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A presença significativa de assistentes sociais em empresas ocorreu a partir de 1950, sob a influência dos programas de governança corporativa, que demandavam modificações no relacionamento das companhias e dos envolvidos com suas atividades fins.
A atuação do assistente social em programas de clima ou ambiência organizacional incide em pesquisas que buscam correlacionar as práticas de gestão com o clima organizacional, a partir da percepção dos empregados sobre a organização, as relações e as condições de trabalho.
O processo de reestruturação produtiva em curso rompe com o caráter educativo desenvolvido pelo serviço social nas empresas, voltado para questões que interferem na produtividade e manutenção da força de trabalho.
Permeia o exercício profissional do assistente social, na sua atuação no âmbito da empresa atual, uma nova racionalidade técnica e ideopolítica, que refuncionaliza o tradicional em prol do moderno e conjuga, no campo das atividades profissionais, velhas e novas demandas.
O processo de reestruturação produtiva do capital desencadeado como resposta à crise capitalista internacional dos anos 70 e 80 do século XX suscitou novas formas de comportamento produtivo da força de trabalho nas empresas, como o aculturamento dos empregados.
A passagem da teoria à prática necessita de definições dos fins e da busca dos meios e, portanto, implica uma dimensão ético-política e uma dimensão técnico-operativa.
As ações profissionais contêm necessariamente uma dimensão operativa, podendo ou não constituir-se também de dimensão ética, uma vez que são dissociadas no plano operacional.
A passagem da teoria à prática se dá nos processos de objetivações humanas, uma vez que a essência do trabalho é a articulação entre teleologia e causalidade, cujo resultado é uma causalidade posta.
Os avanços teórico-metodológicos no campo do serviço social indicam que, no âmbito da dimensão técnico-operativa da profissão, em uma perspectiva crítico-dialética, os instrumentos e técnicas são aferidos diretamente em uma teoria.
Com a efetivação das políticas sociais universais implementadas a partir da Constituição Federal de 1988, cessaram as disputas por hegemonia e solidificaram-se demandas profissionais já consolidadas socialmente.
O espaço profissional é condicionado pelo tipo de respostas prático-imediatas às distintas demandas institucionais.
Os espaços sócio-ocupacionais de natureza pública e de natureza privada condicionam de formas diferentes os objetivos das ações profissionais e a própria autonomia profissional.
Há uma tendência, nas últimas décadas, de deslocamento da satisfação de necessidades sociais da área privada para a área pública, com base nos pilares de uma cidadania social, afetando diretamente o espaço ocupacional de várias categorias profissionais, entre as quais a dos assistentes sociais.
A categoria dos assistentes sociais tem envidado esforços coletivos no reforço da esfera pública, tendo como horizonte a construção de uma democracia de base que amplie a democracia representativa.
O início da formação da categoria profissional de serviço social no Brasil se deu com a criação do Centro de Estudos e Ação Social, entidade fundadora e mantenedora da primeira escola de serviço social do Brasil.
O trabalho profissional incidente sobre a tensão entre trabalho e capital deve orientar-se pela ampliação da cidadania na direção da emancipação humana.
A nova lógica de organização da produção afasta as antigas formas de exploração do trabalho, como o salário por peça, para instituir novos processos de trabalho com base na desterritorialização e cooperação.
Uma das consequências da reestruturação produtiva foi o fortalecimento das formas de organização dos trabalhadores e do comprometimento político dos mesmos.
Os trabalhadores informais, temporários ou por conta própria da atualidade integram o que Marx chamou de superpopulação flutuante e estagnada, cuja função econômica é empurrar os salários dos trabalhadores ativos para baixo.
Como proposta de solução à crise de superprodução de produtos padronizados, passou-se a buscar uma produção seletiva, consumida por menos da metade da população mundial, o que, de certa maneira, incentivou a população destituída dos meios de produção e da condição de vendedores da força de trabalho a tornar-se foco das políticas de transferência de renda.