
1052: C
1053: B
1054: A
1055: D
1056: D
1057: D
1058: B
1059: A
1060: E