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A preocupação com a pobreza e as condições de vida das populações, nas sociedades industriais emergentes, e os levantamentos estatísticos de tais condições constituem aspectos importantes no surgimento e na consolidação da Sociologia.
As transformações operadas no contexto da Revolução Industrial foram fundamentais para o surgimento da Sociologia.
Augusto Comte é considerado um dos fundadores da Sociologia, ao propor um método positivo para a investigação dos fenômenos sociais.
Não há qualquer fundamento ou critério epistemológico científico da Sociologia em sua origem, dadas as condições de turbulência da época de sua criação.
A chamada Filosofia da História, notadamente aquela que se destacou, como ramo distinto de especulação no século XVIII, contribuiu para os primeiros momentos da Sociologia, sobretudo com a idéia geral de progresso.
A Sociologia, em seu momento inicial, foi, basicamente, um movimento político para levar ao socialismo.
A aproximação da história com as demais ciências humanas conduziu aos estudos de povos de todos os continentes, redimensionando o papel histórico das populações não-européias. Orientou estudos sobre a diversidade de vivências culturais, estimulou a preocupação com as diferentes linguagens. A investigação histórica passou a considerar a importância da utilização de outras fontes documentais e da distinção entre a realidade e a representação da realidade expressa nas gravuras, desenhos, gráficos, mapas, pinturas, esculturas, fotografias, filmes e discursos orais e escritos. Aperfeiçoou, então, métodos para extrair informações de diferentes naturezas dos vários registros humanos já produzidos, reconhecendo que a comunicação entre os homens, além de escrita, é oral, gestual, figurada, musical e rítmica. Muitas reflexões inerentes à pesquisa histórica são significativas para o ensino na escola fundamental. As abordagens teóricas que problematizam a realidade social e identificam a participação de pessoas comuns na construção da história — nas suas resistências, divergência de valores e práticas, reelaboração da cultura — instigam, por exemplo, propostas e métodos de ensino que valorizam os alunos como protagonistas da realidade social e da história e sujeitos ativos no processo de aprendizagem.
Parâmetros Curriculares Nacionais (5.ª a 8.ª séries). Brasília: MEC/SEF, 1998, p. 32-3 (com adaptações).
A partir do texto CE-I e considerando a evolução da ciência histórica, além das atuais propostas para a área educacional, julgue o item.
O termo história é polissêmico, podendo significar a investigação (a pesquisa) em torno de um fato, o fato em si (o acontecimento) e, ainda, o relato (a narrativa) que dele se faz.
É relevante destacar o caráter científico da Sociologia perante os alunos, embora isso não deva ser feito na discussão sobre o tema da educação no país, sob o risco de quebrar a motivação dos estudantes.
Educação, ciência e tecnologia são temas que podem ser apresentados conjuntamente, desde que não se confundam os propósitos e objetivos de cada campo da atividade social, buscando ressaltar a importância de que a ciência produza juízos de valor, distintamente do que ocorre com a política.
No ensino de Sociologia, deve-se considerar essa disciplina como um espaço de discussão livre, embora o seu objetivo principal não seja a produção de juízos de valor sobre os fatos sociais.
A estratificação social consiste na distribuição de indivíduos e grupos de indivíduos dentro de determinada hierarquia.
Uma instituição social consiste em padrões de comportamentos e se expressa, necessariamente, sob forma de organização complexa, com normas e fronteiras relativamente identificáveis, sistemas sofisticados de comunicação e hierarquias de várias ordens.
A noção de consciência coletiva implica uma divisão social do trabalho e pressupõe uma anomia que se apresenta com graus distintos dentro de uma organização produtiva.
A linguagem constitui uma instituição social fundamental.
A classe social não pode ser confundida, sociologicamente, com categorias profissionais.
O conflito social decorre da perda crescente de legitimidade no contexto neoliberal e somente poderá ser atenuado mediante programas sociais que sejam dirigidos às castas mais numerosas.
À luz da teoria das elites, um Estado nacional deve ocupar-se com o estabelecimento da democracia formal e do direito à controvérsia, respaldado por cidadãos egressos de cursos superiores e provenientes das classes sociais privilegiadas.
A noção de solidariedade mecânica liga-se à noção de consciência coletiva, enquanto a noção de solidariedade orgânica está relacionada à crescente interdependência de funções e atividades na divisão social do trabalho.
Legitimação é um conceito surgido da necessidade de compreensão a respeito da corrupção e do Estado do bem-estar.
A mobilidade social pode ocorrer ao longo de um território, mediante grupos populacionais bem definidos, ou em determinada estratificação social, mediante a ascensão ou queda de grupos de indivíduos que ganhem ou percam prestígio, status, renda ou poder.