Questões de Concurso
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No modelo socioantropológico, o sujeito surdo é visto como componente de qualquer comunidade linguística que faz uso da língua oral.
O modelo clínico-patológico exerce poder sobre o corpo dos sujeitos surdos na medida em que lhes prende o corpo a regras que devem ser obedecidas: gesticular, usar as mãos para se comunicar por meio da língua de sinais, voltar os olhos atentamente aos lábios das pessoas que estiverem ao seu redor e controlar minuciosamente a voz.
O modelo socioantropológico é reconhecer e garantir o direito dos sujeitos surdos de ter acesso à língua de sinais.
As identidades surdas híbridas, mais presentes em indivíduos surdos que pertencem à comunidade surda, são fortemente marcadas pela política surda.
Na identidade surda flutuante, os sujeitos surdos não têm contato com a comunidade surda e nem dela participam, não compõem associações e nem se envolvem com as lutas políticas, e seguem a representação da identidade ouvinte.
Na identidade surda, os sujeitos surdos são aceitos como surdos, têm conhecimento de que o são, assumem comportamentos de pessoas surdas, usam sempre a língua de sinais e entram facilmente na política com identidade surda.
Na identidade surda de transição, o sujeito surdo tem contato tardio com a comunidade surda. Embora o sujeito surdo use a língua de sinais, ele passa por um conflito cultural.
Na identidade surda embaçada, o surdo é visto como sujeito capacitado e com plenas condições de usar a língua de sinais.
Os sujeitos surdos que moram no campo têm contato com as comunidades surdas e frequentam as associações de surdos.
A comunidade surda é composta exclusivamente de sujeitos surdos que participam, compartilham e lutam pelos mesmos interesses.
A existência de associações de surdos, onde os sujeitos surdos podem se encontrar e trocar ideias e informações diversas, constitui elemento importante na cultura surda.
Sob a perspectiva histórica, o Congresso Internacional de Educadores de Surdos, ocorrido, em 1880, na cidade de Milão, na Itália, resultou no favorecimento do uso da língua de sinais em detrimento da metodologia oralista nas escolas de surdos.
Com o fim de estabelecer sua identidade, por meio da obtenção de informações e conhecimentos, é essencial que os sujeitos surdos criem uma ligação com a comunidade surda por meio da língua de sinais.
Tradutor e intérprete da LIBRAS têm como atribuições efetuar comunicação entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos e surdo-cegos, surdo-cegos e ouvintes, por meio da LIBRAS para a língua oral e vice-versa.
A formação de tradutor e intérprete da LIBRAS cabe a qualquer organização social, desde que o certificado por ela expedido seja convalidado por instituição de ensino superior pública ou particular.
O intérprete deve exercer sua profissão com rigor técnico, protegendo o direito de sigilo das informações recebidas, salvo nos casos em que acredite ser necessário divulgá-las a associações ou aos responsáveis pelo surdo.
A União, diretamente ou por intermédio de instituições credenciadas, deve realizar, anualmente, o exame nacional de proficiência em Tradução e Interpretação da LIBRAS – Língua Portuguesa.
A formação de tradutor e intérprete em nível médio poderá ser realizada por meio de cursos de educação profissional, reconhecidos pelo sistema que os credenciou, de cursos de extensão universitária ou de cursos de formação continuada promovidos pelas instituições de ensino superior e pelas instituições credenciadas por secretarias de educação.
O exame de proficiência em Tradução e Interpretação da LIBRAS – Língua Portuguesa deve ser realizado por banca examinadora de amplo conhecimento dessa função, composta por comunidade surda ou por intérprete vinculado a instituição particular.
Compete ao intérprete educacional realizar mediação linguística do aluno surdo com o aluno ouvinte ou com o professor; ou com os alunos presentes, sejam eles surdos ou ouvintes.