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Os acidentes, bem como as doenças relacionadas ao trabalho são eventos influenciados por aspectos associados à situação imediata de trabalho como o maquinário, a tarefa, o meio técnico ou material, pela organização do trabalho, bem como pelas relações de trabalho. Antes de considerar os trabalhadores como sendo os únicos causadores de seu próprio acidente, é preciso entender que eles sofrem as influências diretas dos defeitos de um sistema, concebido de forma precária, com instalações carentes de manutenções adequadas.
Além disso, há, principalmente erros de decisões gerenciais que influenciam o processo como um todo. A análise dos acidentes relacionados ao trabalho é uma tarefa complexa que obriga o analista a observar diversos parâmetros e variáveis que envolvem o trabalho. Para tanto, é essencial a aplicação de uma ferramenta destinada a compreensão do evento acidentário. A ferramenta que analisa acidente do trabalho utilizando, dentre outros parâmetros, a Teoria das Barreiras é
Durante os processos de soldagem ou fundição do ferro, o trabalhador pode inalar óxidos de ferro na forma de fumos metálicos.
Caso não seja implementada nenhuma medida de controle, esse trabalhador poderá desenvolver uma pneumoconiose simples com ausência de fibrose pulmonar. Apesar da ausência de fibrose, o padrão de alteração radiológica provocado por essa pneumoconiose é bastante semelhante aquele provocado pela silicose.
A denominação específica dada à área ocupacional para essa pneumoconiose é
O monóxido de carbono (CO) é um gás incolor e inodoro. Ele é produzido pela combustão incompleta de matéria orgânica ou carbonácea, como derivados de petróleo. Dentre os primeiros sintomas da intoxicação por monóxido de carbono, tem-se a cefaleia, a fadiga e a tontura. As exposições crônicas a esse gás podem levar a sequelas neurológicas, enquanto as exposições agudas podem levar ao óbito.
Quanto à natureza do seu efeito sobre o organismo, o CO é classificado como um
O Anexo Nº 14 da Norma Regulamentadora N.º 15 (NR 15) regulamenta a percepção do adicional de insalubridade relativas às atividades que envolvem agentes biológicos, sendo a insalubridade caracterizada pela avaliação qualitativa.
Assim, realizada essa avaliação e não tendo sido verificada a existência de nenhuma medida de controle dos agentes de risco, os técnicos do laboratório de anatomia
A Norma de Higiene Ocupacional (NHO 08) da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), que trata da coleta de material particulado sólido suspenso no ar de ambientes de trabalho, define material particulado como as partículas sólidas, produzidas por ruptura de um material originalmente sólido, suspensas ou capazes de se manterem suspensas no ar.
A NHO 08 também classifica os materiais particulados nas frações inalável, torácica e respirável, dependendo de sua deposição no trato respiratório, como também dos efeitos adversos provocados.
Para a coleta de materiais particulados nas frações inalável, torácica e respirável, devem ser utilizados, respectivamente, dispositivos de coleta projetados para selecionar partículas com diâmetro aerodinâmico de até
Para a elaboração do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) do laboratório de produção de fármacos, ficou reconhecida a necessidade da avaliação quantitativa da exposição ocupacional ao ácido fosfórico.
Devido à ausência de um Limite de Tolerância na Norma Regulamentadora N.º 15 (NR 15), foram consultados os limites adotados pela American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH® ), como determina a Norma Regulamentadora N.º 9.
A ACGIH® apresenta dois tipos de limites para o ácido fosfórico, sendo um do tipo Time-Weighted Average (TWA) e outro do tipo Short-Term Exposure Limit (STEL). Sabendo que o STEL adotado pela ACGIH® para o ácido fosfórico é de 3 mg/m³, o perfil de exposição a esse agente químico poderá ter, no máximo,
Durante a fase de reconhecimento de riscos do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), o responsável verificou a necessidade da avaliação quantitativa da exposição ocupacional ao agente químico negro de fumo nos trabalhadores que operam as máquinas copiadoras xerográficas.
Consultando a Norma Regulamentadora N.º 15 (NR 15), vê-se que esta não apresenta um Limite de Tolerância para o negro de fumo, porém, a Norma Regulamentadora N.º 9 permite a utilização dos limites preconizados pela American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH® ).
Sabendo que o limite de exposição ocupacional do negro de fumo adotado pela ACGIH® para uma jornada semanal de 40 horas é de 3,0 mg/m³; e que a jornada semanal dos trabalhadores que operam as máquinas copiadoras xerográficas é de 44 horas, o limite de exposição ocupacional semanal ao negro de fumo que deverá ser aplicado nesse caso será de
Um laboratório realiza a avaliação quantitativa da exposição ocupacional à sílica livre cristalina, em uma amostra coletada. No resultado da análise, observa-se que há um percentual de 30% de quartzo na amostra.
Sabendo que a coleta foi realizada seguindo os preceitos da Norma Regulamentadora N.º 15 (NR 15), e que, para tanto, utilizou-se um separador de partículas do tipo Dorr-Oliver, o Limite de Tolerância da poeira de sílica nessa amostra é
A Temperatura Efetiva (TE) é um índice de conforto térmico desenvolvido em 1923, por Yaglou e Houghthen, que é definida pela correlação entre as sensações de conforto e as condições de temperatura, umidade e velocidade do ar.
Antes do advento da Portaria n. 3.214 de 08/06/78, a TE era utilizada para a caracterização do trabalho em condições insalubres quanto ao calor. Atualmente, a TE é utilizada como parâmetro na determinação de conforto térmico pela Norma Regulamentadora N.º 17 (NR 17).
Os instrumentos necessários para a quantificação das variáveis que compõem a TE são
De acordo com a Norma de Higiene Ocupacional (NHO 06), Procedimento Técnico, Avaliação da Exposição Ocupacional ao Calor, da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), no período de aclimatação, o trabalhador deve ter acompanhamento médico, uma vez que existem respostas diferenciadas do organismo humano ao calor.
Durante esse período de aclimatação, os limites de exposição estabelecidos para o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG)
Conforme a Norma de Higiene Ocupacional (NHO 01) da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), se a dose diária estiver entre 50% e 100%, a exposição deve ser considerada acima do nível de ação, devendo ser adotadas medidas preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições ao ruído contínuo ou intermitente causem prejuízos à audição do trabalhador e a evitar que o limite de exposição seja ultrapassado.
Para a NHO 01 o nível de ação em decibéis, correspondente à dose diária para uma jornada padrão de 8 horas é