Questões de Concurso
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Quando tudo era meio natural, o homem escolhia da natureza aquelas suas partes ou aspectos considerados fundamentais ao exercício da vida, valorizando, diferentemente, segundo os lugares e as culturas, essas condições naturais que constituíam a base material da existência do grupo. Nesse período, os sistemas técnicos não tinham existência autônoma. Sua simbiose com a natureza resultante era total. Na sequência, o período técnico vê a emergência do espaço mecanizado. Os objetos que formam o meio não são, apenas, objetos culturais; eles são culturais e técnicos, ao mesmo tempo. Quanto ao espaço, o componente material é crescentemente formado do “natural” e do “artificial”. O terceiro período começa praticamente após a segunda guerra mundial e, sua afirmação, incluindo os países do terceiro mundo, vai realmente dar-se nos anos 1970. É a fase que R. Richta distingue das anteriores pela profunda interação da ciência e da técnica, a tal ponto que certos autores preferem falar de tecnociência para realçar a inseparabilidade atual dos dois conceitos e das duas práticas.
SANTOS, M. A Natureza do Espaço. São Paulo: Hucitec, 1996, pp.187-190. Adaptado.
O terceiro período mencionado é especificamente denominado pelo autor de:
No Brasil, a expulsão com que se processa a proletarização do campesinato é a decorrência direta do aprofundamento da divisão local do trabalho. Todavia, é um processo que se dá dentro dos contornos de divisão do trabalho dos movimentos regionalizados de acumulação primitiva, variando no seu formato segundo esse contexto. É assim que no planalto paulista tem um caráter geral de abrangência do colonato, ao passo que no âmbito nordestino tem caráter parcial, atingindo parcela das formas de trabalho egressas da abolição da escravatura e mantendo outra parcela nos termos instituídos, proletarizando e liberando a primeira e contendo e mantendo a segunda dentro das grandes fazendas de lavoura da mata e de gado do sertão.
MOREIRA, R. Formação Espacial Brasileira. Rio de Janeiro: Consequência, 2012, p. 126. Adaptado.
No contexto mencionado, no planalto paulista ocorre o processo de transferência de força de trabalho do campo para a cidade, que provoca a seguinte consequência:
Ao colocar a reflexão da relação do homem com a natureza no plano da fronteira da geografia com a antropologia e a sociologia, Ratzel praticamente inaugura uma tradição de ver o homem em sua relação com a natureza pela mediação do espaço político do Estado. Nisso difere dos demais criadores das geografias setoriais, que elaboraram uma geografia física pura ou uma geografia humana pura. Daí a forte impressão que dá a sua obra de uma grande virada, e, assim, um novo momento paradigmático na história do pensamento geográfico.
MOREIRA, R. Para Onde vai o Pensamento Geográfico? São Paulo: Contexto, 2006, p. 30. Adaptado.
Na geografia de Ratzel, identifica-se uma distinção dentro do pensamento geográfico em grande medida decorrente de sua referência ao:
A fragmentação e a fragilização que atingiram o campo do trabalho e da produção nas últimas décadas podem ser consideradas componentes essenciais para configurar aquilo que a maioria dos autores denomina como processos de desterritorialização. Em relação ao tema da globalização muitos autores o associam, direta ou indiretamente, a processos de desterritorialização. Nesse sentido, podemos identificar a perspectiva sob a qual, numa interpretação um pouco mais restrita, a ênfase é dada a um dos momentos do processo de globalização – ou ao mais típico -, aquele chamado capitalismo pós-fordista ou capitalismo de acumulação flexível, flexibilidade esta que seria responsável pelo enfraquecimento das bases territoriais ou, mais amplamente, espaciais, em especial na lógica locacional das empresas e no âmbito das relações de trabalho (precarização dos vínculos entre trabalhador e empresa, por exemplo).
HAESBAERT, R. O Mito da Desterritorialização. Bertrand Brasil, 2004, p. 173. Adaptado.
No texto, o processo de desterritorialização é abordado especificamente na perspectiva:
No longo e infindável processo de organização do espaço, o Homem estabeleceu um conjunto de práticas através das quais são criadas, mantidas, desfeitas e refeitas as formas e as interações espaciais. São as práticas espaciais, isto é, um conjunto de ações espacialmente localizadas que impactam diretamente sobre o espaço, alterando-o no todo, em parte ou preservando-o em suas formas e interações espaciais. (...) As práticas são ações que contribuem para garantir os diversos projetos. São meios efetivos através dos quais objetiva-se a gestão do território. (...) Há uma prática espacial por meio da qual o Homem decide sobre um determinado lugar segundo este apresente atributos julgados de interesse ou em condições favoráveis, de acordo com os diversos projetos estabelecidos. A fertilidade do solo, um sítio defensivo, a proximidade da matéria-prima, o acesso ao mercado consumidor ou a presença de um porto, de uma força de trabalho não qualificada e sindicalmente pouco ativa, são alguns exemplos de atributos que podem levar a localizações específicas, definindo essa prática espacial.
CORRÊA, R. Espaço, um conceito-chave da Geografia. In. CASTRO, I. et al. (Org.). Geografia: Conceitos e Temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995, p. 36. Adaptado.
A prática espacial acima mencionada é a:
Trata-se de uma geografia que utiliza a teoria marxista como fundamental para a análise científica. Com ela, pretende-se construir uma sociedade mais equitativa, sem pobreza nem sofrimento, trabalhar para a mudança social e criar uma organização, com uma ação efetiva, dentro da geografia acadêmica. Esta geografia analisa principalmente as relações estruturais dos problemas sociais. Uma das noções básicas é a de que o espaço não pode ser percebido independentemente do objeto de estudo. A geografia quantitativa, pelo contrário, considerava o espaço como uma variável explicativa. Teoricamente o maior contributo deve-se a David Harvey, que recusa igualmente o idealismo, o positivismo e a fenomenologia, porque essas teorias ou se centram sobre o indivíduo, não considerando as limitações à liberdade individual por parte das estruturas sociais, ou esquecem o papel das elites na manipulação das estruturas sociais.
FERREIRA, C.; SIMÕES, N. A Evolução do Pensamento Geográfico. Lisboa: Gradiva, 1986, p. 100. Adaptado.
No texto, são apresentadas as características próprias da Geografia:
Considerando a seguinte reação: X2 + 3Y2 ⇆ 2XY3, o valor da constante de equilíbrio Kc (mol-2 .L2 ) da reação é:
I Com a descoberta do elétron, Thomson verificou a existência de partículas menores que o átomo, isto é, existem partículas subatômicas. Para Thomson, o átomo era uma esfera positiva com elétrons negativos incrustados, ou seja, não havia núcleo nem níveis de energia.
II Uma importante contribuição do modelo de Rutherford foi considerar o átomo constituído de uma estrutura altamente compactada de prótons e elétrons.
III Supondo que 1 nêutron apresenta massa 1 kg, a massa de um átomo com 11 prótons, 12 nêutrons e 11 elétrons seria de 34 kg.
IV No modelo atômico atual, os elétrons têm caráter corpuscular e de onda simultaneamente.
As informações corretas são apenas:
Considere os seguintes dados:
Nessas condições, a variação de entalpia padrão para a oxidação do NH3(g) é:
O pronome relativo “que”, sublinhado no fragmento acima, é uma forma coesiva que retoma:
I As unidades Hounsfield podem auxiliar na identificação de um tecido ou substância assim como se o mesmo está normal ou alterado.
II O janelamento permite que o operador aplique uma escala de cinza a uma faixa específica de valores de pixels, o que permite incluir apenas a área de interesse, permitindo uma melhor discriminação de tonalidades de cinza.
III Os tecidos moles hipoatenuados em relação ao normal podem apresentar infiltração gordurosa.
IV As unidades Hounsfield não são específicas, ou seja, um tecido que possua valor compatível com hemorragia não significa que realmente esteja hemorrágico, mas que a sua atenuação seja similar à esperada em uma hemorragia.
Sobre essas assertivas, é correto afirmar que
Sendo assim, é correto afirmar que
Sobre a interpretação da imagem radiográfica, é correto afirmar que
Sobre as indicações e contraindicações do exame contraste positivo gastrointestinal (trânsito gastrointestinal), assinale a opção correta.
Sobre a interpretação das intensidades do sinal na RM, identifique a opção correta.
Sobre as características do padrão intersticial não estruturado (PINE), analise as assertivas que seguem.
I A subexposição radiográfica é um dos diagnósticos diferenciais desse padrão.
II São exemplos do PINE: nódulo não cavitário, calcificação brônquica e tumor pulmonar primário.
III Dilatação significativa e tortuosidade dos vasos pulmonares é um dos achados relacionados a esse padrão.
IV Metástase pulmonar difusa e pneumonite apresentam esse padrão (PINE).
Estão corretas apenas as assertivas:
