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Um paciente de 54 anos, com hipertensão arterial, foi diagnosticado com doença renal crônica. Ele foi fumante durante 30 anos. Queixou-se de cansaço aos mínimos esforços e tinha edema discreto dos membros inferiores. Os resultados dos exames realizados foram: HT 37%, Hb 12,5 g%, ureia 121 mg%, creatinina 3,8 mg%, clearance de creatinina 17 ml/min, sódio 137 mEq/L, potássio 5,7 mEq/L, cloro 100 mEq/L, cálcio 8,8 mg%, fósforo 5,5 mg%, gasometria arterial: pH 7,30, pCO2 35 mmHg, pO2 81 mmHg, HCO3 16 mEq/L, BE -9,5 mEq/L, Sat. O2 92%.
O conjunto de dados do caso leva a concluir que o(a)
Um paciente de 40 anos, com história de alcoolismo há 15 anos, foi admitido com ascite, vômitos, oligúria e emagrecimento. No atendimento, registrou-se: PA 100 x 60 mmHg, FC 94 bpm, sonolento, sem congestão pulmonar. Em seguida, fez endoscopia digestiva, que mostrou varizes de esôfago sem sangramento ativo, além de uma ultrassonografia, que revelou rins de tamanho normal, sem obstrução. Os resultados dos exames complementares solicitados foram: hemoglobina 10,5 g%, leucócitos 3.500/mm3 , plaquetas 97.000/mm3 , uréia 152 mg%, creatinina 3,15 mg%, sódio 120 mEq/L, potássio 5,2 mEq/L; EAS com proteínas +/4+, hemácias 3/campo; proteinúria 300 mg/24 h e sódio urinário 8,5 mEq/L.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual droga está indicada para melhorar a função renal?
Uma paciente de 63 anos, com diabetes Mellitus há 20 anos, evoluiu com hipertensão arterial e desenvolveu doença renal crônica. É acompanhada em um posto de saúde e usa metformina 850 mg (3 comp/dia), insulina NPH (20 UI/dia), sinvastatina (10 mg/dia), enalapril (10 mg/dia) e furosemida (40 mg/dia).
Os resultados de seus últimos exames laboratoriais são: Hb 11,2 g%, glicemia 108 mg%, Hb glicada 6,5%, creatinina 2,85 mg%, LDL colesterol 90 mg%, sódio 138 mEq/L, potássio 4,8 mEq/L e proteinúria 0,45 g/24h.
Considerando a situação clínica acima, qual fármaco NÃO deve ser receitado?
Na avaliação das hiponatremias é importante observar se o estado hiponatrêmico é acompanhado de hiposmolalidade ou se é uma consequência da translocacão de água produzida por um soluto.
Qual substância, em excesso, pode aumentar a osmolalidade, com consequente translocação de água e hiponatremia hipertônica?
Uma paciente de 42 anos foi levada à emergência com quadro de sonolência e desorientação súbita. Não havia familiares e não foi possível qualquer informação prévia de sua saúde.
Exame clínico: sonolenta, desorientada, PA 150 x 90 mmHg, FC 108 bpm, AC com RCR em 2T, pulmões sem alterações, ausência de edemas.
Exames laboratoriais: creatinina 0,6 mg%, sódio 118 mEq/L, potássio 4,1 mEq/L, bicarbonato 25 mEq/L, osmolalidade sérica 241 mOsm/kg, sódio urinário 95 mEq/L e osmolalidade urinária 608 mOsm/kg.
A paciente recebeu hidratação venosa com solução salina 0,9%, 3 litros nas primeiras 24 horas e, na manhã seguinte, piorou. O sódio foi a 108 mEq/L, a despeito da hidratação com a salina.
Com base nessa situação clínica, qual a principal hipótese diagnóstica?
O sistema renina-angiotensina-aldosterona é importante na fisiopatologia das doenças renais e seu adequado entendimento é essencial para minimizar a progressão da doença.
Com relação aos componentes desse sistema sabe-se que
Um menino de 8 anos foi atendido com relato de faringite aguda há 10 dias, apresentando cansaço, edema da face e pernas, urina escura e oligúria. O resultado de seu exame físico foi: PA 160 x 100 mmHg, palidez cutânea +/4+, importante edema facial e de membros inferiores. O laboratório notificou que no sedimento urinário havia hemácias incontáveis, raros cilindros hemáticos, proteínas +/4+, sem leucócitos.
Para a adequada condução clínica dessa doença, deve-se levar em conta que
Um paciente de 45 anos com glomerulonefrite rapidamente progressiva apresenta insuficiência renal aguda e hemorragia pulmonar. Foi internado e realizou vários exames, entre os quais uma biópsia renal, para definição da etiologia. O exame da biópsia revelou crescentes celulares e fibrocelulares em mais de 80% dos glomérulos e a imunofluorescência, depósito linear de IgG nas paredes capilares, difusamente.
Qual doença é compatível com esse quadro clínico?
Paciente de 62 anos, em hemodiálise intermitente há 3 anos devido à doença renal policística do adulto autossômica dominante, queixa-se de dor óssea há pelo menos 6 meses. Evolui com fratura patólogica em úmero esquerdo, que foi corrigida cirurgicamente. Em consulta com nefrologista, apresenta os seguintes exames laboratoriais: PTH = 58 pg/mL; Fosfatase Alcalina = 78U/L (referência: até 100U/L); Cálcio = 10,2 mg/dL; albumina = 4,0 g/dL; fósforo = 4,2 mg/dL; 25 OH vitamina D = 35 ng/mL. Não há histórico de exposição a alumínio.
Qual o diagnóstico mais provável?
Paciente de 58 anos com diagnóstico de Transtorno Bipolar faz uso regular de lítio 900 mg/dia há 2 anos, com bom controle da doença e litemias adequadas. Possui HAS em uso regular de Anlodipina 5 mg/dia e Furosemida 40 mg/dia. Apresentou há 72 horas, após evento festivo com libação alimentar, quadro de diarreia não invasiva e vômitos que cessaram espontaneamente. Entretanto, hoje, devido ao surgimento de náuseas e tremores, procurou serviço de emergência.
Exames laboratoriais revelam Cr = 1,4 mg/dL (anterior 1,0ml/dL); Na = 140 mEq/L; K = 3,8 mEq/L; Bicarbonato = 22 mmol/L; litemia = 2,3 mmol/L (referência 0,8 a 1,2 mmol/L). Quando questionado sobre outras medicações em uso, referiu uso recente de AINE por dor em coluna lombar.
Dentre os fatores de risco para intoxicação por lítio nesse paciente, pode ter-lhe proporcionado efeito protetor o(a)
Paciente de 44 anos, transplantado renal de doador falecido há 8 meses, apresenta nefropatia de base desconhecida. Faz uso regular de esquema tríplice incluindo Micofenolato Mofetil 1,5 g/dia, Prednisona 5 mg/dia e Tacrolimus 6 mg/dia. Em consulta anterior, apresentou PA de consultório elevada, que foi confirmada através de MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial). Recebeu orientações quanto à mudança no estilo de vida e melhorias na dieta. Em consulta de retorno, apesar da boa adesão às medidas propostas mantém PA = 146 x 92 mmHg , assintomático. Exames laboratoriais revelam Cr 1,0 mg/dL; K = 4,6 mEq/L; nível sanguíneo de Tacrolimus adequado. Doppler do enxerto renal mostrou índices de resistência normais.
A hipótese principal nesse momento é de hipertensão secundária ao uso de Tacrolimus. Neste caso, a melhor estratégia terapêutica é
Paciente de 58 anos, do sexo feminino, com DRC em estágio V por nefropatia diabética e hipertensiva iniciou tratamento com Diálise Peritoneal Automatizada há 6 meses, sem intercorrências e com boa adequação ao método. Hoje procurou clínica satélite, referindo dificuldade de drenagem do líquido peritoneal, após cada ciclo de diálise na noite anterior. Negou mudança no aspecto do líquido drenado e não relatou dor abdominal ou febre. Na clínica, após infusão de 2 litros de solução de diálise a 1,5% para troca manual, observou-se drenagem lenta e de apenas 700 mL.
Qual é a melhor estratégia terapêutica a ser tomada nesse momento?
Um paciente de 58 anos, com diagnóstico de nefropatia crônica obstrutiva, iniciou hemodiálise intermitente convencional através de fístula arteriovenosa em membro superior esquerdo, previamente confeccionada. Sua prescrição atual de diálise inclui sessões com duração de 4 horas, três vezes por semana; último Kt/V = 1,5, ganho interdialítico em torno de 2,5 L. O paciente questiona a possibilidade de migrar para hemodiálise curta diária (seis vezes por semana, com duração de 2 horas) e gostaria de saber as vantagens e desvantagens dessa modificação.
Uma desvantagem do método de hemodiálise curta diária é
Uma gestante de 25 anos, na 36ª semana de gravidez, apresenta elevação da pressão arterial (PA = 166 x 96 mmHg) e surgimento de proteinúria de 600 mg/24h no último exame coletado. Queixa-se de cefaleia. Os demais exames coletados na semana anterior pela rotina do pré-natal revelavam Cr = 0,8 mg/dL; Hb = 10,8 g/dL; Plaquetas = 221 mil/mm3 . Diante do quadro atual, foi internada e iniciado tratamento específico. Entretanto, 24 horas após a internação evolui com piora do controle pressórico, dor em hipocôndrio direito e exames laboratoriais coletados nessa data revelam: Hb = 8,6 g/dL; Cr = 1,3 mg/dL; Plaquetas = 108 mil/mm3 ; Na = 138 mEq/L; K= 4,2 mEq/L. A principal hipótese nesse momento é de Síndrome HELLP.
Os exames laboratoriais que são importantes para esse diagnóstico são
Paciente de 38 anos, com diagnóstico há 2 anos de esquistossomose crônica é acompanhado por hepatologista regularmente. Nos exames laboratoriais recentes, apresentou proteinúria em urina de 24 horas de 2,0 g/24h, que foi repetida e confirmada. Os demais exames laboratoriais revelaram Creatinina = 1,0 mg/dL (estável em relação ao exame anterior); Hb = 12,8 g/dL; Leucócitos = 4.500/mm3 ; Plaquetas = 158 mil/mm3 ; Ureia = 36 mg/dL; K= 3,8 mEq/L; Na = 138 mEq/L.Foram realizadas sorologias virais para Hepatite B e C e anti-HIV, que foram negativas.
Uma das hipóteses do nefrologista que avalia o paciente é de glomerulopatia secundária a esquistossomose, solicitando alguns exames complementares.
Se a hipótese estiver correta, qual o mecanismo mais provável da lesão glomerular?
Paciente de 65 anos, previamente hipertenso, é internado em Unidade de Terapia Intensiva por choque séptico pulmonar. Evolui, após 48 horas de tratamento, com piora das disfunções orgânicas e, nesse contexto, apresenta Injúria Renal Aguda AKIN 3 com indicação de suporte dialítico. Devido à instabilidade hemodinâmica, optou-se por depuração extrarrenal contínua e utilização de anticoagulação regional com citrato.
As principais complicações relacionadas a essa modalidade de anticoagulação a serem pesquisadas são
Paciente de 32 anos realiza hemodiálise intermitente há 4 anos devido à nefropatia de causa indeterminada. Durante a última sessão de hemodiálise, queixou-se de náuseas frequentes e referiu atraso menstrual prolongado. Foi, então, solicitado beta HCG, que, positivo para gravidez, foi complementado com ultrassom que revelou gestação de aproximadamente 12 semanas.
Que ajustes são necessários para melhor adequação dialítica dessa paciente durante a gravidez?
Paciente de 72 anos, com quadro de dor lombar há 6 meses, fadiga e emagrecimento, é encaminhado ao nefrologista por piora de função renal. Negou uso de AINE. Possui HAS leve, em uso de Anlodipina 5 mg/dia com bom controle.
Os exames laboratoriais revelam: Ureia = 78 mg/dL; Cr = 1,8 mg/dL ( há 6 meses Cr = 0,8 mg/dL ); Hb = 7,1 g/dL; Leucócitos = 4.500/mm3 com diferencial normal; Plaquetas = 201 mil/mm3.
O nefrologista que o avalia resolve incluir em sua investigação o rastreio para Disproteinemias, incluindo Mieloma Múltiplo.
Além dos exames específicos para pesquisa de cadeias circulantes, que achados são compatíveis com a hipótese de Mieloma Múltiplo?
Paciente de 46 anos, sexo masculino, relata histórico de nefrolitíase não complicada em rim direito. Chega ao serviço de emergência com quadro de febre de 39 graus há 24 horas, dor em flanco direito e hematúria.
Ao exame : PA = 88 x 56 mmHg; FC = 120 bpm; SatO2 = 90% em ar ambiente, mantendo FR = 28 irpm. Dor espontânea em flanco direito.
Os exames laboratoriais revelam: Hb = 13,5 g/dL; Leucócitos = 18.500/mm3 ; Plaquetas = 200 mil/mm3 ; Ureia = 60 mg/dL; Cr = 1,1 mg/dL; Na = 138 mEq/L; K = 4,6 mEq/L; Bicarbonato = 18 mmol/L; Lactato = 5,5 mmol/L (referência até 1,5 mmol/L).
Após melhora dos parâmetros hemodinâmicos, foi realizada tomografia de abdome que revelou cálculo de 4 mm impactado em ureter proximal direito com hidronefrose associada. Rim esquerdo sem anormalidades.
Além de reposição volêmica, coleta de culturas, início de antibioticoterapia empírica e internação em UTI, a melhor estratégia terapêutica é