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Q793291 Português
Texto 10
A complicada arte de ver
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca" Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales" de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê" Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra" Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
ALVES, Rubem. A complicada arte de ver. Disponível em: Acessado em 31 de março de 2014. 
Assinale a alternativa correta em relação ao texto 10.
Alternativas
Q793290 Português
Considere o excerto abaixo. "[P]ode-se dizer que se a modalidade é, essencialmente, um conjunto de relações entre o locutor, o enunciado e a realidade objetiva, é cabível propor que não existam enunciados não-modalizados. Do ponto de vista comunicativo-pragmático, na verdade, a modalidade pode ser considerada uma categoria automática, já que não se concebe que o falante deixe de marcar de algum modo o seu enunciado em termos de verdade do fato expresso, bem como que deixe de imprimir nele certo grau de certeza sobre essa marca." (NEVES, M. H. M. Texto e Gramática. São Paulo: Contexto, 2010, p. 152) Analise as afirmativas a seguir: 1. A intenção dos falantes não interfere na modalização dos enunciados, uma vez que a modalidade é uma categoria automática. 2. O excerto faz menção à modalidade epistêmica, que concerne à atitude do falante em face do conteúdo enunciado. 3. Modalidade e modalização dizem respeito a fenômenos diferentes, estando o primeiro vinculado à dimensão gramatical das categorias verbais e o segundo à dimensão discursiva. 4. A modalidade deve ser vista como uma categoria gradiente e não polarizada. 5. O estudo da modalidade deve considerar aspectos extralinguísticos relacionados à interação social. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas
Alternativas
Q793289 Português
Texto 9
Etimologias?
Um dos mitos mais sólidos relativos às línguas é o da existência, em algum momento da história, de uma língua perfeita, da qual as línguas hoje existentes seriam formas decaídas. Há pelo menos duas manifestações diárias desse mito: uma é a etimologia (feita a sério ou a golpes de picareta, a forma mais comum e de mais sucesso, por parecer simples); outra é o clamor contra qualquer forma popular ou inovadora da língua (por exemplo, uma variação da concordância ou da expressão da possibilidade, da hipótese, do desejo, o tal do subjuntivo, quando não pela ocorrência de grafias 'erradas; como se viu pela reação diante do nome da bola da Copa, 'brazuca, com 'z').
POSSENTI, Sírio. Etimologias? Instituto Ciência Hoje. Publicado em 28/09/2012. Disponível em http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/ palavreado/etimologias. Acesso em 24/05/2014.
Assinale a alternativa correta em consonância com o texto 9.
Alternativas
Q793288 Português
Texto 9
Etimologias?
Um dos mitos mais sólidos relativos às línguas é o da existência, em algum momento da história, de uma língua perfeita, da qual as línguas hoje existentes seriam formas decaídas. Há pelo menos duas manifestações diárias desse mito: uma é a etimologia (feita a sério ou a golpes de picareta, a forma mais comum e de mais sucesso, por parecer simples); outra é o clamor contra qualquer forma popular ou inovadora da língua (por exemplo, uma variação da concordância ou da expressão da possibilidade, da hipótese, do desejo, o tal do subjuntivo, quando não pela ocorrência de grafias 'erradas; como se viu pela reação diante do nome da bola da Copa, 'brazuca, com 'z').
POSSENTI, Sírio. Etimologias? Instituto Ciência Hoje. Publicado em 28/09/2012. Disponível em http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/ palavreado/etimologias. Acesso em 24/05/2014.
Assinale a alternativa correta, considerando o texto 9.
Alternativas
Q793287 Português
Texto 8
Sobre os estudos do discurso
O discurso é produto de uma enunciação, que é realizada por um dado sujeito, num dado tempo e num determinado lugar. Por isso, o discurso é integralmente linguístico e integralmente histórico. O texto é a manifestação do discurso. Portanto, analisar o texto é estudar um discurso produzido por uma enunciação radicada numa dada formação social, num determinado momento da história. As teorias do discurso, no entanto, dividem-se, grosso modo, em dois blocos, segundo a maneira que analisam os fatores sócio- -históricos que determinam o processo enunciativo. O primeiro é constituído por aquelas que pensam que é preciso conhecer as circunstâncias em que o texto foi produzido [...]. O segundo grupo de teorias é daquelas que afirmam que todo discurso é constituído a partir de outro discurso, é uma resposta, uma tomada de posição em relação a outro discurso. Isso significa que todo discurso é ocupado, atravessado, habitado pelo discurso do outro e, por isso, ele é constitutivamente heterogêneo.
FIORIN, José Luiz. Entrevista. Disponível em < http://www.letramagna.com/fiorin.htm> [Adaptado]. 
Verifique se as afirmativas abaixo estão em consonância com o texto 8. 1. As noções de texto e de discurso não se contrapõem, sendo o primeiro a realização material do segundo. 2. Um dos blocos das teorias sobre o discurso supõe o seu estudo a partir das condições históricas, o que inclui aspectos como autoria, época e lugar de produção dos enunciados. 3. Os estudos linguísticos não têm muito a contribuir para os estudos do discurso, uma vez que a enunciação é um ato que extrapola a dimensão linguística. 4. O segundo bloco de estudos sobre o discurso inclui a concepção dialógica dos sentidos. 5. Os dois blocos de estudos do discurso são antagônicos e excludentes, sendo que a perspectiva histórica não interage com o olhar sincrônico sobre os textos. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q793286 Português
Texto 7
Intertextualidade e polifonia
O conceito de polifonia é mais amplo que o de intertextualidade. Enquanto nesta faz-se necessária a presença de um intertexto, cuja fonte é explicitamente mencionada ou não, o conceito de polifonia, tal como elaborado por Ducrot (1980, 1984), a partir da obra de Bakhtin (1929), em que este denomina de polifônico o romance de Dostoievski, exige apenas que se representem, encenem (no sentido teatral), em dado texto, perspectivas ou pontos de vista de enunciadores (reais ou virtuais) diferentes.
Ducrot, ao apresentar a teoria polifônica da enunciação, postula a existência, em cada texto/enunciado, de mais de um enunciador, que representam perspectivas, pontos de vista diferentes, sendo uma delas aquela a que o locutor adere em seu discurso. Isto é, no discurso de um locutor, encenam-se, representam­ -se pontos de vista diversos.
Segundo Ducrot, são os seguintes os principais índices de polifonia: negação; marcadores de pressuposição; determinados operadores argumentativos; futuro do pretérito com valor de metáfora temporal; operadores concessivos; operadores conclusivos; aspas; e expressões do tipo parece que, segundo X; entre outros.
Tanto a polifonia como a intertextualidade são atestações cabais da presença do outro em nossos discursos, do dialogismo tal como postulado por Bakhtin e da incontornável argumentatividade inerente aos jogos de linguagem.
KOCH, Ingedore G. Villaça; BENTES, Anna Christina; CAVALCANTE, Mônica Magalhães. Intertextualidade: diálogos possíveis. São Paulo: Cortez, 2007. p.79-83 [Adaptado]
Considerando o texto 7, assinale a alternativa que não apresenta índice de polifonia, dentre os enumerados por Ducrot.
Alternativas
Q793285 Português
Texto 7
Intertextualidade e polifonia
O conceito de polifonia é mais amplo que o de intertextualidade. Enquanto nesta faz-se necessária a presença de um intertexto, cuja fonte é explicitamente mencionada ou não, o conceito de polifonia, tal como elaborado por Ducrot (1980, 1984), a partir da obra de Bakhtin (1929), em que este denomina de polifônico o romance de Dostoievski, exige apenas que se representem, encenem (no sentido teatral), em dado texto, perspectivas ou pontos de vista de enunciadores (reais ou virtuais) diferentes.
Ducrot, ao apresentar a teoria polifônica da enunciação, postula a existência, em cada texto/enunciado, de mais de um enunciador, que representam perspectivas, pontos de vista diferentes, sendo uma delas aquela a que o locutor adere em seu discurso. Isto é, no discurso de um locutor, encenam-se, representam­ -se pontos de vista diversos.
Segundo Ducrot, são os seguintes os principais índices de polifonia: negação; marcadores de pressuposição; determinados operadores argumentativos; futuro do pretérito com valor de metáfora temporal; operadores concessivos; operadores conclusivos; aspas; e expressões do tipo parece que, segundo X; entre outros.
Tanto a polifonia como a intertextualidade são atestações cabais da presença do outro em nossos discursos, do dialogismo tal como postulado por Bakhtin e da incontornável argumentatividade inerente aos jogos de linguagem.
KOCH, Ingedore G. Villaça; BENTES, Anna Christina; CAVALCANTE, Mônica Magalhães. Intertextualidade: diálogos possíveis. São Paulo: Cortez, 2007. p.79-83 [Adaptado]
Verifique se as afirmativas abaixo estão em consonância com o texto 7 e identifique as verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ). ( ) Para que haja polifonia não é necessária a menção direta ou indireta a determinados textos. ( ) A polifonia se realiza através de determinados recursos linguísticos que operam introduzindo diferentes vozes sociais no texto. ( ) O conceito de polifonia de Ducrot e de Bakhtin implica uma relação hierárquica entre os enunciadores, sendo que a voz do locutor é a dominante. ( ) A polifonia é uma categoria discursiva e, por isso mesmo, não se materializa em elementos linguísticos, cabendo a sua identificação à prática da interpretação. ( ) Os conceitos de polifonia e de intertextualidade se diferem: enquanto o primeiro é de caráter mais discursivo, o segundo é mais textual. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q793284 Português
Texto 6
Os gêneros do discurso
A competência sociocomunicativa dos falantes/ ouvintes leva-os à detecção do que é adequado ou inadequado em cada uma das práticas sociais. Essa competência leva ainda à diferenciação de determinados gêneros de textos, como saber se se está perante uma anedota, um poema, um enigma, uma explicação, uma conversa telefônica etc. Há o conhecimento, pelo menos intuitivo, de estratégias de construção e interpretação de um texto. A competência textual de um falante permite-lhe, ainda, averiguar se em um texto predominam sequências de caráter narrativo, descritivo, expositivo e/ou argumentativo.
O contato com os textos da vida quotidiana exercita a nossa capacidade metatextual para a construção e intelecção de textos.
Bakhtin [1953] (1992, p. 179) escreve:
Todas as esferas da atividade humana, por mais variadas que sejam, estão relacionadas com a utilização da língua. Não é de surpreender que o caráter e os modos dessa utilização sejam tão variados como as próprias esferas da atividade humana [...]. O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo temático e por seu estilo verbal, ou seja, pela seleção operada nos recursos da língua - recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais - mas também, e sobretudo, por sua construção composicional.
KOCH, Ingedore G. Villaça. Desvendando os segredos do texto. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2003. p. 53-54.
Considere o trecho extraído do texto 6. "Todas as esferas da atividade humana, por mais variadas que sejam, estão relacionadas com a utilização da língua. Não é de surpreender que o caráter e os modos dessa utilização sejam tão variados como as próprias esferas da atividade humana [...]. O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo temático e por seu estilo verbal, ou seja, pela seleção operada nos recursos da língua - recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais - mas também, e sobretudo, por sua construção composicional." Em relação aos aspectos linguísticos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q793283 Português
Texto 6
Os gêneros do discurso
A competência sociocomunicativa dos falantes/ ouvintes leva-os à detecção do que é adequado ou inadequado em cada uma das práticas sociais. Essa competência leva ainda à diferenciação de determinados gêneros de textos, como saber se se está perante uma anedota, um poema, um enigma, uma explicação, uma conversa telefônica etc. Há o conhecimento, pelo menos intuitivo, de estratégias de construção e interpretação de um texto. A competência textual de um falante permite-lhe, ainda, averiguar se em um texto predominam sequências de caráter narrativo, descritivo, expositivo e/ou argumentativo.
O contato com os textos da vida quotidiana exercita a nossa capacidade metatextual para a construção e intelecção de textos.
Bakhtin [1953] (1992, p. 179) escreve:
Todas as esferas da atividade humana, por mais variadas que sejam, estão relacionadas com a utilização da língua. Não é de surpreender que o caráter e os modos dessa utilização sejam tão variados como as próprias esferas da atividade humana [...]. O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo temático e por seu estilo verbal, ou seja, pela seleção operada nos recursos da língua - recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais - mas também, e sobretudo, por sua construção composicional.
KOCH, Ingedore G. Villaça. Desvendando os segredos do texto. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2003. p. 53-54.
Considere a citação abaixo. "A união sintática de dois sintagmas ou de duas orações pode ser expressa por um par de palavras ou locuções que separadamente assinalam cada um dos termos conectados. Trata-se da correlação, processo usual na linguagem da argumentação, utilizado para dar idêntico realce às unidades conectadas". (AZEREDO, 2008. p. 351.) Assinale a alternativa onde não ocorre correlação.
Alternativas
Q793282 Português
Texto 6
Os gêneros do discurso
A competência sociocomunicativa dos falantes/ ouvintes leva-os à detecção do que é adequado ou inadequado em cada uma das práticas sociais. Essa competência leva ainda à diferenciação de determinados gêneros de textos, como saber se se está perante uma anedota, um poema, um enigma, uma explicação, uma conversa telefônica etc. Há o conhecimento, pelo menos intuitivo, de estratégias de construção e interpretação de um texto. A competência textual de um falante permite-lhe, ainda, averiguar se em um texto predominam sequências de caráter narrativo, descritivo, expositivo e/ou argumentativo.
O contato com os textos da vida quotidiana exercita a nossa capacidade metatextual para a construção e intelecção de textos.
Bakhtin [1953] (1992, p. 179) escreve:
Todas as esferas da atividade humana, por mais variadas que sejam, estão relacionadas com a utilização da língua. Não é de surpreender que o caráter e os modos dessa utilização sejam tão variados como as próprias esferas da atividade humana [...]. O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo temático e por seu estilo verbal, ou seja, pela seleção operada nos recursos da língua - recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais - mas também, e sobretudo, por sua construção composicional.
KOCH, Ingedore G. Villaça. Desvendando os segredos do texto. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2003. p. 53-54.
Assinale a alternativa correta que se encontra em consonância com a noção de gênero discursivo presente na citação do texto 6.
Alternativas
Q793281 Português
Correlacione as colunas, considerando os tipos de construções condicionais. Coluna 1 1. factual 2. contrafactual 3. eventual Coluna 2 ( ) Se ele não responde aos teus telefonemas é porque deixaste de cumprir o compromisso assumido. ( ) Se eu estivesse de férias naquele período, teria acompanhado meus filhos em sua viagem a Paris. ( ) Se não concordarem com a decisão da assembleia, então cada um que lute por si. ( ) Se você não consegue relaxar, você não consegue dormir. ( ) Se os homens letrados eram poucos, as mulheres alfabetizadas formavam um número bem reduzido. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q793280 Português
Considerando o emprego do gerúndio, identifique se são verdadeiras ( V ) ou falsas ( F ) as relações sintáticas e os valores semânticos indicados a seguir. ( ) Tendo livres as mãos, poderia fugir do cativeiro. (adverbial/condição) ( ) Meu irmão, conhecendo o histórico do pai, alterou o itinerário do passeio. (adjetiva/ causalidade) ( ) Todos os dias, Maria subia o morro cantando. (adverbial/modo) ( ) Os brados de guerra começavam a soar ao longe como um trovão ribombando no vale. (adjetiva/atividade passageira) ( ) Pensando bem, tudo aquilo era muito estranho. (adverbial/concessão) Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q793279 Português
Texto 5
Planejando seu texto: falado e escrito
Vamos supor que começássemos a escrever usando a mesma variedade da língua que se usa na fala: chamei ela, a casa que eu moro, tá bem etc. Isso não significaria, em absoluto, que os textos escritos ficariam idênticos ao que vou chamar, por comodidade, de textos falados. Acontece que há outras diferenças, que acabam sendo mais importantes do que as diferenças gramaticais, e que são impossíveis de eliminar, porque não decorrem de convenção social, mas das limitações e recursos do meio empregado: a fala ou a escrita.
Para dar um exemplo: um leitor pode diminuir a velocidade de leitura, e pode reler um trecho se achar que não entendeu direito. Mas um ouvinte não tem esses recursos: se não entendeu, precisa pedir ao falante que repita - e não pode ficar fazendo isso o tempo todo, para não perturbar a própria situação de comunicação, e acabarem os dois se confundindo na conversa. Isso tem consequências para a estruturação do texto. Um autor pode escrever de maneira muito mais sintética, sem repetições e construindo suas frases em um plano amplo, como por exemplo:
O Durval, que toma conta da escola, saiu correndo atrás dos meninos da terceira série, que tinham ido para a rua, a fim de vigiá-los.
Essa frase funciona perfeitamente na escrita. Mas se for falada desse jeito - e principalmente se as outras frases do texto forem todas estruturadas assim - vai ficar difícil de entender. O ouvinte, que não pode voltar atrás, pode não se lembrar de quem é que vai "vigiar'; ou quem são "-los" ou quem é que tinha ido para a rua. Essa passagem apareceria (e, na verdade, apareceu) em um texto falado com a seguinte forma:
aí, saiu o Durval saiu correndo atrás dos menino, né, o que toma conta lá da escola, pra poder, saiu correndo atrás dos menino, poder tomar conta dos menino. Os menino tinha ido pra rua, menino da terceira série.
PERINI, Mário A. A língua do Brasil amanhã e outros mistérios. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. p. 65-67.
Considerando as versões escrita e falada do exemplo dado no texto 5, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q793278 Português
Texto 5
Planejando seu texto: falado e escrito
Vamos supor que começássemos a escrever usando a mesma variedade da língua que se usa na fala: chamei ela, a casa que eu moro, tá bem etc. Isso não significaria, em absoluto, que os textos escritos ficariam idênticos ao que vou chamar, por comodidade, de textos falados. Acontece que há outras diferenças, que acabam sendo mais importantes do que as diferenças gramaticais, e que são impossíveis de eliminar, porque não decorrem de convenção social, mas das limitações e recursos do meio empregado: a fala ou a escrita.
Para dar um exemplo: um leitor pode diminuir a velocidade de leitura, e pode reler um trecho se achar que não entendeu direito. Mas um ouvinte não tem esses recursos: se não entendeu, precisa pedir ao falante que repita - e não pode ficar fazendo isso o tempo todo, para não perturbar a própria situação de comunicação, e acabarem os dois se confundindo na conversa. Isso tem consequências para a estruturação do texto. Um autor pode escrever de maneira muito mais sintética, sem repetições e construindo suas frases em um plano amplo, como por exemplo:
O Durval, que toma conta da escola, saiu correndo atrás dos meninos da terceira série, que tinham ido para a rua, a fim de vigiá-los.
Essa frase funciona perfeitamente na escrita. Mas se for falada desse jeito - e principalmente se as outras frases do texto forem todas estruturadas assim - vai ficar difícil de entender. O ouvinte, que não pode voltar atrás, pode não se lembrar de quem é que vai "vigiar'; ou quem são "-los" ou quem é que tinha ido para a rua. Essa passagem apareceria (e, na verdade, apareceu) em um texto falado com a seguinte forma:
aí, saiu o Durval saiu correndo atrás dos menino, né, o que toma conta lá da escola, pra poder, saiu correndo atrás dos menino, poder tomar conta dos menino. Os menino tinha ido pra rua, menino da terceira série.
PERINI, Mário A. A língua do Brasil amanhã e outros mistérios. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. p. 65-67.
Considere os segmentos extraídos do texto 5. 1. "Isso não significaria, em absoluto' que os textos escritos ficariam idênticos ao que vou chamar, por comodidade, de textos falados" 2. "Acontece que há outras diferenças, que acabam sendo mais importantes do que as diferenças gramaticais, e que são impossíveis de eliminar, porque não decorrem de convenção social, mas das limitações e recursos do meio empregado: a fala ou a escrita" Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ). ( ) Em 1, a expressão "em absoluto" está funcionando como um modalizador epistêmico asseverativo, indicando que o autor demonstra comprometimento em seu argumento. ( ) Em 1, a expressão "por comodidade" está funcionando como um modalizador avaliativo, cujo escopo recai sobre todo o enunciado. ( ) Em 2, "porque" é um conector que estabelece uma relação lógico-semântica de causa e consequência relativamente ao evento representado no enunciado anterior. ( ) Em 2, o segmento "que acabam [...]diferenças gramaticais" é uma oração adjetiva explicativa, intercalada entre o sujeito e o predicado da oração principal. ( ) Em 2, o sintagma nominal "o meio empregado" estabelece uma remissão por referenciação catafórica. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q793277 Português
Texto 5
Planejando seu texto: falado e escrito
Vamos supor que começássemos a escrever usando a mesma variedade da língua que se usa na fala: chamei ela, a casa que eu moro, tá bem etc. Isso não significaria, em absoluto, que os textos escritos ficariam idênticos ao que vou chamar, por comodidade, de textos falados. Acontece que há outras diferenças, que acabam sendo mais importantes do que as diferenças gramaticais, e que são impossíveis de eliminar, porque não decorrem de convenção social, mas das limitações e recursos do meio empregado: a fala ou a escrita.
Para dar um exemplo: um leitor pode diminuir a velocidade de leitura, e pode reler um trecho se achar que não entendeu direito. Mas um ouvinte não tem esses recursos: se não entendeu, precisa pedir ao falante que repita - e não pode ficar fazendo isso o tempo todo, para não perturbar a própria situação de comunicação, e acabarem os dois se confundindo na conversa. Isso tem consequências para a estruturação do texto. Um autor pode escrever de maneira muito mais sintética, sem repetições e construindo suas frases em um plano amplo, como por exemplo:
O Durval, que toma conta da escola, saiu correndo atrás dos meninos da terceira série, que tinham ido para a rua, a fim de vigiá-los.
Essa frase funciona perfeitamente na escrita. Mas se for falada desse jeito - e principalmente se as outras frases do texto forem todas estruturadas assim - vai ficar difícil de entender. O ouvinte, que não pode voltar atrás, pode não se lembrar de quem é que vai "vigiar'; ou quem são "-los" ou quem é que tinha ido para a rua. Essa passagem apareceria (e, na verdade, apareceu) em um texto falado com a seguinte forma:
aí, saiu o Durval saiu correndo atrás dos menino, né, o que toma conta lá da escola, pra poder, saiu correndo atrás dos menino, poder tomar conta dos menino. Os menino tinha ido pra rua, menino da terceira série.
PERINI, Mário A. A língua do Brasil amanhã e outros mistérios. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. p. 65-67.
Considere os trechos extraídos do texto 5. 1. "Para dar um exemplo: um leitor pode diminuir a velocidade de leitura, e pode reler um trecho se achar que não entendeu direito. Mas um ouvinte não tem esses recursos: se não entendeu, precisa pedir ao falante que repita - e não pode ficar fazendo isso o tempo todo, para não perturbar a própria situação de comunicação, e acabarem os dois se confundindo na conversa." 2. "O ouvinte, que não pode voltar atrás, pode não se lembrar de quem é que vai 'vigiar; ou quem são '-los, ou quem é que tinha ido para a rua." Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ). ( ) Em 1, o artigo indefinido, sublinhado nas duas ocorrências, particulariza, respectivamente, um leitor e um ouvinte específico que o autor tem em mente. ( ) Em 1, a ordenação das sentenças condicionais sublinhadas relativamente às respectivas principais promove a manutenção do paralelismo estrutural entre os períodos. ( ) Em 1, "esses recursos" e "isso" são mecanismos coesivos para indicar progressão referencial, caracterizados, respectivamente, como uso de descrição definida e de forma remissiva demonstrativa. ( ) Em 2, as duas orações sublinhadas apresentam valores distintos para o auxiliar modal "poder": modalidade voltada ao eixo da conduta e modalidade voltada ao eixo da possibilidade epistêmica, respectivamente. ( ) Em 2, as duas ocorrências de "é que" sinalizam focalização do conteúdo de orações objetivas diretas. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. 
Alternativas
Q793276 Português
Texto 5
Planejando seu texto: falado e escrito
Vamos supor que começássemos a escrever usando a mesma variedade da língua que se usa na fala: chamei ela, a casa que eu moro, tá bem etc. Isso não significaria, em absoluto, que os textos escritos ficariam idênticos ao que vou chamar, por comodidade, de textos falados. Acontece que há outras diferenças, que acabam sendo mais importantes do que as diferenças gramaticais, e que são impossíveis de eliminar, porque não decorrem de convenção social, mas das limitações e recursos do meio empregado: a fala ou a escrita.
Para dar um exemplo: um leitor pode diminuir a velocidade de leitura, e pode reler um trecho se achar que não entendeu direito. Mas um ouvinte não tem esses recursos: se não entendeu, precisa pedir ao falante que repita - e não pode ficar fazendo isso o tempo todo, para não perturbar a própria situação de comunicação, e acabarem os dois se confundindo na conversa. Isso tem consequências para a estruturação do texto. Um autor pode escrever de maneira muito mais sintética, sem repetições e construindo suas frases em um plano amplo, como por exemplo:
O Durval, que toma conta da escola, saiu correndo atrás dos meninos da terceira série, que tinham ido para a rua, a fim de vigiá-los.
Essa frase funciona perfeitamente na escrita. Mas se for falada desse jeito - e principalmente se as outras frases do texto forem todas estruturadas assim - vai ficar difícil de entender. O ouvinte, que não pode voltar atrás, pode não se lembrar de quem é que vai "vigiar'; ou quem são "-los" ou quem é que tinha ido para a rua. Essa passagem apareceria (e, na verdade, apareceu) em um texto falado com a seguinte forma:
aí, saiu o Durval saiu correndo atrás dos menino, né, o que toma conta lá da escola, pra poder, saiu correndo atrás dos menino, poder tomar conta dos menino. Os menino tinha ido pra rua, menino da terceira série.
PERINI, Mário A. A língua do Brasil amanhã e outros mistérios. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. p. 65-67.
Observe as formas verbais sublinhadas no texto 5 e assinale a alternativa correta
Alternativas
Q793275 Português
Correlacione as colunas, considerando as relações semânticas e/ou discursivas estabelecidas por "mas" na articulação das orações em cada período. Coluna 1 1. oposição de dois conteúdos 2. quebra de uma expectativa 3. atenuação de um pressuposto 4. focalização de uma circunstância 5. compensação Coluna 2 ( ) Guarde a louça, mas com cuidado. ( ) Aquele foi um dia inesquecível: perdeu o vôo, mas conheceu o marido. ( ) A bola bateu com força na janela da casa, mas não quebrou o vidraça. ( ) João é aplicado, mas Pedro é muito preguiçoso. ( ) A polícia não tem pistas dos assaltantes, mas as falhas na segurança do banco são visíveis. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q793274 Português
Correlacione as colunas, considerando os recursos de coesão remissiva indicados. Coluna 1 1. pronominalização 2. elipse 3. substituição lexical 4. inferência Coluna 2 ( ) A jovem acordou sobressaltada. Ela não conseguia lembrar-se do que havia acontecido. ( ) A mãe de Paulo está hospitalizada. A senhora sofreu um acidente. ( ) João ganhou uma bicicleta. Maria quer também. ( ) Escolha um peixe fresco e prepare-o para ir ao forno. ( ) Os alunos chegaram cedo à Universidade e a biblioteca ainda estava fechada. Assinale a alternativa que indica a sequência correta,de cima para baixo.
Alternativas
Q793273 Português

Texto 4 

A coesão, o léxico e a gramática

A coesão do texto tem uma dupla função: a de promover e a de sinalizar as articulações de segmentos, de modo a possibilitar a sua continuidade e a sua unidade. Dessa forma, a coesão não apenas estabelece os nexos que ligam as subpartes do texto como também marca onde estão esses nexos e quais os pontos que eles articulam.

A gramática é uma condição para que aquilo que dizemos, numa determinada situação, faça sentido e possa funcionar como atividade de interação. O uso de certas categorias gramaticais promove e sinaliza a continuidade do texto e é, por isso, uma das condições de sua coerência. O vocabulário de um texto, por sua vez, não cumpre apenas uma função ligada ao significado do que se pretende dizer, mas cumpre também a função de marcar as ligações que se quer fazer no texto, para que ele tenha a necessária continuidade e unidade. São, portanto, mais do que palavras com significados.

ANTUNES, Irandé. Lutar com palavras: coesão e coerência. São Paulo: Parábola Editorial, 2005. p. 164-173. [Adaptado]

Verifique se as afirmativas abaixo estão em consonância com a concepção de gramática presente no texto 4. 1. Gramática é um compêndio descritivo-normativo cuja principal finalidade é apresentar a descrição das classes gramaticais e as regras de sua combinação, funcionando como um guia na correção de erros. 2. A gramática representa um conjunto de possibilidades que regulam o funcionamento de uma língua, para que ela se efetive socialmente. 3. A gramática tem um papel prescritivo, de natureza ideológica, funcionando como parâ­metro normatizador dos usos orais e escritos da língua. 4. A gramática está presente em qualquer atividade verbal - formal ou informal, prestigiada ou não -, tenhamos ou não consciência disso. 5. A gramática confere à língua um caráter social de mediação, e não de discriminação e exclusão. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q793272 Português

Texto 4 

A coesão, o léxico e a gramática

A coesão do texto tem uma dupla função: a de promover e a de sinalizar as articulações de segmentos, de modo a possibilitar a sua continuidade e a sua unidade. Dessa forma, a coesão não apenas estabelece os nexos que ligam as subpartes do texto como também marca onde estão esses nexos e quais os pontos que eles articulam.

A gramática é uma condição para que aquilo que dizemos, numa determinada situação, faça sentido e possa funcionar como atividade de interação. O uso de certas categorias gramaticais promove e sinaliza a continuidade do texto e é, por isso, uma das condições de sua coerência. O vocabulário de um texto, por sua vez, não cumpre apenas uma função ligada ao significado do que se pretende dizer, mas cumpre também a função de marcar as ligações que se quer fazer no texto, para que ele tenha a necessária continuidade e unidade. São, portanto, mais do que palavras com significados.

ANTUNES, Irandé. Lutar com palavras: coesão e coerência. São Paulo: Parábola Editorial, 2005. p. 164-173. [Adaptado]

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), considerando o texto 4. ( ) A coesão diz respeito à ocorrência de elementos linguísticos na superfície do texto; não tem correlação, portanto, com a coerência textual, que corresponde a relações conceituais subjacentes. ( ) Na produção de um texto, a escolha de um pronome para retomar um referente, ou a escolha de um artigo definido para introduzir um referente são estratégias de natureza gramatical. ( ) Nos textos que circulam oralmente e por escrito, a presença de um componente gramatical é secundária para que o sentido se expresse e a interação aconteça. ( ) A proximidade semântica entre as palavras de um texto, através do recurso da associação, constitui um recurso coesivo no âmbito lexical. ( ) Não se faz um texto sem gramática; mas, também, não se faz um texto apenas com gramática. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Respostas
2241: A
2242: E
2243: D
2244: E
2245: C
2246: D
2247: B
2248: C
2249: D
2250: B
2251: A
2252: A
2253: D
2254: C
2255: D
2256: B
2257: E
2258: A
2259: E
2260: C