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Q1071646 Português

         Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI


      Nestas últimas décadas, surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que impacta negativamente no modo de vida de toda a família. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões.

                              Separação e responsabilidade

      Nos tempos de hoje, dentro de um espectro social muito amplo e profundo, os abandonos e as distâncias não ocupam mais do que algumas quadras ou quilômetros que podem ser vencidos em poucas horas. Nasceu uma geração de “pais órfãos de filhos”. Pais órfãos que não se negam a prestar ajuda financeira. Pais mais velhos que sustentam os netos nas escolas e pagam viagens de estudo fora do país. Pais que cedem seus créditos consignados para filhos contraírem dívidas em seus honrados nomes, que lhes antecipam herança, mas que não têm assento à vida familiar dos mais jovens, seus próprios filhos e netos, em razão – talvez, não diretamente de seu desinteresse, nem de sua falta de tempo – da crença de que seus pais se bastam.

      Este estilo de vida, nos dias comuns, que não inclui conversa amena e exclui a “presença a troco de nada, só para ficar junto”, dificulta ou, mesmo, impede o compartilhamento de valores e de interesses por parte dos membros de uma família na atualidade, resulta de uma cultura baseada na afirmação das individualidades e na política familiar focada nos mais jovens, nos que tomam decisões ego-centradas e na alta velocidade: tudo muito veloz, tudo fugaz, tudo incerto e instável. O desespero calado dos pais desvalidos, órfãos de quem lhes asseguraria conforto emocional e, quiçá material, não faz parte de uma genuína renúncia da parte destes pais, que “não querem incomodar ninguém”, uma falsa racionalidade – e é para isso que se prestam as racionalizações – que abala a saúde, a segurança pessoal, o senso de pertença. É do medo de perder o pouco que seus filhos lhes concedem em termos de atenção e presença afetuosa. O primado da “falta de tempo” torna muito difícil viver um dia a dia em que a pessoa está sujeita ao pânico de não ter com quem contar.

                   A dificuldade de reconhecer a falta que o outro faz

Do prisma dos relacionamentos afetivos e dos compromissos existenciais, todas as gerações têm medo de confessar o quanto o outro faz falta em suas vidas, como se isso fraqueza fosse. Montou-se, coletivamente, uma enorme e terrível armadilha existencial, como se ninguém mais precisasse de ninguém. A família nuclear é muito ameaçadora. Para o conforto, segurança e bem-estar: um número grande de filhos não mais é bem-vindo, pais longevos não são bem tolerados e tudo isso custa muito caro, financeira, material e psicologicamente falando. Sobrevieram a solidão e o medo permanente que impregnam a cultura utilitarista, que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se enxergam como recursos ou clientes. Pais em desespero tentam comprar o amor dos filhos e temem os ataques e abandono de clientes descontentes. Mas, carinho de filho não se compra, assim como ausência de pai e mãe não se compensa com presentes, dinheiro e silêncio sobre as dores profundas, as gerações em conflito se infringem. [...]. Diálogo? Só existe o verdadeiro diálogo entre aqueles que não comungam das mesmas crenças e valores, que são efetivamente diferentes. Conversar, trocar ideias não é dialogar. Dialogar é abrir-se para o outro. É experiência delicada e profunda de autorrevelação. Dialogar requer tempo, ambiente e clima, para que se realizem escutas autênticas e para que sejam afastadas as mútuas projeções. O que sabem, pais e filhos, sobre as noites insones de uns e de outros? 

      O que conversam eles sobre os receios, inseguranças e solidão? E sobre os novos amores? Cada geração se encerra dentro de si própria e age como se tudo estivesse certo e correto, quando isso não é verdade.

FRAIMAN, A. “Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI”. Disponível em <http://www.revistapazes.com/5440-2/. Acesso em 30 out. 2017. (Adaptado)

Em relação à acentuação gráfica, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1071645 Português

         Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI


      Nestas últimas décadas, surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que impacta negativamente no modo de vida de toda a família. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões.

                              Separação e responsabilidade

      Nos tempos de hoje, dentro de um espectro social muito amplo e profundo, os abandonos e as distâncias não ocupam mais do que algumas quadras ou quilômetros que podem ser vencidos em poucas horas. Nasceu uma geração de “pais órfãos de filhos”. Pais órfãos que não se negam a prestar ajuda financeira. Pais mais velhos que sustentam os netos nas escolas e pagam viagens de estudo fora do país. Pais que cedem seus créditos consignados para filhos contraírem dívidas em seus honrados nomes, que lhes antecipam herança, mas que não têm assento à vida familiar dos mais jovens, seus próprios filhos e netos, em razão – talvez, não diretamente de seu desinteresse, nem de sua falta de tempo – da crença de que seus pais se bastam.

      Este estilo de vida, nos dias comuns, que não inclui conversa amena e exclui a “presença a troco de nada, só para ficar junto”, dificulta ou, mesmo, impede o compartilhamento de valores e de interesses por parte dos membros de uma família na atualidade, resulta de uma cultura baseada na afirmação das individualidades e na política familiar focada nos mais jovens, nos que tomam decisões ego-centradas e na alta velocidade: tudo muito veloz, tudo fugaz, tudo incerto e instável. O desespero calado dos pais desvalidos, órfãos de quem lhes asseguraria conforto emocional e, quiçá material, não faz parte de uma genuína renúncia da parte destes pais, que “não querem incomodar ninguém”, uma falsa racionalidade – e é para isso que se prestam as racionalizações – que abala a saúde, a segurança pessoal, o senso de pertença. É do medo de perder o pouco que seus filhos lhes concedem em termos de atenção e presença afetuosa. O primado da “falta de tempo” torna muito difícil viver um dia a dia em que a pessoa está sujeita ao pânico de não ter com quem contar.

                   A dificuldade de reconhecer a falta que o outro faz

Do prisma dos relacionamentos afetivos e dos compromissos existenciais, todas as gerações têm medo de confessar o quanto o outro faz falta em suas vidas, como se isso fraqueza fosse. Montou-se, coletivamente, uma enorme e terrível armadilha existencial, como se ninguém mais precisasse de ninguém. A família nuclear é muito ameaçadora. Para o conforto, segurança e bem-estar: um número grande de filhos não mais é bem-vindo, pais longevos não são bem tolerados e tudo isso custa muito caro, financeira, material e psicologicamente falando. Sobrevieram a solidão e o medo permanente que impregnam a cultura utilitarista, que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se enxergam como recursos ou clientes. Pais em desespero tentam comprar o amor dos filhos e temem os ataques e abandono de clientes descontentes. Mas, carinho de filho não se compra, assim como ausência de pai e mãe não se compensa com presentes, dinheiro e silêncio sobre as dores profundas, as gerações em conflito se infringem. [...]. Diálogo? Só existe o verdadeiro diálogo entre aqueles que não comungam das mesmas crenças e valores, que são efetivamente diferentes. Conversar, trocar ideias não é dialogar. Dialogar é abrir-se para o outro. É experiência delicada e profunda de autorrevelação. Dialogar requer tempo, ambiente e clima, para que se realizem escutas autênticas e para que sejam afastadas as mútuas projeções. O que sabem, pais e filhos, sobre as noites insones de uns e de outros? 

      O que conversam eles sobre os receios, inseguranças e solidão? E sobre os novos amores? Cada geração se encerra dentro de si própria e age como se tudo estivesse certo e correto, quando isso não é verdade.

FRAIMAN, A. “Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI”. Disponível em <http://www.revistapazes.com/5440-2/. Acesso em 30 out. 2017. (Adaptado)

De acordo com o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q956874 Enfermagem
Ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, os comportamentos, as crenças e as decisões de outra pessoa, por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde mental, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.
A definição apresentada refere-se à violência
Alternativas
Q956873 Enfermagem
O Ministério da Saúde criou os Cadernos de Atenção Básica, que orientam e regulamentam várias ações da Rede de Atenção à Saúde (RAS). O caderno que trata das orientações para o manejo dos pacientes com diabetes mellitus é o de número
Alternativas
Q956872 Enfermagem

Segundo a Política Nacional de Atenção Básica (BRASIL, 2011), os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) são equipes multiprofissionais, compostas por profissionais de diferentes profissões ou especialidades, que devem atuar de maneira integrada e apoiando os profissionais das equipes de saúde da família e das equipes de atenção básica para populações específicas (consultórios na rua, equipes ribeirinhas e fluviais), compartilhando práticas e saberes em saúde com as equipes de referência apoiadas, buscando auxiliá-las no manejo ou na resolução de problemas clínicos e sanitários, bem como agregando práticas, na atenção básica, que ampliem o respectivo escopo de ofertas.


Acerca desse tema, pode fazer parte do NASF o médico

Alternativas
Q956871 Enfermagem
Além dos fatores relacionados ao sistema imunológico de cada pessoa, o adoecimento por tuberculose, muitas vezes, está ligado à pobreza e à má distribuição de renda. Considerando que alguns grupos populacionais possuem maior vulnerabilidade em razão das condições de saúde e de vida a que estão expostos, é correto afirmar que a população vulnerável com maior risco de adoecimento por tuberculose são os (as)
Alternativas
Q956869 Enfermagem
No que se refere à Conversão da Atenção Básica regida pela Portaria nº 77/2017, que estabelece a Política de Atenção Primária à Saúde do Distrito Federal, uma das Diretrizes é a resolutividade, isto é, as equipes são responsáveis por resolver demandas de saúde da população dentro da atenção primária, buscando capacitar-se continuamente e buscar instrumentos para exercer as competências indispensáveis para atender a respectiva população de forma integral, em função do perfil social e epidemiológico dessa população, e direcionando os pacientes a outros níveis de atenção à saúde somente quando estritamente necessário. A esse respeito, a porcentagem mínima das demandas que está preconizada nessa portaria é de
Alternativas
Q956868 Enfermagem

A proposta de coordenação do Programa de Saúde na Escola (PSE) por meio dos Grupos de Trabalho Intersetoriais (GTIs) é centrada na gestão compartilhada, em uma construção em que tanto o planejamento quanto a execução das ações são realizados, coletivamente, de forma a atender às necessidades e às demandas locais. As decisões são distribuídas por meio de análises e de avaliações construídas intersetorialmente. O trabalho no GTI pressupõe, dessa forma, interação com troca de saberes, de poderes e de afetos entre profissionais da saúde e da educação, educandos, comunidade e demais redes sociais.


Com base nessas informações, é correto afirmar que compete ao GTI federal

Alternativas
Q956867 Enfermagem
O Ministério da Saúde indica um roteiro de aspectos que devem ser abordados, nos primeiros atendimentos, ao paciente que vive com HIV/AIDS. Em relação a esse roteiro, assinale a alternativa que apresenta temas inclusos na abordagem de risco.
Alternativas
Q956866 Enfermagem
Na febre hemorrágica da dengue (FHD), a contagem de leucócitos é variável, podendo ocorrer desde leucopenia até leucocitose leve. A linfocitose com atipia linfocitária é um achado comum. Nesse quadro, destaca-se a trombocitopenia, caracterizada pela contagem de plaquetas abaixo de
Alternativas
Q956865 Enfermagem
Após a realização da visita domiciliar, faz-se importante verificar se o objetivo dela foi alcançado e se foram dadas e colhidas as informações necessárias. A esse respeito, é correto afirmar que toda visita deve ser realizada tendo como base a (o)
Alternativas
Q956864 Enfermagem

É o epicentro da maioria dos processos e das ações da estratégia saúde da família (ESF), pois é nesse local que se tem acesso aos condicionantes individuais, coletivos e sociais de cada indivíduo e família cadastrada.


O trecho apresentado refere-se ao (à)

Alternativas
Q956863 Enfermagem
Os materiais em unidades hospitalares usualmente são classificados segundo a duração, e são agrupados em materiais de consumo e permanentes. No que concerne aos materiais de consumo, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q956862 Enfermagem
A lavagem gástrica é um procedimento de urgência, que deve ser realizado pelas equipes da estratégia saúde da família o mais precocemente possível, quando indicado, nos casos de ingestão acidental ou intencional de substâncias tóxicas (medicamentos, plantas etc.), a fim de diminuir a exposição e a absorção da substância em questão. Em adultos, uma lavagem gástrica bem-sucedida necessita de uma média de 6 L a 8 L de líquido (soro fisiológico ou água). Para a administração, indica-se infusão de pequenas quantidades por vez, em um máximo de
Alternativas
Q956861 Enfermagem
No diagnóstico comunitário, a representação gráfica dos contatos dos membros da família com os outros sistemas sociais, incluindo a rede de suporte sociossanitário, é a ferramenta denominada
Alternativas
Q956860 Enfermagem

Em biossegurança, consiste na separação dos resíduos contaminados de saúde no momento e no local da respectiva geração, de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, o seu estado físico e os riscos envolvidos.


Essa definição refere-se à

Alternativas
Q956859 Enfermagem

Processo patológico causado por substâncias endógenas ou exógenas, caracterizado por desequilíbrio fisiológico, consequente das alterações bioquímicas no organismo, evidenciado por sinais e sintomas ou mediante dados laboratoriais.


As informações apresentadas correspondem ao conceito para

Alternativas
Q956858 Enfermagem
A proteção à saúde e à segurança dos trabalhadores está contemplada na filosofia das três etapas fundamentais da análise de riscos: 1 – reconhecimento dos riscos existentes no processo de trabalho; 2 – estudo e análise da conjuntura existente, inclusive definindo pontos críticos de controle; e 3 – controle dos riscos existentes. Nessa análise de riscos, são especificadas prioridades para os níveis de intervenção das medidas de controle. A respeito desse tema, quanto à terceira prioridade descrita pela Anvisa dentro desse processo, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q956857 Enfermagem
A dor torácica pode ser classificada em quatro categorias com base nas respectivas características clínicas, independentemente dos exames complementares. Ao exame físico, o enfermeiro identifica a dor torácica como possivelmente associada à angina estável na presença de determinado(s) sintoma(s). Assinale a alternativa que indica esse(s) sintoma(s).
Alternativas
Q956856 Enfermagem
Com relação à classificação geral dos casos de demanda espontânea na atenção básica, descrita no CAB 28, volume II, assinale a alternativa que corresponde a risco baixo ou ausência de risco com vulnerabilidade importante (verde).
Alternativas
Respostas
7821: C
7822: D
7823: D
7824: A
7825: D
7826: C
7827: E
7828: A
7829: B
7830: D
7831: E
7832: A
7833: B
7834: C
7835: A
7836: D
7837: B
7838: E
7839: C
7840: A